The Star Of Our Future

20 O livro de contos.


Notas iniciais
Eai pessoal, como estão?? Bom, eu ia postar o capitulo ontem mas como sabem, eu não posto fim de semana pq nao fico em casa. Então para não ter que deixar vocês esperarem até segunda desde sexta, eu deixei o capitulo para hoje, tudo bem?!?! Espero que gostem, boa leitura lindinhos! ♥

— Snif, Snif…

— Acha que eles estão aqui?

— Sim... Eu posso sentir o cheiro deles vindo desse hotel. — Natsu tinha seus olhos fixo em um prédio de tom beje claro.

— Natsu. Sei que seu ofato sempre foi bom, mas como conseguiu sentir o cheiro da Lucy de tão longe?

— Bom, isso não importa agora não é mesmo? Vamos?

— Aye! — Os dois entraram no hotel seguindo em direção aos quartos, ignoraram a recepcionista que havia resmungado algumas coisas.

~*~

— Devemos ir até nosso cliente? — Lucy olhou para as duas magas em sua frente. — Como ainda esta cedo podemos pegar as informações necessárias.

— Sim, tem razão. Podemos investigar um pouco o local. — Erza encarava o quadro de forma pensativa.

— DO QUE VOCÊ ME CHAMOU SEU HENTAI DESGRAÇADO?

— Que barulho é esse? — Nashi encarou a porta.

— Está vindo de la de fora... — Lucy suspirou.

— Será que são eles? Estão nos atacando?! — A rosada tremeu ouvindo barulhos de golpes e coisas se quebrando, do outro lado. Erza estava dura que nem uma pedra.

— Não. Só existem duas pessoas que gritariam dessa forma sem se preocupar com nada e nem ninguém. — A loira tinha um tom de tédio, mas ainda sim sorria.

— DO QUE VOCÊ OUVIU SEU CELEBRO TOSTADO!

— VOCÊ QUER MORRER?! — A outra voz gritou, Nashi correu para abrir a porta, mas um vulto passou na sua frente quase a derrubando, um vulto enfurecido que fez a loira e a rosada se agarrarem tremendo de medo.

— SEUS MALDITOS! — Erza abriu a porta agarrando dois rapazes que haviam deixado o corredor extremamente destruído, ela os golpeou na cabeça e literalmente os chutou para dentro do quarto do qual estavam, deixando todas as pessoas dos outros quartos que saíram para ver o que estava acontecendo assustado. Ela os encarou por alguns segundos e todos sumiram dali deixando-a totalmente confusa. Sua ira retomou quando olhou os dois magos agarrados tremendo perante a ruiva em fúria. — O.QUE.PENSAM.QUE.ESTAVAM.FAZENDO? — Ela deu outro golpe no estômago de cada um. — VOCÊS NÃO TEM CONSIDERAÇÃO COM AS OUTRAS PESSOAS QUE ESTÃO HOSPEDADAS AQUI?

— Acho que a tia Erza está um pouco… Nervosa. — Nashi a encarava ainda agarrada a mãe.

— Um pouco né? — A loira disse forçando um sorriso.

— Natsu! O que está fazendo aqui? — Erza perguntou no seu tom normal, mas já voltando a se irritar por não ter tido nenhuma resposta. — N.A.T.S.U!

— Er-Erza…. — Lucy arriscou-se. — Natsu. Ele está desacordado. Ele e o Gray.

— VOCÊS!! COMO PODEM DORMI DEPOIS DE TUDO QUE FIZERAM SEUS DESGRAÇADOS, ACORDEM!!!! — A ruiva os sacudiam como se fossem dois bonecos de pano, Nashi suspirou aliviada quando a loira conseguiu acalmar a Erza. Em quanto isso, Happy estava todo esse tempo em cima de uma pequena mesa saboreando seu peixe assistindo toda aquela bagunça.

Depois de algumas horas, Natsu e Gray acordaram assustados com a ruiva, que ainda os encarava sério.

— Então Natsu. Vai dizer o que está fazendo aqui?— A ruiva perguntou novamente.

— Tsc… — Ele fez cara feia. — Estava em uma missão aqui por perto e acabei encontrando vocês por acaso…

— Não venha com essa, você está ouvindo a conversa delas atrás da porta! — Interrompeu o moreno.

— EU JÁ FALEI QUE NÃO ESTAVA ESCUTANDO NADA, APENAS ESTAVA OUVINDO SE REALMENTE ERAM ELAS!

— ISSO NÃO FAZ SENTIDO NENHUM! COMO VOCÊ PODE DISSER QUE NÃO ESTAVA ESCUTANDO E LOGO EM SEGUIDA DIZER QUE ESTAVA?

— VOCÊ QUER COMEÇAR DE NOVO?

— CALEM A BOCA! — Ordenou a ruiva.

— AYE!

— Natsu… Você estava escultando atrás da porta?

— Eu já disse que não! Eu senti o cheiro da Lucy na cidade e o segui, o que acabou me levando até aqui. Foi apenas isso. — Ele encarou a loira pela primeira vez. — Você realmente é teimosa…

— Desculpe por não ficar em casa esperando por você e pelo Happy como você queria. — Disse irônica. — Acontece que eu também quero ir nas missões… — Ela olhou para os próprios pés. — Mesmo sem magia, eu quero continuar a trabalhar.

— Papai tem feito tudo sozinho ultimamente. — Resmungou a rosada. — Natsu se levantou do banco e suspirou pesado.

— Desculpe pequena! — Ele bagunçou os cabelos da garota. — Você também. Não queria que ficasse presa em casa ou algo assim. Na verdade eu queria que estivesse trabalhando comigo, mas… — Natsu encarou os próprios pés.

— Mas o que? Eu ainda consigo dá um jeito. — Lucy ergueu a cabeça do rosado pelo queixo. — Além disso, somos uma equipe certo? Apenas não tente fazer tudo sozinho com o Happy e nos deixar de fora. — Lucy fez um bico enorme, o rosado puxou as bochechas da loira deixando-a mais irritada e logo lhe deu um beijo doce.

— Desculpe Luce. Eu só estava tentando de proteger do meu jeito.

— Ah, você sempre quer fazer tudo do seu jeito. — Ela riu e Natsu a beijou novamente.

— A cara. — Gray pareceu incomodado. — Vocês podem deixar isso para outra hora… Ver vocês assim tão, tão... Me faz ter lembranças horríveis.

— Bom de qualquer forma… Natsu ficara para ajudar. — Disse uma Erza decidida. — Acredito que já terminou sua missão, não é? — Ela o encarou.

— Happy e eu demos conta de tudo, eram apenas alguns idiotas que estavam roubando umas joalherias, não é Happy?

— Aye! Natsu acabou com todos eles! — Natsu sorriu grande.

— Oooh, você bateu bastante neles? — Nashi pareceu empolgada.

— Claro! — Natsu disse mais empolgado ainda.

— Torro eles também? — Seus olhos brilhavam.

— Foi fogo para todo lado. — Riu nervoso. — Talvez... Um tanto exagerado. — Ele se virou para Erza preocupado. — O mestre terá problemas depois.

— Não podemos fazer nada, acidentes sempre acontece. — Erza sorriu.

— Aposto que não foi acidente! — Lucy cerrou os olhos. — E Natsu, pare de incentivar a Nashi aos seus maus hábitos. — Disse uma loira emburrada.

— Ela é minha filha afinal... Tem que se sentir empolgada em bater em alguns caras maus.

— Tsc...

— Certo, vamos então até a prefeitura da cidade, eles devem ter algumas informações necessárias para o serviço. — Erza já empurrava todos para fora.

— Oh, falando nisso... Que tipo de missão é essa? — O rosado olhou ansioso para todos.

— Você nem sequer sabe da nossa missão? — Gray disse nervoso.

— Não enche, eu estava de fora desdo começo! — Retrucou sem dar muita importância para o mago do gelo.

— Parece que tem tido vários sumiços de garotas pela região.

— Oh, parece que estamos atrás de um pervertido. — Natsu se empolgou.

— Várias garotas vêm sumido e todas elas são magas. — Continuou a loira. — São todas magas celestiais, quando a Erza me convidou e- — Natsu parou de andar na mesma hora, se virou para Lucy com um olhar irreconhecível o que deixou todos surpresos com sua reação inesperada.

— Na-tsu? — A loira olhou confusa. — O que foi?

— ... — Ele olhou para uma rosada assustada. — Nada. — Ele voltou a caminhar esperando que continuasse.

— Você está bem Natsu? — Erza o olhou indiferente, recebendo apenas um" Hmm. " Como resposta.

Ele voltou a atenção a loira que lhe explicou assim como Erza tudo que sabiam sobre a missão, o que não eram muitas coisas. Logo em seguida os cinco chegaram no pequeno palácio do governo da cidade. Eles foram escoltados até um escritório particular bastante decorada. Tinha várias estantes com livros, uma mesa cheio de papeladas e ao centro da sala uma pequena mesa que tinha em cada lado dois sofás médios de couro.

— Vocês estão aqui Fairy Tail. — Um homem de tamanho médio com cabelos grisalhos e vestido por um terno preto bem elegante convidou o grupo para se sentar no sofá.— Obrigado por aceitarem investigar esse caso.

— Por favor dos diga em detalhes o que está acontecendo.— Erza cruzou suas pernas olhando fixamente para o homem.

— Pois bem... — Ele olhava para todos. — Como foi lhe dito, várias jovens vem desaparecido por toda nossa região. Recebemos pedidos de auxílio de cidades vizinhas para que pudesse resolver esse caso, já que temos mais condições do que as pequenas vilas. De cara achávamos que seria algo que eles mesmo poderiam resolver, mas os números começaram aumentar e não pudemos ignorar mais. E o que mais intriga é que todas tem sido magas celestiais.

— E teria algum motivo para isso? — A loira perguntou.

— Provavelmente sim minha jovem. Acredito que quem esteja por trás disso, esta querendo obter algo que só elas possuem.

— Mas porque todas mulheres? — Foi a vez da pequena rosada de perguntar.

— Talvez porque o cara é um pervertido. — Respondeu Gray.

— Isso é coisa sua. — Natsu retrucou sem olhar paro moreno.

— Não quero ouvir isso de você. — Continuou Gray.

— Calados. — Erza lançou um olhar fuzilante na direção dos dois. — Por favor prossiga.

— Obrigado. — Ele sorriu. — Bom, para ser sincero eu tenho apenas um palpite do que eles estariam atrás. — O homem juntou suas mãos uma na outra, apertando seus dedos contra a costa de cada uma. — Isso seria insano... — Ele olhou assustado. — Minha neta uma vez estava lendo um livro de contros sobre as chaves do mundo espiritual...

— Um livro de contos? — Lucy pareceu interessada.

— Sim, foi escrito por um mago celestial pouco famoso.

— E o que tinha nesse livro? — Erza perguntou ansiosa.

— Apenas contos de como seria o mundo espiritual e sua criação, assim como as lendas de outro seres e o início da magia nesse mundo.

— Início da magia? Como assim? — Natsu se ajeitou no sofá ficando mais próximo da mesa que estava a sua frente.

— Oras, não são apenas contos vovô. — Uma voz conhecida ecou na sala.

— Você? — Lucy parecia preste a pular do sofá assim como Nashi.

— O prazer é todo seu em me rever.

— Kaline? — Natsu engoliu seco evitando olhar para a loira.

— Ei. Eu to perdendo algo? — Gray pareceu se divertir com a situação. — A menina encarou Gray.

— Você. Até que é bonito.

— TÃO... DIRETA!— Erza olhou chocada para menina.

— Hã?— Gray tentou se afasta enquanto a garota se aproximava para mais, quando a menina foi tentar abraçá-lo um chicote de água bateu no meio dos dois.

— Ehhh? — Lucy quase foi acertada.

— GRAAAAY-SAMA. — Uma outra azulada surgiu do nada atrás dos dois.

— JUVIA? — Todos olharam assustado menos Erza e Gray.

— GRAY-SAMA... EUNÃOACREDITOQUEIRIATRAIRAJUVIA LOGODEPOISDESEDECLARARPARAELA. — Juvia disse tão rápido que o moreno mau entendeu o que ela disse.— IMPERDOÁVEL. — Ela se virou para a garota.

— Ei, Juvia se acalme! — Gray a segurou pelos ombros. — Não é nada disso. Porque iriá fazer isso depois de tudo que lhe disse. — Ele virou o rosto todo corado.

— Desculpe... — Ela abaixou a cabeça.

— Juvia o que está fazendo aqui? — Lucy parecia confusa.

— Ela estava nos seguindo desda hora que saímos da guilda. — Erza disse indiferente.

— Ehh? — A loira olhou para o moreno que tinha uma das mãos na testa e suspirava.

— Ela sempre faz isso. — Resmungou o moreno.

— Cla-claro. — Lucy forçou um sorriso.

— Pessoal... — Natsu olhava para a garota próxima dele, Kaline olhava com fúria para o casal.

— Juvia não tem medo. — A maga se pós a frente de Gray. — Gray-sama é apenas da Juvia e ela não tem a intenção de dividi-lo com ninguém. — Ela voltou abraçar o rapaz e dar vários beijinhos no pescoço dele.

— Tanto faz. — Kaline olhou indiferente. — Ela tinha razão em dizer para brincar com vocês...— Kaline encarava a loira.

— Ela? — Erza pareceu confusa.

— Querida... O que faz aqui? — O homem olhou para azulada entre suspiro, a personalidade da garota era algo do qual ele já estava acostumado a lidar, Kaline apenas bufou ao se sentar ao lado do seu avô.

— Acha mesmo que pode me deixar de fora só porque tem uns caras idiotas atrás de magas espirituais? — Ela cruzou seus braços.

— Eu preciso protegê-la. Se você se tornar uma das vítimas...

— Isso não vai acontecer, voc-

— Espera. Você também é uma portadora? — Lucy interrompeu olhando surpresa para garota.

— Oh, parabéns pela descoberta. — A garota ironizou revirando os olhos. Lucy torceu seus dedos de forma discreta, Natsu apenas tentava não encarar nenhuma das duas, sabia bem que a loira tinha um certo descontrole quando estava com ciúmes. — De qualquer forma... — Continuou a garota. — O livro que o vovô falava não se tratava apenas de um conto de qualquer... Eram relatos de algo que aconteceu de verdade.

— Isso é impossível querida.— O homem gesticulava com as mãos.

— Impossível? — Ela o encarou. — Vovô, o senhor mesmo me disse uma vez. "Para tudo nessa vida, existe um começo." Certo? Porque aquele conto não poderia ser real?

— É apenas fantasias daquele mago...

— Não acho.

— Estamos meios confusos... — Nashi olhava para os dois sem entender nada, assim como todos os outros magos da Fairy Tail.

— A questão é... — Kaline olhou sério para loira. — Eles não estão atrás de garotas com magias espirituais. Eles estão atrás de quem trouxe a magia para mundo.

— O QUE? — Todos olharam perplexo.

— Vocês são surdos? — A esverdeada olhou chocada para os magos.

— Como assim senhorita Kaline? — Erza olhava seria, a garota mediu a ruiva e um pequeno sorriso escondido se formou em seus lábios.

— Gosto de você. — Kaline admitiu fazendo Erza sorrir. — É como eu disse. Tudo tem um começo, assim como nesse mundo e em todos os outros. E você. — A menina apontou para Lucy. — Nunca se perguntou como o mundo dos espíritos estrelares foi criado ou como as constelações foram capazes de usar magias? Até mesmo como a magia nasceu nesse mundo?

— E-eu? — Lucy olhou espantada. — Bem...— Kaline encarou o rosado dessa vez.

— Existem diversas chaves que abrem o portão para o mundo espiritual, sendo 12 para as 12 casas dos zodíacos, mas existem duas que ninguém nunca conseguiu abrir. Para ser mais exata, ninguém nunca viu ou sequer foram capazes de ter as chaves em mãos.

— Isso porque elas nunca existiram... — O homem disse indiferente.

— Elas existem vovô! — Respondeu de imediato. — As duas chaves mais poderosas! Elas existe. Uma, segundo o livro é a chave do astro-rei.

— Astro-rei? — Loira a encarava pensativa. — Você quer dizer... O sol? — Lucy olhou surpresa e a menina chacoalhou a cabeça de forma positiva.

— Ho, o sol é feito de fogo não é? — Natsu olhava ansioso para Gray e Erza... — Aposto que é delicioso...

— Natsu... — A loira olhou rápido para o rosado e depois para Kaline. — Por astro-rei você se refere...

— Exato! Ao rei dos espíritos. — Todos prestavam atenção na garota. — Soube que já se encontrou com ele. — Kaline serrou os olhos para Lucy. — Mesmo não sendo ele mesmo.

— O que quer dizer?

— Hahaha, não importa! Tudo que eu sei loirinha é que, o rei do espírito também possui uma chave assim como os outros, mas ele também pode ser invocado de outra forma. Com o sacrifício de uma das chaves do zodíacos. — Os olhos de Lucy dilataram.

— Como você sabe tudo isso? — Nashi perguntou.

— Parte estava no livro, mas um espírito meu também me disse que o rei também pode ser invocado pelo espírito mais antigo.

— Essa ideia de sacrifício é loucura. — Lucy visivelmente odiou imaginar tal ato.

— Eu sei... — Kaline olhou para os próprios pés. — Para mim, meus espíritos são os mais importantes... — Natsu sorriu ao ver a loira mais confortável.

— E a outra chave? — Juvia arriscou perguntar.

— É desconhecida. Mas segundo o livro é a chave mais poderosa e que antigamente foi chamada de Chave Alfa.

Alfa? — Erza franziu o senho duvidosa.

— Sim... Pois ela é a chave do começo. Em outras palavras, aqui que criou tudo.

— Isso parece muito fantasioso. Pode um espírito estrelar fazer algo assim? — Comentou Juvia olhando para a loira, a mesma deu de ombro.

— De fato é fantasioso de mais. Como poderia? É apena um livro velho que foi escrito há mais de 400 anos por um mago qualquer... Algo comum naquela época.

— 400 anos? — Nashi e Natsu falaram juntos. — Isso é tão velho. — Nashi continuou.

— Não dei atenção para as loucuras de minha neta. Por favor, vocês podem começar as investigações o mais rápido possível, certo?!

— Certo, estamos oficializando e pegando o serviço. — Erza estendeu a mão para o homem.

— Conto com vocês então. — O homem terminou a conversa respondendo o aperto de mão da ruiva.

— Certo. — Todos concordaram.

— Vamos Lucy. — Natsu chamou a loira em quanto saia na frente com todos os outros que eram acompanhados pelo homem.

— Você parece interessada no que contei. — Esverdeada folheava sem interesse algum em uns documentos de seu avô.

— Isso realmente é verdade?

— Possivelmente. — Ela a encarou. — Como meu avô disse é um livro antigo, mas, mesmo assim, ele faz sentido para mim.

— Você ainda tem esse livro? — A loira se levantou.

— Sinto muito. Esse era uns dos livros favoritos da mamãe e que foi passado pela família. Quando ela morreu... Papai queimou junto com todas as outras coisas dela. — Disse em um tom baixo, Lucy entendeu aquele tom. Ela estava triste e de certa forma ela simpatizou com ela, talvez ela entendesse o por que da garota ser tão arrogante e amarga. Lucy abaixou a cabeça.

— Sinto muito pela sua mãe.

— Não sinta, não é como se eu me importasse com o fato do papai ter mudado... — A garota virou-se de costa para a loira com seu tom grosso, a loira viu a garota toda vermelha preste a chorar antes dela se virar e ficou uns minutos encarando a costa dela em silêncio.

— Tudo bem. — Lucy se dirigia a porta. — Sabe... Quando eu perdi minha mãe, meu pai também mudou comigo. Era tão frio e eu pensava que ele não me amava... Eu realmente cheguei a odiá-lo por isso e acabei fugindo de casa. Ele fez coisas horríveis para me ter de volta, até machucou meus amigos, toas as pessoas que amo. Eu o odiei mais ainda. Então logo depois algo mudou nele e ele tentou se aproximar de mim mas eu não o queria mais por perto. Em seguida eu fiquei presa no tempo com meus amigos e não o vi por 7 anos. — Lucy mordeu os lábios inferiores. — Infelizmente ele morreu algum tempo atrás. Descobri que o motivo para ele ter me afastado tanto tempo dele era porque ele tinha medo... Eu não sabia naquela época, mas provavelmente ele era quem mais se sentia sozinho e sofria por ter perdido a mamãe. E nunca pude dissé-lo que o amava novamente depois disso... — O quão egoísta eu fui? — Um sorriso irônico se formou nos lábios da loira em quanto ela limpava as suas lágrimas.

— Há mais dois livros. — A voz da menina saiu roca, parecia que chorava. — Tudo que eu sei é que existe mais dois livros... Provavelmente o cara que esta por trás disso tenha um. Mas o outro eu não faço ideia de onde ele esteja.

— Isso nos deixa em desvantagem então. — A loira pareceu desapontada.

— Talvez em muitos aspectos. — Kaline encarou a loira com um temor nos olhos. — Lucy... De alguma forma eu estou com medo do que possa acontecer. — Lucy não disse nada, pode ver que a menina realmente parecia assustada. — Aquela garota perguntou como um espírito estrela podia fazer algo assim, não é? Bem, ela não é exatamente um espírito estrelar se você quer saber, no livro não diz o que ela realmente é, mais esse fato está bem claro.

— Ela? — A loira olhou confusa quando a menina saia ao encontro da voz que a chamava. — Isso é estranho... — Lucy pegou seu molho de chaves e levou até o peito. — O que é essa sensação estranha.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado!! não deixem de comentar o que acharam okay??! bjs e ate!