The Stab
5 Capítulo 5 - Então todo esse tempo era você?
Aos olhos de Cris toda aquela situação parecia um pesadelo sem fim saído de um grande filme de terror, mas tudo era realmente baseado em um filme de terror. Não se demorou muito para que Amber e Eric estivessem na casa de Cris novamente.
- Fique calma Cris. — Amber tentava ajudar a amiga, Eric que estava impaciente fumava um pequeno cigarro pela janela, Antony vendo aquela cena vai conversar com o rapaz.
- O que faz pensar que se matando desta forma vai ser melhor do que ficar vivo e lutar por sua vida? – Eric olhando de lado para o policial responde.
- Pelo menos sou eu que estou me matando, não um Serial Killer com uma faca que crava nas pessoas, sem ao menos pensar nas conseqüências. – Julie que estava ali próxima resolve questionar o assunto.
- Posso entender sua dor rapaz, perdi uma irmã quando tinha doze anos, foi uma época difícil para mim, mas eu superei. – Eric terminando seu fumo responde de saída.
- Obrigado repórter Julie, mas suas palavras me passam totalmente uma linha da qual eu prefiro evitar. – Julie tenta responder na mesma medida, mas Antony faz menção para ela não provocar. Eric se aproximando das meninas resolve opinar.
- Sei que todos nós estamos tensos com esta situação toda, mas acho que o lugar mais seguro a está nesse momento seria a minha casa de campo, lá é isolado, o policial Antony junto a Julie poderão ficar de guardas, vamos, eu chamarei o Jhosty e a Kátia para nos fazer companhia, melhor nesta hora ficar em grupo. – Amber olha para a Cris dando a ela total responsabilidade de escolha.
- Eu acho que o James gostaria que ficássemos juntos nesse momento, então iremos fazer isso. – Muito bem garota. – Eric abre um sorriso, os três se levantam e Antony os questiona.
- Aonde vão? – Amber resolve responder.
- Decidimos ficar na casa de campo do Eric, lá é mais seguro, vocês podem vim conosco para fazer a guarda. – Julie olha para Antony afirmando com o rosto que aquela era uma ótima opção.
- Tudo bem, senhora Halley concorda? — Halley que estava sentada ao sofá muito pensativa levanta-se.
- Concordo sim policial Antony, todos nós iremos. — Em poucas horas todos já estavam na casa de Eric, isso já iria se dá quase 02h00min da madrugada, mas ninguém se importava ao certo com o sono, mas somente com a segurança, Antony que estava em seu carro resolveu ficar acompanhado de Julie ao lado de fora da casa, Halley antes de entrar na casa resolveu ir até a janela do veiculo falar algo com os dois.
- Se por acaso vocês repararem qualquer movimento estranho, podem averiguar, não sei, mas acho que o assassino possa querer agir ainda esta noite. – Pode ficar tranqüila senhora Evans – Afirma Julie. Enquanto isso na casa Eric trazia para a mesa da sala algumas bebidas, aproveitando também a deixa Kátia resolveu ligar o som, assim transformando o espaço em uma pequena festa, Cris que ali estava muito abatida tenta entrar no clima, Halley vendo a reação da filha resolve animá-la.
- Tente se distrair um pouco Cris, eu vou está no quarto descansando, qualquer coisa é só me chamar. – Cris a abraça fortemente.
- Eu te amo mãe. – Halley a beija em sua testa.
- Eu também, muito. — Cris então resolve se enturmar com Jhosty que ali estava muito animado, ele era um rapaz musculoso, moreno claro, vestia-se com uma camiseta branca e bermudão, um típico rapaz que Amber não parava de apreciar, Kátia que estava sentada ao sofá não tirava os olhos de Eric que mexia ao som, ela era uma ruiva de cabelos cacheados, tida em uma camisa verde clara e uma calça jeans, ela era muito atraente também. Logo após uns quinze minutos todos estavam em total efeito de álcool, somente Amber e Cris estavam conscientes.
- O que era pra ser uma noite de descanso, acabou-se em farra. – Comenta Amber.
- Pois é. – Cris concorda rindo, as duas estavam na cozinha, mas Amber faz sinal para a amiga indicando para irem à sala, mas ali não estava mais ninguém.
- Onde estarão todos? – Amber pergunta.
- Devem terem ido aprontar alguma, mas ficaremos aqui, bem quietas. – Cris afirma sentando-se ao sofá e ligando a Tv. No lado de fora podemos ver ao carro Antony e Julie entrelaçados, os dois não agüentando a química resolveram se entregar.
- Você me deixa louca Antony. — Ela gemia dentre os beijos a sua nuca.
- Eu quero você Julie, muito. – Antony suspirava o nome da repórter em meio a caricias, mas logo aquele ardor foi interrompido por uma ligação ao celular de Antony.
- Não atende. – Falava Julie baixinho, mas Antony contrária.
- Pode ser importante, Alô?
- Olá policial Antony, espero que esteja aproveitando bem sua noite quente com a repórter Julie, tenha certeza, o que eu tenho a oferecer neste fim desta madrugada será ainda melhor. – O assassino rir, Antony desliga o celular rapidamente e sai do carro.
- O que foi? – Julie perguntava se vestindo, Antony fala em tom de pavor.
- Venha comigo, o assassino está aqui. – Ela então ao sair do carro escuta seu celular vibrar ao som de uma mensagem de texto. — Espere Antony, meu celular está vibrando com uma mensagem. – Ela rapidamente clica para ver, eis os dizeres:
- Nada melhor do que você mesma Julie ser o furo da reportagem desta noite. – Julie com os olhos assustados faz intenção de gritar por Antony, mas o assassino surge a sua frente, ela o chuta. Antony vendo a cena atira contra o assassino, mas ele é mais rápido dando tempo de se jogar contra Julie e impressar seu corpo ao carro, uma facada é concedida ao peito da mulher, Antony fica cara a cara com o assassino, ele atira ao peito do assassino e ele se cai ao lado, o policial segura o corpo de Julie que sangra muito.
- Por favor, Julie fique comigo. – Antony chora.
- Não fique assim, você conseguiu, ele está morto. – As falas de Julie foram interrompidas com a visão do assassino ao lado de Antony, antes que este pudesse reagir o assassino crava uma facada ao peito do policial, ele cai ao lado de Julie, o assassino percebendo que os dois estão imóveis se retira do local.
Enquanto isso na casa, Cris estava sem muita paciência para TV é quando esta troca de canal pela última vez, mas foi um desejo que ela não queria ter feito, estava se passando o filme “Pânico” justamente na cena onde depois da festa se acontecesse o massacre final, Cris analisando com bastante atenção começa a ligar os fatos é quando ela decide chamar Amber que estava ao seu lado quase dormindo.
- Amber, precisamos sair daqui, se o assassino se baseia realmente nos filmes depois da festa é que vai se rolar o grande massacre, venha, precisamos avisar os outros. — Amber concordando com os dizeres da amiga resolve ir ao andar de cima chamar Halley e os outros.
- Vai ao quarto onde sua mãe está, eu vou chamar os outros. – Certo. – Concorda Cris, mas ao abrir do local onde Halley estava à mulher não se presenciava ali.
- Mãe? Onde você está? – Cris abre a porta do banheiro, mas não havia ninguém. — Enquanto isso Amber chamava pelos outros, quando logo ao último quarto do corredor ela ver uma poça de sangue ao chão.
- Meu Deus! – Disse para si mesma, mas ao abrir da porta uma cena terrível foi vista, os corpos de Jhosty e Kátia estavam sobre a cama, ambos estripados.
- Não! – Gritou Amber, Cris ouvindo o grito da amiga corre para ver o que aconteceu, Amber aparece a sua frente a puxando pelo braço.
- Precisamos sair daqui agora, você tinha razão, o assassino começou a agir. – Mas onde está minha mãe? – Perguntou Cris em choro, foi quando o assassino surgiu atrás de Amber.
- Corre Amber! – As duas descem as escadas em plena velocidade, o assassino as persegue, Cris joga alguns jarros na direção deste, mas ele consegue se desviar, Amber vendo a amiga em perigo se joga sobre o assassino.
- Corre Cris, você tem que sair daqui, vai. — Não Amber! – Cris gritava em pleno pânico foi quando ela decidiu empurrar o assassino contra a parede, Amber cai, mas é pega pelo pescoço pelo assassino.
- Não! Por favor, não a machuque, eu sei que você quer a mim, então, eu estou aqui, largue a Amber e assim poderemos acertar tudo. — O assassino tira seu difusor de voz e comunica-se.
- Não Cris, o ato final é preciso que somente os protagonistas participem e Amber não faz parte disso. – Uma facada é dada ao peito da jovem, o assassino empurra o seu corpo contra o sofá, Amber sangrando muito fica imóvel, Cris com as mãos trêmulas não sabe o que fazer.
- Pronto! Você acabou com todos meus amigos, revele-se seu desgraçado, me encare se você realmente for todo esse homem. — Mas não se demora muito para que o assassino em alguns passos tire a sua máscara e revele-se Eric Jhonson.
- Por favor, alguém me acorde porque eu não quero acreditar no que estou vendo. – Eric começa a rir freneticamente balançando a faca dentre as mãos.
- Chocada Cris? Eu não, sempre fui o excluído daquele lixo de escola, ninguém nunca me olhou com os olhos que eu realmente merecia, o meu amor pela franquia “Pânico” foi o essencial em minha vida a fazer justiça, foi o melhor de mim. — Cris estava sem ar, sua pulsação se aumentara ao ponto de sentar-se a uma cadeira, é quando Eric se aproxima dela e começa a passar a faca dentre seus cabelos.
- Você foi à escolhida Cris para ser a protagonista desse meu querido filme, olhe, veja com seus próprios olhos. – É quando Eric retira de uma pequena mala um Laptop, ele abre rapidamente e logo podemos ver alguns vídeos, eram estes algumas cenas dos assassinatos cometidos. – Você estava gravando tudo? – Cris pergunta colocando a mão sobre a boca. – Mas é claro que sim sua estúpida, eu quero que o mundo veja o que meus olhos viram, eles precisam saber que eu posso ser melhor que Wes Craven e Kevin, Ehren Kruger eu nem conto porque ele fez uma merda em Pânico 3, mas enfim, o caso aqui agora somos nós e não eles, mas gostando do filme até agora? — Cris olha para Eric com um ar de desprezo, ela então cospe a sua face. – Eu tenho pena de você. – Eric enxugando seu rosto concede a Cris um tapa ao rosto. – Sua vagabunda! – Ele puxa a garota pelos cabelos e a joga na parede. – Eu quero te estripar toda, mas eu vou deixar isso para outra pessoa, alguém que você vai gostar muito. – Cris aproveitando a deixa, chuta dentre as pernas de Eric, o rapaz cai ao chão, ela corre, mas é surpreendida por outro assassino que crava em seu braço uma facada, ela então respira fundo e coloca a mão esquerda sobre o corte, o novo assassino tira a máscara, Cris cai de joelhos, seu mundo a partir dali havia se desmoronado, por não acreditar que na sua frente estava Halley Evans, sua mãe.
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