Notas iniciais
Esse capítulo estava meio pequeno. Então eu tentei aumenta-lo o máximo possível para ninguém ficar bravo comigo hasuahsuahu
Espero que gostem.

O grande dia chegou: Rupert iria lutar.

Eu tinha feito um belo trabalho ensinando tudo o que eu sabia para ele. Mas, realmente, Rupert é uma daquelas pessoas que quando sabe que não é bom em algo, desisti daquilo.

A semana inteira jogando travesseiros nele, vendo ele se esborrachar no chão porque colocou os pés muito juntos ou gritar porque machucou a mão tentando dar um soco não foi tão ruim quanto eu achei. Também não foi engraçada, porque eu não gosto de ver pessoas se machucando (quando não sou eu que faço com que se machuquem). Foi bem legal.

Rupert não foi tão insuportável. Na verdade... foi sim, eu que me acostumei. Eu acho que ele deveria me ensinar a dar uns tiros na próxima semana.

É lógico que eu não disse nada disso, nem para ele nem para ninguém. Mas é o que eu penso.

Bom, o grande dia chegou e era nesse dia que eu ia saber se fiz um bom trabalho.

–Eu não consigo!

–O que?

Eu não consigo!

Rupert se desesperou. Ele andava de um lado para o outro, com as mãos na cabeça e repetindo a mesma frase.

–Eu sei que você trabalhou duro pra tentar me ensinar, mas, realmente, não vai dar certo. Aquele treinamento foi perda de tempo, desde o começo eu sabia disso. Vou ali dizer para o Miguel que eu desisto.

–Deixa disso! Você consegue. E não fui só eu que trabalhei duro nisso, você também. E todas essas cicatrizes que você ganhou foram para nada? Você consegue, só precisa acreditar em você mesmo!

Houve uma pausa enquanto ele me olhava com expressão de tédio.

–Parabéns pelo seu discurso de filme sobre adolescentes líderes de torcida. Mas a questão é: eu não sou líder de torcida e eu não vou lutar.

Sua voz estava baixa e grave. Ele falava sério, com um tom sarcástico. Aquilo me desolou. Não tinha nenhuma chance dele lutar. Apenas concordei com a cabeça e ele saiu sem dizer mais nada.

Livvie veio até mim com uma expressão preocupada.

–O que aconteceu?

–Nada...

–Nada? Espera que eu acredite que não foi nada com a cara que você está?

–Rupert...

–O que ele aprontou dessa vez? –sua voz estava monótona.

–Ele... Só foi ele mesmo.

Livvie balançou a cabeça.

–Você não aprende.

–Eu não aprendo o que?

–Sophie, você vive dizendo que está acostumada com a personalidade do menino, mas sempre acaba chateada com ele.

–Isso não é verdade. Eu sei bem como ele é.

–Não, você só acha isso. Em seu subconsciente, no fundo, você sempre espera que ele melhore. Por isso que está com essa cara. O ano passado foi a mesma coisa, lembra?

Engoli em seco. Sabia que ela estava falando daquele momento em que eu estava chorando no quarto, não do beijo. Mas não tem como eu controlar esse medo de alguém descobrir o que realmente aconteceu.

–É... É diferente. Eu tinha certeza que dessa vez ele ia enfrentar essa luta, sabe? Mas ele desistiu. Não tem nada a ver com me magoar. Pfff! –tentei soar como se não estivesse me importando com a situação. Ela revirou os olhos.

–Não é nada disso e você sabe muito bem. Ele não desistiu porque está com medo. E sim porque você o ajudou bastante e agora vai tudo ser em vão. O seu trabalho em vão.

–Você não está ajudando. –desviei o olhar, meio irritada.

–Eu só disse a verdade. A verdade que você não queria ouvir. Tente se acostumar com isso, se não só vai ser decepção uma atrás da outra.

Ela me deu um tapinha consolador no ombro e foi para seu time, lutar. Fiquei alguns minutos pensando. Ela tinha razão. Livvie estava totalmente certa sobre o que eu pensava. Eu sempre digo que me acostumei com o jeito dele, mas eu sempre espero que ele melhore. Eu acabara de ter uma epifania.

Então eu vou fazer com que ele melhore.

Corri até Rupert, que estava quase alcançando Miguel, e o agarrei pelo casaco. Virei-o de frente para mim e segurei nas golas de sua camiseta, aproximando seu rosto do meu como fazem os valentões quando querem intimidar alguém.

–Rupert, você vai naquela luta e vai fazer tudo o que eu te ensinei com o máximo de dedicação se não eu mesmo o te quebro em pedacinhos. –ele me encarava, um tanto quanto assustado- Entendido?

–Tudo bem... –ele falou mole e se encolhendo.

Entendido? –gritei.

Sim senhora!

Coloquei-o no chão.

–Agora vai para lá mocinho e lute como nunca lutou!

Ele levantou uma sobrancelha e foi andando lentamente para o lugar do nosso time. Eu fui atrás, satisfeita comigo mesmo.

O show vai começar!

Notas finais
Ultimamente a fic anda meio ~comédia romântica para adolescentes~ então, os 2 próximos cap. vai ter mais um pouquinho disso (hehe) e depois VIOLÊNCIAAAAA -que
Só duas pessoas votaram no personagem favorito então o placar está Sophie 1 x Rupert 1 (obrigada pelos votos amores). Quem ainda não votou fique a vontade hehe.
Tchau e até a próxima.