Notas iniciais
OIOI gentee! É a Maria aqui ainda, haha. É que a viagem foi adiada e, bom, vou viajar daqui algumas horas. Era para eu ter viajado nesse fds ¬¬
Enfim, eu TIVE que entrar aqui e postar, porque a Bela está ocupada com um projeto de caridade que ela organizou. E não estou a fim de fazer vocês esperarem mais do que já esperaram ;D
Boa leitura meus chuchus.

— Justin


Acordei um pouco tarde, por causa da viagem cansativa. Tarde, digo, meio dia, por aí. Miranda ainda dormia na cama, serenamente, como uma linda criança. Eu havia insistido a Scooter que deixasse a gente no mesmo quarto. Foi uma discussão um tanto constrangedora, mas deu certo pelo menos.

Recebi uma mensagem. “Não esqueça. Hoje, às 14h, Griffith Park.”, de novo? O celular de Miranda vibrou também, estranho. Não é possível que ela tenha recebido a mesma mensagem... Cliquei na mensagem e li. A mesma coisa. Quem será essa pessoa que está nos enchendo?

— Fuçando as coisas dos outros, mocinho? – Ouvi a voz de Miranda logo atrás de mim, enquanto seus braços envolviam minha cintura.

— Você recebeu uma mensagem. – Falei.

— E daí? – Ela depositou um beijinho em meu pescoço. Eu adoro quando ela faz isso. Eu ficou todo arrepiado, mas é tão bom receber seus carinhos.

— E daí que foi a mesma que eu recebi. – Estendi o celular a ela.

— De novo isso? – Ela pegou o celular.

— Recebeu antes também?

— Recebi. Deve ser algum idiota querendo dar trote. – Ela apagou a mensagem.

— Não sei... Acho que é importante.

— Você acha? Bom, se der, a gente vai. – Falou deitando na cama novamente.

Olhei para trás, observando a garota encarar o teto.

— Ei, vem aqui. – Puxei-a. Peguei meu celular. – Vamos contar?

— Hein? – Ela olhou para o celular. – Ah, tem certeza?

— Claro. – Sorri para ela e lhe dei um selinho. Ela sorriu, segurou meu queixo e me deu um beijo na bochecha. Abaixei um pouco a câmera de modo que sua pulseira aparecesse e tirei a foto. – Ficou ótima. – Falei, postando no twitter logo em seguida.

— Ah, ficou muito fofa! – Abriu um sorriso enorme.

— Ei, o que é isso? – Estava fuçando no site e achei uma postagem dela com um link. Abri e era uma foto minha, dormindo.

— Ah... Eu tirei ontem. – Fez uma carinha de desentendida.

— My Little Dreamer? – Arqueei uma sobrancelha.

— É. Não gostou?

— Adorei. – Larguei o celular na cama e selei nossos lábios. Meu beijo de bom dia tinha que ser cobrado, porque se não...

— Ei, vamos almoçar. – Ela partiu o beijo e levantou da cama, saltitando até o banheiro.

Troquei de roupa rapidamente e esperei Miranda sair do banheiro. Talvez eu fosse nesse negócio, lá no Griffith Park. Talvez. Não sei bem porque, mas me parecia ser algo grande. Ou importante.

— Pronto? – Ouvi a voz de Miranda já na porta. Nem havia reparado que ela havia saído, estava pensando demais nas mensagens.

— Claro. – Levantei e fui até a porta.


XXXX


O celular da garota vibrou novamente, alertando uma nova mensagem.

Selena tirou o aparelho do bolso e leu o que estava escrito: “Esteja às 14h no Griffith Park.”.

— Só pode ser palhaçada. – Resmungou Selena.

— O quê, senhorita? – Perguntou o motorista.

— Nada. Por favor, me leve ao Griffith Park. – Pediu, jogando a cabeça para trás. – Fala sério, acabei de chegar em L.A e já tenho o que fazer! – Reclamou.

Mal sabia Selena, que mais gente havia chegado à Los Angeles naquele mesmo dia.


XXXX


— É aqui? – Miranda perguntou, quando entrei no parque. Havíamos decidido que veríamos o que era aquilo. Por segurança, pedi a Kenny que fosse conosco – e mesmo que não pedisse, ele viria de qualquer forma mesmo.

— É. – Kenny respondeu, estacionando o carro. – Para onde vamos agora?

Como uma previsão de quem estava mandando, recebi uma mensagem. “Caminhe para a ala norte até encontrar uma Mercedes preta. Siga em direção ao lago e entre na pequena arena teatral para crianças.”, mostrei a mensagem a Kenny e seguimos de acordo como foi pedido.

Não estava gostando daquilo. Não estava gostando nada daquilo.

— Ainda não chegamos? – Miranda reclamou. Ok, era uma descida e tanto, muito afastada do movimento do parque.

— Quer fazer cavalinho? – Kenny se ofereceu.

— Não, Ken...

— Anda. – Puxou-a e ela subiu em suas costas.

Caminhamos mais um pouco pelo gramado. Não dava para passar com o carro ali e era uma pena, porque eu já estava começando a ficar cansado. Logo mais avistamos a construção. Não parecia ser muito usada ou muito lembrada de que ela estava ali.

— É aqui? – Miranda escorregou das costas de Kenny e tocou o chão, alongando-se. – Não parece um bom lugar...

— É afastado. – Falei, indo em direção à entrada. – É perfeito para qualquer coisa.

Fui seguido pelos dois, em silêncio. Entrei no lugar, que estava fresco e bem arejado. Consequência de ficar muito tempo no sol, qualquer lugar à sombra é muito mais geladinho e aconchegante. Havia uma mesa no espaço entre o palco e a arquibancada.

— JB. – Ouvi a voz familiar vinda de um banco no alto das cadeiras da plateia. Olhei automaticamente, achando que era só minha imaginação. Mas não era. – Vocês chegaram cedo.

— Ryan? – Miranda perguntou, sem entender muita coisa.

— Oi, gatinha. – Levantou-se e caminhou até nós, como se tivesse todo o tempo do mundo. – Nós achamos que não viriam, honestamente.

— Nós? – Perguntou ela, estreitando os olhos.

— Sim. – Uma voz feminina surgiu no palco.

— Victoria? – Perguntei, agora sem entender absolutamente nada. Miranda mudou de posição ao meu lado, desconfortável.

— Sentiu minha falta, Jus? – Respondeu com outra pergunta e um sorrisinho no rosto. Fazia tempo que eu não a via. A última vez, se não me engano, fora naquela noite.

— Por que nos chamou aqui? – Questionou Miranda. Ela não estava nada satisfeita com aquela situação.

— Ah, nós vamos chegar aí. Mas antes temos que esperar a minha outra convidada. – Respondeu, como se aquilo fosse um show dela. Desceu do palco, fazendo seus saltos ecoarem pelo lugar.

— Quem? – Kenny perguntou. Ele já devia estar achando tudo isso aqui muito estranho.

— Alguém muito importante para o que vai acontecer aqui. Não será a mesma coisa se ela não estiver presente. – Ryan respondeu, sorrindo de canto.

— Ry, o que você está fazendo aqui? Achei que ia voltar para o Canadá! – Falei.

— Ah, foi um blefe. – Falou, com a maior naturalidade. – Eu cansei dela fazer tudo o que queria e você nunca reparou em nada. Eu só cansei de estar perdendo um amigo.

— Ela quem? – Eu já estava sem paciência.

— Oh, ela chegou! – Victoria exclamou, juntando as mãos, satisfeita.

Viramos para a porta e fiquei meio estático. Selena nos olhava, confusa e surpresa ao mesmo tempo. Seus olhos passaram por nós, que estávamos na frente, e pousaram em Victoria, mais atrás. Ela engoliu em seco. Ok, agora eu não estou entendendo mais nada, mesmo.

— Victoria? – Selena perguntou, meio chocada. – Era você mandando mensagens?

— Era eu sim. Mas tem muito mais que isso. – Sorriu a outra, desafiadora. Selena ficou tensa.

— Vocês podem explicar que merda está acontecendo aqui? – Gritei, interrompendo a conversinha das duas. Miranda colocou a mão em meu braço, me acalmando.

— Claro. – Victoria olhava para nós dois, mas ignorou. – Ry?

Ryan jogou uma pasta na mesa e Victoria a abriu. Haviam muitas fotos ali, além de páginas com alguns textos. Muitas – senão todas – eram de Selena.

— O que é isso? – Perguntei, sem tocar na pasta.

— Veja. – Encorajou-me Ryan. Eu estava doido para arrastar aquele imbecil dali e exigir boas explicações.

Não me movi. Miranda deu um passo à frente e abriu a pasta, analisando seu conteúdo. Espalhou as fotos na mesa, parando para olhar algumas. Levantou a cabeça, olhando Victoria.

— Vocês estavam vigiando Selena. – Concluiu, meio confusa.

— Sim. – Victoria tinha um sorriso no rosto. Miranda pegou uma foto, olhando atentamente. – Reconhece?

— É familiar. – Respondeu.

— Desde o dia em que você voltou, Selena se revoltou quando Justin terminou com ela para ficar com você. Aí a Sel resolveu se vingar.

— Como? – Miranda e Victoria eram as únicas que falavam. Ryan estava encostado numa parede, olhando tudo. Selena estava perto da mesa, olhando tudo com certo receio.

— Primeiro: Lembra-se do cara no seu quarto? – Victoria começou. Senti meu corpo ficar tenso. O que ela sabia sobre aqquilo? – Selena o contratou. No mesmo dia, mais cedo, ela foi vista no hotel do Lil’ Wayne.

— Isso não prova nada. – Selena protestou. – Eu estava...

— Cala a boca! – Pedi, grosseiro. Ela se assustou. Minha cabeça tentava processar tudo. Algumas coisas se ligavam nas outras. Como por exemplo, como o cara teve acesso ao nosso andar? É claro, alguém que tinha acesso livre a ele. E Selena podia garantir isso. Além do que Lil’ Wayne disse sobre uma garota ter estado lá antes.

— Claro que isso não prova nada. – Victoria continuou, debochada.

— Até que você apareceu numa lanchonete, entregando um cheque ao cara loiro. – Completou Ryan. Victoria jogou selecionou e deu algumas fotos a Miranda. Desde quando eles tinham esse lado investigativo?

— Segundo: A falta de energia na casa do Usher, alguns dias depois. – Victoria falava.

— Espera, foi você? – Perguntei, virando-me bruscamente para Selena. Ela não sabia nem o que responder.

— Sim, Justin, foi ela. Mas Selena não sabia que você estava com Miranda na casa. Sabia, Selena?

— Eu... Eu não...

Meu sangue estava fervendo. O que mais essa garota havia feito? Ah, provavelmente foi ela também quem mandou a caixa.

— Terceiro: A caixa. – Victoria sorriu, como se lesse meus pensamentos. – Que plano mais barato, Selena, sinceramente!

— Cala a sua boca! – Selena reagiu, de repente.

— Eu ainda acho o plano de mentir para a assistente social mais genial que todos esses aí. – Victoria continuou, ignorando-a. Espera. – Ops! Eu falei demais? Hm, acho que não.

— Assistente social? – Miranda falou. – Ella? Foi você, Selena? Ah, então foi por isso que você saiu da minha casa daquele jeito! Ela te reconheceu! Óbvio, agora faz sentido! – Ela jogou as fotos que tinha em mão na mesa.

— Eu não tinha escolha, esta legal? Mas e daí? Deu certo, eu consegui, pelo menos, manter vocês dois longe um do outro por sete meses. – Selena sorria, perversa. Ainda admitia tudo com um sorriso, vadia.

— Eu quase voltei para o Brasil, Selena! – Miranda estava exasperada.

— Não voltou! Porque a fraca aqui ficou com peso na consciência. – Apontou para Victoria.

— Eu não precisava jogar tão baixo, Selena.

— E por que você veio atrás de mim? – Selena gritava. – Por que não ficou na sua, quieta?

— Porque você disse estar me ajudando a ficar com o Justin! Mas aí, quando as fotos saíram e vocês assumiram o namoro, quem ficou com cara de idiota, Selena? Quem? – Victoria rebateu, meio calma.

— Espera. Vocês fizeram tudo isso por mim? – Perguntei, fazendo um T com as mãos, pedindo tempo.

— Claro! – Victoria e Selena responderam em uníssono. Miranda estava boquiaberta.

— Vocês são loucas. – Murmurei, baixinho. Selena ouviu.

— Você também não é nenhum santo, Justin. – Ela sorriu e eu tive medo. “Selena sabe disso também, não sabe?”, lembrei de Ryan, falando comigo naquele dia.

— Fica calada, Selena. – Miranda a cortou, com desprezo.

— E você? – Selena apontou para Miranda. – Tão ridícula. Tão ingênua que não percebe nem o que está a um palmo dos seus olhos! Você ainda vai chorar muito nessa vida, meu amor. – Falava com raiva. – E não será por minha causa!

— Selena, chega! – Gritei. – Kenny, liga para a polícia.

— O quê? – Selena gritou, desesperada. – Vai me colocar na cadeia, Justin?

— Você contratou um cara para estuprar a minha namorada, o que achou que eu iria fazer? Achou que eu ia aceitar um simples pedido de desculpas? Eu não sou tão idiota assim, Selena. – Falei, ríspido.

— Não é? – Rebateu ela. – Você se engana, Justin. – Riu, debochada. Eu só não batia nela porque ela é garota, mas se não fosse...

— Não muda de assunto. Já ligou, Ken? – Perguntei, virando-me para ele.

— Não, não, não liga! Por favor! – Selena pediu.

— Não enche, Selena. Você vai se resolver com eles. – Miranda disse, entredentes.

— Cala a sua boca, sua vagabunda! – Selena parecia uma louca.

Aquela cena seria cômica, se não fosse trágica. Ryan e Victoria estavam sentados no palco, nos olhando com curiosidade. Eles apenas jogaram a gasolina e o fósforo, agora eles assistiam o circo pegar fogo. Quis saber quando aqueles dois se uniram para fazer tudo isso, mas tive a leve impressão de que nunca teria a resposta, também não fazia questão de saber.

— Selena, por favor, olha o modo como fala. – Kenny a repreendeu. Não sei como ele se manteve calmo esse tempo todo. – Eles estão vindo.

— Kenny, por favor! – Ela agora implorava.

— Sinto muito, mas você fez e deve assumir as consequências. – Respondeu, apenas.

Selena passou as mãos pelos cabelos, olhando em volta. Eu deveria ter compaixão? Não. O que ela fez foi extremo. Tanto com o cara quanto com a caixa. Miranda podia ter morrido!

— Isso tudo é culpa sua, Miranda. – Selena disse, baixinho. Seus olhos estavam vidrados, me davam medo. – Se você não tivesse voltado! Ah, seria tão melhor! Você é o problema! Você!

— Eu? Como eu posso ter alguma coisa a ver com isso? Você que é louca e possessiva. Quando você estava com o Justin, eu não tentei nada contra você, Selena. Se ele não quis ficar com você, é porque não tem nada aí dentro que valha a pena! – Miranda respondeu, nervosa.

Aí a Selena voou no pescoço da Miranda. Ok, isso ficou sinistro de repente. Ryan levantou correndo e segurou Selena antes que alguns tapas fossem dados. Puxei Miranda para perto de mim e longe dela. Aquilo já estava saindo do controle!

— Você sabe que temos que falar com o Scooter antes, não sabe? – Kenny sussurrou em meu ouvido. – Eu ainda não liguei para a polícia, Justin. Pode ser ruim para você ter seu nome envolvido nisso.

Assenti, meio pesaroso. O que eu queria mesmo era acabar logo com isso, mas Kenny tinha razão, não podia ser tão descuidado. Selena começou a chorar. Miranda caminhou até a mesa e arrumou as coisas da pasta. Depois jogou ao lado de Victoria, que olhou aquilo confusa.

— Não vou prestar queixa. – Falou Miranda, fazendo todos a olharem, perplexos.

— Não está na hora de bancar a boazinha, Miranda. – Ryan falou, ao lado de Selena, que havia parado de chorar.

— Foi tudo contra mim, Ry. Se eu não prestar queixa, ninguém vai. – Seu tom era cortante. Fitei Miranda.

— Mas você vai a deixar passar assim, limpa? Sem nada, nenhuma punição? – Victoria estava tão surpresa quanto nós.

— Você teve o que você queria, Victoria. Queria que descobríssemos a verdade. Nós descobrimos. Você queria que o Justin visse como ela era por trás de tudo. Bom, agora ele vê. – Miranda me olhou, pedindo uma confirmação. Assenti, meio sem reação. – Eu tenho nojo de você, Selena. E, para mim, você é pior do que a Victoria foi para mim. Mas o que você fez foi infantil e irracional. Sim, eu poderia ter morrido, mas não morri.

Selena a encarava, seu rosto era um misto de muitas emoções. Lágrimas silenciosas molhavam o rosto da garota.

— Vamos embora, por favor. – Miranda pediu, indo para a porta.

— O quê? Não! – Falei. – Eu quero ela na cadeia ou serviço comunitário... Qualquer coisa! – Gritei. Selena arregalou os olhos, me olhando com mágoa.

— Justin... – Ela começou a falar, mas o choro a interrompeu. Esperei Miranda argumentar, mas não ouvi nada.

— Scooter e seu empresário vão resolver isso. – Avisei. – Miranda pode ser essa pessoa incrível, que nem quando você tenta mata-la, ela quer seu mal. Mas eu não. Nunca mais olhe na minha cara, Selena. Nunca mais dirija uma palavra a mim ou a Miranda. Não fale sobre nós, não mencione nossos nomes.

O silêncio pairou no ar, quase palpável. Ryan me olhava, orgulhoso, talvez. Victoria estava muito ocupada com suas unhas. Kenny estava atrás de mim, com Miranda. Sem dizer nada, segurei a mão de Miranda e puxei Kenny dali.

No caminho de volta, ninguém falou muita coisa. Miranda olhava pela janela, no banco de trás e Kenny estava concentrado na pista. Eu só tentava engolir tudo isso que aconteceu agora.

Como Selena pôde? Como? Argh, tudo o que eu consigo sentir é nojo e ódio. Nunca cheguei a odiar alguém, eu acho, mas Selena seria a primeira.



Notas finais
Tenho certeza que vocês me abandonaram. Eu achei 1cu. Mas quem sabe vocês curtem, né? Então é isso. Tem mais dois capítulos para serem postados enquanto eu estarei viajando. E quando eu voltar, haha, é O capítulo -que ficou outra merda. Enfim, amo vocês demais da conta, sô. Milhões de beijos, Boas Festas! xx ♥