The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada
9 Here Comes Trouble
Notas iniciais
— Miranda
Ele parou de andar quando chegamos à porta do meu quarto. Nós não havíamos trocado sequer uma palavra. Abri a porta e dei um passo para dentro do quarto.
— Bieber? – Dei meia volta. Ele se virou imediatamente, esperando. – Ér, me desculpe, por favor. Tudo o que eu te disse naquela noite, eu... Eu estava fora de mim e a minha intenção nunca foi te magoar, você sabe disso. Não sabe?
— Está tudo bem. Eu te perdoo. – Ele sorriu.
— Obrigada, assim é melhor. Às vezes um relacionamento bem acabado pesa menos que uma despedida frustrante.
— Posso te dar um abraço? – Perguntou, abrindo um pouquinho seus braços.
— Não. – Abri um meio sorriso e entrei no quarto. – Boa noite.
— Boa. – Ele fez uma cara engraçada. Um misto de surpresa e confusão. Deu meia volta e foi pelo corredor até entrar no elevador.
Fechei a porta e desabei na cama. Tomei um comprimido que o médico havia passado e fiquei encarando o teto até dormir.
Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start
— Toc, toc? – O Butler entrou no quarto. – Bom dia.
— Bom dia. – Sorri. Eu havia acabado de sair do banho, havia apenas vestido uma roupa, mas a toalha continuava enrolada na minha cabeça.
— Como está se sentindo?
— Bem melhor.
— E como foi com o Justin ontem? – Perguntou, com cautela.
Eu queria saber quem mais via aquilo, porque para mim, estava muito evidente que eu ainda sentia algo. Certo, eu confesso, eu nunca de fato superei.
— Ah... – Levantei da cama e tirei a toalha do cabelo. Ryan me olhou de cima a baixo e sorriu.
— Não sei como ele te deixou escapar. Mas, pelo visto, ele ainda não te perdeu, não foi?
— Ahn... – Tenho certeza que corei. – Eu que perdi ele, Ry.
— Eu não...
Alguém bateu na porta. Ambos olhamos para a porta.
— Nós já vamos descer para tomar café... Ryan? – Justin abriu a porta.
— Fala, moleque. – Ele sorriu.
— Café. – Falou ríspido e saiu.
O Butler começou a rir. Olhei para ele, sem entender nada. Ele se controlou e me puxou para fora do quarto.
— Bom dia. – Selena sorriu para nós. Ryan murmurou algo. Por que afinal de contas ele não gostava dela?
— Bom dia. – Respondi. Justin se aproximou e pegou sua mão, puxando-a para longe. – Ok... – Falei comigo mesma, achando aquilo estranho.
— Ignore. – Ryan disse, puxando uma cadeira para ele sentar.
— Hm... Ei, qual o seu problema com a Selena? – Perguntei, baixinho.
— Não vou com a cara dela. Acho-a metida. E tem alguma coisa nela que me incomoda... – Ele estreitou os olhos.
— Ok, você pirou. – Ri.
— Confie nela e assista ela enfiar uma faca nas suas costas.
— Credo, menino. – Virei o rosto.
— Gracinha, que tal dar uma volta na cidade hoje? – Scooter perguntou.
— Ah... Seria uma boa. – Sorri. – Você vem? – Perguntei a Ryan.
— Ah, não. Vou resolver uns problemas... Coisas de maior de idade. – Gabou-se. Revirei os olhos.
Tomamos nosso café e fomos para a garagem do hotel. Opa.
— Cadê a Selena? – Perguntei.
— Ela não pode ir, tem compromisso. – Justin respondeu, colocando um boné.
— E por que você vai?
— Não posso dar uma volta nessa cidade linda?
— Não. – Respondi, sorrindo.
Ele abriu um sorriso desafiador e abriu a porta do carro. Voei na porta também.
— Eu vou na frente. – Entrei pela porta aberta.
Ele bufou e bateu a porta, entrando no banco traseiro.
— Terminaram a briguinha? – Perguntou Kenny, ligando o carro.
— Desculpa. – Pedi, olhando a janela.
Saímos da garagem, sendo recebidos por milhões de gritos de fãs fieis que estavam lá.
— Aonde vamos primeiro? – Perguntei, me sentindo uma criança curiosa.
— Vamos ao letreiro. – Kenny respondeu, pegando a autoestrada.
— Certo. – Sorri.
Peguei o celular e tirei algumas fotos. Depois mandei por e-mail para Tyler.
— O que você está fazendo? – Justin perguntou, colocando a cabeça ao lado do encosto do meu banco. Sua respiração estava no meu pescoço.
— Deixando algumas pessoas atualizadas. – Respondi, confirmando o envio do e-mail no celular.
— Espera. – Ele tomou o celular de minhas mãos e mexeu em alguma coisa.
— Bieber, me devolve! – Quase gritei.
— Espera... Espera... Pronto! – Ele me devolveu. Olhei para o celular, parecia intacto. De repente ele vibrou.
“Espero que goste do username que eu te dei @lillshawty.“
Olhei para ele. Hein? Abri o link e me deparei com uma foto minha em Londres.
— Você fez um twitter para mim?! – Perguntei, virando-me bruscamente para ele.
— Fiz. Gostou? – Sorriu, provocador.
— Adorei. – Ironizei, fazendo-o rir.
De repente meu celular vibrou de novo. E depois, e de novo... Vibrou por uns sete minutos. Fui ver o que era. Eu já tinha seiscentos seguidores. Depois setecentos, depois mil.
— O poder do Bieber. – Gabou-se, logo atrás de mim.
— Não vou usar isso. – Sorri, desafiadora.
— Tudo bem, eu uso por você.
— O quê? Você tem twitter também, pequena? – Kenny se meteu no meio. – Segue ela aí para mim, JB. – Pediu, passando o celular dele ao Justin, que riu e começou a mexer.
— O que é isso? Um complô?! – Olhei para Kenny.
— Desculpa, mas já estava na hora. – Justin respondeu.
— Cala a boca! – Mandei.
— Twitta alguma coisa. – Pediu, me ignorando.
Escrevi e mandei.
— Ei! Isso é sobre mim?
— Como adivinhou? – Fiz uma cara de surpresa fingida.
— Eu não sou irritante! – Protestou.
— Ah, você é sim, Biebs! – Kenny respondeu por mim, eu ri.
— De que lado você está, Ken?
— Do lado do vencedor.
— Maria-vai-com-as-outras. – Ele resmungou.
— Chegamos. – Kenny anunciou, ignorando o comentário. Olhei para o vidro automaticamente. Era simplesmente... Enorme. Não era lindo. Mas era grande. E branco. Tá, enfim. Tirei uma foto.
Depois do letreiro, visitamos a calçada da fama e alguns pontos legais como o China Town etc. Até que foi divertido, Kenny comentava sempre alguma coisa sobre cada lugar. No final, Kenny tirou uma foto minha e do Justin um do lado do outro, olhando um cartaz e postou no twitter dele.
— Aonde vamos agora? – Justin perguntou, colocando um cinto.
— Programa educativo. Museu. – Anunciou, arrancando uma reclamação do menino.
O Museum Of Contemporary Art estava meio movimentado, mas nada demais. Pegamos um guia exclusivo e ele foi nos mostrando cada coisa.
Aquilo estava muito chato. Peguei uma rota alternativa e acabei parando numa sala anexada àquela que estávamos. A sala tinha cheiro de coisa velha, pó. Olhei a decoração antiga e vi um quadro de um casal sentado, num carro clássico, assistindo filme num drive in.
— Fugindo do percurso, mocinha? – O hálito quente soprou em meu pescoço, me fazendo ficar arrepiada.
— Desculpe, mas o programa de proteção é somente para você, Bieber. – Respondi.
— Engraçadinha. Que tal se a gente sair daqui? – Propôs.
— Não acho uma boa ideia. – Respondi, seca e me virei para ver outras obras.
De repente o chão sumiu dos meus pés. Eu ainda ia matar um que me pegasse no colo.
— Só vou pedir uma vez, Bieber. Me coloca no chão.
— Não. – Continuou me carregando. Por que ninguém me levava a sério? Meti a mão nas costas dele. Eu não era de bater, mas quando era necessário... – Você tem a mão pesada, sabia?
— Jura? – Bati mais uma vez. Ele reclamou e fez menção de que ia me deixar cair. Por instinto, me agarrei em seu pescoço.
— Pronto. – Ele disse e me recolocou no chão. – Não foi tão ruim assim, foi?
— Eu quero te matar. – Mostrei minhas mãos, fazendo garras com os dedos.
— Quer nada...
— Onde a gente está, Bieber?
— Por que você não me chama pelo meu nome? – Ele me ignorou.
— Justin Drew Bieber! Onde a gente está?! – Gritei, chamando a atenção dele.
— Fácil, estamos em... – Ele olhou em volta e se calou. – Engraçado, não conhecia essa parte da cidade.
Ali parecia os fundos de um grande depósito. Aquele lugar me dava arrepios. Várias caixas imundas estavam empilhadas num canto, baldes jogados em outro canto, havia alguns carrinhos que pareciam carros de golfe... Parecia uma espécie de cidade-fantasma.
— Como é?! Me arrastou até aqui e não sabe nem ao menos aonde estamos?
— Você falando em voz alta soa pior do que parece.
— Vamos voltar para o museu. – Virei-me, procurando a porta dos fundos do museu.
— Certo.
— Por onde você veio?
— Hein?
— Qual o caminho que você fez?
— Ah... Não sei, estava ocupado demais tentando não te derrubar. Você não ficava quieta...
— Você tem algum tipo de deficiência mental? – Perguntei, olhando-o fixamente. – Estamos perdidos!
— Ok, nós estamos perdidos. Vou ligar pro Kenny e... O-oh.
— O-oh? Por que o-oh?
— Aqui não tem sinal.
— Como não tem sinal? Estamos em Los Angeles, é claro que aqui tem que ter sinal! – Eu estava desesperada.
— Miranda, calma. Pelo menos nós temos um ao outro...
— É para rir ou para chorar?
— Ah... Fala sério. – Reclamou.
Isso tinha que acontecer comigo. Claro que tinha. Só comigo.
Notas finais
Enfim, beijinhos gatas, love y'all ♥
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