The Story (of Us)
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Esta semana as férias estão me deixando louca!
Por isso, já sabem, capitulos quase todos os dias.
Saímos da zona das escadas.
- Obrigada Shannon.
- De nada Angelina. Agora gostava que fosses falar com o meu irmão, ele já deve estar meio louco por não te encontrar.
Dei uma suave risadinha. Imaginar o Jared louco, por mim. Enfim…
- Sim, eu vou ter com ele agora.
- Vemo-nos por aí. – E desapareceu pelo corredor.
Pelo que me lembrava o quarto onde estava ficava a uns dez quartos dali. Fui andando e vi a porta aberta. Espreitei para dentro e vi lá Jared, sentado sobre a cama. Entrei calmamente mas ele reparou logo, erguendo o olhar até mim.
- Olá. – Disse timidamente.
- Oh, estás aqui. Desculpa se disse alguma coisa de mal. Jurou que não foi nada com-
Corri até ele e fechei os seus lábios suavemente com os meus dedos.
Pus-me me bicos de pés e sussurrei-lhe:
- Não fizeste nada. Simplesmente não estava preparada, e o meu plano B foi posto em prática.
Ele fez um olhar de piada, afastei o meu dedo para ele poder falar.
Sem me aperceber já estávamos colados um ao outro.
Podia olhar para dentro dos seus olhos azuis, cristalinos e puros. Faziam o meu coração ter mais depressa e desejar… Desejar algo que não sabia bem o que era. Neste momento sentia que tudo podia acontecer, mas desde que estivesse na presença dele, tudo correria bem.
Mas o quê que me estava a dar agora?
Angelina Off – Jared On
Esta rapariga estava a deixar-me louco, de uma maneira diferente.
Agora que ela estava aqui estava tudo bem.
Pensamento esquisitos, eu sei, mas…
- Acho que já tiveste a tua dose por hoje, a Jenna disse que não podias sair da cama, e eu já fiz o suficiente a fazer-te correr porta fora. – Sorri amigavelmente, para que ela não o fizesse de novo (era só para prevenir).
- No entanto eu não me sinto doente. E tenho de voltar a Lisboa. Não posso ficar mais aqui.
Fiquei um pouco atónito. Mas ‘meu, era óbvio que ela haveria de se ir embora. Mas se dependesse de mim não seria agora.
- Passa cá a noite. Não podes esforçar-te mais.
- Não percebes. Eu já devia estar lá! Já devia ter apanhado o comboio.
- Dizes que vais a Lisboa, não é?
Ela anuiu.
- Nós vamos amanhã para Lisboa. Temos uma entrevista lá. Podes vir connosco.
- Tens a certeza?
- Sim. Não há problema nenhum.
- Sendo assim, aceito. Muito obrigada. – Ela disse envergonhada, com as suas fazes levemente coradas.
- Agora, eu vou retirar-me. As tuas coisas estão naquela mesinha. Deixei-te aí uma t-shirt grande minha, para o caso de quereres dormir mais confortável. — Apontei para uma pequena cómoda, e para a minha camisola. Será que ela a vestiria? (só por curiosidade) – Vemo-nos amanhã então. – Comecei a caminhar lentamente até à porta. O meu corpo (nem eu) queria sair dali, de perto dela.
Estava mesmo a sair quando ela chamou:
- Jared?
Virei-me e olhei uma vez mais para a sua figura bela. Ela era uma harmonia perfeita. Com os seus olhos verdes acastanhados e cabelo castanho que caía onduladamente. Ai, como me apetecia abraçá-la outra vez. Era um desejo demasiado tentador. E fútil. Afinal era uma rapariga bem mais nova, e uma fã. E amanhã vou vê-la pela última vez, e vou partir deste belo país que é Portugal.
- Sim Angelina? – Apressei-me a dizer, depois de ter demorado tanto tempo com pensamentos.
- Mais uma vez obrigada. Por tudo.
- Mais uma vez, é um prazer. – E saí do quarto.
Angelina On
Jenna já aqui tinha passado. Disse-me que já estava bem, que só precisava de descansar um bocadinho.
Estava prestes a deitar-me quando ouvi o telemóvel:
Bottom of my dreams
Cause our faith is blessed, I believe
I believe, I believe
I believe
Oh, I believe
I believe”
Fui até à minha mala e vi o telemóvel: Dez chamadas perdidas!
Não tive tempo para ver de quem, a mãe estava a ligar-me!
Levei a mão á testa ao lembrar-me dela. Devia estar super preocupada, afinal de conta não lhe tinha ligado.
- Estou, mãe?
- Ai Angie! Finalmente filha! Estás bem? Onde estás? – O tom dela era aflito.
- Tem calma, moms. Eu estou bem, só decidi ficar aqui no Porto mais uma noite. Não consegui avisar-te, desculpa.
- Não me estás a mentir poir não? Estás mesmo bem?
- Sim, mãe. Estou … — Era tempo de pensar em alguma desculpa, pois dizer “Olha, estou num hotel com os 30 Seconds To Mars, pois ele ajudara-me quando fui drogada.” não era a melhor coisa neste momento. – Estou na casa dos avós do Afonso. Amanhã vou para Lisboa.
- Estava tão preocupada contigo. Pensei que … — Interrompi-a.
- Pensas-te o quê? Que eu ia sair de casa e nunca mais me vias? Não mãe. Nunca penses isso, okay? Agora tenho de desligar, beijinhos.
- Está bem Angie. Liga-me quando chegares.
- Está bem. – E desliguei.
Deixei-me cair na cama. Já era meia-noite. Agora sim, estava cansada. Olhei para a t-shirt que o Jared ali deixara. Era melhor dormir com ela do que com esta roupa.
A t-shirt, como era comum nas de Jared, estava aberta de lado e tenho o cheiro dele. Sorri a pensar nisso.
Mal me deitei, adormeci de imediato.
- Tu és minha! – Gritava ele à medida que se aproximava de mim. O meu corpo aterrorizado jazia inerte na cama fria e cinzenta do quarto. Tremia devido à aflição que estava a apoderar o meu corpo. As lágrimas, incrivelmente, estavam secas nos meus olhos.
- Vá Angie, vamos divertir-nos mais uma vez. Vais adorar, prometo-te bebé. – Dizia ele.
- Afasta-te de mim! Não! – Os meus gritos pareciam não ser ouvidos, nem por ele nem por ninguém. Á volta deste quarto sem paredes podia ver imensos rostos sem nome.
O rapaz, que eu podia reconhecer como Afonso, inclinava-se sobre a cama, sobre mim. As suas mãos passavam suaves pela minha cara, enquanto o seu corpo roçava agressivamente pelo meu corpo.
-Ahhhhhhhhhhh! – Levantei-me bruscamente da cama, interrompendo o meu pesadelo. – Foi só um sonho, só um sonho Angie. – Consegui descansar-me. Voltei a deitar-me na cama, mas não queria fechar novamente os olhos e ter o mesmo sonho outra vez.
Saí do quarto e dirigi-me até ao fundo do corredor onde existia uma pequena sala de estar. As paredes eram rosa suave, que contrastava perfeitamente com o vermelho da alcatifa. Enchi um copo de água e sentei-me na chaise-long branca perto da janela.
Olhei para fora e vi a noite estrelada que enfeitava o rio Douro de uma forma tão natural e surpreendente. A lua, enorme e alta, emoldurava o seu reflexo nas águas. Era uma paisagem fantástica e relaxante.
- Estás a pé?
Saltei ligeiramente com o susto depois virei-me e vi Jared na soleira da porta. Envergava umas calças pretas largas, apenas.
- Acordei e não voltei a adormecer. – Os olhos deles estavam focados em mim, de uma maneira que me fez sentir um pouco embaraçada.
- Sabes. Já são… — Ele olhou rapidamente para o relógio. – Três da manhã. Devias dormir o resto da noite porque partimos cedo e não te quero ver cansada.
Jared aproximou-se de mim com um sorriso maravilhosos nos lábios. A luz da lua embatia contra a sua pele quase que fazendo uma aurora luminosa à sua volta. Maluquices minhas…
- E tu, porque estás acordado?
- Acho que também não conseguia dormir. Sabes, é assim praticamente todas as noites. A agitação dos concertos e as viagens de um lado para outro deixam-me, de certa forma, ansioso.
- Então acho que és mais tu quem precisa de descansar. – Rimo-nos os dois. Os nossos olhos voltaram a cruzar-se.
- Acho que é melhor voltarmos. Quem sabe, tenhamos uma curta noite de sono?
Era bom pensar que sim, mas no fundo sabia que se voltasse para aquele quarto de hotel que o pesadelo invadir-me-ia de novo. Tremi a pensar nisso.
- Não creio conseguir. Estar sozinha deixa-me com os meus pensamentos e neste momento tudo o que tenho para pensar…
- Aflige-te. – Jared terminou a minha frase. Olhei para ele, espantada. – Acho que te posso ajudar nesse sentido. Tu não queres estar sozinha por isso, se quiseres, podes vir dormir para o meu quarto. Sempre te podia fazer alguma companhia.
Então aí o meu queixo quase que caía até ao chão. Estava mesmo o Jared Leto a pedir que eu fosse dormir no seu quarto?
Ele ficou nervoso de repente e acrescentou – Claro que não dormimos juntos. É só companhia, mais nada. Não quero que penses que me estava a referir outras coisas, juro que não… — Jared estava embaraçado mas descansei-o.
- Não cheguei a pensar tal coisa Jared. – Ele suspirou levemente de alivio. Veio até mim e segurou-me delicadamente na minha mão.
Quando me levantei Jared demorou algum tempo raciocinar de novo. Por um longo momento ficou simplesmente a fitar-me, a “observar” o quão larga aquela camisola dele me ficava. As minhas pernas estavam totalmente expostas e devido às aberturas laterais, também o meu corpo estava visível. Corei
- Desculpa não consegui evitar olhar. Acho que, no fim de tudo, estas camisolas sempre podem ficar bem a uma rapariga.
- Jared!
- Estava só a constatar factos, okay?! – Ele riu-se e encaminhou-me até ao seu quarto.
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