Notas iniciais
WEEE, to aqui :D Booom, gente é realmente maravilhoso ver a animação de vocês para a segunda temporada, sério! Até me emociona *-* Enfim, quem aí está viciada em Mistletoe? Só eu? õ/ Essa música é lindaaaaa :3
Enfim, haha, boa leitura!

- Miranda

Acordei com um feixe de sol batendo diretamente em meu olho. Olhei o relógio, eram 10 horas da manhã. Fiquei na cama até dar onze. Tyler estava dormindo no pequeno sofá perto da minha cama. Ele era grande demais para ele, o que fazia a cena ser engraçado.

Um vento entrou pela janela e balançou a porta. Lembrei da manhã em que eu fui pedida em namoro pelo Bieber. Ele havia entrado escondido no quarto e me deu um susto. Eu gritei tão alto!

— Não precisa rir de mim aqui. – A voz de Tyler me trouxe de volta à realidade e só então me toquei de que estava sorrindo. Ele sentou no sofá, arrumando o cabelo com as mãos.

— Não estava rindo de você. – Disse.

— O que era tão engraçado assim, então?

— Nada. Foi algo que eu lembrei. – Sorri.

Ele levantou e deitou do meu lado, me abraçando.

— Acho que eles estão esperando a gente lá embaixo. – Observou ele, franzindo o cenho.

— Também acho, mas não tenho coragem de descer e encarar minha mãe. – Fiz uma careta.

A noite passada fora um tanto tensa lá em casa. A gente resolveu contar para o pessoal que havia um casal novo na casa. Meu pai quase brilhou de tanta satisfação. Norah teve uma reação estranha, e minha mãe... Bom, ela não gostou muito. Acho que a reação dela foi só um pouco pior do que a reação da Norah, então depois eu vou falar com ela e perguntar o porquê daquilo...

— Então vamos ficar aqui, até acharmos coragem para descer lá. – Ele sorriu, com certa malícia e me deu um beijinho na base do pescoço.

Eu ri, porque fez cócegas. Eu era muito fraca para esse tipo de coisa, mas ele insistia. Acabei rolando na cama, tentando fugir dele, mas ele ficou em cima de mim, prendendo meus movimentos. Deu algumas mordidelas no meu pescoço enquanto eu me debatia, rindo feito uma idiota. Empurrei ele e saí correndo do quarto.

Corri até a cozinha e, antes de passar pela porta, parei, respirei fundo e construí uma feição completamente calma e inalterada. Tyler chegou correndo e eu fiz menção para que parasse.

— Bom dia. — Falei, sorrindo. Dei um beijinho nos meus pais e peguei uma maçã. Era muito estranho tomar café da manhã com meus pais, mas por causa da Norah eles passavam mais tempo em casa agora.

— Bom dia, querida. – Minha mãe respondeu, um tanto seca, mas percebi que ela estava mais calma. – Não coma. Vai atrapalha seu almoço.

Ah, é. Droga, eu havia me esquecido daquele pequeno detalhe. Almoço na casa do Chris. E é claro que meus pais concordaram em ir.

— Suba e se arrume. Nós já estamos de saída, não é, Andy? – Minha mãe disse. Ela até usou o apelido fofo pro meu pai. Acho que já não estava mais em área de risco.

— Você quer ir? – Perguntei, quando voltei para o quarto com Tyler.

— Se não for incômodo...

— Com certeza não vai ser. – Sorri, dando um selinho nele.

Arrumei minhas coisas e fomos para a casa dos Beadles. Fomos no carro do Tyler, já que o dos meus pais estava meio “lotado” por causa da Norah.

— Miranda! – Chris gritou e me abraçou quando chegamos. Meu Deus, como eu senti falta daquele menino!

— Ah, Chris, que saudade! – Falei, retribuindo o abraço. Ele havia crescido tanto! Estava quase maior que eu... Ok, talvez eu seja mesmo baixinha, mas enfim.

Tyler olhou meio de lado e só o cumprimentou com a cabeça. Fiquei feliz que ele não ficasse encarando, por que... Bem, da última vez que o Chris viu Tyler não foi muito legal...

Caitlin veio logo após ele. Ela estava linda como sempre, com aquele sorriso maravilhoso no rosto. A Cait era uma garota simplesmente incrível. Eu a adorava. Ela me abraçou e falou normalmente com Tyler, sem fazer perguntas sobre Justin ou coisas do tipo.

Entramos na casa pelos fundos, pela piscina. Fui surpreendida por um par de braços esmagadores.

— Não acredito! Você. Aqui! – Chaz me esmagou. Ri dele e devolvi o abraço. – Menina, quanto tempo!

— Pois é! Esse é o Tyler...

— Eu sei quem você é. – Chaz fez uma cara feia, provavelmente lembrando-se de como vira Tyler pela primeira vez. – Legal te rever de novo, cara.

Tyler ficou muito sem graça. Dei um sorriso confiante a ele. Era só um almoço. Nada de ruim poderia acontecer ali.

Cumprimentamos o resto do pessoal que estava lá e fomos para a área da piscina.

— Miranda, pode pegar mais uma caixa de suco na cozinha, por favor? – Sandi pediu.

— Claro. – Levantei da espreguiçadeira e fui buscar.

É óbvio que eu me perdi dentro daquela casa, acho que eu demorei uns bons dez minutos para achar a cozinha. Passei pelo hall de entrada e vi algumas pessoas chegando. Olhei por pura curiosidade e quase gritei.

— Pat? – Perguntei, chamando a atenção da mulher que estava carregando uma sacola de compras.

— Meu Deus! Miranda! – Ela deixou a sacola em algum lugar e me abraçou apertado. – Olha você! Que linda você está! – Ela me analisava. Eu só conseguia rir, sem graça.

— Que isso. Quer ajuda? – Perguntei, enquanto ela pegava a sacola de novo e íamos para a piscina.

— Não, estou bem. – Sorriu.

Dei a caixa de suco para Sandi e fui para o quarto de hóspedes, trocar de roupa. Estava fazendo um calor terrível. Não sei por que não coloquei o biquíni antes de ir para lá; minha cabeça andava meio distante naqueles dias. Tyler me seguiu. Comecei a me sentir mal por ele. Estava deslocado ali.

Saí do banheiro de biquíni, mas meio que me cobrindo.

— Qual o problema? – Perguntou.

— Vergonha. – Soltei uma risada sem graça. Ele tirou a blusa e me deu. – Ty, não precisa, eu visto a roupa de novo... – Ele tomou a blusa de minhas mãos e a enfiou na minha cabeça. Vesti mais por obrigação do que por qualquer coisa.

— Pronto. Sem frescura.

Dei a língua para ele e saí andando de volta para junto do povo. Ele se adiantou e me pegou no colo.

— Me coloca no chão! – Ordenei, mas ele só ria. Por que ninguém me levava a sério? – Tyler Collins, me solta agora!

— Miranda? – Uma voz alheia nos chamou a atenção. Ryan estava ali, olhando, meio espantado e alegre ao mesmo tempo.

— Butler! – Falei, ou melhor, quase gritei. – Me solta, me deixa abraçar ele. – Pedi a Tyler, que riu mais uma vez e não me soltou.

— Esse aí eu não deixo você abraçar mesmo! – Tyler brincou, com uma intimidade estranha. Ryan riu com ele.

— Que engraçado vocês. Agora me... – Perdi a fala quando mais duas pessoas entraram na sala onde estávamos. Arranhei de leve as costas de Tyler e ele me colocou imediatamente em solo firme.

Ele estava lá. Nos olhando, como se fôssemos dois completos alienígenas. Tyler passou o braço pela minha cintura, eu estava tensa. Ryan pigarreou.

— Ahn, oi... Justin. – Fui a única a falar ali. – E... Selena Gomez. – Mordi o lábio inferior.

— Oi. – Selena falou, sorridente, mas com olhares cautelosos, olhando Justin e depois a mim.

Chaz e Chris entraram na sala também e pararam.

— JB! – Chaz já foi quebrando parte do clima que havia se instalado ali. Ryan aproveitou a deixa para vir falar comigo.

— Cara, que saudade que eu estava de você, gatinha! – Ele me abraçou e me rodou no ar. Ok, meu humor para isso havia acabado, mas abracei-o mesmo assim.

— E vocês dois? Vão se falar não? – Chaz perguntou. A princípio, achei que ele estava falando com o Tyler e o Bieber, mas não. Era comigo e ele. – Fala sério. Não dá para terminar um namoro e continuar sendo amigos? – Ele me puxou de surpresa e me chocou contra o corpo de Justin. Meu corpo inteiro entrou em estado de choque. Foi um abraço – se é que se pode chamar de abraço – muito rápido.

— Agora sim! – Chris entrou na brincadeirinha também. – Vamos voltar para a piscina.

Todos foram para lá, ficamos apenas eu e Tyler.

— Você está bem? – Perguntou.

— Sim, por que não estaria?

— Porque você não parece bem. – Ele olhou em volta, irritado. – Eu disse, pequena. Se eu encontrasse ele de novo...

— Tyler! Relaxa! – Falei e segurei seu rosto entre as mãos. – Eu estou bem. – E isso não foi nada convincente, já que minhas mãos estavam tremendo.

— Você não vai ficar mal de novo, Miranda! Não por ele! – Ele sibilou.

— Não vou. Juro. – Levantei a mão.

— Certo. Mas você está estranha agora e se continuar estranha, eu vou deduzir que é por causa dele...

— Tudo bem. Naturalidade, eu entendi. – Sorri e dei um selinho nele.

Ele assentiu depois de alguns segundos. Voltamos para a piscina.

Droga! Não era para ele estar ali!

- Justin

Então ele era o cara que estava com ela. Tyler, o brutamonte. O bêbado. Ou sei lá mais o que aquele imbecil podia ser. Lá na sala, quando ela me viu, ele passou o braço pela cintura dela, como se fosse sua posse. Quem ele pensava que era? O dono dela? Rá. Piada boa. Eles não podiam estar juntos. Quero dizer, ela merecia alguém melhor.

“Tipo quem?”, minha mente começou a discutir comigo. Louco, eu? Nem um pouco.

Tipo... Tipo eu! Respondi, secamente.

Mas eu já havia superado aquilo. Aquela reação que eu estava tendo era só porque... Eu realmente não esperava vê-la... Ali... Com aquele cara.

Selena entrelaçou os braços no meu enquanto andava e apertou um pouco.

— Você está bem? – Ela quis saber.

— Estou. – Que tipo de pergunta era aquela? Claro que eu estou bem. Estou ótimo. Melhor seria impossível.

Eles não estavam indo para a piscina, como o resto de nós. Olhei para trás e vi que eles discutiam sobre algo. Ela sorriu para ele e lhe deu um selinho.

Um selinho?! O quê? Eles estavam ficando? Namorando? Pf, até parece.

Senti o olhar de Selena em mim. Respirei fundo e me voltei para ela.

— Vai ser divertido. Ainda temos aquele tempinho para nós depois, não é? – Lembrei-a de sua proposta. Ela sorriu, deixando a feição de preocupação de lado.

Sentamos numa mesa com os outros. Logo o casalzinho chegou e Chaz os chamou para sentar conosco. Qual era a do Chaz?

— Que calor, não? – Miranda comentou, enquanto colocava os óculos de sol.

— Muito. – Cait concordou. – Ei, por onde vocês passaram? – Perguntou a Miranda.

— Ah... Muitos lugares... Acho que a Europa toda, não é? – Ela perguntou ao caladão. Ele estava deslocado, bem feito.

— É. Começamos pela Inglaterra e terminamos na Espanha.

— Deve ter sido demais, só vocês dois, juntinhos em países como... Sei lá, a França. – Caitlin abriu um sorrisinho bobo.

— É... Ahn... – Miranda riu, completamente sem graça. – Na verdade...

— Crianças! Vamos comer? – Sandi apareceu, interrompendo-a.

— Mãe, não somos crianças! – Chris reclamou.

— São sim, você é o meu fofuxinho! – Ela apertou a bochecha dele. Todos rimos.

Meu olhar cruzou com o de Miranda e desviamos o olhar rapidamente. Ela abaixou a cabeça, mas eu pude ver o rastro de um sorrisinho. Tyler lhe falou no ouvido e deu um beijo em sua bochecha. Ela levantou a cabeça imediatamente, corando.

Sandi teve que pedir mais algumas vezes até que todos estávamos na sala de jantar.

Bryant começou uma oração e se fez silêncio. Depois o barulho foi impressionante. Era impossível se ter silêncio com aqueles três garotos juntos. Os três comiam demais, por isso logo algumas coisas acabaram. A vergonha alheia me invadiu.

— Ah, droga, acabou o pão. – Sandi reclamou, olhando os meninos. – Alguém pode ir comprar mais um pouco? Acho que os garotos aqui estão com muita fome...

— Eu vou. – Eu e Miranda respondemos em uníssono.

— Pode deixar, eu vou. – Ela abriu um sorriso estonteante para mim. Fiquei olhando, feito bobo. Quando voltei a mim, ela já estava de pé.

— Não, não. Deixa que eu vou. – Levantei-me também.

— É sério, eu quero ir lá...

— Por que vocês dois não calam a boca e vão logo juntos? – Chaz interrompeu, de boca cheia. Aquele imbecil, eu ia virar ele do avesso depois dessa.

— É, vão lá. – Bryant concordou, já ficando impaciente.

Miranda fechou a cara. Tyler pegou a mão dela e sorriu. Qual era a daquele cara? Ele era louco?

Ela saiu quase correndo na minha frente. Que corpo, meu Deus. Ela parou na sua bolsa que estava na sala e vestiu um short.

— Eu dirijo. – Disse ela, quando saímos da casa.

— Não, vamos no meu carro. – Falei, firme, indo ao lado contrário dela.

— Acho que não. – Ela abriu um sorrisinho, amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto e entrou no Camaro amarelo esportivo que estava ali. Não era o carro dela, com certeza. Fiquei parado, atrás do meu carro. – Você que sabe. – Ela ligou o carro e passou por mim.

— Tá, que seja. – Gritei e ela freou o carro antes de passar pelo portão. Corri e entrei. – Só cuidado, esse carro corre demais. – Avisei, me segurando na porta do carona. Sabia como ela dirigia, e ela corria demais.

— Eu sei. – Ela sorriu maliciosamente e mal fez um movimento com a perna e o carro disparou.

Depois que entramos na avenida principal, ela diminuiu a velocidade. O caminho todo até o supermercado fora silencioso. Ela não ligou o som e eu não ia ligar. Não era o meu carro.

Ela estacionou o carro e procurou alguma coisa no porta-luvas.

— O que está procurando? – Perguntei.

— Isso. – Ela tirou um óculos de sol e um gorro.

— Não vou usar isso. Eu não me disfarço mais. – Falei, rejeitando a ideia. Ela nem sequer respondeu e saiu do carro.

— Eu já volto. – Falou e entrou no supermercado.

Resolvi ficar por pura preguiça de ir lá, não porque ela pediu. Miranda estava diferente. O cabelo longo agora deu lugar a um corte médio, um pouco abaixo dos ombros e com aquelas... Qual era o nome? Selena havia falado sobre isso uma vez... Sei-lá-o-quê californianas. Que seja, o cabelo dela estava pintado nas pontas, pronto! Ela também havia crescido um pouco, mas as curvas continuavam lá, sinuosas, sedutoras...

Opa! Não, não, não. Não senhor. Foco. Você está com outra garota. Você superou.

Mas aquilo era totalmente físico, carnal. Então estava perdoado.

Ela saiu do supermercado, com a sacola de pão em mãos. Pulei para o banco do motorista. Eu precisava dirigir aquela belezinha. Miranda abriu a porta do motorista e esperou que eu saísse, mas eu não saí.

— E aí? – Ela me apressou.

— Eu dirijo. – Sorri fraco. Ela mexeu na franja, impaciente.

— Bieber, o carro é do Tyler. Por favor. Se fosse meu, eu até deixaria você brincar, mas não dá, ok? – Ela falou como se eu fosse uma criancinha levada. Talvez eu fosse.

— Eu tenho um primeiro nome, sabia?

— Sabia, agora sai daí. – Ordenou.

— Não.

Ela bufou e fechou a porta com força. Entrou no banco do carona e virou o rosto para o vidro. Ignorei a atitude infantil dela e liguei o carro. Um cara estacionou o carro atrás da gente. Fala sério! Eu podia abrir caminho, um belo amassado no Camaro do caladão não ia fazer mal...

— Cara... – Chamei, quando o dono do carro passou por nós para entrar no supermercado. – Eu vou sair, se importa?

— Ah, foi mal. Vou tirar. – Ele se desculpou e voltou para tirar o carro.

~x~

— E então, Tyler, fiquei sabendo que você esteve na Europa, procurando universidade... – Sandi começou a falar. – Conseguiu alguma?

— Bom... – Ele enrolou.

— Ele não achou. Resolveu que ia tentar por aqui mesmo. – Miranda respondeu por ele.

— Na verdade... – Ele corrigiu. – Eu achei uma, na Holanda.

— Jura? Você não me falou sobre isso. – Miranda observou, encarando-o. Parei de comer. Aquilo tinha cheiro de briga. A mesa toda ficou em silêncio.

— É que...

— A Holanda foi um dos primeiros países que nós fomos... – Continuou ela, olhando o prato. – Por que continuamos a procurar, então?

— Eu... Ahn... – O idiota se enrolou. Que otário! Diz logo que você só queria se aproveitar da boa vontade dela em fazer esse esforço e te acompanhar por essa droga de tour europeu.

De repente me perguntei se eles já...

— Por que não me disse? – Ela pressionou.

— Você precisava ficar um tempo longe daqui. – Falou ele, por fim. Uhum, com certeza ele só estava preocupado com o bem estar dela. Foi impressão minha ou ela olhou rapidamente para mim?!

Espera, por que ela tinha que ficar longe daqui? Minha cabeça deu um nó. Eram muitas perguntas e nenhuma resposta.

— Ei, cara, fiquei sabendo que na Holanda tem muitas garotas lindas. – Comentei, sorrindo. Miranda me lançou um olhar homicida.

— Ty, achei que a gente contava tudo um pro outro. – Ela disse, baixinho.

— Deixe-o ser feliz! – Protestei. – Ele não tem que estar grudado em você 24 horas por dia!

Um líquido gelado voou em meu rosto. Água – conjecturei depois que consegui abrir os olhos sem que eles ardessem. Miranda havia jogado em mim. Por que eu fui me intrometer mesmo?

— Miranda! – Charlotte bronqueou. – Peça desculpas agora! – Ordenou e Miranda ficou calada. – Sandi, se não se importa, gostaria que Miranda lavasse a louça depois do almoço por essa grosseria.

— Não é necessário... – Sandi rebateu.

— É sim. – Charlotte disse.

— Tudo bem. Querida, a cozinha fica por ali.

— Eu sei onde fica. – Miranda levantou-se. – Nós ainda não terminamos isso. – Cochichou para Tyler.

Ela marchou até lá. Criançona. Selena me ajudou a me secar.

— Você está bem? – Ela perguntou.

— Foi só água.

— Não foi só isso, Justin. Você sabe. – Ela me fitou. Não fazia a mínima do que ela estava falando. Continuei me secando.

— Pat, me desculpe por isso. – Charlotte se desculpou.

— Não senhora. Justin Drew Bieber, você pode levantar daí agora e ir lá, ajudar a lavar a louça. – Minha mãe ordenou. O quê?! – Não admito a sua grosseria. Vai, vai!

Joguei o guardanapo na mesa e fui para a cozinha. Eu podia sentir todos os olhares queimando em cima de mim. Sabia que os três patetas estavam morrendo de rir por dentro e eu ainda ia virar o Chaz do avesso, eu não me esqueci disso.

Entrei na cozinha com cuidado. Eu estava só com o inimigo. Ok, eu estava exagerando. Mas acho que ela poderia jogar uma faca em mim depois daquela.

— O que você quer? – Ela perguntou quando me viu na porta.

— Vou te ajudar com a louça. – Respondi, indo para a lava louças.

— Não precisa. – Teimou.

— Bom, eu não queria estar aqui, mas acho que minha mãe arranca minha cabeça se eu voltar lá agora.

— Por mim tudo bem... – Comentou ela.

Fiz cara feia para ela.

— Por que essa raiva toda? – Perguntei, tentando não ser irritante.

— Você acaba de se intrometer aonde não foi chamado e ainda me ofendeu. Preciso responder?

— Certo. – Concordei, colocando alguns pratos na lava louças. Algumas teriam que ser lavadas à mão. – Eu lavo e você enxuga, pode ser?

— Que seja. – Pegou o pano de prato.

Lavamos uma pilha de pratos em total silêncio. Um silêncio desconfortável para mim. Eu queria perguntar tanta coisa. Tanta coisa que eu nem sabia o quê.

— Então, há quanto tempo vocês estão juntos? – Perguntei, de repente. Aquilo não era para ter saído da minha boca.

— Não tem muito tempo. – Ela respondeu, para minha total surpresa. – Acho que tem uns... Três meses.

Trinquei os dentes. Aquilo estava durando mais que o nosso namoro durou. Por que ele? Por que eu e ela não demos certo?

— Ah. Você e o Tyler... Uau. – Falei, dando mais atenção à louça que ao seu rosto.

— O que tem?

— Ele é seu primo! – Soltei de uma vez.

— Você e Selena eram irmãos, não eram? – Rebateu. – Acho melhor você ficar calado. – Ela abriu um sorrisinho de vitória.

— Você mudou. – Saiu automaticamente da minha boca depois que ela respondeu.

— Eu mudei? Você picotou seu cabelo e agora usa muito preto. Você coloca as mãos na coxa da Selena e acho que você nem percebe que faz isso o tempo todo. Você está grosso e intrometido, anda com um sorrisinho cínico para cima e para baixo. Fui eu quem mudou aqui, Justin Drew Bieber? – Ela falou aquilo tudo muito rápido. Apenas encarei-a, perplexo.

— Viu? – Consegui por fim dizer algo. – Você mudou.

— Vamos terminar logo com isso. – Pediu e voltou sua atenção para os copos.

Ok, eu devo confessar que eu imaginei que isso ia ser diferente. No começo, quando eu estava mal, muito mal, por causa da briga, eu imaginava a gente se reencontrando todas as noites antes de dormir, – sim, eu me envergonho disso – mas aquilo foi completamente fora do que eu havia imaginado.

Num mundo perfeito, ela viria correndo para os meus braços dizendo que havia sentido saudades, que não havia outro igual a mim. Nós nos beijaríamos e tudo voltaria ao que era antes. Mas eu quebrei a cara. Ela voltou completamente mal humorada, com outro cara (que podia ser até o Macaulay Culkin, menos aquele imbecil) e não queria o menor contato físico comigo.

Tudo bem que eu tinha a Selena agora, mas contato físico seria uma boa e... Me freei. Não.

— Está tudo bem por aqui? – Selena entrou na cozinha, nos olhando atentamente.

— Está sim. – Respondi, puxando-a para perto.

— Vamos embora? – Ela pediu, com um biquinho.

— Você dá conta de terminar? – Perguntei a Miranda.

— Claro que ela consegue. – Selena respondeu por ela e começou a me puxar.

— Eu a ajudo. – Tyler apareceu na porta, com as mãos no bolso e aquele velho ar de superioridade e arrogância.

Ah não! Esses dois não iam ficar sozinhos de novo! Imagina o que se pode fazer numa cozinha? Não, não, não. Vou ficar! Abri a boca para responder, mas Selena estava insistindo em me tirar dali.

Acabei saindo da casa contra a minha vontade.

Nossa vez. – Ela sussurrou no meu ouvido, antes de entrar no carro.

Notas finais
Gostaram? Mereço reviews? Não? Ah, ok HUSHA. Espero mesmo que tenham curtido. Talvez não volto a postar essa semana, mas no fds quem sabe e vou tentar responder alguns reviews agora... é que eu to de castigo, sabe. Sim! De novo HSUHS :D Xoxo, love ya ♥