The Spirit of Sand
6 Capítulo 6
Notas iniciais
O dia estava agitado na vila, faltavam apenas 7 dias para o Ano Novo. As pessoas de outras localidades começaram a chegar e se hospedar. A segurança estava sendo reforçada para impedir algum ato terrorista, apesar das nações estarem em paz. A porta se abriu bruscamente e por ela passou um grupo muito especial:
— MEU IRMÃOZINHO QUERIDO.. – Disse Temari apertando Gaara e bagunçando o seu cabelo – Há quanto tempo!
— Olá Kazekage sama – Apertaram as mãos. Apesar de serem cunhados, Shikamaru não era do tipo muito afetuoso. Em seguida Ino e Chouji cumprimentaram o kage.
— Que bom que vocês chegaram, sentem-se por favor. – Estava mais sério do que o costume. Após se acalmarem da chegada todos se assentaram tentando adivinhar o que vinha em seguida.
— Gaara, você parece um pouco tenso. Tem alguma coisa errada, não tem? – Temari era muito intuitiva.
— É... bom... – suspirou fundo – sei que vocês vieram para aproveitar a festa dos próximos dias e não queria estragar esse momento, mas preciso de um favor. Vocês são parte da minha família e amigos, são pessoas de confiança.
— Prossiga Gaara. – Disse Shikamaru colocando os cotovelos sobre a mesa, demonstrando interesse no serviço.
— Certo. Há alguns meses atrás nós descobrimos o esconderijo de um nukenin da areia chamado Yuri, ele entrou para o bingobook depois de assassinar 5 dos 7 conselheiros com um kinjutsu de selamento e controle, que ele roubou de nós. Isso aconteceu na época que o pai era o kazekage. – Gaara olhou para Temari e concluiu — Apenas meu pai e mais um conselheiro escapou com vida.
— Esse conselheiro ainda está vivo? – Perguntou Chouji com o cenho franzido
— Está, infelizmente.. – Kankuro entrou na sala e sentou no sofá de Akame.
— Nós enviamos um grupo de shinobis de elite para checar o local mas Yuri não estava lá, foi uma armadilha. Todos morreram em combate. O que me fez pensar que há aqui na vila alguém vazando informações. É por isso que quero que vocês mesmos vão checar o local. Eu confio em vocês. – Gaara recostou-se na cadeira com os cotovelos apoiados nos braços da mesma e as mãos cruzadas na frente do rosto.
Shikamaru se levantou e começou a andar de um lado para o outro coçando a cabeça enquanto pensava. – Eu já ouvi falar desse tal de Yuri, me admira ele não ter participado da IV Guerra.
— Ele parece ser bem perigoso... – Concluiu Ino
— E é, é o nukenin mais temido e perigoso da areia agora que Sasori morreu – Disse kankuro – Meu pai, o Yondaime kaekage, escapou por pouco.
— Tá, mas o Hokage precisa saber... – completou Shikamaru
— Naruto já está sabendo, inclusive foi por isso que eu pedi que ele os avisasse para não trazerem as crianças desta vez.
— Partiremos amanhã cedo. – Decidiu Temari.
— O quê? Acabamos de chegar! – Shikamaru engoliu em seco
— Não seja preguiçoso Shikamaru! – Temari lançou um olhar fulminante pro marido. Ele bufou, resmungou alguma coisa e se sentou no sofá ao lado do outro cunhado. Kankuro deu uma risadinha
— Ah, mais uma coisa, uma outra pessoa vai com vocês. Ela vai ficar encarregada de ajudar na segurança enquanto o restante vasculha o local.. — Gaara foi interrompido pelas batidas na porta. Após autorizar a entrada aquela figura esguia adentrou – Mandou me chamar?
—Sim Akame, eu tenho uma missão pra você! — Todos olharam pra aquela figura que era desconhecida para os recém-chegados. — Você vai acompanhá-los e reforçar a segurança.
— Gaara, tem certeza? – Kankuro olhou sério para o irmão.
O kage coçou os olhos cansados, suspirou, e continuou — Tenho. É uma missão rank S, perigosa e sigilosa. Preciso de gente de confiança trabalhando. — Gaara sabia que era arriscado mandar Akame, ela era muito forte mas não sabia o quanto era experiente e havia também o perseguidor dela que estava solto por ai.
~
Depois do expediente Gaara subiu até o telhado da sede do governo, sabia que Akame estaria lá vendo o pôr do sol. E de fato estava. Ela estava em pé em cima de uma grade fina com a longa espada embanhada nas costas, a barra da calça pantalona e seus cabelos esvoaçavam com o vento. Ela estava de costas mas percebeu que ele estava ali. Olhava para o horizonte com obstinação mirando a entrada da vila e por conseqüência, para o deserto além dos muros de Sunagakure. Os dois ficaram em silêncio, porém passado alguns minutos ela rompeu a quietude:
— Eu sei que pensou muitas vezes antes de me dar essa missão. Sei também que por eu ser uma forasteira não sou a melhor escolha para algo tão sigiloso. Você não precisa ter medo, Gaara, — virou a cabeça de lado e o olhou por cima dos ombros — eu não vou te trair e nem a vila. Ah, e... Eu vou sobreviver, sempre sobrevivo. – voltou a encarar o horizonte.
Naquele momento, Gaara percebeu que ela não era mais aquela moça vulnerável que chegara a vila. Na verdade ela era uma guerreira, sempre foi.
No dia seguinte, antes do sol nascer, o grupo de shinobis estava de partida. Gaara os encontrou perto da entrada. — Antes de vocês irem, peguem isso. – Entregou um pergaminho com a localização do esconderijo e outro em branco. – preciso que vocês mapeiem todo o local.
Despediu-se e ficou observando o grupo passar pelo corredor estreito que dava entrada para a vila, entre os muros, até eles sumirem pelo horizonte.
~
Os 5 shinobis foram à pé apesar da vila já contar com outros recursos. Se fosse por outro meio, eles chamariam muito a atenção. Ninguém ousou abrir a boca por um bom tempo, eles sabiam da importância daquilo mas também sentiam que era quase uma missão suicida.
— Shikamaru san? — perguntou Akame
— huuh?
— me deixe ver esse mapa
Ele entregou o pergaminho com a localização do esconderijo, ela olhou com atenção aquele ponto no meio de uma floresta densa sem nada ao redor e o guardou novamente.
Depois de 2 dias de caminhada eles chegaram ao local marcado. Akame estava com um mal pressentimento, por isso, não tirou a mão do cabo da espada. Shikamaru reuniu a equipe e passou as coordenadas do plano, tudo estava calmo demais. Eles conseguiram entrar no esconderijo sem nenhum problema. Nem Ino e nem ninguém conseguiram sentir presença humana naquele lugar, aparentemente estava livre. Começaram a vasculhar o local, resolveram se separar, cada um com uma parte do pergaminho para mapearem os seus setores.
Aquele lugar parecia uma prisão, estava todo sujo. As paredes com vestígio de sangue. O cheiro de coisa podre impregnava-se nas narinas dos ninjas. Para Akame aquilo tudo era muito familiar e cada vez que entrava mais nas dependências do recinto, aquela sensação ruim ia aumentando.
Ela rodou pelo complexo até chegar numa sala bastante suja, pouco iluminada, havia ratos, plantas crescendo ao redor, tudo empoeirado, tinha também um desenho no chão, era um selo gigante. No meio dele havia um homem deitado, com as mãos e os pés presos em correntes e o mesmo desenho estava no peito e na palma das mãos. Eram iguais aos que apareceram em Akame naquela noite. O homem estava desacordado, mas estava vivo.
— Mas o que é isso? – Akame se aproximou, tudo aquilo era cada vez mais familiar. O ambiente, os selos, até mesmo aquele homem. Ela verificou se ele estava respirando, depois de ter certeza ela mapeou a sala e chamou o restante da equipe.
— Vamos levar ele para Sunagakure conosco e interrogá-lo. – Shikamaru estava decidido. Chouji com sua força, arrancou do chão os ferrolhos espessos que prendiam o suspeito porém os entrelaçou de modo que pudessem levá-lo mas ele não poderia escapar se quisesse.
Na saída, Akame estava suando frio, a floresta que estava mais à frente lembrava ela das imagens dos pesadelos que tinha. Quando de repente ela ficou para trás e caiu de joelhos no chão com aquela dor insuportável na cabeça. Ino foi até ela e quando levantou sua cabeça o nariz sangrava muito e seus olhos brilhavam brancos. Ela estava gemendo de dor e quase perdendo a consciência quando a equipe foi surpreendida por uma figura oculta vindo de dentro do esconderijo
— Ora, ora, ora, o que temos aqui, KOJIMA AKAME!!. Fique mais um pouco, está cedo para ir embora! – Soltou uma risada perversa e aqueles olhos que revelavam ódio.
Quem era aquele homem? Todos olharam para aquela figura desconhecida em posição de luta, sabiam que logo descobririam..
Fale com o autor