The Star Of Our Future
26 Lepus.
Notas iniciais

As botas pretas afiveladas de cano alto batiam contra a poça d'água. O céu ensolarado deu lugar a carregadas nuvens cinzas, a chuva fria batia contra o rosto da garota que corria mais rápido do que ela mesma pode-se imaginar, Momo, o urso, corria bem atrás de uma forma desajeitada.
— Momo! — A voz de ordem de Kaline, fez o urso ficar gigante e puxar algo que estava preso atrás do seu fofo corpo gigante, Momo mirou uma enorme bazuca em uma sombra que vinha logo atrás deles e em vez de fogo, uma fumaça cor de rosa e brilhante foi lançada de dentro dela. O urso deu um salto voltando a sua forma menor e correndo ao lado da garota. — AQUI! — A menina puxou o urso contra o seu peito segurando de forma protetora em quanto saltava penhasco a baixo.
~*~
— O que foi? — Lucy notara a mulher que observava inquieta a pequena janela no teto.
— Hmm... Não é nada. — Ela sorriu triste. — Apenas... Eu pensei ter ouvido uma voz familiar. Deixe para lá. — A loira se sentou encostando na parede encolhendo os joelhos até o peito.
— Você... Tem família não é?! — A voz da loira parecia um sussurro, ela encarava os dedos sujos do pé, seu cabelo bagunçado deixava uma das madeixas amarelas caída tampando-os os seus olhos.
— Uhum. — A mulher se sentou ao lado da garota. — Eu tenho um marido e também uma filha. Vocês, digo... Vocês devem ter a mesma idade. — Ela sorriu em quanto passava uma das mãos no cabelo de Lucy ajeitando carinhosamente, ela tinha uma mão quente, pensou a loira. O jeito que ela alisava os cabelos dela era da mesma forma que sua mãe, Layla fazia, e também da mesma forma que Lucy fazia na Nashi.
"Nashi". Um nó na garganta se formou ao se lembrar da menina e antes que pudesse se da conta suas lágrimas estavam caindo.
— Você está bem? — A mulher olhou preocupada para garota, Lucy não conseguia formular nenhuma palavra, ela apenas esfregava as mãos nos olhos a fim de que suas lágrimas parassem de vir, a mulher ajeitou a loira em seus braços em quanto acariciava os cabelos dela. A menina se acalmava a medida que prestava atenção na voz melodiosa que vinha dela, ela cantava baixo uma canção que lembrava uma música de ninar, as lágrimas também começaram a parar. — Sempre que minha filha chorava eu costumava cantar para ela. O estranho é que de alguma forma, mesmo não sendo parecidas, você me lembra tanto dela.— Lucy se afastou encarando os olhos da mulher.
— Como se chama? — A voz da loira era chorosa. — Sua filha?
— Ah! — A mulher riu. — Ela era tão pequena e pentelha, quando eu fui raptada ela era ainda tão novinha, ela se chamav- — O som de um trinco se abrindo ecoou pela sala escura revelando uma sombra.
— Vejo que ficaram amigas.
— Monstro. — Lucy tentou usar um tom mais duro que conseguia para tentar demonstra todo o seu desprezo, arrancando um sorriso do homem que entrava entrando no local fechando a porta logo atrás de si.
— Esses olhar. — Ele cruzou os braços. — Esse é olhar! Único, especial, dedicado apenas para mim. — Ele caminhou até elas, Lucy foi puxada para trás da mulher que fazia força para deixa-la longe dele. — Louise, por favor... — O homem suspirou, descruzou os braços e estralou os dedos de sua mão esquerda. — Eu não sou do tipo paciente. — Seus olhos brilharam intensificando as cores, a mulher deu um grito de dor e Lucy notara chamas negras envolvendo o corpo da mulher. — Eu já esperei demais.
— PARE! NÃO A MACHUQUE, POR FAVOR! PARE! — Lucy se ajoelhou até a mulher que gritava ao seu lado.
— Não se preocupe, ela não irá morrer. — Ele encarou a mulher dos pés a cabeça. — Fui um tanto tolerante. Essas chamas apenas lhe causaram dor, mas espero que não tente se meter na minha frente outra vez, não sei se irei tolera-la de novo.
— Por que?!— As lágrimas voltaram no rosto da loira. — O que aconteceu com você?
— O que aconteceu comigo, hmm?! — A voz dele era fria assim como seu olhar sobre a loira.— Ah, realmente aconteceram muitas coisas Luce...— Ele começou a rir de uma forma que a deixou assustada, não era como se ele risse por que achava graça em algo, mas era aquela risada carregada de angústia e ódio. De repente o rapaz ficou em silêncio, ele olhou em volta como se estivesse caçando algo, deu alguns passos até o centro da sala e olhou para cima, semicerrando os olhos.
— Mestre. — Uma voz ecoou um rapaz careca que vestia uma calça jeans desbotada, uma blusa preta sem mangas toda amarrotada e não calçava sapato algum, apareceu do lado de dentro da sala, mesmo que a porta ainda permanecesse da mesma forma que estava, trancada.
— Sim, eu percebi. — O homem apenas correu seus olhos em direção a porta e a janela, sem mover um musculo se quer do corpo. — Parece que aqueles idiotas dos seus subordinados não conseguiram lidar com o intruso, Ben.
— Eu devo ir? Esta um tanto tedioso ficar aqui dentro o tempo todo. — Ele cruzou os braços.
— A mansão sera desprotegida. — O homem correu seus olhos para o rapaz. — Você tem 2 minutos, ache quem seja que for que estiver nos arredores desse lugar e mate. — Lucy e Louise apenas observavam tamanha frieza que saia da boca de Natsu. — Volte imediatamente. Nada de fazer gracinhas por ai, suas torturas são chatas demais e você é muito lento nas suas brincadeirinhas.
— Oras, nenhuma tortura pode-se ser tão rápida, se não, não há diversão.
— Ben...
— He he he... Certo, eu entendi. — O homem se virou de costa e Lucy notara uma marca em sua nuca, uma que significava que ele pertencia a uma guilda, mas ela não era desenhada com magia assim como as de outras guildas, ela estava queimada sobre pele, como se ele tivesse sido carimbado a ferro quente, e o pássaro com asas curvadas para cima era vista ali. Ela pensou em diversas marcas de guildas, até mesmo em algumas Darks guildas, mas nada adiantou, ela não conseguia saber de qual aquela marca pertencia. — Estive observando, vocês realmente se parecem.
— Não me compare com aquele tipo, diferente dele eu sou-
— La fiamma immortale. La fiamma che rinasce... — Ben virou o rosto sorrindo. — Assim como o sol renasce diariamente.
— Exatamente. — Como fumaça o rapaz desaparecera, voltando a ficar novamente apenas os três. — Vocês venham comigo. — Lucy que estava ajudando a mulher se levantar, começou a puxar a mulher para trás, se afastando para longe dele. — Ah, do modo difícil também serve. — Ele disse cansado, chamas amarelas cercaram os punhos das duas como algemas, elas não faziam mal algum, apenas apertava um pouco os punhos e não as queimavam ou causava dor alguma. — Farei elas ficarem pretas se não começarem a andar logo. — E assim as duas fizeram, a porta se abriu e subiram uma média escada que levava até uma outra porta. Como a loira tinha imaginado horas antes, elas estavam em um tipo de porão.
~*~
Levaram alguns segundos até a menina chegar ao chão batendo em galhos de diversas árvores na costa do penhasco do qual pulara, deixando em seu rosto um corte que vinha da parte inferior de seu olho esquerdo atravessando a bochecha parando próximo ao seu ouvido. Fatal, fatal seria sua queda se Momo não tivesse ficado em seu tamanho real para amortecer a queda da menina.
— Arg... — Kaline gemeu ao sentir a mochila que carregava cair sobre sua cabeça. — Isso dói, isso dói.— A garota esfregou a mão na cabeça em quanto se levantava. — Momo você esta bem? — O corpo gigante do urso brilhou ficando cada vez menor, ele deitou a cabeça para o lado mostrando os seus dentes em quanto fazia o sinal da paz com uma das mãos. O rosto de Kaline recebeu uma expressão aliviada, ela olhou em volta e viu um campo de gramado logo a sua frente, era estranhamente enorme e de forma arredondado, ela olhou mais um pouco e percebeu que a chuva tinha ido embora, na verdade parecia que a chuva nem se quer tinha passado por aquele local. Atrás dela tinha mato alto e arvores tanto no chão, como troncos mal formados nas pedras do penhasco, ela se sentou no chão em forma de índio puxando sua bolsa para seu colo, Momo se sentou da mesma forma ao seu lado observando a garota revirar a bolsa e tirar algumas mudas de roupas, água e uns pacotes de bolinho. — Sabia que iria precisar de roupas novas. — Ela deu uma pescadinha para o urso, ela olhou em volta como para se certificar que não havia ninguém ali, tirou o macacão militar que ia até a altura de sua coxa para por uma calça legue acetinada preta, trocou a blusa preta que vestia por debaixo do macacão, por uma bata branca simples, jogando um colete jeans sem manga por cima. — Isso deve servir por hora, não é como se eu tivesse muita escolha aqui no meio do mato.— Kaline vestiu a mesma bota, se sentou no chão novamente, pegou um bolinho e entregou para o seu espírito estrelar, o outro ela devorou em poucos segundos.
Ficaram ali parados por alguns longos minutos que mais pareciam horas, a garota repetia as palavras que ouvira mais cedo em sua cabeça.
" — Meu deus, isso é sério?! Então a senhorita Lucy também foi levada. — Kaline podia escuta seu avô conversar na sala de convidados, ela estava escondida atrás de um enorme jarro que tinha no corredor, olhava discretamente para o cômodo sem porta, tentando escuta melhor o que falavam ali.— E onde estão o resto dos seus amigos... Oh, não me digam...
— Não, Não. Erza, Natsu e o Gray-sama até mesmo a Nashi estão procurando por ela...
— Entendo. Então você e o gato...
— Happy senhor.
— Oh, me desculpe. Então você e o gato estão aqui...
" Qual o problema dele em me chamar pelo nome." — Mesmo distante, Kaline podia saber bem o que o gato cochichava para a garota ao seu lado.
— Gray-sama pediu para Juvia vir aqui, pediu para que protegesse a srt. Kaline de qualquer perigo. Mesmo ela tendo dado em cima do MEU Gray... Juvia ira protege-la. — Ah... Ela ainda esta falando disso, foi o que a garota penso. Ela saiu dali sem ser notada e correu para o seu quarto, trancou a porta e abriu uma porta joia em forma de baú e pegou suas chaves espirituais.
— Nem pensem em me tirarem de toda diversão. "
— HA! NEM PENSEM NISSO MESMO, EU FINALMENTE TENHO ALGO PARA FAZER! — Ela se levantou animada assustando o urso.
— Aarg. Mesmo que eu tenha deixado aquele bilhete, eu não faço ideia de como acha-la. Pensei que Lepus seria capaz de me dar mais informações do mundo espiritual. — A garota encarou o urso que sorriu de volta e fez novamente o sinal da paz.
" — E então Lepus, você conseguiu?
— Sim. — Uma garota saltou ao lado de Kaline, ela vestia um uniforme escolar cinza e toda a sua pele assim como os cabelos eram branco, exceto pela cor de seus olhos que eram tão vermelhos quanto o sangue, o que deixava a albina mais bonita. Ela também possuía orelhas longas, que ficava agitando sem parar.
— Então? Sabe onde ela esta, me diga! — Era notável a ansiedade na voz da esverdeada, a garota-lebre sorriu de forma travessa colocando uma das mãos atras da cabeça.
— Sei sim. — Kaline estava pronta para dar um salto de felicidade, mas as palavras seguidas da lebre a fez parar no mesmo instante. — Mas não posso dizer!
— O QUE!?
— Desculpe. Mas veja bem, o Rei é um velho bem chato e se ele descobrir estarei ferrada.
— Qual é dessa?
— Olha, eu mais que qualquer um queria que isso tivesse um fim, mas é como eu disse. Não posso falar nada.
— Nada? Nadinha mesmo do que possa-me contar? — Hum, bem... Sim. — Um sorriso malandro brotou nos lábios da albina sem que Kaline percebesse. — Algumas talvez, mas não tenho certeza. Mesmo eu não tendo medo da maioria dos espíritos, o Rei é um cara que não se pode brincar e ah, o Leo também é um cara chato, aquele leão maldito! — Lepus revirou os olhos visivelmente irritada. — Ele correu atrás de mim pelo reino todo quando descobriu que eu estava atrás de informações sobre sua dona. — Ela falava apontando com o polegar para trás, como se a esverdeada pudesse ver o mundo espiritual bem ali, atras de Lepus. — Mas em fim, eu conversei com a Aries. Lucy, a amiga que você quer salvar, ela é dona da chave dela.
— Ela não é minha amiga. — A lebre notou a garota corar e fazer bico.
— Então amante?
— O-Oque?! — Kaline deu um salto na cama. — N-não se-seja estupida, sua coelha idiota.
— Lebre, se você não se importa. E eu estava brincando, cadê o senso de humor? — Lepuz deu de ombros e logo ficou séria. — Mas como eu ia dizendo, Aries me disse que a Lucy não pode invocar ela e nenhum de seus espíritos.
— Isso não é novidade, eu ouvi algo sobre isso do vovô. — A lebre sorriu.
— Sim, mas ela também deixou escapar o motivo.
— Seus poderes ficaram mais inúteis? Não seria uma surpresa se esse fosse o motivo.
— Haha, não. Na verdade ela é mais forte do que você pensa Kali, o fato é. Aries disse que tinha uma sensação estranha, hmm como dizer... Leo não deve ter contado nada a nenhum deles, na verdade ela falou que ele anda estranho ultimamente também. Mas ela disse que não sentia mais a ligação entre elas, todos os seus espíritos não sentiam mais a ligação com a Lucy-san.
—... Como assim?
— Foi bem óbvio para mim, Leo fico terrivelmente forte nos últimos meses. — Lepus tinha seus olhos faiscando. — Eles não sentem mais a magia da Lucy, mas sim de outra pessoa que os ligam a esse mundo, uma magia bem mais poderosa. Ela não me disse mais nada, se deu conta que tinha falado mais do que devia e me fez jurar não contar a ninguém.
— Você não cumpri muito os seus juramentos não é? — Kali sorriu de forma maliciosa.
— Não posso fazer nada neste caso. Afinal eu tenho um contrato com você, não é? Devo seguir as ordens do meu mestre.
— É... Talvez. Mas então quer dizer que...
— As chaves para abrir o portal não respondem a Lucy, porque ela não é mais a dona delas.
— C-como?! Se as chaves pertencessem a outra pessoa ela não estaria com elas, eu vi! Ela esta sempre carregando elas para todo o lado.
— Bom, deixou explicar de outro jeito... — Lepus se sentou na cama da garota, olhou para uma pequena mochila preta cheia de coisas dentro. — Vai sair?— Kaline puxou a bolsa para seu colo. — Eu aconselho ir pela floresta da cidade se quiser ver algo que não pode ser visto. — A lebre sorriu.
— Hã?!
— Você entendera se fizer o que disse. — A lebre deu ma piscadinha sorrindo. — Como eu dizia, é a lealdade. Apenas a lealdade delas que mudaram. Você pode imaginar quem elas seguem?!
— Não consigo imagina, nunca tinha visto algo assim... As chaves sempre estão na posse de seus mestres e só mudam sua lealdade se elas forem derrotadas e tomadas por outros contratantes ou como no meu casa que foi deixada como... — Kaline olhou surpresa para a lebre, essa riu.
— Não estranho sua surpresa, afinal esse caso é algo especial. Todos os espíritos da Lucy estão em um nível diferente agora, eles estão mais forte e todos já perceberam essa mudança da noite para o dia. Isso porque seu mestre não é o mesmo, Crux me informou que os poderes tiveram um avanço do futuro. Mas você já sacou como agora mesmo, não é? A nova dona das chaves esta tão perto delas quanto você possa imaginar. — Kaline se levantou de sua cama caminhando até janela, observando o jardim do lado de fora. — Sabe que existe alguns espíritos que juram lealdade eterna com seus donos, como servir a família deles para sempre caso seus filhos cheguem possuir a mesma magia, tal como eu e Momo juramos a sua mãe que lhe serviríamos caso você também se tornasse uma maga espiritual.
— Um avanço do futuro em... Ah, quem diria. Então a filha deles é uma maga espiritual? — A lebre levantou da cama em um salto com um sorriso satisfeito. — Parece que ninguém tinha percebido ainda.— Kaline se virou para a menina. — Talvez, nem mesmo ela.
— Uma interversão do tempo tem seus pontos positivos e negativos, a partir do momento que a garota veio para o passado, Lucy perdeu seus poderes e tudo isso porque no futuro eles pertencem a menina.
— Faz sentindo, pode ser que quando a menina cresceu, ela provavelmente entregou as chaves a filha...
— Não exatamente. As chaves foram deixadas como herança. — Lepus olhava os próprios pés. — Eu ouvi que a menina veio para salvar a mãe. Lucy... Não existe um futuro muito longo para ela, e ah! — Lepus se adiantou vendo a garota pronta para dizer algo. — Antes que pergunte, sinto muito, mas eu não irei dizer nada mais sobre isso. Por favor entenda. — Kaline esfregou as têmporas do seu rosto suspirando em seguida.
— Tudo bem, mas me responda uma coisa. Lucy morre apos o nascimento da garota, não é? — Lepus afirmou.
—... Acho que não tem jeito. — Lepus sorriu se fingindo de derrotada. — Eu ouvi algo interessante no mundo espiritual se quer saber, mexer com o tempo não é uma boa ideia. Podem trazer consequências. Eu ouvi o rei resmungar algumas coisas por ai, Nashi pagou um preço alto para esta aqui nesse tempo, um preço que provavelmente ela não é capaz de se lembrar. Eu provavelmente não podia lhe conta isso, mas... As datas não batem, o nascimento dela e morte da Lucy.
— Então são em datas diferentes? Pensei que seria no mesmo dia que ela nascia... Pode ser que Lucy resistiu por uns dias. . — Lepus penteava o próprio cabelo com uma de suas mãos, seu rosto tinha uma expressão indecifrável.
— Ou ela fez uma escolha, talvez... — Kaline a encarou sem entender, a lebre olhou para a porta. — Escuto passos, vem vindo alguém! Se pretende fazer algo é melhor chamar o Momo agora.
— Uhum... Lepus, você me fará um favor.
— Sim.
— Nashi. Fique de olho nela.
— Amigavelmente?
— Mesmo tendo essa cara de garota inocente você é bem peculiar... — Kaline observava a roupa da menina ganhar uns tons avermelhados. — A lebre sorriu. — ... Eu quero que você cuide dela. — Humm, eu já tinha isso em mente... — Lepus torceu uma mecha de seu cabelo em um de seus dedos. — Mas já que é assim, eu também vou precisar de algo. — Ela sorriu. — Digamos que por precaução.
— Você não pode esta falando... — Kaline suspirou, tirou seu colar onde mantinha uma chave antiga e entregou para a Albina com os olhos preocupado. — Por favor... — Lepus pegou a chave e colocou em seu bolso.
* Toc Toc
—Pfif. —A lebre segurou um guinchar. — Agora. — Ela olhou para o pequeno molho de chaves na mão da garota. Eu vou estar de olho nela, eu não posso ajudar muito, ainda não. Apenas vá para a floresta da cidade do lado sul.
— Mas...
— Eu vejo e ouso coisas no mundo espiritual Kali, não se preocupe eu prometo que minha chave ira voltar em segurança para você. — Lepus sorriu na tentativa de trazer conforto a sua dona, ela deu um salto sumindo no ar.
— Por favor, cumpra sua promessa... Eu não irei suportar se te perder também."
~*~
— A Lepus fugiu.
— Esta tudo bem, ela é uma lebre rara não acha? Você pode ser rápido, mas ela é bem astuto meu amigo. — O gigante riu.
—... Crux foi enganado por ela, e Aries também.
— Humm, Aries e Lepus sempre foram amigas próximas, mesmo que aquela pobre criança preferisse ficar solitária. Mas ver que aquela lebre soube enganar até mesmo o Crux nas condições atuais...
— Além dele, ela é o segundo espirito estrela com informações suficiente do nosso mundo. — O rei suspirou cansado se levantando do trono.
" Isso por que ela foi a primeira."
— Preste atenção Leo. — O ruivo encarou o rei. — Prepare seus amigos, a hora esta quase chegando.
— O senhor tem certeza?! Acha mesmo que ela ira consegui sozinha?!
— Eu não lhe disse que esta tudo bem?! — O rei alisou seu bigode em quanto caminhava para longe do trono. — Eu fui cuidadoso o suficiente para dizer as coisas que deviam ser ditas.
— O senhor se refere...
— Lepus e esperta, saberá agir na hora certa. A menina não estará sozinha.
— Eu queria poder ajuda-la. Afinal, é filha dela...
— Você ira amigo, você ira. Mas no momento certo.
~*~
— Me mandando para essa floresta, o que aquela coelha estupida estava pensando?! — Kaline sacudiu a cabeça desviando-se de seus pensamentos, ela se levantou do chão pegando suas coisas, olhou para o penhasco e ela e Momo desconsideraram a ideia de escalar aquilo, sabia que estava indo pelo caminho certo, pois antes mesmo, fora atacada por cinco caras que ela deu graças a deus por serem idiota o suficiente para cair nos truques de seduções dela, embora o último cara em pé tenha-lhe dado um pouco mais de trabalho. Estava no caminho certo, penso ela mais uma vez, só não sabia onde o " certo" iria dar.
Como resposta a sua pergunta, ela foi surpreendia ao se virar para frente, antes o estranho campo a sua frente, sumiu. Ou melhor, uma enorme mansão surgiu ali, sua construção antiga indicava que aquele lugar devia estar abandonado. Não tinha ninguém para fora, guardas ou empregados, não existia nada ao seu redor, era apenas a casa sem portões, muretas ou qualquer outra coisa que proibisse a entrada de desconhecidos.
— Achei o rato. — Kaline se virou, Momo estava em sua forma enorme, em cima de uma árvore, um homem careca estava deitado despreocupadamente em um grosso galho. — Hmmm, ora, ora. Vejamos o que temos aqui. — Ele olhou para menina se pondo sentado no tronco. — Não seria a neta do prefeito?
— Co-com... Q-uem é você?
— Esta perdida? Ou procura por alguém perdida? — Ele ele saltou da árvore. — Bom, não importa! Venha, não vou lhe machucar. — Ele sorriu. — Na verdade, acho que meu mestre gostaria de vê-la... Talvez como um pequeno incentivo para a maga loira e a outra mulher estupida.
— Vocês... Então é vocês que estão sequestrando as magas... Lucy. Onde ela esta?
— Ah, isso... Hahaha, quem sabe. — Seu olhar se tornou frio e fixaram a garota de forma assustadora.
— Momo. — Em um movimento rápido o urso se encontrava preparado para disparar sua arma.
— Hã? O que seria isso? — O homem começou a caminhar em direção a eles fingindo surpresa.
— Agora! — Kaline gritou e Momo disparou, um pó brilhante foi em direção ao homem que continuava caminhando despreocupadamente. — Co-como?
— Arrg, purpurina de ursinho... — O homem esfregou seu corpo todo o pó que tinha em sua roupa, Momo estava pronto para disparar outra vez, quando o homem tocou em sua testa, fazendo o espirito desaparecer.
— MOMO! — Kaline gritou.
— Não se preocupe, ele é só um espirito, não pode morrer tão fácil assim, no mínimo ele voltou para o seu mundo. — Ele batia sua roupa, Kaline estava pronta para pegar outra de suas chaves, aquele homem estava lhe tirando do serio com aquele arzinho despreocupado que vinha dele. — Se eu fosse você não perdia o seu tempo. — A garota travou, ela começou dar passos para trás a medida que o homem se aproximava. — Bem... Agora você já é um caso diferente... Eu estive mudando de ideia sobre não te machucar sabe...— Kaline se virou e saiu correndo em direção a mansão, o homem vinha andando calmamente atrás dela sem demonstra nenhum interesse em persegui-la, ela ia se distanciando cada vez, seus cabelos soltos e meio úmidos por conta da chuva de antes, batiam contra a pele dela, a franja estava colada pelo suor da testa. Ela olhou ao seu redor e o homem tinha sumido, ela precisava pensar rápido, mais não sabia como enfrentaria ele com o pouco de magia que tinha, Kaline estava assustada e desesperada. A esverdeada olhou a mochila em sua mão, não tinha nada nela que pudesse usar como arma, e com sua magia quase esgotada, temeu não ter forças o suficiente para invocar um espirito por muito tempo. Ela continuou correndo, por mais perto que parecia a mansão, ela não estava. Ela arriscou olhar para trás avistou o homem se aproximar em uma distância razoável, ela passou a mão no seu cabelo colocando um mecha para trás da orelha e alguns fios ficaram em sua mão, em outro momento ela xingaria até a morte, mas isso lhe deu uma ideia. Conforme ela corria, ela ia puxando fio por fio deixando cair no gramado, quase não dava para enxergar o fino fio esverdeado. Ela continuou soltando os fios até chegar próxima a mansão quando foi surpreendida pelo homem, que tinha aparecido na sua frente.
Ela arriscou em usar toda sua magia e invocar o espirito da chave que estava em sua mão quando ele a tocou.
— Essa brincadeira de pega-pega já encheu. — Tudo que a garota pode se lembrar era do seu corpo falecer nos braços do homem quando sentiu sua testa sendo tocada pelos seus dedos.
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