Notas iniciais
Gent, esqueçam os numerozinhos (?) que marcavam os capítulos. Agora eu resolvi que vou ter que colocar a mão na criatividade e dar nome pros capítulos. É, eu tenho problema para intitular capítulos u.u Enfim, tá aí o primeiro capítulo :D Ah, eu vou deletar os reviews do outro capítulo provisório para que as meninas que comentaram possam me dizer o que acharam, ok? Boa leitura ~>

— Miranda

So this is me swallowing my pride,

Standing in front of you saying

I'm sorry for that night

And I go back to December all the time

Então estamos juntas nessa, Taylor Swift. Minha mente respondeu à música que tocava no iPod. Fechei o pequeno livro de bolso e fiquei admirando a paisagem da sacada do meu quarto. A Espanha era simplesmente linda. Tanto verde e aquelas construções que parecem que congelaram no tempo. Meu quarto mesmo possuía muito da Idade Média, apesar de ser bem moderno.

Fazia calor naquela manhã de julho. Minhas malas já estavam prontas para voltar para casa. Sete meses eram o tempo exato que eu havia ficado fora de casa. Eu, claro, sentia saudades, mas ao mesmo tempo não queria voltar de jeito nenhum.

Senti um par de braços abraçarem minha cintura por trás e um queixo ser apoiado no meu ombro. Abri um sorriso involuntário.

— Pensando na vida? – Perguntou, depositando um beijinho no meu pescoço.

— Talvez. – Fiquei de frente para ele. – O que faz aqui?

— Você não desceu para tomar café... Resolvi vir aqui e ver se estava tudo bem.

— Eu estou ótima. – Garanti.

Ele franziu o cenho e me analisou. Quando se deu por convencido, selou nossos lábios. Sua língua pediu passagem e eu cedi. Suas mãos passeavam livremente por minhas costas enquanto as minhas se emaranhavam em seu cabelo. Beijar Tyler era estranho, às vezes – beijar seu melhor amigo. Mas havia algo... Algo nele que me fazia bem. Tyler me dava algo que eu achava que havia perdido.

— Você ainda tem que comer. E temos que ir para o aeroporto. – Ele partiu o beijo.

— Não quero ir...

— Ahá. Eu sabia! Sabia que havia algo de errado.

— Não quero voltar para a América. Não tem nada de errado nisso. – Retruquei.

— Vindo de você, claro que tem muita coisa errada.

Bufei.

— Não vai dizer? – Pressionou.

— Não tem nada de errado, Tyler!

— Diz!

— Tyler, pelo amor de Deus, eu só não quero voltar para Atlanta!

— Antes era América. Agora é Atlanta. O que tanto te incomoda lá?

Não é do seu interesse. Quis responder, mas me contive.

— Você precisa superar isso, Miranda. Já faz seis meses...

— Sete. – Corrigi, automaticamente.

— Ele é passado!

— Eu sei. E não pretendo ressuscitá-lo justo agora. – Peguei meu casaco e saí do quarto.

Ele suspirou e me seguiu. Desci para o restaurante e comecei a me servir, apesar de não sentir fome alguma. Sentamo-nos em alguma mesa no canto.

— Você tem que voltar para Atlanta e sabe disso. – Falou. Revirei os olhos, ele ia mesmo querer sustentar aquele assunto?

— Não tenho não. Já perdi a metade restante do meu ano mesmo. – Suspirei.

Aquela viagem havia sido um capricho meu, eu sabia daquilo. Eu havia perdido metade do meu ano letivo. Ou seja, era para eu cursar meu último ano depois das férias de verão, mas por causa desse pequeno imprevisto, eu só vou concluir o ensino médio depois das férias de inverno. Eu perdi um ano inteiro de aula!

Tyler era superdotado e já havia terminado o ensino médio antes do tempo normal. Por isso estávamos nessa viagem; estávamos à procura de universidades. Claro que eu só peguei carona nessa, já que eu ainda tinha aula, mas eu nem liguei. Eu precisava sair de Atlanta.

Ele desistiu de discutir e terminou seu café. Eu fiz o mesmo, muito satisfeita por não ter que conversar com ele sobre aquilo. Pagamos nossa estadia e fomos para o aeroporto.

— Com licença? – Uma garotinha me chamou depois de um tempo já no avião. – Não é você aqui?

Olhei para ela, que me estendeu uma revista. Meu sorriso desapareceu ao ver o que ela me mostrava.

— Não, desculpe... Acho que você se enganou. – Dei um meio sorriso e virei o rosto para a janelinha.

— O que ele disse sobre o rompimento de vocês? – Tyler perguntou, depois de encarar a revista.

— Eu não faço a menor ideia. – Respondi. – Na verdade...

— Vocês não conversaram sobre isso? – Ele se espantou.

— N-não. – Gaguejei. Droga. – Ty, por favor... Não vamos falar sobre isso, ok?

Ele assentiu. A viagem de volta fora silenciosa. Bem diferente da viagem que fizemos naquela semana...

Sete meses atrás

— Tudo bem? – Ele perguntou me olhando atentamente.

— Eu... Não. – Admiti. Eu me sentia como feita de vidro, como se todos pudessem ver o estado em que me encontrava por dentro e era desconfortante.

— Você ainda não me contou como foi lá...

— Foi horrível... Ty, não é à toa que eu estou aqui com você. – Minha voz saía como um sussurro. Ele passou um braço pelo meu ombro, mas não era muito confortável, por isso ele levantou o braço da poltrona do avião e me embalou num abraço.

— Isso passa... – Disse e eu comecei a chorar de novo. – Por favor, Miranda, não deixe que eu encontre esse moleque na rua. Senão ele vai levar a maior surra da vida dele. – Murmurou contra meus cabelos. – Shh... Vai passar, você vai ver.

O solavanco do avião pousando me acordou. Olhei pela janela e reconheci o aeroporto de Atlanta. É, de volta ao lar. Era fim de tarde, já.

Ao desembarcarmos, não conseguimos sair do salão de desembarque por alguns minutos. Havia ali uma aglomeração terrível de garotinhas e jornalistas.

— Quem deve estar lá? — Perguntei, olhando o chão, sem o menor real interesse na resposta.

— Hm... Acho que o Usher está de volta. Férias, todos merecem. – Falou, enquanto tentava ver por cima da multidão.

— Ah. – Murmurei. O policial que estava na porta disse que já podíamos sair por uma porta mais afastada. – Vem, por aqui.

Quando saímos, algumas garotas estavam por ali, conversando. Uma delas me viu e começou a gritar.

— Ai meu Deus! É a ex do JB! Ei, me dá um autógrafo? – A menina chegou mais perto.

Não pude deixar de sorrir.

— Ahn... Claro. – Falei, na esperança de fazê-la parar de gritar. Devolvi o caderninho de volta a ela saí de lá o mais rápido possível.

— O JB deixou uma fama para você carregar nas costas, não? – Tyler observou, com aquele ar de deboche dele. E aqueles óculos dava a ele um ar de astro metido. É, algumas coisas nunca mudavam.

— Aparentemente sim. – Sorri fraco.

Sentamos em um dos banquinhos que haviam ali, abraçados. De alguma forma, aquilo havia melhorado meu humor em 100%. O sorriso em meu rosto não queria sair.

Recebi uma mensagem de Norah. “Onde estão vocês? Eu ia perguntar isso quando você voltasse, mas... Quer ser a madrinha do Dylan? Xoxo, Norah”. Eu surtei e um gritinho de alegria escapou de mim, enquanto eu dava alguns pulinhos.

— O que foi? – Tyler perguntou, abraçando-me pela cintura.

— Eu vou ser madrinha! – Gritei. E era um menino! Ok, meu humor havia melhorado mesmo. – Vamos para casa agora!

Arrastei-o até o ponto de táxi e pegamos um. Quando chegamos, corri à procura de Norah pela casa toda. Ela e Albert estavam na piscina, conversando.

— Ai. Meu. Deus. Olha. O. Tamanho. Da. Sua. Barriga! – Gritei cada palavra. Estava enorme! Ela riu da minha expressão. – Oi, afilhado... Eu sou a Miranda, sua tia e madrinha. – Conversei com o bebê lá dentro quando cheguei mais perto.

— Então é sim?

— Não precisava nem ter perguntado! – Abracei-a. – Ah, Noh, que saudade!

— Você fugiu da gente...

— Eu sei. Desculpe.

— Está tudo bem. Ah, um garoto ligou aqui mais cedo, procurando por você. Anotei o número, está em cima da mesinha na sala. – Avisou ela.

Todo meu sistema nervoso congelou. Um garoto? Segui de volta para a sala e disquei o número que estava em cima da mesinha. Meu coração bombeava o sangue rápido demais.

— Alô? – A voz do outro lado da linha fez meus músculos relaxarem.

— Chris? – Abri um imenso sorriso.

— Você voltou!

— Voltei. – De repente me senti a pior pessoa do mundo por ter sumido só por capricho.

— Onde estava? – Curioso como sempre.

— Ah... Ali e aqui. Nós viajamos a Europa toda.

— Deve ter sido incrível. Nada para se preocupar, vida boa...

— É... – Não era bem assim, mas...

— Meus pais estão querendo rever seus pais.

— Ai, que fofo. – Brinquei. – Quando?

— Amanhã mesmo. – Ele soltou uma risada fofa.

— Ok, nos espere. Vamos aparecer. – Garanti. Meus pais adorariam fazer essa visita. Tinha certeza disso.

— Certo, um beijo. Até amanhã.

— Até. – Sorri e desliguei.

— Quem era? – Tyler me deu um susto, estava logo atrás de mim.

— O Chris. – Sorri mais ainda.

— É só falar com esse moleque que você fica toda feliz, não é?

— Fala sério, Tyler. Ele é só um amigo meu. – Falei, revirando os olhos.

— Certo. – Ele se jogou no sofá.

Sentei-me ao seu lado e dei alguns beijinhos no seu maxilar.

— Abre um sorriso, vai. – Pedi.

— Hm, não.

— Ah... Vai, Ty. Não é tão difícil assim. – Rocei meus lábios nos dele. Venci, ele sorriu.

Ele abraçou minha cintura e me colocou em cima dele, depois me beijou. Ele dava algumas mordidas no meu lábio inferior, o que me provocava arrepios e eu começava a rir.

— Que foi? – Ele perguntou, sorrindo.

— Não faz isso... – Eu ri, lembrando da sensação.

— Mas... – O barulho da porta sendo aberta e depois batida o interrompeu.

— Pai! Mãe! – Levantei e corri em direção ao hall de entrada. Estava começando a me sentir como um cachorrinho que espera pelo dono com o rabinho balançando. Eu estava, definitivamente feliz.

Notas finais
Tá aí... HAHA, capítulo do JB só no próximo. Preciso dormir, gente. Vdd. Olha, 03:43 da manhã :O Espero que tenham gostado! Beeijo ♥