Notas iniciais
Obrigada pelos comentarios *-* muito mesmo. FELIZ NATAAAAAAL AMORES s2.

Andamos um pouco, eu não sabia exatamente aonde eu queria ir, na realidade, eu não tinha aonde, eu queria parecer legal para ela, tipo, descolada, essas coisas, mas eu não sou assim. Andamos umas duas quadras, eu andava jogando meus cabelos, tentando parecer superior e mostra toda minha autoconfiança, até que eu resolvi parar.

— Voce não tem noção pra onde está indo né? – Ela parou do meu lado com suas mãos na cintura, eu respirei um pouco, e olhei pra ela – É voce não tem – Ela riu da minha cara.

— Nenhum pouco – Desviei o olhar dela e olhei um pouco a rua, estava tudo tão deserto, mas pouco me importa, estava perdida mesmo, nos estávamos.

— Defina diversão para voce – Ela abriu um sorriso leve, que me tranqüilizou um pouco, seus dentes eram terrivelmente perfeitos, eu não conseguia pensar em outra coisa sem ser o como ela era bonita.

— Tenho muitas definições — Comecei a mexer no meu cabelo tentando buscar algumas definições.

— Serio? Quero ouvir elas – Ela se sentou na calçada, a única coisa que eu conseguia fazer era fitar ela.

— Voce não deve ter muitas definições também – Suspirei e sentei ao lado dela.

— Na realidade não, mas eu me divirto sabe – Ela levantou uma sobrancelha e me olhou com um ar de vitoria, e eu revirei meus olhos

— O que vamos fazer? – Suspirei

— Vamos pra minha casa – Ela sorriu

— Eu não, eu mal sei quem voce é, sua psicopata – Eu balancei a cabeça, como se eu falasse algo muito verdadeiro

— Como se fosse muito útil para minha vida matar voce – Ela levantou. – Fica ai, eu to indo – E saiu andando. Eu nunca tive tanta vontade de xingar alguém como eu estava tendo, mas algo me fez levantar e ir atrás dela.

— Sua casa é muito longe? – Parei do lado dela e abri um sorriso.

— Voce me fez andar duas quadras à toa – Ela me puxou pelo braço e me fez entrar em uma lojinha muito estranha.

— O que estamos fazendo aqui? – Eu falei um pouco baixo, aquele lugar me causava medo

— Comprando divertimentos – Ela passava a mão pelas garrafas de vodka, até que pegou uma, e foi até o caixa, eu a puxei de volta

- Álcool demais não te deixa muito bem – Sussurrei no seu ouvido

- — Mas até aonde eu sei amor também não – Ela sussurrou de volta e me olhou com um olhar provocador enquanto caminhava até o caixa, eu respirei fundo me livrando daquele olhar encantador e fui atrás dela

- — Mas voce não é de... – Ela me olhou furiosa e eu sabia que tinha que calar a boca, então delicadamente sai da loja e fiquei esperando ela sair

- — Voce tava maluca? Isso é por que voce ainda nem bebeu – Seus olhos estavam arregalados e eu olhei para ela e comecei a ri.

- — Ia ser engraçado se ele não vendesse pra voce – Sorri. Ela revirou os olhos e segurou minha mão me tirando de frente da banca

- — Vamos sair daqui, voce fala demais – Ela sorriu.

- — Como voce consegue que ele te venda bebidas? Voce usa o corpo? – Sorri maliciosamente.

- — Não, isso é algo que eu vou usar com voce – Ela retribuiu o sorriso. Eu apenas balancei a cabeça e continuei andando até a sua casa.

- — Voce mora sozinha? – Falei enquanto ajeitava meu cabelo no espelho do elevador, é só ter um espelho para eu começar a fazer isso.

- — É, presente de 17 anos – Ela abri um enorme sorriso

- — Sorte a sua – Suspirei. – Ai meu deus preciso de.. – Pensei um pouco — Uma escova — Suspirei enquanto me olhava no espelho, não acredito que eu ia falar que precisava dela, só por que ela era independente.

- — Voce precisa de mim – Ela riu.

- — Boba – Eu a empurrei de leve. Entramos no apartamento, era pequeno, mas era bonito, simples.

- — Espero que a princesa goste – Ela disse rindo enquanto sentava no chão da sala segurando a garrafa.

- — É lindo, a decoração barata, os moveis antigos – Levantei uma sobrancelha. – Tava brincando, eu gostei – Sentei na frente dela e puxei a garrafa da sua mão

- — Mas era voce que não bebia, né? – Ela franziu o cenho

- — Estou só experimentando sua maneira de diversão -Eu apenas sorri. Ficamos um bom tempo assim, bebendo e conversando, era estranho ter ela por perto, não era uma sensação que eu já tinha sentido antes, era estranho ter uma amiga. Acho que eu acabei bebendo demais, as coisas rodavam, e eu ria de algo que eu nem sabia, Bonnie também estava pelo mesmo caminho, estavamos completamente loucas, e eu estava completamente com desejo, que vontade de me jogar nela, seria bom conhecer o seu quarto.

- — Vamos brincar? – Ela sorriu como se estivesse lendo meus pensamentos

- — De verdade e desafio! – Eu ajoelhei no chão, um pouco tonta, e peguei a garrafa e girei.

- Hm – Ela analisou – Vai querer verdade ou desafio? – Ela sorriu maliciosamente.

- — Desafio – Sorri

- — Me beija -

Notas finais
que tal? ta bom?