The Star Of Our Future

24 O Natsu que conheço.


Notas iniciais
hehehe, boa tarde/noite (: bora para mais um capitulo ♥

Frustração. Esse era o sentimento que tomava conta do coração de Natsu. Ele olhou em sua volta, seus olhos se dilatara em surpresa, tudo estava destruído. A onde existia uma guilda, agora era apenas um bando de entulho com muita poeira e fumaça. Tudo aqui tinha sido feito por uma única pessoa, tudo destruído por suas próprias mãos.

— Arrependido? — Erza segurava um de seus braços fortemente, Natsu notou a escoriação no braço dela, o mesmo deixou seu corpo escorregar até o chão, sentando-se. — Se serve de consolo, eles eram de uma Dark guilda. — Ela encarou a nuca do amigo, suas mãos sobre o joelho estavam fechadas com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos. — Levante-se! Você terá outra hora para se sentir culpado, se preferir. Agora precisamos ir, Nashi...

— Na-shi. — Os olhos do garoto se abriram em uma espécie de estralo, como se acabasse de despertar de um terrível sonho. — E-erza, eu não...

— Não é o que esta pensando! — Ela respondeu depois de um breve silêncio. — Acredite, eu nunca permitiria que algo acontecesse a ela. — Sua voz saiu dura e firme. — Não se preocupe quanto a isso.

— Então...

— Ela não parecia bem Natsu. Ela estava assustada. — A ruiva que estava de frente para o garoto, observava os destroços em sua volta. Ali tinha alguns corpos no chão, todos estavam seriamente machucados, não eram muitos já que boa parte foram espertos o bastante para fugirem quando puderam, ficando apenas os que acharam que poderiam ligar com um Dragon Slayer terrivelmente irritado. Nenhuns dos membros da guilda jogados pelo chão estavam mortos, bom, não por hora. A garota duvidava muito que eles continuariam a respirar por muito tempo se não fossem tratados rapidamente. Por um reflexo ela viu o garoto juntar as mãos uma nas outras nervosamente e logo depois ela voltou encarar o local, ela observava tudo com atenção, algo lhe incomodava, não apenas o fato de Natsu destruir uma Dark guilda sozinho, mas havia algo lhe chamava atenção...

— Me desculpe Erza. — O garoto disse entre suspiro.— Você esta bem? — Ele levantou o a cabeça para encara-la, ela tinha uma expressão de surpresa, mas em seguida deu lugar para uma mais relaxada.

— Não se preocupe. Apenas algumas queimaduras... Não são tão graves assim. — Ela realmente tinha leves queimaduras em suas mãos e braços, provavelmente feitas na hora que ela se aproximou dele, vindo em seguida uma enorme explosão causado pelo mesmo. A mesma explosão que derrubou tudo ao chão e por alguma razão que ela não conseguia explicar, era que por mais próxima que estivesse dele, por mais forte que era o calor de suas chamas estavam, essas não pareciam causar danos nela, não diretamente já que Erza não foi atingida pelo enorme globo de chamas que se formou e sim apenas pela parte da construção que desmoronava em quanto ela tentava sair debaixo de tudo aquilo.

— Mesmo assim...

— Mais importante que isso... Natsu. — A ruiva olhava para um dos membros que estava deitado um tanto próximo dali, ele arfava rapidamente. — Aquela marca... — Natsu se levantou do chão, deu algumas palmadinhas em sua roupa e olhou com seriedade na mesma direção que Erza olhava.

— Hmm, você também reparou não é?! Eu não tenho uma boa memória, mas quando vi aquela marca eu me lembrei do que o vovô disse.

— Uma Dark guilda... Não. Não é uma Dark guilda qualquer. — Erza encarou os escuros olhos de Natsu. — Como?! Como conseguiu encontra-los?! Você lembra o que o mestre disse, não é?! — O garoto afirmava com uma expressão pensativa.

— E se eu disser que, não faço ideia? — Disse em quanto chutava um copo de metal deformado para longe, acertando a cabeça de um cara musculoso, que estava jogado por ali. — Eu apenas senti um cheiro ruim, misturado com o cheiro da Lucy. Era fraco, mas Erza... Eu tenho certeza, era o dela, ela esteve aqui.

— Não podemos descartar essa possibilidade, afinal essa guilda...— O que isso significa? — O rosado encarou a ruiva em quanto apontava para a marca no braço do cara.

— Phoinix. Ou Phoenix. Sua marca é um pássaro. — A ruiva se aproximou de Natsu. — Um pássaro de fogo.

— Pássaro de fogo?! Isso existe? Nunca vi um.

— Nem mesmo eu, mas o mestre disse que essa guilda era perigosa. Natsu, ela faz parte da Balam Alliance. Você sabe o que isso quer dizer? Oración seis, Grimoire Heart , Tártaros e Phoinix. Uma das quadros Darks guildas mais poderosas. E ela simplesmente foi reduzida ao pó por um único mago, você. Algo está estranho nisso.— Eu posso lidar com uma guilda de magos ilegais. — O rosado pareceu ofendido.

— Não me entenda mal Natsu, não estou questionando o seu poder, estou apenas ditando os fatos, até então a Phoinix nunca se quer foi encontrada. Sua guilda sempre viveu nas sombras, até mesmo o conselho nunca conseguiu encontra-los e além disso ela faz parte de uma aliança de magos poderosos, mas você simplesmente os detonou.

— Algo mais estranho que isso. — Natsu olhou para ruiva.— Eu não encontrei o mestre deles em lugar algum. Parece que vou ter que fazer umas perguntinhas a esses caras ai. — Um sorriso perigoso se formou nos lábios do garoto, deu um soco em sua outra mão, fazendo aquela se encher de chamas.

— Natsu. — Erza segurou o braço do garoto em quanto seus olhos em um reflexo rápido corriam para o lado esquerdo dela. — Vamos. — Natsu viu o rapaz arfar e depois ele parou de respirar, ao que parecia o cara tinha acabado de infartar. Erza saiu arrastando o garoto dali, existiam coisas a serem tratadas e ela sabia que cedo ou mais tarde iriam ter que lida com aquela guilda, embora ela desejasse que fosse bem mais tarde.

E foi bem a tempo, assim que Erza e Natsu se viraram em uma esquina próxima dali, os cavalheiros do conselho chegaram ao local, os dois magos apenas observaram por alguns minutos vendo eles vasculharem o lugar e pegando os membros da Dark guilda para coloca-os em macas. Ambos saíram daquele local o mais rápido que puderam.

Foram menos de uma hora para chegarem até o centro da cidade e mais alguns minutos até a prefeitura, ambos vieram o mais rápido que puderam sem dar um segundo se quer para um descanso, o que os fez perceber que onde estavam antes, era mais longe do que pensavam. Bom o porto de Hargeon era enorme de fato.

Ao chegar na prefeitura, uma das empregadas já estavam ali para recebe-los, ela os acompanharam até uma sala diferente da outra que estiveram antes, era bem maior. Nela tinha uma estante de livros, uma mesa de escritório feita de vidro escuro, onde o prefeito se encontrava sentado atras em sua cadeira de coro negro. A sala também tinha dois sofá enormes posicionado um de frente para o outro, poderiam caber umas sete ou mais pessoas sentadas nele e em cima de um deles estava Nashi, Natsu ao avistar a garota correu em direção a ela, se ajoelhando ao seu lado.

— Nashi. — Ele segurou umas de suas pequenas mãos.

— Ai estão vocês. — A voz de Gray tinha uma ponta de irritação.

— O que aconteceu?! Erza me disse que ela estava assustada e desmaiou. — O garoto encarava o moreno em busca de alguma informação.

— Eu também não sei direito o que aconteceu, desde que chegamos aqui ela esta inconsciente, mas...

— Eu já pedi para examina-la. — O prefeito se agitou em sua cadeira. — Ela está batida meu jovem, mas a menina ficara bem. Os médicos disseram que é anemia e assim que acordar, ela precisara comer e descansar mais.

— Anemia... — Natsu segurou a mão da garota mais forte, trazendo até seu rosto.

— Só nos resta esperar Natsu. Mas ela tinha dito que isso era como a última vez, o que ela quis dizer com isso? — O moreno disse bagunçando seu cabelo de forma nervosa.

— Não tenho certeza. — Natsu pareceu sincero.

— Futuro. Acho que ela estava falando do futuro.

— Happy. — Natsu pareceu só agora notar o gato, que tinha a cabeça da menina em cima do seu pequeno corpo felino.

— Eu já vi Natsu diversas vezes nervoso, mas quando Gray chegou aqui dizendo o que tinha acontecido... Tenho quase certeza... Ela se refere ao futuro.

— Ela estava tremendo. — Gray disse baixo. — Ela parecia querer dizer algo a mais antes de desmaiar.

— Nashi. — Natsu mordeu os lábios inferiores. — Eu sinto muito. — Sua voz era baixa, mas todos puderam ouvir.

— Natsu. — Erza cruzou os braços. — Eu sei que não é o momento certo para lhe fazer esse tipo de pergunta. Mas Nashi tem dez anos agora não é? — O silêncio tomou conta outra vez do local, e sem uma resposta a ruiva decidiu continuar. — Ela me disse uma vez.

" Eu me lembro de que quando eu tinha sete anos, eu perguntei para meu pai sobre a mamãe. "

— É, eu ouvi ela contando para Lucy. Foi assim que eu descobri o que aconteceria com ela. — Ele se pós de pé. — Você sabe não é Erza?! Nashi lhe contou?! — Natsu sorriu fraco. — Lucy... Quando Nashi nascer...

— Ei, o que é essa cara? O que tem a Lucy quando a Nashi nascer? — Gray parecia inquieto.

— Ela morre. Logo após dar a luz a Nashi. — A voz dura de Erza proporcionou um terrível silêncio. Happy, tinha uma careta estranhará, segurava suas lágrimas e Gray também parecia não acreditar no que acabava de escuta em quanto o prefeito olhava com compaixão para a garota deitada.

— Não só inteligente o bastante mas eu ainda sei que isso, foi quanto tinha vinte e quatro anos... — Disse o rosado seguido por uma risada ironia que foi abafada pela sua mão na boca.

— Com tinha, você se refere a idade em que ela... — Gray olhou perplexo para Natsu.

— Não. — Natsu olhou para Nashi. — Vinte e quatro anos é idade que eu tinha quando Nashi me perguntou sobre a Lucy. Ela já tinha sete anos.

— Espera. Então... — O moreno olhou para ruiva, ela apenas desviou a cabeça sacudindo em sinal de que não fazia ideia. —Natsu, isso quer dizer que a Lucy... — O rosado agora fazia carinho na cabeça da garota desacordada.

— Ei Natsu. — O moreno puxou o rosado a fim de que ele o encara-se. — É possível que vocês...

— Eu não tenho certeza. — Ele olhou melancólico. — Lucy saberia responder. Lucy... — O garoto fechou os olhos. — Isso é tudo culpa minha.

— Natsu iss-

— Gray. — Erza fez sinal com sua cabeça, o moreno soltou o garoto fechando seus punhos.

— Pelo que eu entendi, a garota que fora sequestrada pode esta gravida? — O prefeito se levantou caminhando até o rosado. — Essa menina, que esta deitada ali, veio do futuro e em alguns meses ela estará aqui, como uma recém-nascida. Meu jovem, por mais triste e dolorosa que seja o futuro que lhe aguarda, algo em meu coração de velho me diz que você poderá mudar isso se tiver fé.— Todos encaravam o homem, Natsu principalmente. Seus olhos de cor ônix se prenderam nos olhos do homem a sua frente. — O que quero dizer é que eu simpatizo com sua dor, eu criei minha filha sozinho, minha mulher morreu dois dias após o nascimento da mãe de Kaline. Foi muito difícil... Mas meu jovem, diferente de mim que perdi a mulher que amo para uma terrível doença. Você, você tem o poder para impedir isso. Eu acredito que você pode mudar o seu futuro de sua família se acreditar na sua força. — Ele encarou a pequena garota. — Essa menina é a prova disso. Olhando para o rosto dela não consigo dizer o quanto ela passou para estar aqui, mas com certeza ela deve ter um motivo muito forte. A família é a única que nos fortalece.

— Eu também penso da mesma forma Natsu. — Happy esfregou o focinho. — Eu acredito que o Natsu é capaz de salvar a Lucy e o futuro da Nashi! — Natsu se levantou e colocou sua mão ao peito do homem, dando um leve tapinha.

— Vovô. Obrigado.

— Apenas acredite em si mesmo. — O homem sorriu estendendo sua mão. — Meus parabéns. — Natsu olhou confuso para o homem por alguns instantes até retribuir o aperto de mão. — Sei que não é o momento apropriado, mas devo-lhe parabenizá-lo pelo seu feito. Será uma menina linda e se me permitir, falando de pai para pai, não deixe sua menina sair de casa sozinha até ter pelo menos uns trinta anos anos.

— Hã?— Natsu ainda parecia meio atordoado, ele não tinha certeza se realmente Lucy estaria carregando uma criança dele, mas se ele parasse para rever todas as noites que tiveram juntos, a ideia não suava tão impossível. — Quando ela tiver completado quarenta e cinco anos, eu ainda vou estar pensando nessa possibilidade. — O rosado tinha um ar serio, ele realmente estava falando com uma profunda seriedade.

— Pobre Nashi. — O gato suspirou.

— ISSO É TERRÍVEL! — Uma empregada entrou na sala seguida por uma maga.— Juvia. — Gray viu a maga entrar com uma cara de pavor.

— Não temos tempo! — A azulada se pós próxima a Natsu e ao prefeito. — Ela enganou a Juvia e as empregadas também.

— Senhor, ela usou o Momo. — A empregada se adiantou.

— Momo? — Erza olhou confusa. — O que esta acontecendo.

— Kaline... Ela fugiu. — Disse a empregada.

— Aquela garota... — O prefeito colocou a mão no peito indo em direção a sua mesa. — Momo é um espírito estrelar, um espírito que coloca as pessoas para dormir e da a elas um maravilhoso sonho... O sonho é tão real que muitas vezes a pessoa se esquece de acordar e bem, elas podem até entrar em um estado de hibernação, dormindo até a morte.

— Pode um espírito fazer isso. — Gray parecia confuso.

— Uhum. — Nastu pareceu concordar. — Lucy uma vez me contou que existe milhares de espíritos estrelarem, o universo é infinito e os espíritos também são. Na verdade não entendi muito bem o que ela queria dizer, mas não acho que seja difícil existir um espírito como esse.

— Momo se parece com um uso de pelúcia inofensivo, é como se fosse um mascote.

— Como o plue! — Happy afirmou

— Plue? — Perguntou o prefeito, ignorando sua própria pergunta no mesmo instante. — Mas eu fico feliz que você tenha acordado minha jovem... A magia é muito forte.

— Eu a encontrei adormecida no quarto da senhorita e corri buscar o antidoto.

— Ah, você vez bem.

— Ah um antidoto?! — O moreno e a ruiva perguntaram juntos.

— Sim, eu tenho um amigo que faz porções, Kaline sempre usou Momo em nossos empregados para fugir de casa, então eu tive que pedir a ele para me preparar uma. Por sorte, o seu efeito é semelhar a magia Sleep, então ele conseguiu um antidoto para reverter o processo.

— O mais importante! — Juvia parecia impaciente. — A senhorita Kaline corre perigo!

— O que esta dizendo minha cara?— Ela entregou um pedaço de papel para Nastu.

— Juvia acha que isso deve ter sido escrito para o Natsu-san.

— Para mim? — Natsu pegou o pequeno papel rasgado e leu em silêncio, seus olhos se dilataram vendo o pequeno bilhete. — " Eu sei como acha-la. Eu com certeza irei traze-la de volta." — Disse, respondendo os olhares curiosos de todos. — Ela foi atrás da Lucy. — Nastu ainda encarava o papel pensativo.

— Mas... Sozinha?! — Juvia parecia assustada. — Seria impossível, não é?

— Não se ela se fazer de isca. — Erza encarou o rosado, ela sabia que ele tinha pensado na mesma coisa. — Esse deve ser o plano dela, ela sabe que eles querer magas estrelares, ela é uma.

— Tsc. — Natsu se virou para o homem que tinha uma expressão de horror. — Vovô! Não se preocupe, eu irei traze-la de volta. Irei trazer a Kaline e a Lucy, eu lhe prometo! Então... Por favor cuida da Nashi por mim. — O homem abriu e fechou a boca umas três vezes, queria protesta, mas o olhar de Natsu lhe trouxera tamanha certeza em suas palavras que ele apenas se viu sentando de volta em sua cadeira e confirmando firmemente com a cabeça.

— Vá meu jovem e por favor minha neta... Ela é a única coisas que me sobrou. Melone!— A empregada se curvou já aguardando a ordem. — Por favor, veja se já conseguiram providenciar outra lacrima de comunicação. O pai de Kaline precisa saber da filha.

— Ah. — Gray olhou para os amigos. — Isso me lembra o porquê estava esperando vocês. A lacrima pareceu dar algum defeito em quanto o prefeito reportava ao conselho sobre antes, por isso não consegui entrar em contato com a Mira ainda.

— Ele então quem chamou os guardas? — Natsu pareia aborrecido

— Não o culpe, ele é o prefeito daqui e é o seu dever.— Erza disse em quanto usava sua magia para criar um tipo de baú mágico holográfico, retirou dali uma pequena pedra azulada. — Acho que essa é o suficiente.

— Certo.

— NÃO A MACHUQUE! — O grito de Nashi fez todos tomarem um susto, Natsu se virou na direção da garota com o cenho franzido. — NÃO!

— NASHI! — Happy sacudia a cabeça da menina, Natsu foi até ela assim como todos que começaram a cerca-la.

— Ei Nashi, acorde... Acorde. — Natsu sacudia a menina.

— Ela esta tremendo. — Gray segurava o braço da menina e viu o desespero nos olhos do rosado.

— Melone, esqueça a lacrima! Traga o Dr. aqui... AGORA! — A empregada saiu as pressas da sala.— NÃO MACHUQUE A MAMÃE... NÃO...

— NASHI! — Natsu abraçou a menina. — Pare filha, é só um sonho. Um sonho ruim... Ninguém esta machucando ela então por favor acorde...

— NÃO... POR FAVOR... NÃO...

— Natsu... — Erza apontou para o braço da menina onde estava a marca da guilda aos poucos começaram a desaparecer.

— O que esta acontecendo? — Juvia olhava assustada. — Esta desaparecendo.

— Não. — Gray disse olhando o braço. — Esta trocando de forma. — Assim que a marca da Fairy Tail sumiu, uma chave dourada começou a ser desenhada magicamente no braço da garota, ela estava em uma posição inclinada, tanto que, se você desenha-se um outra chave na mesma posição no sentido ao contrário, ficaria em um perfeito. " X "

— O que é isso. — Natsu olhou para Erza confuso. — Uma marca de outra guilda?

— Eu não acho que seja isso... Essa marca, eu já vi em algum lugar. — Disse o homem.

— A onde seria?! — Juvia perguntou nervosa.

— Eu não consigo me lembrar, mas com certeza esse símbolo não pertence a nenhuma guilda.

— NÃO...

— Nashi! — Natsu se afastou um pouco se assustando ao ver os olhos opacos da garota que olhava firmemente para ele, mas o que lhe assustou não fora o fato de ela estar olhando para ele e sim a cor de seus olhos. A sua íris, que antes que era de um tom achocolatados como de Lucy, agora eram de um profundo vermelho. Em um reflexo Natsu agarrou o pulso da menina com força quando ela tinha o atacado, todos ficaram paralisados.

— Pa-pai? — A menina parou de se movimentar, ela piscou e seus olhos tinham voltado a cor normal que Nastu conhecia, ele se perguntou se estava imaginando coisas, ele olhou para Erza e Gray e eles tinham a mesma expressão de surpresa que ele, no braço dela a marca da Fairy Tail parecia intocável. — Papai! — Ela chamou mais uma vez com seus olhos cheio de lacrimas, seu coração apertou então Natsu resolveu ignorar aquilo, ela a abraçou forte e a garota fez o mesmo. — Papai! — Ela tinha a voz embargada, o rosado sentiu as lágrimas quentes, entrarem em contato com a pele sobre o pescoço. Nashi não conseguia parar de chamar por ele.

— Graças a Deus. — Gray suspirou pesado.

— Nashi. — Erza sorriu aliviada, Happy também parecia aliviado.

— Papai a mamãe... Ele estava machucando!

— Nashi... Foi apenas um sonho ruim, você está cansada... — Natsu tentava acalmar a menina, que balançava a cabeça de forma negativa, ignorando tudo o que o rosado tentava-lhe dizer.— É verdade, eu vi. — Ela olhou para todos na sala em busca de algum apoio. — É ele papai! Aquele cara do outro dia...

— Cara?— Natsu se ajeitou no sofá. — De quem esta falando?

— O cara que a mamãe achou quente quando vimos no beco da outra vez, é ele que esta com a mamãe.

— Do que ela esta falando? — Gray a encarava

— Na noite de busca.— Começou Erza. — Nashi aquela noite eu tive uma sensação estranha vindo dele... O cara de capuz não é? O que você viu... Por favor não esconda nada. — A garota mordeu o lábio superior, olhou para o garoto a sua frente e abaixou a cabeça.— Nashi? — A voz de Natsu saiu fraca.

— A mamãe... É tudo minha culpa.

— O que você esta falando, você não tem culpa de nada. — Natsu se levantou.

— Me desculpe, me desculpe... Mas eu não conseguia dizer isso. — A menina começou a chorar.

— Seja lá o que for que esta acontecendo, não é sua culpa. Não repita essas coisas. — Natsu alcançou as mãos da menina segurando firmemente. — Você entendeu?! Você não é culpada de nada.

— Pa-pai.

— Nashi, nos conte.— A ruiva parecia nervosa e ansiosa, a rosada ficou em silêncio por um tempo até começar a contar.

— Na quela noite quando eu tropecei naquele homem, assim como a tia Erza, eu também tive uma sensação ruim vinda dele. A primeira impressão era de um homem estranhamente gentil. Eu fiquei curiosa e resolvi ver ele partir, quando me virei para trás e a mamãe e o papai seguiram em frente, ele ainda estava lá no escuro... Ele tirou o capuz então eu vi... Seu rosto completo. — A menina fechou os olhos e mais lágrimas saíram dali.

— O-o que você viu Nashi. — Perguntou a maga d'água.

— Papai. — Ela olhou para o Natsu. — Eu vi o meu pai.

— Isso não é possível. — Natsu se levantou. — Não teria como ter dois de mim no mesmo lugar e nem em lugar algum.

— Exceto em Edolas. — Happy sorriu.

— É... — Natsu tentava se lembra de sua estranha versão do outro mundo.

— Cara que dor de cabeça. — Gray se jogou no sofá. —Nashi você tem certeza disso?

— Sim, digo, não.

— Esta em conflito? — O moreno parecia confuso.

— NÃO!— Respondeu a garota.— Eu não posso dizer que tenho certeza, embora aquele homem parecesse com o papai, ele ao mesmo tempo não parecia! Ele era sombrio e sorria de forma assustadora.

— Um Natsu do mal. — Brincou Gray.

— Gray, não é hora. — Erza ergueu uma das sobrancelhas lançando um olhar irritado para o mago do gelo.

— Papai, eu fiquei com medo de contar... Mas se tivesse contado antes, talvez a mamãe pudesse estar conosco. Agora que paro para pensar, não teria como ser você não é?! Por mais que ele tivesse um rosto parecido com o seu... Seus olhos não eram gentis e nem tinham a mesma cor. Não, ele não era você...

— Seria um Natsu do futuro? Digo você também veio de lá não é? A ideia não parece ser tão estranha como as coisas estão agora. — A menina olhou para o prefeito e depois para baixo.

— Eu não sei. — Ela confessou, não conseguia encarar o rosado. — Eu cheguei a pensar nessa hipótese e me sinto mal por isso também. Mas eu tenho certeza, o papai do futuro que eu conheci, não era nem um pouco parecido com esse homem. Ele podia sorrir pouco naquela época, mas ele tinha algo no rosto que esse homem não tinha. — A menina se aproximou de Natsu colocando os seus dedos indicadores em cada lado do rosto do garoto próximo aos lábios e puxou para cima. — Os traços de alguém que já havia sorrido muito na vida! Alguém que alcançou a felicidade e possuía um par de olhos gentis. Esse era o meu pai do futuro. Esse homem pode ter o mesmo rosto, mas sua expressão era cheia de amargura.

— Nashi... — Natsu sorriu. Ele pegou a mão da menina e juntou a mão dela na dele. — Eu nunca iria machucar a Lucy, nem nos piores sonhos eu me atreveria a fazer isso.

— Eu sei, pois o papai a ama mais que tudo. — Nashi tinha seus olhos marejando.

— Eu vou traze-la de volta. Eu prometo que vou traze-la de volta e depois disso. Nada vai acontecer com a gente, nem com a mamãe. — Natsu sorriu.

— Papai.

— Natsu, vamos deixar ela descansar. — O prefeito colocou uma mão sobre o ombro do garoto assim que avistou o médico parado na porta, como se aguardasse o momento exato para se pronunciar. — Ela deve comer alguma coisa também.

— Eu não posso ficar aqui descansando, eu tenho que ajudar a encontrar minha mãe. — A menina se levantou tão rápido que uma tontura veio átona, ela só não caiu ao chão porque Happy foi mais rápido e a pegou. — Isso não é nada. — Disse séria, mas logo sua barriga lhe entregou com um enorme ronco.— Irei pedir para trazerem algo para ela comer. — Disse o homem saindo da sala.

— Papai... — A menina olhou com seus olhos pidões.

— Sinto muito Nashi. — Natsu sorriu, fazendo a menina franzi o cenho e olhar com tristeza para ele.

— Sabe, eu me lembro do meu pai com vinte e quatro anos... Posso ser uma criança com apenas dez anos e não entender direito as coisas de gente grande, mas eu sei fazer as contas. — Ela olhou de relance para todos, que pareciam esta ocupados o bastante olhando para a parede ou para o chão. — Eu sei que a mamãe esta esperando um bebe. Eu a vi um dia em casa, olhando para o espelho e encarando sua própria barriga! Ela estava sorrindo estranho.

— Ela faz muito disso Nashi. — O gato comentou.

— Eu sei... Mas era diferente... Ela parecia brilhar... — A menina fungou. — Natsu estava branco, parecia não saber que cara fazer.

— Isso que dizer que... — Por um tempo ele ficou imóvel e então um sorriso surgiu nos lábios dele. Era um sorriso que surpreendeu todos, exceto a garota.

— Papai, eu disse que me lembro de você com os seus vinte e quatro anos... — Sua voz embargava. — E se tem uma coisa que eu me lembro perfeitamente é desse seu sorriso. — O sorriso nos lábios de Natsu começou a se desfazer e sua boca a contrair. — Não tente ser forte na minha frente. — Nashi forçou um sorriso em quanto via seu pai desabar em lágrimas. — Pois eu sei o quanto esse sorriso é carregado de angústia e medo.

— Você tem razão... Afinal, você conhece o meu eu do futuro melhor do que ninguém.

Notas finais
é isso por hoje, comentem o que acharam do cap.