Notas iniciais
Muito obrigada pela paciência de vocês, bom agora mais um capítulo, não esqueçam de comentar Escrito por: @floralunar & @PadeiraD13

Pov América.

–Por favor,fique docinho. -digo como um muxoxo e percebo que seu corpo está tremendo um pouco,é visível de tão longe.-pelo menos,fique até a neve dimimuir.-digo preocupada quase como um susurro.

–Não posso.tem uma pessoa ao qual eu amo que desapareceu algumas horas e eu preciso vê-la. -diz o menino dando mais um passo para a porta,ao que parece o bar inteiro parou para ouvir nossa conversa.

–Também tenho pessoas ao qual, eu amo que eu não vejo durante semanas e eu iria vê-las hoje e aconteceu isso,minha situação é uma droga, mas mesmo assim. eu não iria atrás deles desse jeito.

–Digo aconselhando o cabeça-dura.

–Se você for agora,docinho.se vire e diga tchau ou adeus,depende,se você possuir muita sorte.
–digo com uma pitada de sarcasmo e ele finalmente se virou e pode ver seu rosto, seus lábios estavam azulados,pele um pouco pálida e se talvez,eu tivesse visto um anjo em seu alto resplendor na terra,eu poderia acreditar que sua aparência era basicamente, como posso pensar,angelical e sua expressão era cômica.-então, vai ficar?.
–Digo. lhe dando uma piscadela.

–Sim,você conseguiu me convencer.-diz o possível anjo,um pouco entusiasmado demais.

–Bom saber,cabeça-louca.-digo dando um risinho e o pessoal do bar levanta suas garrafas e brindam a isso.

–Nossa méri,a salvadora do bundão. -diz Haymitch,o dono frequentemente bêbado do bar.

Eu realmente espero que o anjo não seja um briguento,só que ele somente dá uma risada rápida e se senta perto de um garoto que ria de sua situação.

–Então, essa música que irei cantar se chama "blue",espero que gostem.

–Sempre gostamos. -Diz os bêbados e vejo o anjo me encarando com uma estranha curiosidade.
Pov Katniss

E ali estava uma pessoa desconhecida, era um rapaz loiro com alguns flocos de neve em seus cabelos. Ele olhava para mim em pé com duas canecas e pelo cheiro era chá. A minha pergunta o deixou meio conturbado. Mas, um sorriso apareceu em seu rosto e se sentou em uma das cadeiras que eu tinha pegado. Nem mesmo tinha perguntado o seu nome,quando ele me salvou daquela extensão grande e fria que era a neve.
–Qual é o seu nome?

–Peeta, Peeta Mellark.

–Peeta,muito obrigada pelo que você fez por mim e muito obrigada por não ter enlouquecido quando descobriu quem era eu.

–Você não precisa agradecer.

–Bom. eu preciso ir, o meu irmão deve está louco atrás de mim.

–Não pense que eu queira lhe sequestrar.mas você acabou de ter indícios de hipotermia e eu seria louco de deixar você sair agora. Amanhã você pode ir.- Peeta falou com um tom de preocupação em sua voz e seu rosto representava o mesmo. Era engraçado como um mero desconhecido consiga se preocupar comigo sendo que eu não tenha sido muito simpática com ele.

–Tudo bem. Mas Peeta, tem algum problema,eu ficar aqui?- Eu falo com uma voz de desentendida.
–Aqui no porão não, agora na minha casa sim. A minha mãe teria um ataque e iria querer ganhar em cima de você. Mas ela sai todo dia e só volta pela tarde.

–Ah, sim. Sabe Peeta.a minha mãe é totalmente diferente.

Ele dá mais um de seus sorrisos e pergunta.

–Me conte um pouco sobre a Rainha Amberly. Ninguém quase sabe muito sobre ela.

A pergunta dele me fascina, ninguém nunca me pergunta sobre
minha mãe. sempre perguntam sobre meu pai que eu não tenho orgulho de falar.

–Ela é uma mulher maravilhosa, corre de saltos pelo palácio atrás de Snow. mas ele sempre está brigando com ela,mesmo com todas essas brigas,ela ainda ama ele como amava na seleção.
Ela sempre dá suas jóias as suas criadas e dá tecidos também, um dia ela já deu uma tiara para uma criada que estava grávida. mas não tinha dinheiro para comprar as coisas necessárias. Se ela pudesse acabaria o mais rápido possível com os jogos, mas sempre que ela opina, Snow tem o prazer de dar um tapa na cara dela.

Sinto lágrimas quentes escorrendo em minha pele fria. Peeta suspira e fala.

–Eu falaria para você não chorar ,mas acho que você precisa desabafar um pouco. Amberly é uma mulher realmente incrível.

–E a sua.

–Não, não mesmo.ela não se importa comigo nem com meus irmãos nem mesmo com o meu pai, a culpa do meu pai estar assim, em cima de uma cama, é dela. meu pai começou a passar mal na padaria e a cada dia estava mais cansado, minha mãe gritava com ele, gritava porque achava que ele não queria trabalhar. E agora ele está lá, definhando.

–Eu sinto muito,não queria estragar esse momento fazendo perguntas idiotas, mas você é padeiro?

Seu rosto que expressava armagura, agora expressa felicidade por falar de uma coisa que ele gosta.

– Sim,um padeiro loiro e solitário,muito solitário. sabe kat, eu só tenho 2 amigas de verdade, meus amigos da escola são falsos, muito falsos. Mas tem duas pessoas que não vão mesmo com a minha cara.

–Poderia me falar ,quem são esses babacas?

Sério.quem são as pessoas que não conseguem gostar do padeiro solitário?

–Um se chama Aspen que anda meio que namorando com a minha amiga América, o outro se chama Gale. ele virou pacificador ou guarda ou sei lá, o quê ele era antes de ir.deu uns pegas na minha outra amiga ,Delly.

Gale! — Penso.

–Mas por que você está com essa cara?

–Nada,e só que esses nomes me são familiares.

–Creio que não.

Tenho certeza que devo mudar o rumo da conversa,antes que aconteça uma tragédia. Gale.eu o amava, mas não amor de paixão,amor de amigos, amor de irmãos. Gale nunca soube esconder seus sentimentos por mim. Seu ciúme era mortal. Sentia ciúme de todos os príncipes que iam nos visitar,sentia ciúmes até de Max, por esse motivo.eu me senti obrigada a se afastar dele.

–Peeta, o que você faz para se divertir?

–Eu caço com minha amiga, Meri.

–Caça?

–É ,caço.

–Que coincidência, eu também caço. E sei atirar com arco.

–Você caça por prazer e eu por fome. O arco e flechas parecem ser perfeitos.

–Bom,eu te proponho uma coisa.

–O quê?

–Se você aprender a atirar, você vai ter que me ensinar a fazer pão.

–Se é o que você quer.

–É o que eu quero.

Pov Maxon.

Eu estava conversando com o meu salvador. Até que ouço passos do meu lado direito.

–Então,me diga qual é seu nome?loiro suicida. -Diz a garota do meu lado, me olhando com certo encantamento e agora, eu podia vê-la claramente.
Seus olhos eram do tom azulado do céu,seu cabelo parecia o amanhecer e possuía sardas espalhadas nas bochechas e eu estava demorando a responder.

–Meu nome é max.
– ela se senta na cadeira desocupada e olha para meu acompanhante.

–Me permiti, ajudar agora. o max?
–Diz Meri,encarando gale.

–Bom,ruivinha .não me importo.
–Diz o babaca que pisca para ela e porque me importa. se ele ficar em cima dela como um
cachorro,realmente não sei.

–Sugiro que trave essa língua,querido. -Diz meri desviando seu olhar para mim.

–Venha,tenha confiança em mim. por favor. -Diz suavemente como uma folha ao vento.

–Sei que sou uma
desconhecida,mas o ajudarei.

–Olho para seus olhos azuis.

–Sim,só prometa que não irá me matar, quando eu a acompanhar.
–digo rindo e tremendo um pouco e ela me acompanha com sua magnífica risada. nosso esquecido "amigo" estalha seus dedos.

–andem logo,pombinhos. -diz ele chateado pela situação ao qual foi colocado.

–obrigado de novo. -digo,realmente agradecido.

–nos vemos por aí, loiro suicida.-diz ele. enquanto me levanto da cadeira.

–tchau,desconhecido que nem ao menos disse seu nome.-diz a menina para gale e se distancia para ficar ao meu lado e andamos até paramos em frente a uma porta azul marinho.

–então, não irei matá-lo.mas sua aparência parece ser de um Morto-vivo. -diz abrindo a porta e acendendo a luz. -e esse é meu camarim.-diz ela com o tom de monótono,se referindo ao cômodo,um pouco espaçoso com a cor verde água e com mobílias brancas,menos o sofá que era negro como tinta. ela adentra ao cômodo me puxando pelo braço.

–vamos,sente-se ali.morto-vivo.

–eu tenho nome,sabe.-digo olhando-a.

–eu sei,max.só estou brincando. -diz me dando um sorriso e eu sento no sofá apontando por ela.

–espere um pouco,irei pegar alguns cobertores. -e ela saí em busca deles e me deito no sofá adormeçendo por puro esgotamento.

Algumas horas depois...

sinto algo gelado na testa e me levanto assustado com o corpo totalmente dolorido e minha pele queimando.

–você está queimando em febre.
–diz a menina retirando alguns fios de cabelo colados no meu rosto.-isso, é uma bela maneira de conseguir minha atenção. -diz gentilmente ajeitando o cobertor e esses gestos me fazem lembrar de como kat cuidava de mim, quando era eu que ficava doente.

–incrível.-digo com a voz rouca.

–incrível, o quê?-diz ela se levantando para pegar algo.

–incrível, como você está ajudando um completo desconhecido.

–não é tão incrível,eu somente me importo demais e isso,às vezes me causa problemas. -diz ela voltando com um frasco na mão direita e se sentando do meu lado.

–isso aqui não é veneno. -diz balançando o frasco com os dedos.
–é somente um remédio caseiro,um xarope, se assim dizer.
–e ela abre a tampa e coloca um pouco de um líquido esverdeado nela.

–eu sei,

É nojento. mas tem um gosto bom.
–e coloca a tampa nos meus lábios e tento engolir,acabo conseguindo por algum milagre.

–mas isso é horrível.-digo fazendo uma careta.

–se eu tivesse dito a verdade,você teria bebido?-pergunta ela, se levantando para colocar o xarope em cima de uma mesa.

–mas é claro, que não e teria quebrado o frasco no processo para que ninguém moresse precocemente.

–é incrível, como você consegue fazer uma piada do jeito que está. -diz voltando e se deitando do meu lado.
se ela soubesse que isso não é nada, considerando tudo pelo o que eu passei e ainda passo,e inacreditável, eu estar me acostumando com aquilo tudo.ela estalha os dedos.

–você estava viajando,no que estava pensando?

–nada,estava pensando em nada.

–as pessoas nunca pensam em nada. -diz ela revirando os olhos azuis para mim.
–bem,como eu ia dizendo. vou ter que dormir com você,porque não temos outro sofá ou um colchão e como meu turno não acabou e eu pedi para haymitch, se podia ficar o turno da manhã e da madrugada cuidando de você e bem,ele deixou. só falou que vai descontar do meu salário.nada demais,é claro.mas ele xingo você de variados nomes que é bem possível que você não queira ouvir por ter retirado seu entretenimento. -diz apoiando sua cabeça no meu peito. -e você será meu travesseiro somente por hoje,tem algum problema?-

–nenhum.-digo com o corpo,ainda dolorido.

–sei que você sentirá uma vontade imensa de sair correndo, mas é melhor você dormir mais um pouco. ajuda amenizar a dor corporal.-

Me estico um pouco para ver seus olhos.

–eu irei correr agora.-está bem,está bem.bebê chorão. -diz ela rindo,demasiado perto de mim. -vamos conversar,então.-diz ela me olhando.-está bem,méri.começa você.

–quem é essa pessoa importante e como ela é?

–ela é minha irmã, a única que tenho e ela como posso dizer,é uma garota linda que odeia apelidos e se fingi de durona.mas eu sei que ela é sensível e delicada e humilde e se importa demais como você, mas ainda é um peso -pesado.por assim,dizer.

–essa piada foi um pouco sem graça. -diz ela com a voz um pouco sonolenta.

–então, quem são as suas pessoas especiais?

–duas pessoas baixinhas cheias de ânimo infantil que correm pela casa inteira.uma é a may,a caçula da família que vive colocando flores no meu cabelo quando estou dormindo e a outra pessoa é o gerad,um menino lindo que tem uma tendência preocupante de quebrar vidros de janelas das casas com as mulheres mais resmungonas. -diz com sua voz tomada pela saudade e eu a abraço.

–são crianças sortudas,elas.-com certeza.

como são seus pais,max?

–sinceramente falando,meu pai é repugnante, arrogante e um imbecil que somente pensa em si mesmo.-digo trincando os dentes e ela me abraça fortemente.

–por que, ele é assim?

–porque ele é possessivo e obsessivo com tudo e todos e toma tudo o que deseja por derramamento de sangue.
ele é um homem frio que não sabe o significado de amor e família.

–vamos falar de outra coisa,está bem?-e ela me acolhe mais uma vez em seus braços.

–me diga algo,você tem somente

Dois irmãos?-pergunto tomado pela curiosidade.

–eu tinha mais dois irmãos e pais,sabe.uma família feliz e completa.até que houve uma rebelião com pessoas inocentes que conseguiram chamar a atenção de panélia inteira e bem,tinha alguém sentando no trono que não havia gostado do que enxergava e um "pequeno" exército foi mandado e as pessoas que possuíam famílias e lutavam por direitos inexistentes foram destroçadas como folhas de papel e meus pais estavam nessa multidão.durante anos que passaram,tentamos nos estabilizar mas a minha irmã,a mais velha que sempre fora sensível e delicada não consegui aguentar e morreu deita em uma cama chorando na completa escuridão de seu leito de morte e meu outro era totalmente irresponsável e rebelde e fugiu de casa, nos abandonando.

–cada dia,eu senti mais raiva do meu pai.o corpo dela tremia e senti minha camisa ficar encharcada por suas lágrimas.

–por favor,não chore.- abraço ela com força e beijo o topo de sua cabeça.

–desculpe,não deveria ter perguntado.

–não,tudo bem.já faz muito tempo que isso aconteceu.eu vou dormir e você?

–também. Pode desligar a luz.

–ela levanta e desliga a luz e volta correndo para o sofá,puxo seu corpo para junto de mim e abraço ela.

–me desculpe,sou um idiota,um babaca,um loiro suicida e várias outras coisas.ela me dá um soco de brincadeira no meu peito.

–não, você não é.você é perfeito.

–sinto meu rosto se aquecer um pouco e durante longos minutos brincando no escuro,adormeço abraçado com ela.

Pov Peeta.

Era madrugada,quando um pesadelo me acordou de um sonho incrível.

Eu estava na campina e de longe, eu via uma menina, ela dançava ao som de uma música que fazia seu corpo ficar leve.

"Você,você. vem para árvore, onde enforcaram um homem que dizem que matou 3"

Ela continuava a dançar e a cantar, tordos acompanhavam a melodia, a menina parecia muito feliz.

"Não mais estranho ,seria a gente se encontrar a meia noite na árvore forca.

Sua voz era doce como o mel, sua dança era como um pluma flutuando até cair no chão.

" Você,você.vem para árvore, onde um homem morto clamou pro seu amor fugir"

Agora ela olhava para mim, mas ao mesmo tempo, ela cai no chão e grita.

–Peeta!!!!!!!!!

O sol da primavera se vai e tudo fica branco. Começa a nevar.

"Não mais estranho seria a gente se encontrar a meia noite na árvore forca"

Eu corro até a menina com dificuldade por causa do frio e da neve. A garota está caída no chão, seu nariz e sua boca sangram. Reconheço seu rosto.

–Katniss!!!!

Você, você.vem pra árvore onde eu mandei você fugir, pra nós ficarmos livres.

Ela está morta!! Os tordos que cantavam com ela estavam todos mortos com uma flechada precisa em seus corações.

"Não mais estranho ,seria a gente se encontrar a meia noite na árvore forca.

Mais a frente dela havia um trono, e Snow estava nele, e logo ao lado Maxon. Snow soltou uma risada frouxa.

"Você, você.vem para árvore usar um colar de esperança e ao meu lado ficar.

Maxon levanta de seu trono,pega Katniss no colo e a coloca no trono do outro lado de Snow, Maxon coloca em seus cabelos: uma coroa de diamante, e em seu pescoço um colar de esmeraldas.

Não mas estranho, seria a gente se encontrar a meia noite na árvore forca.

Tudo o que está a minha frente desaparece e logo a frente à uma árvore pronta para enforcar alguém, era madrugada não havia tempestade alguma ,mas 12 raios caíram na árvore. deixando a árvore e o colar de enforcamento intacto. Quando cheguei mas perto da árvore pacificadores me agarram e me enforcaram.

Acordo assustado com Oliver,o meu irmão do meio gritando comigo como uma menininha.

–Peeta, você estava aí gritando igual um doido, aí eu fui na cozinha pegar água para jogar em você , quando escutei um barulho no porão. Peeta,vai lá matar o rato, pelo amor de Deus.

Acho graça dele,achando que Katniss é um rato, pelo meus gritos ela deve ter ficado assustada.

–Tá bom,Oliver.

Vou para o porão, Katniss está deitada em um monte de roupas velhas no chão, eu sabia que ela estava fingindo dormir, arte que eu dominei observando Meri preocupada com seus irmãos, quando eu me oferecia para cuidar deles enquanto ela dormia. Depois de anos, ela finalmente acreditou em meu dom com crianças.

–Sabe Katniss eu tive um pesadelo, ah! e eu sei que você não está dormindo. Boa noite.

–Eu também tenho pesadelos, eu acabei de ter um,todos os dias, eu tenho uma certeza ele sempre vem mas nunca irão embora. Boa Noite.

Fico a observando até eu perceber que ela já dormiu. Sua beleza me encanta.

–Um dia, eles irão embora.

Notas finais
Por favor comentem!!!