Notas iniciais
Hello! Hello!Estão a aproveitar bom o Sol? Boas Leituras :D

- Ficas na cama. Eu acomodo-me ali no sofá. – Jared disse.

Fiquei a vê-lo deitar-se no sofá e encontrar a posição certa. Era demasiado evidente que aquele sofá era demasiado pequeno para ele.

Com as luzes já apagadas, também tentei encontrar a posição certa. Mas a cama era grande e sentia-me ainda mais sozinha ali.

- Jared? – Perguntei.

- Sim Angelina?

- Podes vir para aqui? Acho que há espaço suficiente para os dois.

Angelina Off – Jared On


Admito que fiquei surpreendido com Angelina. Era uma proposta que não conseguia recusar.

Quando levantei os lençóis pude sentir a o quente que o corpo de Angelina já tinha instalado na minha cama. Deslizei e cobri-me.

- Está melhor assim? – Perguntei.

- Sim, obrigado.

Não falámos mais. A tensão entre nós os dois era alta, muito alta. Eu sabia que não era o único a senti-la.

Passado pouco tempo ela adormeceu. Fiquei ali a olhar para ela. A pouca luz que entrava no quarto provinha da lua.

Aos meus olhos, Angelina parecia um anjo com as suas faces levemente avermelhadas e os seus olhos verdes, puros e suaves com a erva orvalhada da manhã.

Era incrível poder estar ali a seu lado, sentido a sua respiração. Ela era toda em si uma harmonia perfeita pela o qual o meu coração está a bater aceleradamente.

Mas será possível? Será que estou a … a apaixonar-me?

Na manhã seguinte



Acordei abraçado por Angelina. A cabeça dela estava pousada no meu ombro e o seu braço por cima dos meus abdominais. Sorri.

Por mim ficaria assim o resto da minha vida, só e ela, numa cama. Ideia demasiado aliciante, Leto!

Mas claro, sabia não ser possível. Nunca mais a veria depois de a deixar em casa. Ela seguiria a sua vida recordando estes momentos que passara com o seu ídolo (como odeio que ela pense assim!) e eu a minha tournée. Caminhos paralelos sem o mesmo destino.

Jared Off – Angelina On

Quando acordei estava sozinha na cama de Jared.

O resto da minha noite foi tranquila. Acho que foi pela presença dele.

Agarrei, feliz, a sua almofada. Tinha o seu cheiro tal como a camisola com que tinha dormido. Não pude deixar de reparar que a felicidade me tinha visitado. Pareço uma tolinha, com um sorriso parvo nos lábios, mas há de se fazer o quê?

- Bom dia. – Jared entrou no quarto. Já estava vestido com uma t-shirt branca e umas calças de ganga preta. Ficavam-lhe super bem. – Dormiste bem?

- Muito. – Disse sorridente.

- Fico feliz por pareceres recuperada. Espero que guardes essa energia para a viagem. Entretanto veste-te e vem ter connosco lá abaixo para podermos tomar o pequeno-almoço juntos.

- Okay, só preciso de me vestir e vou lá ter.

- Está bem. Até já. – E ele saiu. Fui até ao meu quarto e vesti-me.

Já estávamos a caminho de Lisboa, num autocarro que mais parecia uma casa. Segundo eles, era assim que eles faziam as viagens de curta distância. Passei a viagem toda a falar com eles ou com a Jenna. A equipa da banda também era excelente, e muito simpática.

Estava a adorar estes últimos dias, mas já avistava os primeiros prédios de Lisboa, agora ia acabar-se tudo…

A viagem passou-se em duas horas e meia. Já passava das onze quando finalmente avistei os primeiros sinais de Lisboa. Era bom estar novamente perto de casa.

Quando o tourbus finalmente parou…

- A entrevista é às duas da tarde. Até lá, divirtam-se. – Informou um homem que pelo que tinha percebido era um dos managers da banda.

- O que acham de irmos almoçar. De certeza que aqui a nossa amiga Angelina tem uma sugestõeszinhas a fazer. – O Shannon deu-me uma palmadinha nas costas.

- Claro que há coisas que têm de provar! – Disse. De seguida indiquei-lhes um restaurante e as melhores iguarias portugueses que eles tinham mesmo de apreciar.

- Já estou com água na boca. Vamos lá andando! – O Tomo disse, começando a caminhar. Shannon, Jenna e Jared começaram a acompanhá-lo.

Jared reparou que eu não tinha saído do lugar. Veio de volta até mim:

- Não vens?

Acenei que não. – Tenho de ir para casa. A minha mãe ainda tem um ataque se eu não chegar a casa o mais cedo possível.

- Isto quer dizer então que esta é a última vez que nos vemos? – Jared pronunciou aquilo de uma maneira que me fez rachar o coração em dois. E dizer a minha resposta doeu ainda mais.

- Creio que sim. – Disse desanimada. – Obrigada por tudo.

E virei-me de costas para ele e comecei a caminhar para longe dali. Não queria que as lágrimas me bombardeassem agora.

Ele correu até mim. – Espera Angel… Angelina! Sabes, gostava muito de conhecer Lisboa. Achas que depois da entrevista me podias fazer uma visita guiada?

Enquanto conseguia acalmar as lágrimas, olhei profundamente para os olhos dele e inconscientemente disse sim.

Em casa de Angelina…



Abri a porta e não vi ninguém. Fui até à varanda e lá estava a minha mãe no parapeito, a olhar para a imensa vista de Lisboa que a nossa casa tinha. Era uma imagem realmente encantadora e pacífica.

- Cheguei!

Ela virou-se rapidamente e abraçou-me. – Não me ligaste!

- Pois. Mas estou cá agora. Não precisas de te preocupar mais, e como vês estou inteirinha e 100% bem!

Ela riu-se. – Pois estás. Desculpa pelo que disse na outra noite.

- Shh… Eu é que tenho de pedir desculpa. Sei que só me querias proteger e obrigado por isso. Mas mãe, tens de perceber que já sou crescidinha e que nunca, nunca, nunca te vou afastar de mim.

- Eu sei filha. – E deu-me um beijo na testa.

Depois de almoçar com a minha mãe fui arrumar umas coisas no meu quarto.

Agora aqueles posters todos na parede já não tinham o mesmo significado. Aqueles olhos azuis não eram mais uma fantasia. Ele agora são reais. Uma pura e intensa realidade. Porquê que custa tanto aceitar que ele tem de ir?

Apesar de ter sido difícil consegui convencer a minha mãe de que ia dar um passeio para espairecer.

Vesti uma coisa simples:

\"\"

Às quatro horas já estava à porta do hotel Villa Rica, onde tinha decorrido a entrevista dos 30 Seconds To Mars. Jared estava encostado a uma parede. Suspirei e fui ter com ele.

- Vamos indo?

- Aonde é que me vais levar?

- A muitos sítios. Anda! – Agarrei na mão dele. – Vamos dar-te a conhecer Lisboa.

Jared vinha prevenido com uma câmara fotográfica. Tirei-lhe imensas fotografias com as suas poses malucas e engraçadas, na Torre de Belém, no Padrão dos Descobrimentos, no Mosteiro dos Jerónimos e sabe-se lá porquê, também em todos os jardins porque passamos.

Depois fomos até à Baixa. Mostrei-lhe um pouco de tudo. As ruas lotadas de pessoas e estrangeiros, nos cafés e lojas do Chiado. Falei-lhe um pouco sobre a história portuguesa, até que chegássemos ao valor arquitectónico destes prédios. (Tremenda seca para o Jared, eu sei. Mas não pude evitar, sou uma nerd!)

Durante este tempo todo, Jared teve de usar um capucho para ocultar, ou tentar, esconder o rosto e evitar assim ser reconhecido. Correu bem.

Quando chegamos ao Largo do Carmo, estava anormalmente vazio.

- Angelina, é tua vez de posares para a câmara.

Fiz uma careta. – Não sou fotogénica. Ia parecer um monstro à luz dessa lente.

- Isso é totalmente impossível. Tu és bela de todas as maneiras Angel.Tremi e possivelmente fiquei toda vermelha ao ouvir isto. Jared encantava-me, também de todas as maneiras possíveis.

Fiz um sorriso simples e ouvi o flash.

- Já está? Então anda, está a escurecer e ainda te quero levar a um sítio.

De seguida apanhamos um táxi e fomos até Alfama.

Caminhamos até um miradouro já meu conhecido. Só passado muito tempo é que me apercebi estar de mãos dadas a Jared. Sorri e ele percebeu.

- O que foi? – Perguntou.

- Nada, simplesmente estou a adorar esta tarde. – Disse enquanto fazia sinal para nos sentarmos num velho e verde banco ali perto.

- Não tanto quanto eu, se posso dizer. Lisboa é uma cidade linda. Mostraste-me imensas coisas, algumas que não via há tanto tempo que já nem me lembrava que existissem. Isto é fantástico.

Calculei que ele se referisse à vista. Sim, era totalmente fenomenal. O entardecer tinha tingido o rio de laranja e os barcos que passavam, à nossa vista minúsculos, apareciam brilhantes. A ponte grandiosa, começava a acender as luzinhas que iluminavam também o rio. Mas o mais fantástico disto tudo era poder apreciar isto com o Jared.

- Obrigada por me mostrares a tua cidade.

- Foi um prazer. Acho que é o mínimo que podia fazer.

Ficamos algum tempo em silêncio. Era um pouco constrangedor. Pior ainda era pensar que adorava tanto ouvir a voz dele e sentir a sua presença. Quanto tempo mais faltava para isso desaparecer?

- Qual é o teu sabor de gelado favorito? – Ele finalmente interveio.

- Menta e caramelo. Gosto dos dois.

- Então vem comigo.

Jared agarrou-me na mão e literalmente fomos a correr até uma gelataria perto dali. Ele saiu de lá com um de menta caramelo na mão e deu-mo. \"\" Um de baunilha e chocolate para ele.

Comendo os nossos gelado, fomos a caminhar até minha casa. Pelo caminho (que era longo) conversamos, rimos e fizemos palhaçadas um com o outro.

- Qual é o teu pior ressentimento? – Perguntou-me.

Hesitei. É uma pergunta difícil, com uma resposta ainda mais… Era um ponto difícil

- É assim tão mau? Não precisas de responder, sabes. – Jared compreendeu.

- Não, deixa estar. O meu pior ressentimento é para com o meu pai. Ele abandonou-me quando tinha 3 anos.

- Bem, o meu pai não é melhor.

Sorri para ele. De certo modo parecia uma maneira de desanuviar os nossos pensamentos. O Jared fazia-me sentir segura d compreendida.

- Qual é o teu pior medo?

- Acho que é perder a minha banda. Sem eles a música não faz grande sentido.

- Esse é o teu medo e o de todas as fãs dos 30 Seconds To Mars. – Ri-me. – Tens de ter algo mais profundo.

- Se calhar tens razão. Quando souber digo-te.

- Okay. – O meu telémovel começou a vibrar, uma mensagem da minha mãe.

- Qui pasa?

- Tenho de me ir embora.

Cruzámos olhares. Os olhos dele pareciam tão tristes, ou desapontados, como os meus. Mas isto deve ser imaginação minha!

Queria evitar pensar que esta era a última vez que o via, que ia estar com ele.

- Desejo-te muita sorte com a continuação da tour. – Declarei quando chegamos ao alpendre da minha casa.

Ele ficou um pouco baralhado. Talvez só agora estivesse a perceber que isto era uma despedida. Isso também o magoaria?

- Muito obrigada por tudo. Foram três dias fantásticos que nunca vou esquecer.

- Nem eu. – A sua voz doce suave estava baixa. A cara dele estava meio que virada para baixo, mas eu, mais vaixa que ele podia ver os olhos brilhantes dele,

- Diz adeus ao Tomo, ao Shannon e à Jenna por mim. Se não te importares.

- Não me importo.

Deus! Estava a empatar o inevitável com palavras.



- Sendo assim creio que chegou a altura de dizer adeus. – Custou tanto dizer. Nada em mim o desejava.

Como Jared não disse nada comecei a caminhar até à porta de casa. Custava tanto não virar-me outra vez e correr até ele, já sentia saudades dele! Porquê?

- Espera Angel! – Jared deu um passo até mim. Fiquei cara à cara. Podia sentir a respiração dele na minha face.

- O que foi Jar-

As minhas palavras foram interrompidas pelos doces e selvagens lábios dele, colados aos meus.

Notas finais
Se quiser deixar review, eu lhe agrdeço muito ;D