The Story Of a Fighter Girl: The Secret
19 O Choro Francês
Notas iniciais
Espero que gostem :D
Rupert se dirigia elegantemente para a mesa onde Kathy estava sentada, com passos largos e silenciosos e a cabeça erguida, completando com um sorriso calmo, mas com uma pitada de malícia. Ele arrastou a cadeira, fazendo movimentos demorados, e sentou-se. Parecia um Lorde, ou algo do tipo.
Kathryn estava boquiaberta, assim como eu. Eu nunca vira Rupert tão elegante. E não era por causa da roupa, uma calça jeans escura, sobretudo preto e um cachecol listrado preto e marrom, era seu jeito de andar e seu sorriso. Olhei para a Livvie e ela não estava espantada. Ela olhava para mim com um sorriso divertido, mas eu não tinha tempo de perguntar qual era a graça, então me virei de volta para a cena.
Depois que Rupert sentou, com elegância transbordando dos poros, Kathy recuperou a consciência, sorrindo de volta para ele. Mas seu sorriso francês, comparado ao dele, parecia a expressão de alguém com dor de barriga.
-Oi. –ele disse rispidamente, mas ainda com o sorriso.
-Olá. –Kathy quase gaguejou.
-Está muito bonita hoje.
-Obrigada.
-Era para impressionar alguém com essa roupa indecente?
-Bom... –ela disse completamente sem-graça- Você.
-Se eu me impressionasse com você, não estaríamos tendo um encontro num lugar tão público. –ele sorriu maliciosamente.
Kathryn ficou mais vermelha que um tomate, sem perceber o insulto que acabara de receber.
-Então, o que se faz em um encontro mesmo? –ele estava se divertindo com a expressão da garota a sua frente.
-Você fala sobre seus gostos para eu conhecê-lo melhor. E eu faço o mesmo.
-Claro. Meus gostos. –ele olhou para o teto, fazendo um falso rosto pensativo- Eu acho que eu gosto de enganar garotinhas bonitas para fazê-las sofrer depois.
Tive que segurar Livvie em baixo do balcão, ela queria ir lá e arrancar a cabeça elegante do Rupert. Enquanto isso, a francesa uma expressão assustada. Ela realmente acreditou naquilo? Mesmo o menino fazendo aquela expressão totalmente falsa? Ela é burra por acaso?
-Estou brincando, minha querida. –ele imitou o jeito requintado da outra falar. Ela deu risinho sem-graça.
-Claro, eu sabia. –sinceramente, que menina estúpida- Então, como eu estava dizendo, quais são seus verdadeiros gostos. –ela deu ênfase no “verdadeiro”.
-Eu gosto de atirar. –ela fez uma expressão irritada, fazendo o Rupert rir- É sério. Eu tenho uma arma e eu treino para um dia me tornar campeão de tiro.
-Rupert, já chega com as brincadeiras. –ela deu uma jogadinha de cabelo, com o nariz empinado. O garoto levantou uma sobrancelha.
-Tudo bem, então não acredite em mim. Agora, vamos fingir que eu realmente quero saber sobre você. Quais são seus gostos?
-Ora, que audácia!
-Audácia? Essa palavra ainda é usada?
-Eu vou ignorar o que disse. –deu outra jogadinha de cabelo- Eu gosto de filmes franceses, porque eu sou legalmente francesa. –ela deu uma tentativa de riso meigo.
Ah não, ela vai começar a falar sem parar sobre como o pai dela é francês e sobre como ela é perfeita, como na vez que nos visitou pela primeira vez. Rupert vai enlouquecer...
Mas ele apenas murmurou um “aham” enquanto roubava alguns brigadeiros do prato de Kathy. Ela havia pedido uns sete antes dele cegar, mas só tocou em um. Ela continuou a falar sobre como a França é maravilhosa, e sobre como ela é maravilhosa e só faz coisas maravilhosas, e Rupert continuava a comer brigadeiros.
Quando restava apenas um, Kathryn olhou para o prato, depois para o garoto, que estava com a boca cheia de chocolate e disse a coisa mais estúpida da noite:
-Você roubou do meu prato? –Rupert teve que segurar o riso, se não cuspiria chocolate na mesa inteira.
-Não, eles se materializaram na minha boca enquanto você falava sem parar sobre assuntos inúteis e fúteis. –disse após engolir. Eu e Livvie rimos.
-Qual é o seu problema?
-Estar num encontro entediante, e você?
Nessa frase, Kathryn levantou de repente, assustando Rupert. Ela abriu a boca para falar algo, mas não saiu nada. De seus olhos extremamente indignados começaram a rolar lágrimas. O garoto levantou as duas sobrancelhas, sem saber o que fazer. Ele não esperava que ela chorasse, pelo menos não na sua frente. Ela saiu correndo para o banheiro mais próximo.
Ele olhou para onde ela havia corrido e, ao invés de fazer o que qualquer um faria, que seria correr atrás dela para pedir desculpas, ele apoiou os pés em cima da mesa e comeu o último brigadeiro. A moça do balcão, que estava organizando os cupcakes de uma prateleira, olhou a cena completamente horrorizada. Foi até Rupert e cutucou seu ombro.
-O que o senhor pensa que está fazendo?
Ele apontou para metade do brigadeiro e disse com a boca cheia:
-Comendo.
-Menino! Você devia estar indo atrás dela. Você não viu que a magoou?
-Mas eu não fiz nada.
-Se você tivesse feito nada ela não estaria chorando, concorda? –ele engoliu o chocolate e fez uma pausa, olhando para a moça com seu sorriso irônico típico.
-E você? O que tem a ver com isso? Acho melhor você voltar arrumar doces na prateleira, que é o que sabe fazer.
A moça abriu a boca, extremamente ofendida, e tive que segurar Livvie novamente.
O que aconteceu com Rupert? Ele está mais ácido que nunca.
Voltando ao balcão, a mulher se dirigiu a mim.
-Não sei o que deu em você de gostar desse menino ridículo. Ele pensa que é o dono da razão, mas vai perceber que não é realmente assim.
O problema, é que ela disse isso justamente alto o bastante para ele ouvir. Infelizmente, Rupert não é tonto o bastante para pensar que a mulher era louca e estava falando sozinha. Ele se virou para o balcão, com um sorriso divertido no rosto.
-Ora, ora, ora. Não é que há espiãs atrás de mim?
Ele não estava nos enxergando, mas tenho certeza que já sabia quem era. Na minha cabeça eu só pensava em uma coisa:
Droga. Droga. Droga. Droga. Droga.
-Rupert, eu gostaria de ter uma conversa séria com você.
Eu não acredito que disse isso, mas... Abençoada seja a francesa! Ela nos salvou do momento mais vergonhoso de nossas vidas. O garoto virou para trás, encontrando uma menina furiosa, de saia minúscula, rosto vermelho e olhos inchados.
Ele sorriu falsamente. Odiava ter que conversar sobre seus atos, ainda mais com uma menina que chorava por qualquer coisa.
-Claro, Champoudry. Iremos conversar.
Antes de sair da cafeteria, ele olhou para trás com um sorriso torto que me deu arrepios.
Notas finais
Feliz Páscoa para vocês, comam muito chocolate e engordem bastante shaushauhs ♥
Bjs!
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