Notas iniciais
Mas sabe, até que foi bom, porque eu já tenho uns sei quantos capítulos prontos para postar! - falta de internet dá nisso, né.
Enfim, eu estou morrendo de saudades de vocês, gatinhas. Eu vi os capítulos que a Bels postou para vocês e os reviews lindos! Amo vocês demais, gatinhas!
– Miranda
Perfeito. Grande imbecil eu fui. Grande idiota, imbecil, burra e estúpida eu fui. Estou começando a nutrir um ódio por mim mesma, por ter acreditado naquele babaca... Espera: a culpa é dele. Não minha. Ele é o imbecil e eu o odeio e não a mim. Rá.
Ele ficou lá, com cara de paisagem quando eu fechei a porta na cara dele. Nem liguei, imbecil. Justin Drew Bieber achou realmente que poderia fazer isso, vir implorar perdão e ficaria simples assim? Ah, não. Não mesmo.
Recebi uma mensagem de Fredo, dizendo que iríamos jantar fora. Tomei um banho relaxante e parei na frente da mala, pensando bem no que iria vestir. Não ia agir como a garotinha magoada, que está triste. Sim, eu estava magoada, mas ninguém precisava ver.
Vesti uma blusa com decote em V meio soltinha e coloquei um cinto por cima, coloquei um jeans justo e uma bota cano médio. Passei uma maquiagem leve e deixei meu cabelo cair pelos ombros, com os grandes cachos dourados pendendo. Gostei do que vi. Nada como uma boa produção para te fazer sentir por cima.
- Uau. – Fredo me esperava na porta do elevador do meu andar. – Quer matar o Bieber?
- Não estamos mais juntos, Fredo. – Falei, meio fria e desinteressada.
- Como?
- Isso mesmo que você ouviu. – Abri um sorrisinho.
- Não entendo vocês. Voltam, separam, voltam, separam. Por que não se resolvem logo de uma vez? – Perguntou, indignado.
- Alguns se esforçam menos que outros. – Dei de ombros. – Simplesmente... Nossos interesses não eram compatíveis. – Pisquei. Fredo me olhou torto, provavelmente me achando uma doida psicótica.
- O que quer dizer com isso?
- Pergunte ao Bieber. – Sorri, saindo do elevador quando este abriu.
Fredo correu um pouco para me alcançar. Kenny me esperava nos esperava na porta. Scooter estava na recepção, falando algo com o atendente.
- Vocês precisam de horas para colocar uma blusa e uma calça? – Reclamou o segurança.
- Eu já estou aqui! – Falei, levantando as mãos em defesa.
- Sempre o Justin. – Fredo riu consigo mesmo. Olhei em volta, notando que ele não estava lá.
Joguei-me no sofá e fiquei no Twitter. Não tinha nada melhor para fazer. Haviam muitas mensagens sobre a foto com o Bieber, assumindo o nosso namoro. Legal, apenas quatro dias depois, nós rompemos. E não foi sem motivo. O que aquele babaca fez...
Postei algumas coisas do tipo: estou muito ansiosa, isso aqui é maravilhoso etc. De fato, era. A última parte da turnê seria pela América do Sul e seria com certeza a melhor de todas. Tive um pressentimento, uma sensação, de que não iria estar muito presente na equipe depois disso tudo. Ignorei isso e fechei o Twitter.
- Desculpe a demora... – A voz rouca de Justin foi ouvida no grupo. – Tive alguns contratempos.
Não olhei muito para ele. Levantei e fui para junto de Fredo, sem falar nada. Senti os olhos de Justin em mim, mas ignorei, tudo aquilo era culpa dele.
- Vamos? – Kenny puxou todo mundo para o carro. Sentei na janela, Fredo estava entre mim e Justin, o que eu agradeci muito. – Usher nos convidou para comermos num restaurante japonês.
Bufei baixinho. De novo comida japonesa. Esse povo não cansa de comer peixe cru, não? Argh. Saímos do carro e corremos para dentro do restaurante. Os flashes iluminavam nosso caminho, havia aquela conversinha dos fotógrafos, para arrancar alguma coisa de alguém.
- Que bom que chegaram! – Usher levantou-se da mesa. Os filhos dele também estavam lá, brincando como doidos.
Abracei-o quando chegou minha vez e fui para junto dos meninos. Tinha a leve impressão de que eles não comeriam muita coisa e se eu ficasse perto deles, não teria que dar desculpas sobre o fato de não gostar de sushi ou coisa do tipo.
- Você de novo! – Nav me abraçou.
- Pois é. Acho que vamos nos ver muito ainda. – Pisquei para eles.
- Miranda! – Fredo me chamou para a “mesa dos adultos”. – Scooter guardou um lugar para você. – Sorriu. Olhei para onde apontava. Eu não ia sentar ao lado de Justin.
Puxei uma cadeira da outra mesa e me sentei entre Kenny e Fredo. Justin suspirou e Scooter me olhou, confuso.
- Ok... O que aconteceu agora? – Perguntou, comendo um sushi do prato que o garçom havia acabado de colocar à sua frente.
- Eu contei a ela. – Justin respondeu, meio cabisbaixo.
- Contou o quê? – Usher perguntou, enquanto Scooter só assentiu, pesaroso.
- O seu “afilhado” me usou de inspiração para compor uma música. Numa tradução mais grosseira, só se aproximou de mim para isso. – Falei, brincando com a garrafa de molho shoyo.
- Hm... – Falou, como se aquilo não fosse muito relevante.
- Ele vai ganhar um Grammy por ela. Foi prometido. – Concluí a história, fazendo Usher se engasgar com sua bebida.
- Como é?! Justin!
- O Scooter concordou! – Gritou Justin, se defendendo. Fuzilei Scooter.
- Você sabia disso? – Perguntei, incrédula. – Quem mais sabia? – Perguntei ao vento, meio humilhada.
- O Ryan... – Justin disse. Ignorei-o, mas fervi de raiva por dentro. Ele também sabia e não me disse nada? Ótimo, acho que não posso confiar em ninguém aqui. Talvez Fredo, ele assistia tudo tão chocado quando Usher.
- JB. – Usher o chamou. Fez um gesto com o indicador e se levantou da mesa, sendo seguido por Justin.
Levantei da mesa e me dirigi ao banheiro. Fechei a porta com força e segurei o choro. Todos sabiam, e eu, a idiota, a imbecil acreditando em tudo. Aposto que eles riam da minha cara, aposto que eu era piada. Não acredito que eu passei por tudo aquilo, por tudo o que Selena tentou fazer, por nada.
Eu acreditava que havia uma parte boa nisso tudo. Eu tinha o amor de Justin, mas nem isso eu tinha. Sequei as poucas lágrimas que eu deixei escapar e saí do banheiro, respirando fundo.
- Miranda... – Vi Justin vindo pelo corredor, em minha direção. Dei um forte tapa em seu rosto e saí andando de volta para nossa mesa.
- Tudo bem? – Perguntou Fredo assim que sentei.
- Tudo. E você? – Brinquei, fazendo-o soltar uma leve risada.
- Vou falar com ele. – Cochichou.
- Não precisa. – Cochichei de volta, sorrindo fraco.
Terminamos nosso jantar em um clima de velório. Ninguém queria falar muita coisa. Kenny tentava fazer alguma brincadeira com Fredo, mas não vingava. Tentei entrar na brincadeira, mas só recebi olhares horrorizados, como se eu tivesse que estar mal por aquilo.
- Boa noite, Miranda. – Fredo falou, quando eu saí do elevador no meu andar.
- Boa. – Respondi, indo para meu quarto.
Entrei no quarto meio apressada. Queria trocar de roupa, colocar algo leve e deitar na cama, quem sabe, nunca mais acordar de tanta humilhação que eu estava sentindo.
Fechei os olhos e me aconcheguei ainda mais no meu travesseiro. Acho que peguei no sono, pois quando acordei vi que já eram 4h da madrugada. Meu celular estava tocando.
- Quem é a pessoa que me liga numa hora dessas? – Resmunguei, pegando o aparelho. – Alô?
- Miranda? – Uma voz masculina estava alterada do outro lado da linha. Você liga no meu celular e espera que outra pessoa atenda?
- Eu.
- Nasceu. – O cara gaguejou um pouco para dizer isso.
- Hein?
- Dylan! – Gritou, eufórico. Demorei um pouco para processar.
- O quê? – Veio como um tapa na cara. – Nasceu? Tem muito tempo?
- Uma hora atrás. – Sua voz era risonha. Espera... Eu conheço. Não era o Albert...
- Tyler? – Gritei, ficando de joelhos na cama num pulo.
- Oi, gatinha. – Riu fraco. – Estou em Atlanta.
- Não acredito! Ai meu Deus! – Não sabia como reagir.
- Sua mãe comprou uma passagem para você...
- Jura? Ah, vou falar com o Scott, ele... Ele tem que deixar e... – Passei a mão livre pelo cabelo, tentando tirar minha franja do rosto. – Já te ligo!
Pude ouvir sua risada antes de desligar. Saí correndo do quarto, sem nem ao menos ligar para como estava vestida. Não conseguia me conter dentro do elevador, parecia que ia demorar uma eternidade para chegar.
- Scott? – Bati em sua porta. – Scooter? Braun? Scott!
- O que foi? – Apareceu na porta, completamente bêbado de sono.
- Meu sobrinho nasceu. – Abri um sorriso maior que a Rússia.
- Jura? Que bom, manda felicidades para a Norah. – Sorriu fraco e tentou fechar a porta, mas eu não deixei.
- Preciso ir lá. – Fiz uma carinha pidona.
- Hein? Ah... Não. Não dá para ficar indo e voltando, gracinha...
- Eu pago! Por favor Scott, eu volto amanhã... Quando você quiser! Só preciso ir lá! – Juntei as duas mãos, suplicando.
- Miranda... – Pareceu cogitar a ideia. Abri um sorriso, esperançosa. – Tá, tudo bem. Quero você de volta depois de amanhã, cedo.
- Obrigada! – Pulei em seu pescoço, sorrindo.
- Podem fazer menos barulho? – A voz sonolenta de Fredo nos chamou a atenção.
- Scooter? Eu preciso de um... – Justin saiu do quarto e parou quando nos viu lá, vestido do mesmo jeito que estava no jantar e com o celular nas mãos.
- Do que você precisa Bieber? – Scooter fechou a cara.
- Preciso ir para Atlanta. – Falou rapidamente. O quê?!
- Por quê? – Perguntou.
- O filho da Norah nasceu. – Sorriu abertamente. Idiota, até parece que ele se importava. – E ela perguntou se eu quero ser o padrinho.
- Como é? – Quase gritei.
- Não tenho culpa. – Deu de ombros.
- Bom... – Scooter começou.
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