The Story (of Us)
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Espero que estejam a gostar.
Opiniões e criticas são bem-vindas
Jared ON
Ela levou as mãos à cara, tapando a boca. Estava chocada, dava para perceber. O nosso contacto visual desapareceu quando ela baixou a cabeça e balbuciou:
- Droga? Como é possível! Eu não sou o raio de uma toxicodependente!
Queria confortá-la mas não sabia como.
- Angelina… - Tentei pensar no que dizer. – Não te aconteceu nada. Está grata por isso.
- Mas como é que eu tenho droga no sangue?! É impossível! Eu não me drogo! – Disse ela em gritos altos. Lágrimas caiam vagarosamente pela sua cara. Custava-me vê-la assim. Não me impedi e fui até ela. Abracei-a.
Jared OFF – Angelina ON
E de repente ele abraçou-me. Um abraço forte e quente. Instantaneamente encostei a minha cabeça ao seu peito e tapei as minhas lágrimas na sua camisa branca. Ele passava agora as suas mãos pelas minhas costas e murmurava:
- Não fiques assim. Não chores.
As palavras dele só me faziam querer chorar ainda mais.
- Que droga? Como é que eu posso ter tido acesso a isto – Perguntei-lhe, acalmando o meu choro.
- Bem, a droga que tinhas no sangue é conhecida como a droga das violações. Alguém pode ter-ta posto na bebida ou ter-ta feito ingerir. Está descansada que agora está tudo bem.
- NÃO ESTÁ NADA BEM! – Gritei e afastei-me dele. Depois, com todas as forças que tinha corri até à porta do quarto e saí.
Sem saber para onde ir ou para onde me virar corri até ao final do corredor. Entrei no acesso às escadas e sentei-me nos degraus.
Tentei lembrar-me com podia isto ter acontecido. DROGA? Violação? Era um pesadelo… E quem? Que monstro quereria fazer-me uma coisa dessas?
Lembra-te Angelina, vá lá! Comecei a pensar nas bebidas… Não me lembro de beber nada sem ser… sem ser…
Era demasiado horrendo de pensar. A única coisa que tinha bebido tinha sido a água do Afonso.
- Como pôde ele? – Perguntei para o ar, magoada.
Mais uma vez Afonso traíra-me. Tentou aproveitar-se de mim, e admira-me que tenha chegado a termos tão drásticos. Aquele desejo louco estava a deixá-lo sem limites. Agora a ferida estava novamente aberta. Mais uma vez o mundo mostrara-me quanto medo eu tenho dos homens, das desilusões e dos seus actos. Primeiro o meu pai, que me abandonou ainda nova e depois este…este traste do Afonso, que me fez perder a minha maior e única intimidade. Eu, parva, lancei demasiada lenha para esta fogueira. Acho que nenhuma música poderá alguma vez ajudar-me a perdoar e a esquecer tudo isto.
- E agora? – Encolhi-me perto do corrimão. Baixei a cabeça e tapei-me com os braços. Comecei a murmurar: BEAUTIFUL LIE
It's a perfect denial
Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful
It makes me
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