— Quem é você? – Gritou Chouji que levava o outro homem nas costas

— Você é o tal Yuri, não é?

— Yuri? – o homem abaixou os olhos com um sorriso sacana e completou – meu pai está morto há muito tempo. Eu sou Yoshi, ao seu dispor – Ele fez uma reverência debochada. Todos ficaram encarando atônitos aquela figura que usava um turbante e uma roupa longa, tinha também uma cicatriz profunda que atravessava o rosto na diagonal.

— Vou falar bem rápido: me negócio não é com nenhum de vocês, é com ela — apontou pra Akame — Eu quero ela!

Akame se levantou do chão e ainda um pouco atordoada se preparou para o combate – Como você sabe o meu nome? Eu não te conheço!

O homem deu um leve sorriso – Conhece sim... Por que foi eu quem destruiu seu clã

— COMO ASSIM? SEU MOSTRO! – Gritou Ino

O homem começou a se aproximar mas Temari não permitiu e se colocou na frente da Akame com seu leque enorme – Não se aproxime!

— Olha loirinha, você é bem bonitinha, adoraria te matar aqui mesmo e terminar o serviço que o meu pai começou, mas eu já disse e vou repetir só mais uma vez – olhou para Temari com seriedade abandonando o deboche – Meu negócio é com ELA! SAI DA FRENTE.

A luta começou. De repente vários clones de um outro homem saíram de dentro do esconderijo. Como eles não haviam sentido que havia tanta gente lá dentro? Os clones tinham a pele branca como a de Akame, os cabelos brancos e os olhos azuis. Eles pareciam pragas, quanto mais eram destruídos mais apareciam.

O time Ino-Shika-Chou estava sobrecarregado com tantos oponentes, Kankuro manuseava suas marionetes com destreza mas estava cansado e machucado, Temari cortava com a força do vento todos os clones que podia e Akame também com sua boa manipulação da espada. Eles lutaram até que o número de clones começaram a diminuir, o que foi muito estranho por que eles tinham a capacidade de se multiplicar.

Nesse momento Akame ficou de frente para Yoshi, que assistia tudo de braços cruzados, se deliciando com a cena e rindo.

— Espero que tenham gostado dessa amostra grátis – E sorriu perverso

— O que você quer comigo?

— Eu quero o seu poder –fechou os punhos

— Eu não sei do que está falando – Akame tentou disfarçar

Ele riu sarcástico, pois sabia que ela desconhecia grande parte das habilidades que possuía. – Você realmente é imprevisível, Akame sama

— OK! – gritou Shikamaru de longe, ofegante – Isso aqui ta muito estranho! Como assim poder? Como assim Akame Sama?

— Akame sama, eu só vou te chamar mais uma vez. Não me obrigue ir ai te buscar! – disse ignorando Shikamaru.

— Eu não tenho medo de você. — Akame apontou a espada para Yoshi

Yoshi sacou duas kunais e começou a lutar contra Akame. As lâminas produziam um som estridente quando se encontravam. A mulher era ágil mas ele também era muito forte. Por pouco que ela escapou de alguns golpes letais. Lutaram bastante, até que foi atingida por um chute no queixo. Ela caiu de costas no chão.

— Por sua teimosia Akame sama, eu vou matar um de seus amigos – E seguiu em direção a Ino que estava muito ferida. Nesse momento Shikamaru usando o resto do seu chakra, prendeu Yoshi no seu jutsu de sombras antes do vilão alcançar sua parceira de equipe. Mas não foi suficiente, Yoshi conseguiu lançar uma kunai antes de se pego. Akame levantou uma das mãos e Ino sentiu as partículas da kunai se desfazerem no seu rosto. Yoshi gargalhava com a cena.

— magnífico, Akame sama. Mesmo com os selos ainda consegue manipular partículas...

Akame se levantou com muito custo, caminhou até o oponente. Secou o sangue que escorria pelo canto da boca e apontou a espada em direção ao rosto dele.

— Já chega de jogos. Eu quero saber o que você sabe sobre mim!

— Certo, eu só tenho um recado do meu mestre pra te dar: Se você não parar de fugir dele, nós vamos te encontrar e matar todos que te ajudarem. Você não está segura em lugar nenhum. Vimos você esse tempo todo pelos seus sonhos e quanto mais você usar o seu poder, mais fácil será pra te achar – disse com um sorriso perverso no rosto – não se esqueça que você ainda possui os selos Akame sama.

Akame estava tão enojada com aquilo, que tocou a ponta dos dedos na testa de Yoshi. Ele começou a se petrificar e antes que o jutsu fosse concluído, ele completou – vamos nos encontrar novamente Akame sama – ao dizer isso ele se desfez em fumaça. Aquilo era só um clone.

A kunoich se virou para seus amigos, eles estavam muito machucados e cansados – Eu vou levar vocês de volta para a vila..

— Como você vai fazer isso, Akame san – Disse Temari descrente. O leque dela foi partido na batalha

Akame fechou o punho e imediatamente partículas de terra começaram a se agregar formando uma plataforma transparente mas resistente. – Subam! – Eles subiram na plataforma que flutuava no ar e seguiram viagem.

Estavam confusos com tudo que aconteceu e impressionados com o poder de destruição daqueles ninjas. Eles olhavam para Akame suspeitando dela e ela não tinha coragem de dizer nada. Permaneceu a viagem toda sem dizer nada apenas se concentrando para levar todos em segurança. No fim do mesmo dia chegaram na vila, na véspera do Ano Novo.

Gaara estava sentado no telhado olhando o horizonte, quando viu a equipe se aproximar em alta velocidade. Antes de passar pelo portal da entrada, Akame desceu da plataforma e deixou o restante dos companheiros seguirem nela em diante. Ninjas médicos estavam preparados esperando por eles do outro lado do muro. A moça parou em frente à vila e ficou pensando se valia à pena entrar e continuar ali, apesar de adorar aquele lugar sabia que estava colocando a vida de todos em risco.

Gaara percebeu que algo grave havia ocorrido e também a indecisão de Akame. Então ele pulou do telhado, em cima da sua areia e voou até ela. Depois de passar o muro, desceu e foi andando. Ao se aproximar, ele pode ver que a sujeira do rosto dela revelava que por ali recentemente haviam descido lágrimas, embora ela não esboçasse nenhum sinal. Eles não precisaram dizer nada um para outro, Gaara apenas estendeu a mão e esperou que ela aceitasse aquele convite silencioso para não ir embora. Akame deixou mais umas lágrimas caírem. – por favor – insistiu Gaara. Ela olhou fundo nos olhos dele, não queria que se arrependesse daquela escolha mas acabou cedendo. Suspirou, esboçou um leve sorriso, pegou na mão dele e imediatamente a areia que estava sob seus pés levaram os dois de volta para a vila.

~

Depois que todos receberam ajuda médica, se reuniram na sala do kage para passar o relatório

— ..conseguimos mapear o local mas fomos pegos. Tinha alguém lá nos esperando. O nome dele era Yoshi e disse ser filho do Yuri, que já estava morto... – Shikamaru era bastante pragmático

— Encontramos um homem lá, preso, com selos de retenção de chakra muito poderosos. Nunca vi aquilo antes – Disse Ino

— Ele estava desacordado, quase morto, mas trouxemos ele para interrogar. Também o inimigo contava com muitos clones de outra pessoa e o próprio Yoshi era só um bunshin. Aqueles caras só com os clones conseguiram destruir quase todas as nossas armas, a gente quase morreu.. – Temari estava mais chateada pelo leque do que pelos hematomas

— o que eles queriam? – Gaara perguntou olhando para o mapa

— Eu... Na verdade meu poder. – Akame se aproximou, todos se calaram. Ela engoliu em seco e prosseguiu – Yoshi queria que eu fosse com ele e disse que se eu não parasse de fugir do mestre dele, que ambos iam me encontrar e matar todos que tentassem me ajudar. Disse que me viam o tempo todo pelos meus pesadelos e que quanto mais eu usasse meu poder, mas rápido me alcançariam. — Gaara ouviu aquilo sem dizer nada, precisava pensar. Ele não ia entregar Akame assim.

— Bom, não acho que eles virão atrás de você agora. Se eles souberem que você está aqui e quiserem atacar durante o Ano Novo, deveriam saber também que são nessas ocasiões que temos a segurança mais forte trabalhando. Vamos esperar a festa passar, para não levantar alarde. Enquanto isso sejam discretos aqui na vila, e fiquem atentos à qualquer coisa suspeita.

Os ninjas saíram da sala, ficando só o kazekage e seu irmão Kankuro. O mesmo olhou para Gaara e disse: — Você sabe que é muito arriscado manter ela aqui na vila, não sabe? Estamos comprando uma briga que não é nossa..

— Eu sei, mas de qualquer forma estamos ligados Kankuro. Yoshi é filho de Yuri e ele nos deve o nosso kinjutsu. Ele ameaçou Temari também. O problema não é só Akame!

— Você fica protegendo essa forasteira.. O que há de errado com você?

— NADA. Já chega desse assunto.

~

Yoshi adentrou em um corredor escuro e chegou a um quarto que só tinha uma vela acesa, uma mesa e uma cama. Havia um homem sentado à mesa comendo alguma coisa. Ele se ajoelhou e contou o ocorrido

—mestre, encontrei ela! Ela tem amigos e eles estão atrás do kinjutsu que o meu pai roubou.

— Você a trouxe?

— Não, os clones foram destruídos antes que eu tivesse chance de tocar no selo. – o homem se levantou bruscamente e deu um soco na mesa. Depois que se acalmou caminhou até o servo e saindo pela porta, escuridão à dentro o chamou.

— Vamos Yoshi, temos muito o que fazer...