The Sparkly
1 Capítulo 1
Central City não mudou muita coisa desde os últimos nove meses. Continuava a mesma metrópole movimentada e cinza de sempre, exceto para o Sr. Barry Allen. As primeiras mudanças notáveis — depois de acordar na S.T.A.R Labs — foram vistas na delegacia.
Ao entrar na sala onde a maioria dos policiais estavam reunidos. o jovem perito foi recebido com comemorações – e o detetive Joe se engasgando com o café que tomava -. Agradeceu a maioria das palavras gentis dos colegas com sorrisos e abraços, dando um demorado em Joe.
– Você deveria estar descansando. – O detetive disse entredentes durante abraço. Barry preparou o mesmo tom na garganta e lançou as palavras.
– Eu já estou bem, Joe. – Barry falou e logo cessou o abraço — conversa privada — com um tapa nas costas do detetive. Fazendo-o ter uma leve dor na coluna
– Já que está tão animado para começar a trabalhar, conheça uma nova pessoa. – O Detetive falou passando um braço pelo ombro de Barry e o outro esticado para uma garota que segurava alguns papéis e conversando com Eddie — qual Barry já havia sido apresentado -
– Carter! – Detetive Joe gritou e a garota olhou os dois, trocou mais alguma palavra com Eddie e foi até onde Joe e Barry estavam. – Anne Carter, Barry Allen.
Barry e Anne sorriram por um bom período de tempo até o Detetive dar um tapinha nas costas de Barry.
– Você... É algum tipo de secretária? – Barry perguntou um tanto envergonhado e ficou mais ainda ao ouvir Detetive Joe e Anne rirem do comentário que provavelmente foi feito por causa das roupas da garota.
– Eu sou sua chefe. – Ela falou rindo e esticou a mão para que Barry Allen — em sua melhor cara de vergonha — apertasse.
– Chefe? – Barry falou apertando a mão de Anne. Joe tirou sua mão do ombro de Barry e colocou no bolso da própria calça.
– Todo assistente de pericia precisa de um perito chefe, não? – Anne falou rindo e ouviu o detetive gargalhar, finalmente saindo de perto dos dois. – Sem pressão, sou a única mulher aqui e tenho que manter uma postura...
Barry aliviou o semblante e todos os músculos que contraíra graças as respostas de Anne. Quando se deu conta que estava andando logo atrás da chefe quando Anne abriu a porta da sala do Chefe de Pericia — no caso, ela — e se sentou na cadeira atrás da mesa da escrivaninha.
– ... Eu não gosto de parecer durona, aliás, somos parceiros agora! – Anne apontou para a cadeira de frente para sua mesa, Barry logo se sentou e novamente sorriu.
– Bom, Parceiros. – Barry falou se acomodando melhor na cadeira. Os próximos segundos de silêncio não duraram tanto graças a um suspiro de Barry, que logo fez uma pergunta:
– Você acredita que... Clyde Mardon esteja vivo? – A sobrancelha de Anne se arqueou ao ouvir tal pergunta. Desde que saiu do coma, Barry esteve conversando sobre isso com Joe — que já havia encontrado muito antes dessa manhã -.
Anne sorriu e finalmente respondeu.

– Sim sim, eu acredito. – Ela falou se contorcendo na cadeira abrindo todas as gavetas da sua mesa. – Mas... – Parou quando finalmente se reergueu – Quem poderia acreditar em nós? Pessoas que ficaram a beira da morte em um coma de nove meses, Mr. Barry Allen?
Ela falou e jogou na mesa um registro, qual Barry abriu e viu as imagens e dados de Clyde Mardon. No registro dado como morto.
Barry assustou-se ao ouvir as palavras de Anne. A sua expressão era totalmente de surpresa ou dúvida. Confusão, uma total confusão se formara em sua cabeça e as únicas palavras que ele conseguiu proferir foram:
– Também foi atingida pelo raio causado pelo acelerador de partículas?
– Oh, dessa parte eu não sabia! – Ela falou e abriu um novo sorriso. – Mas: Sim...
Anne teve sua atenção desviada para a porta onde um policial a chamava apressado.
– Barry, eu adoraria ficar e conversar mas, temos uma emergência. – Anne falou se levantando com impaciência e buscando a primeira maleta com os equipamentos que encontrou pela frente.
O som da porta sendo fechada bruscamente fez Barry suspirar e se debruçar na cadeira. Seu rosto estava apoiando em sua mão esquerda de tal jeito que seu dedão ficava entre sua boca e o nariz, o que causava uma dor nada insuportável.
Logo lembrando das palavras emergência logo se levantou e correu
[...]
– Detetive, há alguma caixa elétrica aqui? – Anne falou enquanto corria vagarosamente em direção onde estavam as vitimas e os policiais reunidos.
– Atrás da pilastra. – O Detetive falou rápido e sério e logo voltou a falar com a principal vítima.
Anne andou até a tal pilastra que Joe a informou. Agachou-se e colocou as luvas de borracha azuis. Abriu a portinha do equipamento que controlava toda a rede elétrica.
A primeira coisa que a chamou atenção foi a fechadura danificada e a segunda foi a extrema umidade por toda a caixa elétrica.
– Estou cercada de idiotas. – Murmurou para si mesma.
Fez força nas pernas e logo se levantou. Chutou a portinha da caixa que deixara aberta e voltou até onde estavam as vitimas.
– Detetive Joe, a caixa foi danificada e estava úmida, eu acho que algum tipo de...
– Tempestade. – A Mulher que monitorava o caixa do banco no momento que o assaltante entrou falou, totalmente assustada e traumatizada. – Uma tempestade entrou aqui.
Anne a olhou aparentemente irritada, a sobrancelha arqueada e a boca séria, passou a língua pelo céu da boca e finalmente pôs um sorrisinho escárnio nos lábios.
– Só? – Ela falou irônica e viu a mulher recusar com a cabeça. – Detetive, por favor, deixe-me conversar com a vítima.
Anne pediu e o Detetive Joe se retirou junto com os outros policiais e as vítimas.
– O quê mais aconteceu? – Anne falou baixo, quando todos os outros saíram.
– Um borrão vermelho, rápido, como um flash. – a mulher falou um tanto admirada e assustada.
– Um Flash?
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