Notas iniciais
Gente desculpa pelo atrasso não esqueçam de comentar @floralunar & @PadeiraD13

Pov Peeta.

Na manhã seguinte do meu terrível pesadelo decido levar mais uma vez chá e pães para Katniss.

–Você não vai botar açúcar no seu chá? — Katniss pergunta para mim com um tom de diferença em sua voz.

–Não, eu não coloco açúcar no chá, eu durmo de janelas abertas e sempre dou dois nós nos cardaços.

–São características bem difíceis de se encontrar.

–É acho que sim.

–Peeta hoje é o dia de você virar um caçador de verdade.

–E amanhã é o dia de você virar uma padeira de verdade.

Na Floresta.

Só bastou 2 horas para eu pegar de vez o jeito de atirar com arco e flecha, decidimos parar para descançar um pouquinho, eu sentei em um tronco de árvore derrubado e kat começou a patinar num pequeno lago congelado um vento frio de inverno soprou e seus cabelos que até então estava preso em um rabo de cavalo frouxo se soltou. Estava ali na minha frente uma das pessoas mas valiosas de Panelia , patinando com os cabelos ao vento.

–Ora,Ora, eu não sabia que futuras rainhas patinavam.

–Sabe senhor Padeiro Solitário.

Essas palavras me fazem soltar uma risada.

–Eu nunca serei uma Rainha. Maxon é o mais velho e também é homem então é claro que ele será o Rei de Panélia. E a Rainha será sua esposa, que com certeza Snow que vai escolher. Vai escolher alguém mais frio do que ele.

–Você daria uma Rainha maravilhosa.

–Peeta eu nem sei se eu vou estar viva até a coroação do Max. Eu pretendo fugir de Angeles disfarçada, tipo quando eu cheguei aqui.

–E para aonde você iria.

–Casta 13.

–Casta 13- falo em um tom zombeteiro. -A casta 13 não existe mais.

–Quem disse? Eles eram muito inteligentes. Suas rebeliões foram a mais inteligentes de todas, não igual a essas pequenas por ai.

Lembro dos pais de Meri. Já faz um tempo e o rosto de Meri parece que ela já superou mas seu coração não fala o mesmo.

–Como eles eram tão inteligentes devem ter cidades subterrâneas, construídas antes mesmo de as revoluções começarem.

–Como você sabe disso?

–Hello Padeiro, eu moro no palácio, eu passo metade dos meus dias bisbilhotando o palácio. Peeta eu sou a princesa de Panélia, eu só quero o bem do meu povo, eu passo dia e noite tentando achar uma rebelião forte para eu poder lutar com eles, e eu tenho certeza que a casta 13 está viva e tramando algo.

Eu me levanto do tronco bato palmas e dirijo uma reverência a Katniss.

–Você merece todo o meu respeito e admiração, e se você achar alguma revolução para se enfiar me leve junto.

–É claro, os soldados vão ficar com fome e você pode ser o padeiro deles.

Dou uma risasa de seu sarcasmo repentino.

–Sabe daquele meu pesadelo ontem.

–Sim.

–Você estava cantando. Você canta?

Ela me da um de seus lindos e extintos sorrisos e fala.

–Só no chuveiro.

–Canta, por favor. -Falo isso com um tom de súplica.

Ela começa a cantar uma música que reconheço. A música da Campina, aquela música que Meri sempre cantava na escola.

Os tordos acompanhavam a melodia.

Bem no meio da campina,
Sobre o salgueiro, tem uma cama de grama
E um macio travesseiro
Deite a cabeça e feche seus olhos,e
Quando eles se abrirem, o sol
Estará alto nos prados

Aqui é seguro, aqui é um abrigo
Aqui as margaridas lhe protegem de todo o perigo
Aqui seus sonhos são doces e amanhã serão lei

Bem no fundo da campina,
Embaixo do salgueiro

Tem uma cama de grama, um macio travisseiro
Deite a cabeça e feche seus olhos cansados,
E quando eles abrirem, o sol estará alto nos prados

Aqui é seguro, aqui é um abrigo
Aqui as margaridas lhe protegem
Aqui seus sonhos são doces, e amanhã serão lei
Aqui é o local que sempre te amarei

–Você canta muito bem!

–Sério? Eu costumo a cantar só para o meu irmão Max.

Pov Maxon

Sei que estou sonhando,porque minhas costas estão encharcadas de sangue assim,como o piso em que estou ajoelhado.
Estou no escritório do meu pai,tomado pela escuridão.sempre,esse mesmo pesadelo,toda Noite.

–Filho,venha para meu lado.
–diz o homem com seu belo e impecável terno,sua postura ereta e seus olhos,que se pareciam com os da prim,como pode uma menina inocente ter herdado esses olhos.

Ela está morta,morta,morta.-ele diz cantarolando com um sorriso nos lábios.-e sua irmãzinha kat,também. Ela está do meu lado,agora.

Kat aparece em seu lado,com um vestido verde rasgado e ensanguentado colado no seu corpo,e seus olhos pareciam mortos.

–Você me traiu.-diz ela chorando lágrimas de sangue.

Não consigo falar nesse pesadelo.então, apenas nego freneticamente com um aceno.

–Kat,sempre kat.

Snow se retira,para pegar o chicote,que nunca muda de lugar.

–Sabe...estou pensando em mudar sua aprendizagem.
–Diz ele contorcendo o extenso chicote que possuía uma ponta de metal afiada,em formato de uma pinça.
–Você,finalmente aprenderá sua lição.
ele coloca o chicote nas mãos de kat,e faz um sinal para que ela espere.
seus dedos levantam meu rosto.

–Você não precisa de sentimentos.pode substitui-los por ódio.
–Diz a menina que sempre me abraçava soluçante e raivosa,quando terminava o meu "castigo".

–Ficarei aqui,falando minhas sábias palavras, espero que escute-as.-Diz snow se retirando para a poltrona de couro,ele ajeita sua barba.
–Vamos,começa.que rida kat,temos uma fila esperando.literalmente.-um,dois,três, quatro passos.

Ouço o barulho do vento sendo cortado,e labaredas são deixadas no corpo.

–Não grito,não choro.somente fico lá, paralisado.

–O quê seria isso?-você finalmente, está aprendendo.-diz snow rindo.suas palavras,

Não quero ouvi-las.ouço vozes gritando sob o som abafado do chicote.

–Quem ousa,perturbar meu momento educativo?-diz snow,se levantando da potrona.

–Eu! Fui eu,a sua interrupção.

As chicotadas param.-e,eu.um super-herói qualquer.somente preciso de um nome.
me levanto,e vejo uma menina de cabelos vermelhos sujos de terra,um vestido branco rasgado do lado esquerdo da sua perna,mostrando facas de arremesso amarradas com uma fita.

–Olá,loiro.-diz ela carinhosamente.

Me viro e vejo,haymitch com um lenço branco imundo em sua mão direita,e uma inconsciente kat no seu braço esquerdo.

–Não se preocupe,babão.ela está viva.

–Concordo com a cabeça.penso,"meu simpático amigo" e a garota que se importa demais.

–Então....você não fala mais,maxon?-diz meri me encarando fixamente, com um de seus pés apoiados na barriga de snow,morto com uma faca enfiada no coração.-uma morte rápida e limpa.ele não merecia uma morte assim,mereci sentir dor,sofrimento.por tudo, que causou.ela anda,até ficarmos frente à frente.

–Senti sua falta.-digo involuntariamente.parece que agora,tenho voz.

–Eu senti mais.-diz ela colocando suas mãos no meu rosto,em formato de concha.

–Acorde,acorde.e,somente um sonho ruim.
–Diz ela com um sorriso,sinto seu dedo indicador fazer um leve movimento, em meu rosto.fecho os olhos,abro-os novamente.

–Acorde,por favor.
–Sangue descia de sua boca e de seus olhos.-acorde.-diz ela com uma voz desesperada.

Acordo assustado,com alguém me abraçando.

Pov. Katniss

Eu cantava para Max, mas cantava principalmente para minha irmã Prim. Prim morreu muito pequena, ela nasceu já doente, com uma doença de imunidade. Coisa que ela puxou a minha mãe. Todos pensam que minha mãe perdeu o bebê, mas não esse bebê viveu até os 3 anos de idade. Antes de morrer eu cantei essa música para ela, e suas últimas palavras foram

–Eu te amo Katniss.

Esse era um segredo considerado de estado no palácio por isso decidi contar o mínimo a Peeta.

–A minha amiga Meri adora essa música. E pelo que eu vi você também.

–Sim ela è bastante especial para mim.

A tarde ia caindo, amanhã era o meu último dia com o Peeta aqui na casta 12. Sentirei falta dele, ele virou uma pessoa especial para mim, não posso deixar Snow saber dele.

–Peeta é melhor a gente ir embora, está ficando escuro.

–É melhor mesmo, mas aqui está tão bom.

–É, mas temos que ir, amanhã vamos acordar cedo, você conseguiu atirar com o arco e você vai me ensinar a fazer pão.

–Claro, promessa é dívida.

Não estávamos tão longe da cerca, mas a noite caia mais rápido do que o normal. Morcegos voavam sobre nós e as corujas já cantavam. A idéia de passar a noite na floresta não era tão ruim mas o problema são os bichos.

–Peeta é melhor corremos antes que algum bicho nos ataque.

–Relaxa.

–Relaxa?

Quando digo isso lobos saiem de entre as árvores e uivam para nós imediatamente, Peeta me puxa pelo braço e começamos a correr. A neve começara a cair novamente, o vento soprou mais uma vez entre nós, e o frio começou a penetrar em nossos grossos casacaos. Corremos mais do que podíamos mas as árvores e a escuridão não ajudavam. Os lobos estavam cada vez mais perto quando finalmente avistamos a cerca. Nunca fiquei tão feliz de ver uma cerca. Assim que Snow deu conta do meu sumiço e de Max cortou a sua falsa generosidade e as 1 hora de energia então seria fácil passar por baixo.

–Vai você primeiro! -Peeta grita como se quisesse me salvar.

Obedeço imediatamente.

Paso debaixo da cerca, e Peeta logo depois, mas uma das suas calças prendeu no arame.

–Que droga- Ele grita desesperado.

–Calma!

Rasgo sua calça, o frio faz os pelos da sua perna se arrepiarem. Os lobos estavam mais perto a cada minuto. Finalmente Peeta consegue passar por completo pela cerca.

Os lobos batem seus focinhos na cerca, lutam para conseguir passar mas acabam se machucando e desistindo.

–Você esta bem?

–Estou, graças a você, muito obrigada.

–De nada.

Ele me puxa para ele e me da um abraço, gostaria de ficar naquele abraço de urso dele para sempre mas tinha outro abraço de urso me esperando, o abraço de Max.

Pov Meri

Sua respiração ofegante ressonava por todo cômodo,ele não havia dito nenhuma palavra,enquanto me abraçava tentando se recuperar.suas mãos se deslizam por meu cabelo.esse simples movimento,parecia acalmá-lo e eu sentia uma grande vontade de sair chorando e rindo,pelo fato de uma pessoa encontrar conforto e estabilidade em mim.nem meus irmãos conseguiam me contar suas dores,suas raivas ou me abraçar,para se estabilizar de um pesadelo.eles eram tão orgulhosos,mesmo possuindo a idade que tinham.

–Você está melhor?-digo me soltando levemente de seu abraço e retirando as mechas loiras de seu rosto.

–Não sei
–Ele coloca as palmas no rosto,escondendo seu rosto.sua postura se demonstrava pensativa.

–Vamos,por favor.não precisamos ver pacificadores de avental nesse quarto.

–Como?
–sua mãos se retiram rapidamente de seu rosto,rio de sua curiosidade quase infantil.

–Sabe....parecia que você ia começar a chorar até inundar esse bar.por isso,os aventais,imagina pacificadores usando rodos e eu sei,que é impossível. Mas somente imagine e por deus,haymitch de avental e meias rendadas cobrindo pernas torneadas.

–A imagem que imagino,é horrenda. mas parece que consegui meu objetivo porque max dá um tímido sorriso que se expande para uma intensa e contagiosa gargalhada.um sorriso tão lindo,penso um pouco envergonhada.de repente,seu belo sorriso se fecha e ele me abraça.

–Por favor,confie em mim,eu não sou como ele.
–ele para de me abraçar e me olha.

–Ne espere.
–E ele corre para o banheiro.

Pov Max

Meu reflexo demonstrava meu cansaço em relação à tudo,ligo a torneira e começo o processo para retirar a tinta e depois,tiro minhas lentes de contato. me observo no espelho,olhos castanhos e cabelos loiros escuros.

–Se ela não acreditar nas minhas palavras,terei que demonstra com atos.
Susurro e me retiro do banheiro.meri estava sentada numa cadeira segurando um livro com uma aparência tão desgastada.-meri,precisamos conversar..

Pov America

Retiro os olhos do livro,para observar um garoto que é motivo de ódio nas castas. me controlo para não cair da cadeira e,também para não me jogar em cima dele e matá-lo com minhas próprias mãos.

–Por favor,me escute..
–Ele parecia um lutador nocauteado,ele ainda era perfeito demais.mas seus olhos parecia tão inquietos e sua postura tão determinada.aparentemente,o príncipe encantado percebeu somente agora,que tenho um grandioso fanclube.-meri,por favor..

–Está bem,fale.-preciso de explicações,ele não aparenta ser como o pai,mas não vou tirar conclusões precipitadas

–Você e todas as castas me conhecem como,o patético e ignorante filho mais velho,que seguirá os passos imundos do frívolo rei.meri,eu não sou como ele e minha irmã, muito menos.
–suas mãos puxam as mechas de seu cabelo.

–Prove,me diga como você é diferente daquela barata.eu não confio em suas palavras,não confiarei em nemhuma delas.
–digo,me levantando rapidamente da cadeira e com esse movimento,meu rosto fica próximo ao dele.ele não se assustou e nem ao menos, se distanciou.ele parece um pouco contrariado.ele fecha os olhos e suspira.

–Eu nunca mostrei elas,para nenhuma pessoa.
–suas mãos erguem sua camisa e ele se vira,para que eu observe marcas,que tomavam suas costas.pareciam marcas de garras.

–Quem fez isso à você?-digo tocando uma delas,ele contrai suas costas e por assim,eu retiro a minha mão.-meu pai,algumas dessas são seus presentes de aniversário e as outras,eu ganhei protegendo a minha irmã,dele.

Eu sei que ele não está mentindo,sei disso pelo tom de sua voz e pela sua postura.

–Eu acredito em você.-digo tentando não chorar e ele coloca sua camisa de volta,alguém bate na porta.-docinho,esqueceu da apresentação das sete horas?e também,seu príncipe encantado está aqui,babando.-

Calminha,preciso me aprontar.-aspen está aqui e eu,não estou com vontade
De brigar.
tenho uma idéia brilhante.
–dou um risinho entusiasmado e olha para meu acompanhante.

–Max,se estiver com fome tem um sanduíche e copo de café na mesa,eu tinha pegado para você, mas quando cheguei.você estava dormindo submerso em pesadelo.-coloco minhas mãos em seu rosto.

–E,é bem possível que teremos uma discussão hoje,no bar.então,não se retire daqui.somente pioraria tudo,não será nada preocupante e,depois quando tudo terminar,ajudarei você a fugir daqui para encontrar sua irmã e desculpas por não confiar em você.
–Beijo sua testa e lhe dou uma piscadela me retirando para o banheiro.

–Meri,você é uma tempestade adorável.-diz ele rindo,envergonhado pela minha atitude.

Notas finais
Comentem!!!!