The Strenght Of Love
19 Recomeço
Notas iniciais
– Clara?
Guardei rapidamente o iPod dentro da bolsa e me levantei. Olhei para trás e ao ver quem era tomei um susto. Minhas pernas amoleceram e ficaram como um gelatina, eu sentia que ia desmaiar.
– Bill? O que... O que você está fazendo aqui? — perguntei gaguejando e com os olhos arregalados de surpresa.
Logo que o vi não o reconheci, ele estava com uma touca bege clara e óculos pretos. Mas ao ver seus piercings não tive mais dúvidas. Ele devia estar tentando se disfarçar de algum paparazzi maluco.
– Vim te pedir desculpas. Porfavor, não faz isso Clara! — disse Bill desesperado apenas a alguns centímetros de mim.
– Fazer o que? — perguntei fingindo e nervosa.
– Como assim "fazer o que"? Você está indo embora! Me desculpa por tudo o que eu fiz Clara, eu te amo. Eu não vou deixar você ir assim desse jeito. Se foi pelo o que eu fiz, eu vou encontrar um jeito de fazer tudo voltar ao normal, só não me deixe! — disse ele quase gritando.
As pessoas por perto começaram a olhar. Ele estava praticamente gritando pelo aeroporto e eu não sabia o que fazer. Meu desespero parecia ainda pior que o dele. Ver ele desse jeito na minha frente me fazia perder a cabeça. Eu me sentia totalmente sem saída. Eu susurrava não na minha mente tentando encontrar um refúgio. As dúvidas me fizeram sentir um aperto enorme no coração e então a dor saiu pelos meus olhos em forma de lágrimas.
– Não Bill... — disse baixinho tentando conter meu choro.
– Clara, meu amor, eu te amo, se você for embora, eu... eu nunca vou me perdoar, eu vou... — disse ele me abraçando forte praticamente espremendo os meus ossos e chorando.
Agarrei seu pescoço com minhas mãos chorando ainda mais. Eu não estava mais suportando tudo isso. Eu não aguentaria ficar longe dele, mas eu não sabia o que fazer, isso é a situação mais complicada do mundo. Eu não posso ficar... posso?
– Bill eu te amo, mas eu não posso... Você não entende! — disse com voz de choro.
– Você pode Clara. — disse Bill me agarrando pela cintura como se não fosse me soltar nunca mais.
– Porque você não veio antes, porque você não confiou em mim? Você achou que rosas resolveriam tudo? — me desvencilhei dele.
– Eu não pude! Eu tive entrevistas, gravações... Mas eu estou aqui Clara. Você acha que não doeu em mim? Você acha mesmo que eu não tentei? Acredite, eu fiz e farei tudo por você.
– Eu preciso ir agora Bill. Meus pais estão vindo pra cá. — disse desesperada olhando meus pais pegando as malas.
– Então é isso Clara? Você vai embora porque o seus pais querem que você faça advocacia? Se você quisesse eu entenderia, porque a única coisa que eu quero é te ver feliz, mesmo que seja longe de mim, mas você não quer isso. Se você me ama, vamos embora agora. Eles não precisam saber disso e não podem te obrigar. — disse ele estendendo a mão para mim.
– Como você sabe disso? E como você soube que eu estava aqui? — perguntei desconfiada.
– Yollanda...
– Só podia ser.
Olhei para trás novamente e meus pais estavam vindo em nossa direção. Eu teria que fazer uma escolha agora, ir ou ficar. Havia muito pouco tempo pra fazer um decisão dessas. Pensei no que Yo havia me dito: "Você tem idade suficiente para saber o que fazer da vida, está na hora de deixar de ser controlada pela sua mãe" E ela estava certa. Fiz minha decisão tão precisamente e rapidamente como nunca. E dessa vez foi uma decisão para a minha felicidade.
– Vamos. — peguei a mão de Bill convicta.
– Eu também te amo. — disse ele com o maior sorriso do mundo me fazendo sorrir também.
Peguei uma das minhas malas e Bill pegou a outra. Saímos correndo em direção á saida. Quando estávamos na porta, sem querer trombei em um cara com blusão preto.
– Desculpa! — disse ofegante por causa da corrida.
Após alguns segundos percebi que esse era o mesmo homem que tinha me ajudado com as malas no dia em que cheguei em LA e também na LA Model. Ele estava me perseguindo agora? Isso é muito estranho, mas não tinha tempo agora para isso.
Bill apontou para onde estava o seu Audi e corremos até ele. Colocamos minhas malas no porta malas e entramos. Bill saiu rapidamente do aeroporto. Nossa respiração estava acelerada e eu me dei conta do quão louco foi o que eu tinha acabado de fazer, mas me senti diferente, me senti bem e livre. A partir de agora ninguém mais manda na minha vida.
– Você quer parar e comer em algum restaurante? — perguntou Bill feliz.
– Não precisa.
– Afinal, o que aconteceu com você? Eu me sinto muito culpado em ter te deixado sair daquele jeito na chuva. Um dia eu espero que você me perdoe. — disse ele enquanto estávamos parados no sinal vermelho.
– Eu já te perdoei Bill, se não eu não teria feito o que fiz. Eu também devia ter te contado sobre as mensagens... — disse entortando a boca.
– E eu não devia ter sido tão ciumento e ter gritado com você.
– Vai ficar tudo bem. — sorri levemente olhando para ele.
Em 15 minutos chegamos em sua casa. Ele me ajudou a levar as malas para dentro. No sofá da sala estava Tom todo largado assistindo a um programa com mulheres... Pouco vestidas.
– Clara, você está de volta! Fala sério, como você aguenta o Bill? — perguntou Tom rindo vindo em minha direção.
– Tom, é melhor você calar essa boca antes que eu...
– Bill, calma. — o interrompi.
– É, calma. Eu só estou brincando Sr. Estressadinho. Na verdade, eu estou feliz por vocês estarem de volta. O Bill ficou muito mal Clara... Ele precisou muito do meu ombro e dos meus cuidados. — disse ele segurando uma risada.
– Eu fiquei mal, mas não precisei de ombro nenhum! — Bill deu um soco no ombro de Tom. — Vamos subir Clara.
Bill pegou minhas duas malas, uma em cada mão e subiu. Não adiantou a minha ajuda, como sempre, cavalheiro. Então fui só com a minha bolsa.
Ele colocou as malas encostadas na parede e tirou sua touca, óculos e jaqueta de frio. Fiquei surpresa quando vi seu cabelo em uma especie de cinza.
– Bill, você pintou seu cabelo de... cinza? — perguntei impressionada.
– Sim, eu não aguento ficar de um jeito por muito tempo. E também tentei ficar mais bonito pra você, mas acho que você não gostou. Você gostou? — perguntou ele meio sem graça.
– É claro que eu gostei seu bobo! E você não precisa ficar mais bonito, eu te amo de qualquer jeito. — disse indo abraça-lo.
– Eu também te amo Clara. Eu tive tanto medo de te perder... Eu não sei o que seria da minha vida se você não ficasse. — disse ele sério.
– Mas agora eu estou aqui certo? Eu tenho que te agradecer por me fazer mudar de ideia, eu nunca mais vou te abandonar ou deixar alguém me dizer o que tenho que fazer.
– Nunca deixe ninguém te impedir de fazer o que quer.
Ele olhou no fundo dos meus olhos e passou levemente seus dedos pelo meu rosto. Puxou o meu queixo e nossos lábios se fecharam como a tempo não faziam. Eu senti falta, mesmo se foi apenas 2 ou 3 dias, de sentir sua boca macia e com gélidos piercings grudados na minha. Logo dei passagem para sua língua tocar na minha. Eu o queria cada vez mais.
O beijo foi ficando cada vez mais intenso e meu corpo parecia estar em chamas e então tirei o meu sobretudo e pudi sentir melhor o peito dele contra o meu. Ele foi andando para trás até me encostar na parede. Paramos para respirar um pouco.
– Que saudades de te beijar. — ele susurrou provocativamente em meus ouvidos.
Recomeçamos o beijo novamente e ele mordeu de leve meu lábio inferior fazendo meus pelos do braço iriçarem. Sua língua fazia movimentos circulares na minha, mas tudo com ele era muito delicado, não havia rapidez. Ele retirou sua mão esquerda que estava no meu rosto e trancou a porta com a chave que estava pendurada nela. Sem mais delongas, pegou minhas pernas me apoiando contra a parede e depois as colocou em sua cintura. Senti sua mão direita subindo e descendo, da barriga aos meus seios, até ele começar a tirar minha blusa. Em seguida foi a minha vez de tirar sua blusa, e eu não sabia se o que estávamos fazendo era certo ou errado, eu não ligava. Eu só queria ele comigo para sempre.
O afastei de mim ficando em pé novamente e ele me surpreendeu me pegando no colo e me levou até a cama me deitando. Ele se deitou sobre mim e eu senti nossas peles se tocarem assim como nossos lábios. Eu estava fazendo carinhos em seu cabelo, sem cessar. Paramos de nos beijar e ele passou as mãos por trás das minhas costas abrindo meu sutiã de renda preto. Ele massageava meus seios de uma forma excitante. Não pude conter um pequeno gemido.
Depois ele tirou minha saia e meia fina e eu atirei os saltos para longe com os pés. Eu estava só de calcinha quando resolvi empatar o jogo deixando-o só de cueca boxer preta. Ele estava beijando meu pescoço quando percebi o quão forte estavam seus músculos. Ele estava mais lindo do que nunca.
Nós dois não estávamos mais aguentando ficar só nos beijos, então ele tirou delicamente minha calcinha que tinha rosas na renda e era até um pouco transparente. Nossos corpos estavam quentes e nossa respiração aumentando cada vez mais. Não falamos nada enquanto isso e também talvez não falaríamos.
Ele passou rapidamente uma das mãos sobre o meu órgão genital me fazendo gemer e apertou seu corpo contra o meu. Deu beijinhos pelo meu corpo todo, sem pressa e com algumas mordidas. Rapidamente, ele saiu de cima de mim e deitou-se ao meu lado levando a mão até o criado mudo e abrindo a gaveta. Pegou uma camisinha e voltou por cima de mim de novo. Me olhou fundo como se estivesse pedindo permição para transar comigo, e eu apenas passei meus dedos em seu rosto em uma resposta positiva.
Ele abriu a camisinha e foi para o meu lado novamente. Tirou sua cueca e colocou em seu membro. Eu fiquei olhando para cima esperando ele voltar. Eu estava com vergonha de olhar, mas pude ver seu pênis quando ele voltou sobre mim e parecia estar latejando, eu precisava satisfaze-lo. Ele arrastou minhas pernas delicadamente fazendo seu quadril ficar entre elas. Tentei relaxar ao máximo e o beijei. Senti seu membro tentando entrar em mim com dificuldade e um pouco de dor.
– Se quiser que eu pare, porfavor fale, eu não vou te machucar. — disse ele antes de adentrar em mim.
Um tempo depois o senti totalmente dentro de mim e não pude evitar um gemido alto. Agarrei o Bill mais forte gemendo a cada movimento. Eu arranhava suas costas, o prazer e o amor que eu sentia era imenso. No começo as investidas eram leves e tentadoras. Depois foram ficando mais rápidas e seus arquejos em meu ouvido mas altos. Puxei seu queixo para perto da minha boca e olhei em seus olhos com ele ainda fazendo movimentos de vai e vem em mim. Nós estávamos ambos muito suados e ofegantes. Encostei meus lábios contra o dele em um beijo molhado, me fazendo calar por uns instantes.
Sentir sua boca, sua língua e ele totalmente dentro de mim era incansável. Nós formávamos apenas um corpo regido pelo amor. Ele forçava minha cintura contra a dele cada vez mais até chegarmos ao orgasmo juntos, que foi longo, me fazendo perder o ar, ficar alucinada. Eu estava explodindo de amor e prazer por ele. Tudo estava absolutamente perfeito. Ele foi parando aos poucos e ficou uns segundos de olhos fechado em cima de mim me abraçando. Sua testa estavam com alguns pingos de suor e a respiração descontrolada.
– Eu te amo. Te amo tanto que chega a doer. — disse Bill um pouco mais calmo ainda com seu membro dentro de mim.
– Eu também te amo. Eu não posso dizer o quanto.
Ele me deu um último beijo profundo e saiu de dentro de mim. Jogou a camisinha fora e depois deitou-se ao meu lado e me puxou. Encostei minha cabeça sobre seu peito abrançando-o e sentindo seu coração retornar a o ritmo normal. Ele puxou o lençol branco que estava nos nossos pés e nos cobriu. Dormimos juntos e eu tendo a certeza de que tudo estava perfeito na minha vida agora.
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