The Story of Evil
6 A Notícia.
Notas iniciais
Alexiel chegou ao porto e sentou-se à areia. Observava as ondas. Eram tão bonitas. Observava-as batendo na areia e retornando ao mar. Talvez tenha sido muito grosso com sua mãe. A memória daquele momento rolava em sua cabeça.
— Adotei outra filha! — Ela disse e sorriu.
Alexiel arregalou os olhos, desacreditado. Outra irmã?
— Você fez o quê? — Gritou.
— O que deveria ser feito. Lily venha cá, querida! — Chamou.
Apareceu na porta de seu quarto, uma garota de longos cabelos loiros, um Headset na cabeça, uma franja parecida com a dele e olhos azuis. Usava uma roupa meio... Aberta. Essa garota o lembrava muito... Dela...
— Alexiel, essa é Lily Avadonia. — Apresentou. Ela era bem tímida, por isso, não se apresentou.
— Avadonia?! — Indagou. O loiro se perguntava: “Como assim Avadonia? Ela não iria ser minha “irmã”? Deveria ser Lily Lucifen d’Autriche!”.
— Isso mesmo. A partir de agora, vamos mudar nossos nomes, filho. Você será Allen Avadonia e eu, Ann Avadonia. Não quero nenhum parentesco com Arth.
Não... Não... Não! Ele não conseguiria aceitar isso! Mudar seus nomes e sobrenomes significava, para Alexiel, esquecer a história de sua família! Esquecer... Dela...
— Não... EU NÃO QUERO! — Gritou, correndo logo em seguida para fora do quarto.
— Allen! — Chamou sua mãe.
A essa altura, o loiro já estava saindo dali, indo em direção ao porto.
Talvez devesse voltar. Os pensamentos explodiam em sua cabeça. Estava dividido entre voltar e fugir para o reino, onde sua irmã estava. Olhando as ondas, lembrou-se do desejo de sua irmã.
— Já ia me esquecendo! Ainda tenho de lhe contar o segredo, não é?
— Conte! Conte! — Insistiu.
— Existe nesse oceano, há muito tempo, uma lenda secreta. Escreva seu desejo em um papel e o coloque em uma garrafa. Deixe-o ser levado pelo mar, e, um dia, esse desejo se tornará realidade.
— Uau... Podíamos tentar qualquer dia.
Será que conseguiriam fazer isso? Alexiel estava indeciso. No final, decidiu voltar. Pensou no que Riliane iria dizer para ele. Com certeza iria repreendê-lo. Levantou-se e caminhou de volta. Antes de chegar à pequena estrada de pedra, escutou uma voz doce e tímida e cabelos loiros ao vento.
— Alexiel! — Chamou a voz.
Não poderia ser Riliane. Poderia? Infelizmente, para Alexiel, quando a figura se aproximou, o loiro percebeu que era Lily.
— Ah... É só você... — Disse decepcionado.
— Achei você, Alexiel! — Ela tentou abraçá-lo, mas o jovem a afastou.
— Não encoste em mim. — Alexiel nem ao menos olhava para o rosto de Lily.
A loira sabia que o garoto nunca iria vê-la como sua irmã.
— Você... Pode voltar se quiser...
— Irei.
Alexiel começou a caminhar de volta com Lily o seguindo, cabisbaixa.
–-
Chegando a casa, a mãe de Alexiel correu para abraçá-lo.
— Eu fiquei tão preocupada! Ainda bem que Lily o encontrou.
— É, que bom... — Resmungou.
Anne deu um tapa fraco na nuca de seu filho.
— Nunca mais faça isso! Me deixou muito preocupada! — Disse e Lily deu uma risadinha.
— Tá, tá bom, mãe!
— Você vai ter que aceitar seu nom...
— Tudo bem, eu aceito. — Disse.
O que Alexiel não sabia era que sua mãe tinha uma coisa a falar. Uma coisa que ele iria adorar.
— Allen, se isto te deixa feliz... Quando tiver 14 anos... — Ela deu uma pausa.
— Quando eu tiver 14 anos...? — Ele estava esperando ela continuar. Lily aparentava estar curiosa também.
— Você vai voltar para o palácio.
Alexiel sorriu.
— Mas não como príncipe. Como servo. — Continuou.
A felicidade do jovem se esvaiu.
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