The Story Of Us
3 Praia
Notas iniciais
Mais um cap feito com muito carinho pra vocês, aproveitem! Boa leitura!
–Que? Não! Não é assim! Desse jeito demora, tem que girar dessa maneira! -Me intrometi no trabalho do mecânico e tirei o pneu do carro do Justin -Viu? Dessa maneira é mais fácil -sorri.
O homem me encarou assustado e levou o pneu para outro lugar.
–Você é maluquinha, né? -Justin riu -Querendo ensinar o padre a rezar a missa.
–Ué, não é minha culpa se esse mecânico não sabe tirar um pneu direito -ri.
Justin foi pagar, logo entramos em seu carro.
–Próxima parada...Praia! -Ele gritou e começou a dirigir 120 km/h.
–Eita, vai mais devagar menino -ri.
–Ah, ta devagar.
–Ok então, mas se meus miolos escaparem de minha cabeça, vai ser sua culpa.
–Fica tranquila, eles não vão.
–Idiota.
Depois de uns minutinhos chegamos na praia, era linda, estava meio vazia, já era 18:00 e estava esfriando.
Saímos do carro, deixei minha bolsa dentro.
–Vem! -Justin puxou minha mão e saiu correndo.
Paramos em frente a uma cabana de sucos.
–Duas águas de coco, por favor -Justin pediu e logo pagou -Para a senhortia -Ele me deu a água de coco.
–Então, corrida?
–3...2...1...foi!
Saimos correndo como dois retardados pela praia, Tirei meu tênis na matade do caminho, fazendo o Justin vencer a corrida.
–Não vale, eu tive que tirar meus tênis -Fiz biquinho.
–Valeu sim -Ele mostrou a língua.
–Aiai, eu deveria ter colocado um short -Disse analisando minha saia.
–Vem cá -Ele disse me puxando.
Fomos até uma duna de areia. Nos sentamos no topo e ficamos vendo o sol se por.
–Eu sempre vinha com minha irmã olhar o por do sol -Ele disse olhando fixamente, agora, o mar.
–Ah, você tem uma irmã, que legal, quantos anos ela tem?
–Ela tem 4 anos.
–Qual o nome dela?
–Jazmyn.
–Que fofa, mas por que você está com a cara de triste?
–Porque ela não mora comigo, já faz 2 anos, ela mora com meu pai em Stratford, Canadá.
–Ah, seus pais são separados...eu sei bem como é, pelo menos eles se separaram quando você já era grande, já os meus se separaram quando eu tinha apenas 3 anos -murmurei.
–é difícil, né?
–Muito, a Jazmyn vai passar o mesmo que passei...era difícil não poder abraçar a mãe no dia das mães...era dificil ver as mães das minhas colegas todas na reunião de pais e a minha não, mas pelo menos eu tive um pai perfeito -Sorri.
–Bom, pelo menos eu vejo a Jazzy 1 vez por mês.
–Você só tem ela de irmã?
–De irmã sim, mas eu tenho um irmão...gêmeo.
–SÉRIO? OMG.
–Sério, o nome dele é Jaxon e nós somos idênticos, a única coisa que nos diferrencia é que ele tem uma tatuagem no pescoço.
–Nossa, que legal!
–Nem tanto -Ele riu.
–Acho melhor a gente ir né, não tem mais quase ninguém aqui -Disse.
–Ok...mas antes -Ele pegou meus óculos -Vem pegar!
Ele saiu correndo em direção ao mar.
–Justin! Volta aqui! Caralho! Volta peste! -Gritei.
Tive que sair correndo atrás dele, ele já estava no mar.
–Justin, volta -implorei.
–Vem pegar -Ele riu.
–A é...então ta!
Sai correndo atrás dele pelo mar, as ondas estavam fortes, e ventava muito, eu corria a mil atrás dele, eu já estava encharcada.
–RÁ! PEGUEI! -Arranquei meus óculos dele.
–Estraga prazeres.
–Caramba, olha minha roupa.
–Ta parecendo sua irmã! -Ele riu.
–Ta tchau.
Sai correndo, mas ele ficou, e foi atingido por uma baita onda, que arrastou ele até a areia. Comecei a rir da cara dele, mas ele puxou meu pé, fazendo-me cair com a cara na areia.
–Eca -Ri, enquanto cuspia areia -Você é muito idiota, sabia?
–Sabia -Ele se levantou e me ajudou.
–Ta, agora que você conseguiu me fazer ficar molhada da cabeça aos pés, me leva para casa?
–Ta bom, vamos -Ele colocou seu braço em volta do meu ombro.
–Tira esse braço grudento de mim -Tirei seu braço e dei um tapa na sua cabeça, então ele me pegou e colocou deitada em seu ombro.
–Me solta Justin! -Gritei.
–Não.
–ok.
Mordi o braço dele.
–ah, sua canibal! -Ele me soltou.
Ri e sai correndo até seu carro. Ele abriu a porta e eu entrei.
–Depois de te levar em casa, vou ter que mandar meu carro para lavar -Ele disse dando a partida.
–Ah, isso é verdade.
Fomos conversando sobre nossos pais o resto do caminho. Justin é um cara muito legal, meio idiota e infantil, mas ainda sim, legal.
–É aqui -Disse apontando a mansão.
–Sabia que a minha é no final da rua? -Ele perguntou e eu neguei.
–É aquela lá no fundão -Ele apontou.
–Ah, da minha janela eu consigo ver o telhado -ri -Você sabe quem mora nessa mansão aqui em frente?
–Se eu não me engano não mora ninguém, os donos já são velhos, e eles sairam daqui e foram para a Inglaterra, então essa casa fica vazia, a minha avó era muito amiga da dona -Ele disse.
–Interessante, ahn, então ta, obrigada pela carona e pelo passeio — Peguei minha bolsa e abri a porta.
–Tchau -Ele puxou meu rosto e beijou minha bochecha.
–er...tchau -Sai rápido e me aproximei da mansão, logo o Justin partiu.
Suspirei e abri a porta, fui fuzilada com o olhar da Helena.
–Oi -Disse entrando.
–Oi nada, como você pode falar aquilo na frente do meu futuro namorado?
–Ele disse que não vai ser seu namorado.
–Quando?
–Depois que você foi embora, inclusive depois disse ele me levou na praia, para conhecer, foi ele que me trouxe.
–AHN? COMO ASSIM? JUSTIN TE LEVOU NA PRAIA E TE TROUXE?
–Isso ae.
–Não, não pode, eu demorei um ano, UM A-N-O para fazer ele me notar, e de repente você surge e tira o foco de mim!
–Sinto muito, mas se eu surgi de repente e fiz ele me notar é porque o foco nunca esteve em você!
Pisquei para ela e subi até meu quarto, pude ouvir ela se queixando de mim para a mamãe, engraçado...antes de eu conhecer o Justin ela estava me tratando bem, depois...acontece isso, ela realmente gosta desse cara.
Fui direto para meu banheiro tomar um banho de banheira. Depois de longos 40 minutos de molho eu tomei uma ducha e coloquei meu pijama.
Fui para o sofá que tinha em meu quarto e fiquei olhando a rua. me bateu uma saudade do papai e dos caras da mecânica, essa hora nós estaríamos jogando poker, comendo pipoca. Em Chicago eu não tinha amigos, mas tinha eles, que eram mais que amigos...na escola eu era a invisível, e sinceramente, estou com medo que aqui seja a mesma coisa.
–Pietra, posso entrar? -Escutei a voz da mamãe.
–Pode.
Logo ela surgiu e se sentou ao meu lado.
–Como está?
–Bem.
–Gostou de Miami?
–Aham.
–ótimo, porque hoje nós vamos ter um jantar no hotel Champoudry, é um jantar de negócios mas eu queria que você e a Helena fossem.
–Ai mãe, eu já estou de pijama.
–Por favor filha, é importante para mim.
–Ta, ok, me rendo.
–Ótimo, fique bem linda, mas só não vista rosa, porque eu estarei de rosa.
–Pode deixar -ri.
Ela saiu do meu quarto e eu fui para meu closet me arrastejando. Tive que trocar de roupa e me arrumar toda bonita, o que não é fácil, pois eu não nasci com uma beleza exotica.
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Notas finais
xoxo.
Mesnina do Bieber ;*
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