The Strenght Of Love

13 Esquecendo Dos Problemas Por Um Dia


Notas iniciais
Olá leitores! :D Como estão? Bem, primeiramente quero dizer que nesse capítulo vai aparecer um dos cachorros dos Kaulitz e então eu dei um nome a ele já que não sabemos o verdadeiro. E eu mudei a capa, vocês gostaram?
Esse capítulo ficou meio grandinho, mas em parte, bem divertido, espero que gostem! E a música dessa vez é How Does It Feels da Avril Lavigne. Nos vemos lá em baixo!

Acordei com alguma coisa lambendo meu rosto. Era gostoso e bem molhado ao mesmo tempo. Quando abro os olhos me deparo com um filhotinho dachshund. Era a coisa mais fofa que eu já tinha visto na vida, tão pequenininho e fofo. Quem me dera acordar com uma gracinha dessas todo dia.

– Lucky! Você tinha que acordar a Clara justo agora? Obrigado, mais era pra mim ter feito isso. — disse Bill entrando no quarto sem camisa falando com o filhotinho e com uma bandeja de café da manhã nas mãos.

Me levantei e fiquei sentada na cama. Fiquei com vergonha de Bill estar me vendo toda descabelada e sua camisa amaçada, mas não dei muita importância a isso.

– Bill, é seu cachorrinho? Awn, ele é a coisa mais fofa do mundo! — disse morrendo de amores e pegando Lucky no colo.

– Sempre se dando bem com as garotas não é, Lucky? Mas essa já tem dono. — disse ele colocando a bandeja ao meu lado, que aliás havia uma linda rosa.

– Então o seu nome é Lucky? Bill eu amei ele. — disse com voz de criança e olhando nos olhinhos brilhantes dele.

– Pois é, esse é o danadinho do Lucky... E eu fiz café da manhã pra gente e trouxe uma rosa delicada para uma garota delicada — disse ele pegando-a e me dando.

– Que linda Bill, como você sabe que rosa é minha flor favorita? — disse ficando de joelhos e abraçando-o pelo pescoço.

– Eu não sabia, acho que eu sou bom com a intuição. — disse Bill rindo.

Ele pegou a rosa das minhas mãos e a colocou atrás da minha orelha e ficou me olhando. Senti minhas bochechas rosarem.

– Bill, o que foi? — disse olhando para Lucky deitado ao meu lado.

– Nada, eu adoro olhar pra você. Desculpa se eu te deixo com vergonha.

– Tudo bem, eu também adoro olhar pra você... Bem vamos comer? — perguntei sorrindo.

– Vamos.

Além da rosa havia também na bandeja omelete, croissant, suco de laranja para nós dois e morangos. Que dia bom estava sendo hoje, acordar com um filhotinho fofo e ter comida na cama pelo melhor namorado do mundo. Espero que meu dia continue assim, pois minha preocupação ainda não tinha ido embora.

– Hmm, esse omelete está uma delícia! Foi você quem fez? — disse depois de mastigar um pedaço.

– Sim, eu não cozinho muito bem, mas que bom que gostou. — disse ele tomando o suco.

– Eu adorei. E que tal nós almoçarmos meu macarrão de quatro queijos hoje? Eu faço pra você e os meninos. Da outra vez não deu certo... — disse tirando o sorriso do rosto com a lembrança.

– Adorei a ideia! — disse ele empolgado.

Terminamos nosso café da manhã e eu fui me arrumar enquanto Bill levava a bandeja com a louça para a cozinha junto com Lucky. Entrei no banheiro e fechei a porta. Minhas roupas estavam ainda na pia. Olhei para o espelho e meu estado estava deplorável, cabelo bagunçado e cara de sono. Como o Bill me aguentou desse jeito?

Vesti minha calça jeans, blusa branca, all star vermelho mas não coloquei minha jaqueta, estava muito calor para isso. Sai do banheiro para pegar minha bolsa no criado mudo e depois voltei. Minha sorte era que eu sempre guardava algumas maquiagens básicas nela, e havia um lenço vermelho. O jeito foi improvisar para tirar as marcas da tristeza do rosto.

Passei meu lápis preto, pois sem ele eu não vivia, e um pouquinho de blush rosa para avivar meu rosto amargo. Peguei o lenço vermelho e fiz um rabo de cavalo com ele, não gostava muito de prender o cabelo, mas ficou bem melhor assim.

– Você está linda. Vamos descer? — disse Bill sentado na cama já arrumado logo que sai do banheiro.

– Sim, mas como você aguentou minha cara terrível quando acordei? — perguntei com um meio sorriso.

– Você não estava terrível! Eu te amo de qualquer jeito, e você é linda. — disse ele após se levantar pegando minha mão.

Só o Bill mesmo para me fazer sentir bem, mesmo quando eu deveria estar perdendo o chão dos meus pés, pois ele estava sempre segurando firme. Descemos as escadas e na sala estavam Tom, Georg e Gustav tirando a sujeira de comida do sofá do dia anterior.

– Bom dia garotos. — disse já na sala vendo-os fazer o serviço sujo.

– Boa tarde Clara, já passou do meio dia. — disse Tom rindo.

– Ah é? Então boa tarde. — eu ri junto.

– Boa tarde Clara — disseram os G's sorrindo.

– Vamos lá fora, está calor aqui dentro. — disse Bill me puxando pela mão.

Fizemos um caminho dentro da mansão Tokio Hotel, como estou acostumada a chamar isso aqui. Logo saímos em um jardim com uma piscina enorme. Minha vontade era de pular lá dentro.

– Essa piscina deve estar uma delícia de refrescante. — disse chegando mais perto dela.

– É verdade, pena que você não trouxe seu biquine, não é?

– Pois é, mas porque você não entra? — perguntei direcionando meus olhos nos dele.

– Eu não vou te deixar sozinha.

– Mas eu não vou ficar sozinha, eu posso ficar sentada na beira com você. — disse sorrindo.

– Tudo bem, eu vou colocar meu shorts e já volto! — disse ele e depois me deu um selinho.

Olhei ele sair rapidamente pela porta branca e me agachei perto da piscina para tocar na água. Ela estava gelada, muito boa para mais um dia ensolarada de LA. Dobrei minha calça até o joelho, me sentei no chão perto da piscina e coloquei minhas pernas dentro da água. Fiquei ali admirando a paisagem até ouvir barulho de pés descalços que pareciam estar correndo em minha direção. Olhei para trás e como vultos passaram por mim Tom e os G's, e logo eles pularam todos juntos na piscina me molhando.

– Hey, vocês me molharam! — disse passando a mão no meu cabelo.

– Qual é, é só um pouquinho de água, está muito calor... não vai entrar? — perguntou Tom com sua cara pervertida.

– Se eu tivesse um biquine eu bem que entraria mas eu não tenho. — disse entortando a boca.

– O que foi? — perguntou Bill ao meu lado.

– Seus companheiros de banda me molharam. — disse rindo.

– Agora só falta eu!

Antes de eu poder abrir a boca, senti a água molhando toda minha calça. Muito legal caçoar de quem está derretendo de calor e não está na piscina.

– Haha, muito engraçado Bill Kaulitz. — disse fingindo uma cara de brava.

– Você fica mais linda ainda quando está brava, sabia? — disse ele encostando o peito perto das minhas pernas.

– Aposto que não. — disse olhando Tom tentando afogar Georg e rindo.

– Você vai me contar? — perguntou Bill desviando minha atenção.

– Contar o que? — fiz uma cara de desentendida.

– O porque de você ter ficado nervosa ontem no telefone com Yollanda.

– Ah, eu me esqueci disso... — disse desfazendo todo o sorriso do meu rosto se transformar em tristeza.

– Bem, minha mãe ligou... e, eu não sei como vou contar para ela o que aconteceu. Eu estou com medo do que ela pode achar de mim ou fazer.

– Calma, vai dar tudo certo... Ela vai entender que não foi culpa sua. E você vai conseguir outro emprego em uma outra agencia bem famosa. Acredite em mim. — disse ele segurando minhas mãos.

– Não Bill, não vai ficar tudo bem! Você não sabe como ela é, você não sabe o que é ter seu sonho destruído por uma pessoa que só te quer mal. Você não sabe o jeito que eu me senti e me sinto agora. Ela vai querer que eu... Ahh, esquece!

Eu não pude mais segurar minhas lágrimas e eu deixei elas escorrerem pelo meu rosto, mais uma vez. Sai correndo da piscina em direção a escada e subi até o quarto do Bill. Me sentei na cama e coloquei as mãos sobre o rosto ainda chorando. Eu queria poder fazer com que todos meus problemas sumissem, mas isso é impossível.

Porque ele tinha que me fazer lembrar isso? Agora eu estou me sentindo uma inútil, e também culpada. Eu não devia ter falado daquele jeito com ele, não a única coisa que tinha me restado para viver. Eu sou uma problemática, eu nunca me controlo.

– Hm... Me desculpe. — disse Bill parado na porta me olhando todo molhado.

– Não, não é pra você me pedir desculpas! Sou eu que tenho que te pedir... Desculpa por ter falado daquele jeito com você, porfavor. Eu ainda estou muito abalada com isso. — disse tirando minhas mãos do rosto enxugando minhas lágrimas.

– Tudo bem. Eu imagino o quanto isso deve estar sendo difícil pra você e eu nem estou te apoiando... Eu fui um idiota em ter tocado no assunto — disse ele se sentando ao meu lado com a cabeça abaixada.

– Não, você é a melhor pessoa do mundo. Você é o único que me faz sorrir agora Bill, eu explodi falando aquelas coisas, eu nunca me controlo. Porfavor, me diz que está tudo bem com a gente? — disse abraçando-o com força.

– É claro que está. Olha pra mim Clara... Enquanto eu existir, eu vou estar sempre tentando fazer você feliz, eu não vivo mais sem você. — disse ele segurando meu queixo.

– Eu te amo Bill.

Ele encostou delicadamente seus lábios nos meus e depois os abriu me beijando. Passei a mão pelo seu pescoço e não pude evitar minhas emoções, eu precisava dele agora mais do que tudo. Nossas línguas de chocaram e ele me deitou sobre a cama deixando o beijo ainda mais intenso. Nesses momentos meus problemas somem, mas eu sei que depois vou ter que enfrentá-los novamente.

– Érr... desculpe atrapalhar, a gente só queria ver se você está bem Clara. — disse Georg na porta após pigarrear.

Nós paramos de nos beijar e eu sentei na cama. Logo em seguida Bill fez o mesmo, mantendo o corpo virado para mim com a cabeça baixo e um leve sorriso no rosto.

– Eu estou melhor agora Georg, obrigada. — disse arrumando o lenço do meu cabelo.

– Se precisar de um ombro para chorar, eu vou estar bem lá em baixo assistindo futebol americano. — brincou Tom.

– Tudo bem Tom, você é uma graça. — disse rindo e tirando os rastros de lágrimas dos meus olhos.

– Cala boca Tom, ninguém precisa da sua ajuda. — disse Georg saindo do quarto ao lado de Gustav.

Voltei minha atenção para Bill, e ele agora estava me olhando.

– Acredite em mim, você não vai querer o ombro do Tom para chorar. — disse ele escondendo uma risada.

– Eu não vou chorar de novo hoje. Era para o nosso dia estar sendo perfeito, e eu estraguei tudo. — disse indo mais perto dele e fazendo carinho em seu rosto com a mão.

– Não, você não estragou nada. Você está melhor? — perguntou ele me abraçando pela cintura.

– Sim... Mas o que acha de me ajudar a fazer o macarrão de almoço para nós? — disse puxando suas duas mãos fazendo-o levantar da cama.

– Acho ótimo.

Ele me beijou mais uma vez e descemos para a cozinha. Pegamos os ingredientes e dividimos assim: eu ralaria os queijos e Bill colocaria o talharim no fogo.

– Vai uma ajuda ai Clara? — perguntou Tom chegando de avental na cozinha.

Eu não consegui prender o riso e comecei a rir. Ele ficou muito engraçado com as suas roupas grandes naquele avental. "Brincando na Cozinha com Tom Kaulitz" ele podia fazer um livro assim pelo simples fato dele ser uma comédia.

– O que foi? — perguntou Tom sem entender.

– É que você... Ai... Ta muito engraçado com esse avental! — disse respirando depois de tanto rir.

– Eu sei cozinhar bem ta bom. — disse ele levantando o nariz.

– Haha, não melhor que eu. — disse Bill provocando.

– Vocês vão ver então, o que eu tenho que fazer Sra. Clara? — perguntou ele chegando perto da pia.

Ensinei os Kaulitz como o macarrão deveria ser feito e Tom me ajudou a ralar os queijos e até a derreter a manteiga e untar o creme de leite e o leite. Enquanto ele fazia competição com o Bill eu fui arrumar a mesa da charmosa sala de jantar com a ajuda de Gustav e Georg.

Em alguns minutos esperando finalmente o macarrão ficou pronto e foi a hora de jogar os queijos por cima, mas Tom não me deixou, então deixei ele por.

Bill trouxe a penela com o macarrão aos quatro queijos e a colocou na mesa. Eu peguei o refrigerante e Tom, guardanapos.

Todos nos sentamos na mesa, Bill do meu lado direito e Tom do esquerdo e começamos a comer.

– Nossa Clara, está uma delícia! Você cozinha muito bem! — disse Georg de boca cheia.

– Mas não teria ficado tão bom assim sem minha ajuda. — disse Tom piscando para Georg.

– Hey, eu também ajudei. — disse Bill levantando a sombrancelha esquerda.

– Nós três fizemos o macarrão e por isso ficou uma gostosura, melhor assim? — perguntei rindo.

– Sim. — disseram todos os quatro homens em uníssono e logo começaram a rir.

O almoço estava sendo muito divertido com eles ao meu lado, sempre me fazendo rir de suas palhaçadas, e me fazendo esquecer dos meus malditos problemas.Terminamos de comer, arrumamos a mesa e fomos assistir alguma coisa na tv. Bill se sentou do meu lado eu me roubou beijos.

– Vamos assistir um filme de terror? — claro, tinha quer ser o Tom.

– Não! — disse quase em um grito. — Eu nunca tinha assistido filme de terror na vida, no máximo Chuck, e eu demorei para dormir naquele dia. Realmente, eu odeio filmes de terror, sou muito medrosa para isso.

– Ahh, vai ser legal. — disse Bill ao meu lado.

– O que? Você gosta? — perguntei surpresa.

– Mas é claro, eles são divertidos, ainda mais com as zueiras do Tom. — disse Bill olhando para o irmão logo em seguida com uma risadinha.

– Não é divertido, é assustador! Bill eu tenho muito medo... — me aconcheguei nos braços dele.

– Se ficar com medo eu vou estar aqui, do seu lado. Pode colocar Tom. — disse Bill me envolvendo.

– Não... — supliquei mais uma vez.

– Para com isso Clara, essas coisas não existem. — disse Tom não me dando ouvidos.

Eu só assistiria esse filme por um motivo: Bill estava do meu lado. Se não fosse por ele, eu já teria saído correndo para outro lugar. Tom colocou o dvd e o começo não foi nada agradável, logo de cara já havia monstros e espíritos. Eu ficava o tempo todo agarrado no braço de Bill escondendo os olhos. E como não poderia faltar, teve a parte da ingênua garota sendo perseguida por eles com a musiquinha arrepilante ao fundo.

– Booo! — Tom me assustou vindo para cima de mim e depois caiu no sofá de tanto rir.

– Você é louco? Quer me matar do coração? Eu não vou mais assistir. — disse me levatando do sofá.

– Não Clara, espera... — Bill puxou meu braço fazendo carinha de cachorro abandonado.

– Eu vou ficar com o Lucky, ele deve ter um passatempo melhor do que esse de vocês agora. — disse cruzando os braços tentando resistir á aquela carinha.

– Porfavor... Por mim. — disse ele fazendo biquinho.

– Ah não faz assim Bill... Ta bom mais eu não vou olhar!

– Okay.

Me sentei novamente no sofá e Tom colocou o filme para reproduzir de novo. Mostrei a língua para ele e fiquei abraçada com o Bill, apenas sentindo seu cheiro tão perto de mim.


(...)


– Clara, meu amor, desculpa te acordar, mas eu preciso ir pro estúdio agora. — disse ele fazendo carinho no meu cabelo.

– Hmm... Que horas são!? — me levantei em um salto começando a ficar desesperada.

– Vai dar 19 horas agora.

– Meu deus, a Yollanda deve estar ficando doida querendo saber o que eu ainda estou fazendo aqui! Bill eu preciso ir embora agora.

– Ok, vamos. — disse ele entrelaçando nossos dedos.

– Mas e resto dos meninos? — perguntei procurando por eles na sala.

– Eles já estão lá fora nos esperando.

Subi ao quarto do Bill para pegar minha bolsa e minha jaqueta e desci. Fomos até onde o carro do Bill estava, e os G's estavam dentro de um outro carro que deveria ser do Tom.

– Bill, nós já estamos indo para o estúdio, te encontro lá. — disse Tom fechando a porta do carro.

– Tudo bem.

– Tchau Tom, tchau Georg, Gustav... — acenei com a mão.

– Até mais Clara, adorei passar o dia com você, você é uma comédia. — disse Tom rindo.

– Você que é, seu louco que fica me assustando. — ri junto.

– Vamos agora Clara? — perguntou Bill e eu sabia que eles estava com ciúmes só pela sua expressão.

– Ah é mesmo, vamos. — disse me apressando.

Entrei no carro mas dessa vez eu não quis ver se tinha alguma mensagem no celular, eu já tinha muitas outras coisas para me preocupar.

– Chegamos. — disse Bill me lançando um lindo sorriso.

– Obrigada, por tudo. Não sei como estaria minha vida sem você.

– Eu vou estar sempre aqui quando você precisar.

Ele pegou meu queixo e trouxe-o levemente até nossas bocas se juntarem em um beijo delicado. Se eu pudesse eu ficaria aqui beijando-o para sempre.

– Eu preciso ir agora , eu te amo. — disse Bill perto do meu rosto.

– Eu também te amo, nos vemos amanhã.


Notas finais
E então aliens, o que acharam? Porfavor, eu preciso da opnião de vocês, isso é muito importante! Portante, deixem reviews bem legais! Beijos ♥