The Story (of Us)
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Obrigado pelas reviews, sempre me motivam :D
Espero que gostem deste capitulo.
- Angie, ele está aqui. O que vais fazer?
Hoje não, nenhuma paciência estava comigo hoje. Por isso esta era a pior altura para ele estar aqui. – Ignorem, ele não vai vir até aqui.
- Ai não? – Indicou a Di, eu olhei para trás e vi que ela já tinha reparado em nós. – Vá, entra no jogo Angie. Ele até vem com os amigos.
- Tenta ser solidária aqui com as tuas amigas. – Tinha de ser a Cata a dizer isto -.-
Antes que ele chegasse cá, ainda tive tempo de dizer das boas ás minhas amigas:
- Catarina, tu tens namorado. Diana, tu tas de beicinho pelo Francisco e Jéssica, não me pediste nenhum daqueles porque não são o teu género. A Anna nem está cá, e ela é que precisa de arranjar um rapazinho de jeito.
- Mas ele tá com uma coisa por ti, é giro e popular. Que queres mais? – Perguntou a Diana, ainda um pouco chateada por causa da “dica” do Francisco.
- Quero que me deixem em paz. – Respondi eu.
- Parece que não a vais ter hoje, ele está a vir para aqui.
Olhei para trás e reparei nele. – Santa Música, ajuda-me. – Ainda murmurei, antes de fazer um grande sorriso e dizer de um modo desajeitado. – Ohh Afonso, olá!
- Olá Angelina. Olá meninas. – Ele acenoupara o resto das meninas.
O Afonso é um dos rapazes mais giros da escola, com os seus olhos verdes e cabelo para o lado -.-, eu e ele conhecemo-nos há imenso tempo e bem, vamos dizer que ele foi a minha primeira vez… Depois disso ele nunca mais me falou. Apenas disse-me que eu era uma nerd e que não estava ao nível dele. Ora bem, foi como espetar-me uma rosa nas costas. Isto passou-se no nono ano, agora estamos no décimo primeiro. Eu mudei de visual, bastante, e agora parece que sou desejada pelos rapazes… Odeio este novo “estatuto” porque só se interessam por mim para diversão. Eu não dou bola a nenhum deles, principalmente ao Afonso. Mas ele parece ter-se esquecido da “nerd” e pensar que também eu me esqueci. Ele está enganado.
- Podemos juntar-nos a vocês? – Perguntou ele, falando também pelos amigos.
- Sentem-se! Sentem-se! – Disse a Cata. Oh Deus!
- Bem meninas eu tenho coisas para fazer, vê-nos logo. Adeus rapazes. – Despedi-me e saí da mesa. Quando ia a sair do bar senti alguém a agarrar-me no braço.
- Preciso de falar contigo, por favor. – Era o Afonso.
Deslarguei-me dele e continuei a andar – O que queres?
- Quero falar contigo. Já tinha dito.
- Too bad. Eu não posso falar contigo. – Na verdade, eu não queria.
Afonso veio atrás de mim, até que me segurou e fez-me estar olhos nos olhos com ele.
- Eu sei que tu me queres. Admite-o. Eu também te quero. – Convencido!
- Estás enganado Afonso.
- Olha Angie, eu peço desculpa pelo que fiz ou disse. – Ele falava de uma maneira como que não tivesse acontecido nada. – Dá-me uma oportunidade. Sai comigo.
- NÃO! – gritei-lhe. Ele ficou pasmado a olhar para mim. Depois fez um sorriso malicioso. Eu dei meia volta e virei-lhe costas.
- Nem sairias comigo para ires ao concerto dos 30 Seconds To Mars?
Parei, mas não me virei para ele.
- Eu tenho dois bilhetes, gostava de partilha-los contigo. E pelo estrondo que fizeste ali dentro parece-me que farias de tudo para ires. Pensa apenas Angie. Depois diz-me qualquer coisa.
Ele foi-se embora, podia ouvir os passos dele a afastarem-se. Eu continuei especada. Era uma proposta aliciante, muito aliciante. Era a minha oportunidade, mas ir com o Afonso?
Tinha muito em que pensar. Tinha que escolher.
Decidi ir para casa.
Aí deitei-me no sofá e vi novamente o World Stage dos 30 STM.
Era um espectáculo que eu não queria perder por nada deste mundo. Era o meu momento onde podia ouvir ao vivo aquelas três perfeitas pessoas que tocam a música que me faz sorrir.
Ainda não disse, mas depois daquela noite com o Afonso, a primeira música que ouvi foi a primeira música que ouvi dos Thirty. Lembro-me de estar no autocarro, no fundo. Era quase meia-noite. Tinha um capucho sobre a cabeça, para esconder as pequenas lágrimas que me caiam pela cara. Curiosamente era o The Kill.
“Come break me down!
Bury me, bury me!
I am finished with you!
Look in my eyes!
You're killing me, killing me!
All I wanted was you! “
Agora já não estou ressentida. Já ultrapassei essa fase. E como os 30 Seconds já cantaram “Now what don't kill me
Can only make me stronger”
A noite chegou e as raparigas vieram dormir a minha casa. Hoje era sexta por isso tínhamos as horas pela nossa conta, e a mãe não nos ia chatear por isso estava garantido uma noite divertida.
Ás 23.30 da noite…
-Já vimos esse! Porquê que não vemos o Titanic? – Perguntou/Reclamou a Catarina.
- Porque também já vimos esse vezes sem conta. – Respondi-lhe secamente. – Que tal vermos o Mr.Nobody?
- Não Angie. Ias passar o filme todo a dizer “Ai, o Jared não é lindo” ou “Magnifico” e a babares-te toda. – Disse a Anna, tentando imitar-me.
- Que tal não vermos um filme?! – Interrompeu a Diana, que tinha um ar de estar farta de nós. – Vamos falar um bocadinho.
Ohh, já percebi. Ela queria falar sobre o Afonso. Burr
- Então Angelina… - Começou ela. Catarina e Anna também olhavam para mim. – O que é que o Afonso queria?
Revirei os olhos secamente. – Chatas! O que é que acham que ele queria?
- E tu feita parvinha voltaste a dizer-lhe não? – Disse uma delas.
Fiquei em silêncio, a pensar no que dizer. Tecnicamente não lhe dei uma resposta concreta sobre nada.
- Voltaste a dizer-lhe não! Tá visto. Fogo, ele bem que podia vir ter comigo, estou disponivél. – Disse a Anna, fazendo uma cara de sonho.
- Ele fez-me uma proposta. Ele tem dois bilhetes para o concerto dos 30 Seconds To Mars e quer que eu vá com ele.
- Então, mas isso é óptimo! Tens o problema resolvido e ainda ficas com o rapaz. – Disse a Diana. Tinha uma expressão de alívio na cara.
- Meninas, vamos lá parar com esta conversa. Quem quer pipocas? – Tentei mudar de assunto. Elas perceberam que eu não estava confortável com esta conversa, por isso alinharam comigo.
- Eu! – Responderam as três em uníssono.
Depois das pipocas, e das coca-colas ficamos o resto da noite a conversar. Basicamente sobre rapazes, e aulas… assuntos de raparigas.
Notas finais
Sempre é maiorzinho :D
Fale com o autor