Notas iniciais
OIOIOIOI, taí mais um capítulo para vocês, minhas lindas :3

— Miranda

Eu podia simplesmente arrancar a cabeça daquele imbecil?

Eu não passei de uma diversão, claro. O que ele veria de melhor em mim que a Selena não tinha? Ah, é mesmo, nada. Ele ainda saiu abraçadinho com ela do quarto. Idiota.

A droga do shopping estava lotado. Várias garotinhas gritavam histericamente por um Justin Bieber babaca. Queria dizer a elas que estavam perdendo tempo e que podiam ir para casa, pois estariam aproveitando mais suas vidas, mas não podia dizer e muito menos queria. Porque eu sei que ele não é assim. É só uma fase. Ou assim eu espero.

— Miranda, pode me fazer um favor? – Scooter pediu. Assenti, indo até ele. – Compre umas cinco garrafinhas de água para o Justin, por favor?

— Scooter...

— Por favor? – Pediu, fazendo um biquinho.

— Você sabe que eu não sou paga para isso. – Falei, sorrindo de lado.

— Eu sei. Mas você é a melhor. – Rebateu ele. Fiz uma cara presunçosa, peguei o dinheiro de suas mãos e saí dali.

Saí detrás do palco e fui em direção à praça de alimentação. Estava quase vazia, já que toda a massa popular daquele shopping estava concentrada no andar de baixo.

— Cinco garrafas, por favor. – Falei, sorrindo para a atendente de uma lanchonete dali. Ela assentiu e saiu.

— Um suco. – Um rapaz parou ao meu lado e fez seu pedido. Enquanto eu aguardava, podia sentir seu olhar em mim. – Obrigado. – Saiu da lanchonete com seu suco.

— Aqui está. São dez dólares. – Falou a moça, voltando e me entregando uma sacola de papel, com as garrafas. Paguei e saí. Caminhei por toda a extensão da praça, me demorando ali.

— Que sede. – O rapaz veio para o meu lado, puxando assunto. Pronto, era só o que faltava.

— Ah, não são para mim. – Falei, tentando ser simpática. Não estava tendo um dos meus melhores dias.

— Quem é o poço seco? – Ele estava se divertindo.

— Justin Bieber. – Falei, sem medo nem hesitação.

— Espera. Você conhece o garoto? – Eu esperava essa reação.

— Não só conheço como também já namorei. – Respondi.

— Namorou? No passado? Que babaca.

— Por quê? – Já estávamos na escada rolante, descendo um andar.

— Eu não perderia uma garota como você. – Falou, dando de ombros. Prestei atenção nele. Era bonito e muito fofo. Sabe o Logan Lerman? Então.

Dei-me conta do que havia acabado de relacionar. Virei-me para ele bruscamente, e com isso, não vi a droga do fim da escada. Tropecei e ele me segurou. As garrafinhas se espalharam pelo chão.

— Caramba, o que você está fazendo aqui? – Perguntei, quando ele nos endireitou e as pessoas pararam de olhar.

— Vim prestigiar o evento. – Ele disse, como se fosse óbvio.

— Ah, sério? Achei que as únicas pessoas que vinham nesse tipo de coisa eram as fãs.

— Sim, claro. Minha irmã está aqui. Ela gosta. – Explicou ele.

— Ah... Onde ela está?

— Não sei, no meio de todas essas outras garotas aí. – Ele fez um gesto com a mão, meio confuso.

— Entendi. – Ri fraco. Peguei as garrafas do chão e olhei para a porta que dava para o backstage. – Quem sabe...

— Sim?

— Quem sabe eu consiga passes para o backstage. – Dei de ombros. Ok, eu confesso, eu estava tentando impressionar ele. Qual é, ele era fofo! Era quase uma obrigação colocar um sorriso naquele rostinho.

— Seria demais! – Sorriu.

— Vou tentar... Você não sabia disso, sabia?

— Disso o quê?

— Que eu trabalho com o Bieber. – Falei, arqueando uma sobrancelha.

— Ah, não! Assim você me ofende! – Ele colocou a mão no peito.

— Fale sério. – Pedi.

— Não, eu juro que não sabia. Eu só vi você lá e fui conversar. Você parecia... Solitária.

— Nossa, obrigada!

— Você me entendeu.

— É, eu entendi. Eu preciso entregar essas garrafinhas...

— Claro, vai lá.

— Ér... Como eu vou te avisar se eu conseguir...

— Ah, sim. – Ele pegou o celular dele. Peguei o meu, por reflexo. – Me dá o seu número e eu te dou o meu.

Assenti e passei meu celular para ele. Digitei meu número e esperei que ele terminasse. Assim que ele me passou, procurei nos contatos e vi o nome que ele deu.

— Logan Lindo e Perfeito? – Li em voz alta. Ele riu e colocou o dedo na boca, pedindo silêncio.

— Não conta para ninguém, mas eu sou o cara mais lindo do mundo. – Piscou. Ai meu Deus, eu só tinha o prazer de conhecer garoto convencido? Ri alto.

— Não vou contar. – Entrei na brincadeira. – Tchau Logan. – Acenei como podia e saí andando.

— Demorou, hein? – Scooter me viu quando entrei no camarim. Abri um sorrisinho forçado e dei as garrafas para ele. – Obrigado, gatinha.

Sentei no sofá e me levantei na mesma hora.

— Scott, eu posso pedir um favor de volta? – Perguntei, arriscando minhas fichas.

— Fala. – Virou-se para mim.

— Eu posso trazer um amigo para o backstage? – Cruzei os dedos atrás das costas.

— Claro. – Falou ele, depois de um segundo pensando. Assenti, contendo o enorme sorriso que queria se formar em meu rosto.

Peguei o celular e mandei uma mensagem para o Logan Lindo e Perfeito. “Vocês estão dentro!”, mandei.

— Quem vai trazer? – Justin perguntou a mim. Olhei para ele e depois em volta, notando que estávamos sozinhos. Isto é, estávamos sozinhos a menos que você considere um Kenny cochilando uma pessoa útil. E porque ele estava falando comigo como se nada tivesse acontecido? Ah, claro, porque nada para ele talvez seja... Calma, respira.

— Logan. – Falei, sem cerimônia.

— Quem é Logan? – Perguntou ele, como se soubesse de todos os “Logans” que eu já conheci na vida.

— Logan Lerman. – Respondi, sorrindo como uma tonta.

— Ah. – Foi só o que ele disse e virou-se para pegar algo que caiu no chão.

— Eu vou te dar um suspensório, Justin. Sério mesmo. – Falei, pegando meu celular, que estava vibrando.

Era o Logan ligando.

— Alô?

— Oi, Logan. Por que não mandou uma mensagem? – Perguntei, rindo pelo nariz.

— É melhor ligar, daí eu posso ouvir sua voz. – Disse. Corei automaticamente. Agradeci por ele não poder me ver naquele momento, mas Justin podia e já estava me olhando feio.

— Ah, Logan, isso foi...

— Ela te liga depois. – Justin tomou o celular da minha mão e desligou. – Logan Lindo e Perfeito?!

— Não desliga na cara dele, idiota! Ele que colocou. – Expliquei, sorrindo ao lembrar a brincadeira.

— Ah, que bonitinho, vocês! Trocando mensagens fofinhas, até brincadeirinhas! – Fez uma voz fina. – E o que você colocou no celular dele? “Gosto de outro, mas vou dar moral para você”?

Respirei fundo. Não ia gritar com o Justin ali. Não vou gritar com o Justin. Contei até dez.

— E quem é esse outro? – Perguntei, calma novamente.

— Eu, claro.

— Ah, é. Com certeza. – Falei, revirando os olhos.

— Você sabe que sim.

— Talvez. Mas é uma pena que esse sentimento não seja recíproco. – Rebati. Ele ficou calado. – Pois é.

— Não é verdade.

— Como não?

— O que você viu hoje não era verdade! – Quase gritou.

— Claro que não.

— Eu não gosto mais dela, Miranda! Acredita nisso!

— Se não gosta dela, o que ela estava fazendo no seu quarto? Ela dormiu lá, não foi? Por que ela estava lá? O que vocês estavam fazendo de tão importante?

Ele não respondeu. Assenti, me sentindo idiota por ter dado a chance dele se explicar. Scooter abriu a porta e nos olhou.

— Ei, JB, está na sua hora. – Falou ele. Justin assentiu, mas não tirou seus olhos de mim.

— Vai lá, Justin. – Abri um sorrisinho.

Ele saiu da sala, me deixando a sós com o Kenny, que estava ressonando já. Peguei meu celular e liguei para o Logan.

— Oi, desculpe por aquilo. – Ri fraco, explicando quando ele atendeu.

— Sem problemas. Onde você está?

— Saindo do camarim. – Falei, como se ele soubesse aonde me encontrar. Saí do backstage e o encontrei perto da lateral do palco. – Ei.

— Oi. – Sorri fraco.

— O que foi? Aconteceu algo?

— Será que... Sei lá, podemos sair daqui durante o período da apresentação? Preciso esfriar a cabeça. – Pedi.

— Claro. – Ele passou o braço por meu ombro, meio que me amparando, não sei. – A gente pode almoçar mais cedo. – Sugeriu.

— Seria ótimo. – Falei, rindo de mim mesma.

Saímos da área do backstage e depois saímos do shopping. Caminhamos até um bistrô na esquina de uma rua não muito distante do shopping.

— Não sei o que eles servem aqui. – Falou ele, me olhando como quem se desculpa.

— Está tudo bem, nós temos um cardápio. – Sorri.

— O que vão querer? – O garçom se aproximou de nossa mesa.

— Hm... Vou querer esse rosbife ao molho. – Falei.

— Vou querer o mesmo. – Logan disse.

— Tudo certo. E para beber?

— Duas cocas. – Quem decidiu foi o Logan.

O homem assentiu e se afastou.

— Maria-vai-com-as-outras. – Falei, assim que o cara saiu. Logan riu.

— Que foi? Só me pareceu uma boa escolha! – Defendeu-se.

— Tudo bem.

Começamos a falar sobre coisas aleatórias. Logan era muito divertido e fofo. Nunca tinha visto igual... Certo, o Justin era assim também, mas ultimamente ele esteve tentando não deixar isso transparecer muito... Ah, droga! Será que eu posso parar de comparar o Justin com qualquer garoto que eu encontre?! Pisquei forte, tentando me concentrar em outra coisa.

— Algum problema? – Perguntou ele, aí eu me toquei que não respondi uma pergunta que ele havia feito.

— Desculpa, tem uma coisa que não sai da minha cabeça, está me incomodando muito. – Expliquei, tentando ser genérica.

— E o que é? Digo, se é que eu posso saber.

— Claro que pode... Ou não. – Corrigi rapidamente. Ele riu.

— Tudo bem, se não quiser contar...

— Não, não é que eu não queira... É constrangedor.

— Ah...

— É o Justin. – Falei, de uma vez.

— Eu sabia! – Ele riu.

— Hein?

— Quando ele pegou o telefone... Foi ele, não foi? – Perguntou, eu assenti, derrotada. – A voz dele estava carregada de ciúme ou alguma outra coisa estava deixando ele muito irritado...

— Talvez fosse eu. – Apoiei o queixo nas mãos.

Ele me olhou com uma cara de interrogação. Suspirei e contei tudo. Alguma coisa em mim dizia que eu podia confiar naquele sorrisinho de lado e naqueles olhos azuis turquesa.

— Uau... A Selena... Eu não esperava. – Ele encostou nas costas da cadeira e me encarou.

— Pois é. – Falei, derrotada.

— Que história, garota. Isso daria um livro. – Ele riu. Encarei-o. – Desculpe. Ahn, você pode contar comigo para qualquer coisa. Eu moro aqui em Beverly Hills.

— Ah, Logan. Obrigada! – Dei um abraço nele. Tão fofinho!

— Que isso. – Sorriu.

— Meu Deus, olha a hora! – Quase gritei ao olhar o relógio. – Temos que voltar!

Puxei a mão dele, pagamos e saímos correndo do bistrô. Estávamos, literalmente, correndo. Por que, eu não sei, mas parte de mim sabia que alguém já deveria ter se dado conta da minha falta ali. Scooter ia me matar. Eu estava abusando muito da boa alma dele.

— Ok, ok. Respira. – Logan parou na porta do shopping. Passou a mão pelo meu cabelo, arrumando-o. – Pronto, linda. Vamos agir naturalmente, estávamos dando uma volta pelo shopping.

Assenti e contei até dez. Entramos no shopping e a agitação ainda era intensa. Caminhamos por entre aquela multidão até chegarmos no backstage.

— Ah, Miranda, essa aqui é a minha irmã. Lindsey. – Uma garota de cabelos castanhos mel juntou-se a nós. Ela era linda, como o irmão.

— Oi, prazer. – Sorri e a abracei. Ela pareceu que ia surtar. – Você está... Bem?

— Ah meu Deus, você é a... A...

— É, sou eu. Vamos? – Puxei os dois para a porta do backstage.

Mostrei a minha credencial e entramos. Lindsey estava eufórica. Havia uma fila, perto do camarim e mais garotas entrando por outra porta, aderindo à fila.

Esperamos todas aquelas pessoas falarem com o Justin e entramos quando a situação estava mais calma. Posso dizer que éramos os últimos da fila.

— Justin, essa é a Lindsey e esse é o Logan. – Falei, sorrindo. Scooter me fitou, com uma expressão orgulhosa no rosto.

Logan apenas cumprimentou Justin com um aperto de mão e um abraço. Depois, foi a chance da Lindsey encostar no seu ídolo. Eles tiraram fotos juntos, Justin deu autógrafos e eles conversaram um pouco.

— Obrigado por isso. – Logan disse, olhando a irmã de longe.

— Que isso. Estou começando a me acostumar com essa coisa de realizar os sonhos das fãs. – Ri fraco.

— Eu tentei falar com o Scooter, para ver se podíamos entrar, mas ele estava ocupado. – Explicou.

— Ainda bem que me viu lá na praça.

— Mas eu não sabia que você trabalhava aqui. – Rebateu.

— Então apenas ficou interessado em mim? – Arqueei uma sobrancelha.

— Sim e não. Sim, eu fiquei interessado, mas não foi nesse sentindo. – Piscou para mim. Corei.

— Justin

A irmã dele era uma garota linda e simpática, do tipo que me faz ter orgulho de ter como fã. Tiramos algumas fotos e dei um autógrafo. Ela quis tirar uma foto com o irmão. Olhei para os dois, no canto, conversando animadamente. Tudo numa boa, até que ele piscou para ela e Miranda corou. Ah, não senhor!

— Ei, Logan! Vem tirar uma foto com a gente! – Gritei, chamando-o.

— Vai lá. – Miranda o empurrou, sorrindo para ele.

Tiramos mais algumas fotos. O evento era organizado por uma rádio, aquelas fotos estariam na rede em pouco menos de uma hora. Logan recebeu uma ligação e avisou a irmã que tinham de ir.

— Falou, Justin! – Logan bateu na minha mão. Até que ele era bem legalzinho.

— Ah, poxa. – Lindsey ficou meio tristinha. Abracei-a bem forte e dei um beijo em sua bochecha. – Obrigada JB, você é mais perfeito ainda pessoalmente.

Sorri, meio sem graça. Ela me deu um beijo na bochecha e saiu para perto do irmão, que estava se despedindo de Miranda.

— Foi um prazer. – Logan deu-lhe um beijinho no rosto.

— O prazer foi meu. Obrigada pelo almoço. – Ela o abraçou. Espera, almoço?

— Que isso.

— Muito obrigada mesmo, Miranda! – A irmã dele a abraçou.

Eles saíram do camarim e foram guiados por Kenny até a saída. Miranda sentou-se no sofá, jogando a cabeça para trás. Fui até ela, morto de curiosidade. E talvez um pouquinho de ciúme, só um pouquinho.

— Como se conheceram? – Perguntei, de frente para ela.

— Nos esbarramos na praça de alimentação. – Disse, me olhando.

— Foi só isso?

— Por que quer tanto saber?

Sentei ao seu lado. Puxei-a para o meu colo e a abracei.

— Eu gosto tanto de você, por que não acredita em mim? – Perguntei, magoado. Ela não respondeu, apenas ficou lá, sem dizer nada, subindo e descendo no meu peito com a minha respiração. – Desculpa pelo que você viu hoje, lá no quarto. Aquilo não foi intencional, desculpa se eu só sei ser um idiota, desculpa se eu não sou bom o suficiente com as palavras para te convencer do quanto eu gosto de você... – Ela levantou a cabeça, fazendo com que me calasse. Seus olhos estavam na altura dos meus.

— Por quê... – Selei nossos lábios. Não ia dar espaço para ela ficar pensando demais. Para mim é assim; coisas do coração não são feitas para você ficar quebrando a cabeça. Sua mão pousou em minha bochecha, enquanto minhas mãos apertavam suavemente sua cintura.

— Por que você só não me desculpa? – Perguntei, partindo o beijo.

— Eu tenho outra escolha? – Ela respondeu, com outra pergunta.

— Obrigado por me dar mais uma chance.

— A última. – Disse, me fitando séria. Assenti, sério também.

Abracei-a, absorvendo seu cheiro bom. Ela sentou-se normalmente no sofá, ao meu lado.

A última chance. Aquilo ficava se repetindo em minha mente. Era para valer, ela nunca ficaria sabendo daquilo.

— Ei, JB, eu falei com os jornalistas lá fora sobre o vídeo. – Scooter entrou na sala.

— O que disse a eles?

— Bom, o mundo já se tocou de que você não está mais com a Selena. Agora sobre vocês dois... Eu não sei o que dizer. – Ele encolheu os ombros.

Joguei a cabeça para trás. Nem eu sabia o que dizer.

— Deixa como está. – Sugeriu Miranda, quando o Scooter fechou a porta.

— Tem certeza? Eles podem dizer muitas coisas...

— Deixe-os dizer. – Ela deu de ombros. Assenti.

Recebi uma mensagem. Era de Selena: “Vou chamar uns amigos aqui em casa, quer vir?”. Analisei a mensagem, mas não respondi. Talvez eu fosse, mais tarde, não sei.

— Então, JB, recebeu a mensagem da Selena? – Kenny perguntou, enquanto dirigia de volta para o hotel depois de um dia cansativo no shopping.

— Recebi. – Respondi, olhando Miranda pelo canto do olho. Ela estava com a cabeça deitada no meu ombro.

— Você vai? – Perguntou de novo.

— Não sei, não estou muito animado.

— Eu acho que vai ser bem divertido. – Comentou. – Acho legal essa coisa de vocês continuarem sendo amigos mesmo após o término. Você e Mi... – Scooter deu um tapa nele.

Chegamos ao hotel. Fredo subiu correndo, arrumou-se e foi para a casa da Selena. Eles eram tão amiguinhos.

— Nós estamos indo, ok? – Scooter abriu a porta do meu quarto uns trinta minutos depois de chegarmos. – Ah, Biebs, melhore isso. – Ele jogou a pasta para mim. Olhei dentro e lá estava a música. Estava toda rabiscada com uma caneta vermelha. Tchau. – Disse. Assenti. Tomei uma ducha gelada e troquei de roupa.

Miranda entrou no quarto com uma caixa em mãos. Parei de arrumar meu tênis e a fitei.

— Você não vai? – Perguntei.

— Ah... Eu acho que a Selena não vai me querer por lá... Não depois de hoje. – Ela sorriu fraco e olhou para a caixa.

— O que tem aí? – Levantei e fui até ela.

— Alguns filmes... Eu peguei no saguão do hotel. O conciérge me deu alguns filmes que estavam na loja. – Ela explicou, dando de ombros.

— Quais são os filmes? – Tirei a caixa de suas mãos e coloquei em cima da mesa. Abri e vi o conteúdo, além de DVDs, havia chocolates, salgadinhos e outras porcarias. – Eu adoro esse filme... Diário de uma paixão.

— Sério?! Que bonitinho, você. – Debochou. Dei a língua para ela. – É tão meloso.

— Ah, você não gosta de romance? Meu Deus, cada dia que passa me surpreendo mais contigo! – Brinquei, parecendo um gay.

— Não é que eu não goste, Jus. É que esse negócio de final feliz não rola. – Falou, de modo meio frio.

— Como não?

— Final feliz não existe.

— Como pode saber?

— Por que o amor machuca. – Disse, olhando para o DVD em minhas mãos.

Ficamos em silêncio por um instante. Ela disse aquilo... Por causa do nosso término? Foi isso mesmo que eu entendi? Senti-me mal. Olhei a caixa de novo e vi o DVD do filme Jogo de Amo Em Las Vegas. Aquele filme era hilário. Não ia deixar que ela ficasse triste.

— Ei, eu adoro esse filme! – Levantei o DVD para ela ver. Miranda abriu um sorriso.

— É bom. – Concordou ela.

— Tem uma parte, que eu rio muito... – Puxei-a para a frente da TV e coloquei o filme no DVD player. Adiantei um pouco e deixei rolar segundos antes da parte que queria.

Miranda sentou ao meu lado, me olhando com curiosidade.

— Não acha melhor deixar o filme rolar? – Sugeriu ela.

— Hm, tudo bem. – Voltei o filme e sentei ao lado dela. – Quer chocolate? – Ofereci a ela, enquanto abria uma barra.

— Estou bem. – Ela sorriu.

— Come, só um pedacinho! – Insisti.

— Não, Justin! – Ela deu um tapinha na minha mão.

— Você vai comer sim! – Coloquei o chocolate perto da boca dela.

— Justin!

— Come!

Ela me lançou um olhar mortal e mordeu o chocolate.

— Viu, não foi tão ruim! – Sorri, vitorioso.

— É, não foi. Agora come você também! – Ela pegou minha mão e levou a barra até minha boca.

— Com muito prazer! – Devorei tudo num instante.

— Meu Deus, você é um monstro! – Ela disse, me olhando estranho.

— Muito prazer, Fera. – Ironizei.

— Ah, eu sou a Bela! – Piscou os olhos duas vezes, sorrindo.

— Sim, a mais bela de todos. – Falei, aproximando-me dela para chegar até seus lábios, mas ela me empurrou de leve.

— O filme, Justin. – Ela apontou para a TV.

— Ah, sim, o filme. – Concordei, de má vontade. Eu queria beijar ela, caramba!

Ficamos lá, vendo o filme. Miranda deitou a cabeça no meu colo e comecei a brincar com seu cabelo. Quando chegou na parte em que eles dão uma festa, levantei, assustado. Miranda reclamou do movimento brusco.

— O que foi? – Ela perguntou, sentando-se.

— A festa! – Falei, batendo a mão na testa. Ela apenas emitiu um leve “ah” e ficou pensativa. – Eu vou lá só dar as caras, ok?

— Vai lá. – Sorriu fraco. Dei um beijo na bochecha dela e peguei a chave da Ferrari, indo até a porta.

Apertei o botão do elevador, mas estava demorando demais, ia chegar muito tarde. A porta se abriu. Pensei bem por um segundo. A porta se fechou.

— Esqueceu alguma coisa? – Miranda me olhou, curiosa.

— Não. Eu só não quero ir. – Sentei-me ao seu lado de novo.

Não olhei para ela, mas pude perceber que ela abriu um sorriso. Passei o braço por seu ombro e a puxei mais para perto.

Notas finais
Então, espero que vocês estejam gostando dessa coisa meio lenga-lenga, slá, eu não gosto. Confesso a vocês que eu sou daquelas que gosta de mais um pouco de drama nas coisas, sabe, eu to achando essa fic meio parada, mas enfim, vou guardar para mim. Vocês viram o clipe de Santa Claus Is Coming To Town? AAWN, tão lindo o Justin :3
Beijinhos ♥