The Sound Of 2 Hearts: Segunda Temporada
26 Awkward.
Notas iniciais
- Miranda
— Ei... Miranda... – Alguém cantarolava meu nome. Afundei a cabeça no travesseiro, sonolenta. – Ei, shawty. Acorde.
Abri os olhos e encontrei um garoto me encarando, com um sorrisinho no rosto. Abri um sorriso também, por reflexo.
— Bom dia. – Falou, colocando meu cabelo atrás da orelha.
— Bom dia. – Respondi. Olhei em volta, estávamos no quarto do hotel.
— Não queria te acordar de noite. – Explicou ele, passando um braço pela minha cintura.
— Obrigada. – Sorri, me ajeitando sob o cobertor.
— Estamos atrasados, sabia? – Riu fraco. Olhei para ele, com cara feia. – Você arcou com as condições para estar aqui.
Murmurei algo e sentei na cama. Justin riu baixinho, sentando-se também.
— Ei. – Chamou, puxando-me para um selinho. – Qual é a sensação de beijar o Justin Bieber? – Seus lábios roçavam nos meus enquanto ele falava. Ri fraco e o afastei. – O que foi? Estou falando sério!
— Ai, Justin. Você não existe. – Levantei da cama, indo ao banheiro.
Troquei de roupa. Não havia tempo para banhos. Fiz minha higiene e saí do banheiro rapidamente. Justin já estava arrumado. Safado, aposto que ele havia acordado bem cedo e nem me acordou.
— Pronta? – Perguntou. Assenti, indo para a porta. – Esse batom não ficou bom em você. Vem cá que eu tiro. – Abriu um sorrisinho malicioso.
— Justin! – Foi só o que consegui dizer entre as risadas. Ele chegou mais perto e eu saí do quarto, ainda rindo.
Apertei o botão do elevador. Virei para trás e vi Justin parado no meio do corredor, me olhando. Revirei os olhos.
— O que é?
— Miranda, você não anda, desfila! – Falou, mordendo o lábio.
Meu Deus, o que aquele menino queria? Me matar? Ri, sem graça.
Fomos para uma gravadora no centro em Hollywood. Já podia imaginar a bronca que levaríamos do Scooter. Ele ia simplesmente matar a gente.
— No que está pensando? – Perguntou ele, alternando os olhos da pista para mim.
— No esporro que vamos levar.
— É mais fácil ele me matar do que te matar. Ele adora você. – Falou, fazendo um bico.
— Não foi o que pareceu quando eu cheguei atrasada com o Alfredo um dia desses. – Observei.
— Ah, aí é outra história. Eu também teria brigado. – Fez uma careta.
Revirei os olhos, sorrindo. Justin era... Impossível.
Chegamos à gravadora. Parece que eles estavam trabalhando num álbum de natal, não sei. Kenny estava nos esperando na porta, havia um sorriso em seu rosto.
— Finalmente os pombinhos chegaram. – Falou ele, sorrindo ainda mais.
— Pombinhos? – Perguntei, confusa.
Não tive resposta. Eu odeio ser ignorada.
Justin foi direto para o estúdio. Scooter me deu uma câmera de filmar e sorriu. Certo, talvez ele não fosse me dar bronca. Passei um bom tempo filmando a galera.
— Ei, Fredo. Diz oi. – Pedi. Ele sorriu para a câmera e piscou para mim.
— Olá. – Disse, em espanhol. – A bonitinha dormiu bem?
— Muito, obrigada. – Sorri.
— Como não dormir? – Kenny estava sentado perto da gente.
— Por que está todo mundo agindo estranho hoje?
— Quando a gente chegou ontem para buscar o Jaxon e a Jazmyn, vocês estavam dormindo juntinhos. – Fredo explicou, sorrindo.
— Ai meu Deus! – Coloquei uma mão no rosto.
— Tão fofinhos! – Provocou ele.
Senti meu rosto queimar.
— Tudo bem. A gente já imaginava que vocês iam voltar. – Kenny fez uma cara de desdém. Um gritinho escapou de meus lábios. Segurei o riso.
— A gente não...
— Mas estavam dormindo abraçadinhos! – Alfredo me interrompeu.
Nem respondi. Tudo que eu dissesse ali, seria usado contra mim. Saí dali e fui para o estúdio. Justin estava ensaiando uma música.
— Scott. Diz oi. – Falei, levantando a câmera.
— Isso é para vocês! – Falou para a câmera e me virou, filmando o Justin. – Aguardem!
— É, a empolgação aqui está contagiante. – Comentei, fazendo Scooter rir. Usher estava no canto, apenas observando o garoto cantando atrás do vidro. – Ush!
— E aí? – Acenou para a câmera e abriu um sorriso. – Entra lá.
— Posso? – Perguntei, por detrás da câmera.
— Vai lá.
Scooter pegou a câmera da minha mão e eu entrei na pequena salinha dentro da sala.
— Ei. – Mordi o lábio, fechando a porta atrás de mim. Olhei para o vidro e vi Scooter e Usher rindo de alguma coisa. Ai meu Deus, eles só podiam estar falando da gente.
— Veio me ouvir cantar? – Piscou para mim. Dei de ombros, nem sei para quê eu entrei aqui.
— Não, vim cantar com você. – Falei, irônica. Mas o tom irônico não saiu direito.
— Ah, legal. Canta essa parte. – Falou ele, sorrindo. Acho que ele não entendeu minha ironia.
— Não, Jus... – Falei, sorrindo e ele me olhou.
— Você disse Jus. De novo. – Observou.
— Se for ficar falando isso cada vez que eu disser... – Comentei, sorrindo.
— Tá, enfim, lê essa. – Passou o papel para mim. – É só um ensaio, não vai ser gravado agora.
— Ah claro, desculpe, não quero estragar sua música. – Falei, fingindo mágoa.
— Engraçadinha. Você só melhora as coisas. – Piscou.
Assenti, sorrindo e olhei a música. Era natalina, como esperado.
— Não vou cantar, Justin. Vai ficar ruim.
— Claro que não. Canta só uma frase para ver como fica. – Sugeriu.
Neguei com a cabeça. Ele fez cara feia. Justin não gosta de ser contrariado, já percebi isso nele, muitas vezes. Mas sei lá, eu não ia cantar na frente do Usher e do Scooter.
Tudo bem que daquela vez, na festa do Usher, eu cantei para todo mundo, mas essa era outra história. Eles já estavam comentando sobre o fato de termos dormido juntos.
— Justin. Não. – Coloquei a mão no microfone. Usher e Scooter nos olharam. – Eles estão falando da gente.
— Ah. Foi. Eles me acordaram ontem, quando eles chegaram da noitada. Daí eu pedi ao Kenny que te carregasse e...
— Podia ter me contado, não? – Bati nele.
— Ai! Desculpe. – Esfregou o braço.
— Algo de errado? – Scooter abriu a porta, nos olhando com curiosidade.
— Nada. – Sorri fraco. – Vou deixar o Justin treinar a música dele.
Saí do estúdio. Peguei a câmera que estava na mão do Usher e fiquei lá, filmando eles ensaiando.
Notas finais
Beijinhos ♥
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