The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada

6 What difference it make? - Parte 2


Notas iniciais
Não, gente, eu não durmo cedo. Principalmente em fds HSUAHSUA Tipo, 05:03 HAHA. Enfim, espero que gostem. Eu me esforcei u.u AAAAAAAH, quase eu esqueço: Laaaaari, menina, obrigada pela recomendação!!!1 Muito muito muito linda, muito muito muito obrigada *-* Sério, é sempre uma honra receber elogios de você! Obrigadaa ♥

- Justin

Perfeito. Scooter então aceitou minha ideia de trazer ela para trabalhar conosco. Era uma boa ideia e na verdade não havia sido minha; Selena havia proposto. Miranda não parecia muito e encarava Scooter, esperando uma explicação.

— O que é isso? Algum tipo de pegadinha? – Ela perguntou, estreitando os olhos. Scooter lhe abraçou.

— Ué, você vai trabalhar conosco. – Sorriu. – Seus pais...

— Então foi você que enfiou aquela ideia ridícula na cabeça deles? – Ela quase gritou.

— Bom, eu andei conversando com eles um dia desses... Enfim, você vai aceitar.

— Não vou não. Eu não vou trabalhar aqui, sinto muito.

— Você vai sim, porque ninguém mais vai aceitar uma menor de idade trabalhar tão pouco para receber o que você vai ganhar. – Scooter usou um de seus melhores argumentos. Dinheiro, é claro.

— Qual sua proposta? – Ela perguntou, analisando a situação por um momento.

— Você vai ser a fotógrafa do JB. E vai ganhar o mesmo valor que um profissional ganharia. Aceita?

Ela hesitou. Aquela proposta era irresistível para ela. Miranda tinha vontade de fotografar alguém famoso, mesmo que fosse eu. E além do mais, a quantia que ela iria ganhar era boa.

— Eu...

— É pegar ou largar, pequena. – Scooter estava pressionando.

— Ok, eu fico com o emprego. – Ela disse, por fim, mexendo no cabelo. Ela não estava tão certa daquilo, percebi.

Era estranho o modo como eu ainda sabia interpretar cada atitude dela. Como se ninguém conhecesse ela melhor que eu.

— Ótimo, vamos à minha sala e você assina os papéis, ok? – Scott passou o braço por seu ombro e a conduziu até a sala. Fui com eles, um pouco mais afastado. Meu celular vibrou em meu bolso. Era Selena.

— Bom dia, Jus. Como vai por aí?

— Melhor impossível. O Scooter chamou a Miranda para trabalhar conosco e ela aceitou. – Informei-a.

— Jura? Isso! Vai dar certo, Jus. Meu plano é perfeito. – Gabou-se.

— Vai sim, o Grammy está no papo.

— É assim que se fala. Ei, eu já estou em Los Angeles, nos vemos aqui, certo?

— Certo.

— Eu tenho que desligar. Beijos, Jus. Eu te amo. – Ela falou.

— Tchau, te adoro também. – Falei olhando atentamente os dois à minha frente. Ela fez um som de desapontamento, mas eu não dei muita importância e desliguei o celular.

— Justin, vai lá no estúdio pegar um embrulho para mim. Vou ficar aqui com ela e ajuda-la a assinar isso aqui. – Scooter pediu. Assenti e virei na terceira porta à esquerda, entrando num corredor meio apertado, que me dava certa claustrofobia quando eu andava por ali sozinho.

Entrei no estúdio 3 e procurei por todos os lugares o que ele queria. Achei uma caixa enorme em cima de uma mesinha no canto. Havia somente um laço vermelho grudado na caixa. Peguei-a e voltei para a sala do Scooter.

— Aí está! – Scooter levantou e pegou a caixa de minhas mãos, colocando-a em cima da mesa. – Abra. – Encorajou Miranda.

Ela olhou para a caixa, como se desconfiasse de que um monstro ia sair de lá. Tirou o laço e abriu a tampa. Ela olhou o conteúdo da caixa e voltou a olhar Scooter, que assentiu, meio que afirmando a cara de incredulidade dela.

— Isso... Isso é para o trabalho? Quer dizer... Eu vou usar uma...? – Ela não conseguia terminar nenhuma frase. Miranda enfiou a mão na caixa e tirou uma câmera profissional de lá. Uau.

— Gostou? – Scott perguntou, parecendo satisfeito com a cara que Miranda fez.

— Eu... Meu Deus, eu amei! – Ela abriu um sorriso enorme. Scooter abriu os braços e ela lhe deu um abraço. Um pouco da blusa xadrez que ela usava subiu, deixando à mostra parte da pele de suas costas levemente bronzeada. Resisti ao impulso de tocá-la. Portanto, só olhei.

— Fico feliz que tenha gostado. Agora, para a sua casa. Você tem que fazer suas malas. – Ele disse, indo para a porta.

— Hein? – Ela girou nos calcanhares.

— Vamos para Los Angeles ainda hoje. Temos uma festa hoje e não podemos nos atrasar. Anda, anda. Deixe isso aí, depois o pessoal da produção vai arrumar e embalar para a viagem. Para momentos mais informais, pode usar essa aqui. – Scooter entregou a ela uma câmera menor, parecida com a que ela tinha.

— Quantos presentinhos, hein, Scott? – Aquilo saiu de mim sem querer. Scooter me lançou um olhar mortal. Calei a boca e esperei na porta.

— Certo, vamos logo. – Miranda falou, com um sorrisinho e guardou a câmera profissional de volta na caixa e ficou com a mais simples em mão.

Scooter saiu da sala e ela o seguiu. Antes que ela saísse da sala, passei meu braço por seu ombro.

— Vai ser divertido, você vai ver. – Garanti, abrindo um sorriso.

— Com certeza. – Ela fechou a cara e tirou meu braço de seu ombro. Aquilo ia ser um pouquinho mais difícil do que eu esperava que fosse.

Revirei os olhos e segui os dois até a garagem. Kenny estava verificando algumas coisas no carro quando nos viu.

— Miranda! – Ele gritou e a rodou no ar, abraçando-a. Ela riu alto. – Pequena, que saudade! Você está linda! Você cresceu!

— Milagre, né? – Ela riu. – Eu também estava com saudades, Ken, muita.

Scooter nos apressou para entrar no carro e fomos para a casa dela.

Que droga, esse povo não cansava de mudar, não? A casa dela estava diferente, haviam arbustos por tudo quanto é lado, as paredes externas estavam pintadas de um amarelo bem clarinho, várias trepadeiras tomavam conta das paredes laterais.

— Eu vou lá em cima arrumar tudo. – Ela avisou e disparou escada acima.

Os pais dela chegaram à sala e nos viram lá. Desviei o olhar, mas pude sentir o pai dela me matando com os olhos. Ah, fala sério. Eu nem estava mais com a garota, ele ainda ia ficar de briguinha comigo?

— Scooter, que bom te ver aqui. – Charlotte falou, sorrindo. – Que bons ventos trazem você aqui?

— Vamos viajar. – Scott falou, tranquilamente. – Jus, vai lá em cima e ajude Miranda a fazer as malas, por favor.

— Claro. – Murmurei e subi cada degrau por vez. Qualquer coisa para não ser queimado por um par de olhos. Bati na porta e ela abriu.

— Ah, o que foi?

— Scooter pediu para te ajudar.

— Ah. – Ela saiu da porta e a deixou aberta. Entrei devagar, olhando o lugar que continuava o mesmo desde a última vez que eu vi. Na noite em que ela resolveu jogar um monte de ofensa na minha cara.

— Ér... Hm, fique à vontade. – Disse.

Ficar à vontade. Aquilo parecia meio impossível ali. Sentei na cadeira da escrivaninha e olhei o quarto. Ela corria de um lado para o outro, sumindo no closet ou no banheiro de vez em quando.

— Leve apenas o necessário. Qualquer coisa você compra o que precisa lá. – Falei, tentando ser legal.

Ela parou no meio do quarto, olhando em volta, cogitando a ideia. Ela ficou fofinha fazendo aquela cara de dúvida. Voltou a andar para lá e para cá. De repente fechou a mala.

— Pronto. – Falou, sentando na cama.

— Já? Achei que ia demorar. A Selena demora séculos para terminar só a bagagem de mão. – Falei.

Ela revirou os olhos e levantou da cama. Pegou um casaco e foi para a porta.

— Gostei da foto. – Falei, antes que ela saísse do quarto. Ela virou automaticamente e olhou para o criado-mudo. Sorri para ela, afirmando. Suas bochechas queimaram.

— Eu ainda não tive tempo de jogar certas coisas no lixo. – Defendeu-se.

— Claro que não teve. – Concordei e passei por ela, saindo do quarto. Ouvi ela xingar baixinho e contive uma risada.

Peguei a mala de sua mão quando descemos a escada e fomos para a sala.

Despedidas à parte, seguimos para o aeroporto. Mal esperava para chegar a Los Angeles. Aquela cidade cheirava a sucesso! Era um lugar perfeito para se inspirar. E Selena estava lá. Ela iria me ajudar a lidar com Miranda.

Ryan – o Butler – iria viajar conosco também. Ele e Miranda eram muito próximos, o que poderia dificultar um pouco as coisas para mim, já que ele sabia quase tudo que se passava na minha mente.

— Scott? – Chamei.

— Hm?

— Onde está o Ry Good?

— Ele vai nos encontrar no aeroporto.

— Ah.

— Quem é Ry Good? – Ouvi Miranda cochicha com o Ryan.

— Estilista do Justin. – Respondeu. – O Bieber não tem capacidade nem para vestir a si mesmo.

Revirei os olhos e ignorei as risadinhas. Coloquei os fones de ouvido e fechei os olhos, esperando o avião decolar. Daqui para frente, seria um longo caminho a percorrer. E eu tinha apenas um mês.

Recebi uma mensagem de Selena: “Sabe o que seria legal para a música? Conte um segredo dela, algo que só vocês dois poderiam saber.”.

“Não sei, isso não seria muito legal. Ficaria muito pessoal, Sel.”.

Que diferença isso faz? Passado é passado, Jus, quem vive dele é museu.”

A aeromoça pediu que eu desligasse o celular e o iPod, pois já iríamos decolar. Desliguei tudo e olhei pela janelinha.

Apenas um mês. Eu não podia colocar tudo a perder por um mínimo detalhe sobre ética.

~spoiler~

— Onde você estava? – Ryan correu em sua direção quando a viu.

— Minha cabeça está doendo muito. – Ela reclamou, colocando a mão na cabeça.

— Miranda, Miranda, olha para mim. O que houve? – Ryan segurou-a pela cintura. As pessoas começaram a olhar. Puxei os dois para o canto.

— Eu não sei, Ry, eu não sei. Me solta, eu quero sair daqui. – Ela tentava lutar contra os braços dele, mas não conseguia soltar-se. – Eu quero dormir.

Ela estava bêbada? Ryan a soltou por um segundo, mas logo teve que segurá-la de novo, pois ela quase caiu. O que diabos houve?


Notas finais
Uh, o que houve? Vocês vão querer me matar quando ver o que aconteceu HSAUHSUASHUASH adoro :3
Gostaram? Sim? Não? Talvez? Os três? Hehe, parei, vou dormir pessoinhas felizes. Amo vocês.