The Soul Without Destiny

3 Capitulo 2: A Catedral da Esperança


Notas iniciais
Trilha da Catedral: https://www.youtube.com/watch?v=11QTBeP5xRE

O cavaleiro sentiu seu corpo sumir, como se fosse apenas uma consciência, mas essa sensação sumiu depois de alguns segundos e ele começou a ver, de um modo embaçado, a mulher covarde.

— Vo-vo-você está bem? – perguntou ela ainda com aquela expressão de assustada que, aparentemente, não muda.

O cavaleiro se sentiu um pouco tonto, mas se recuperou.

— De-de-depois você se aco-acos-acostuma. – disse ela – É melhor irmos.

A sala onde eles estavam era pequena, tendo somente o portal no meio, algumas pilastras e algumas janelas pequenas. Atrás da mulher estava uma porta de madeira e eles seguiram até a porta, porém a mulher parou no meio.

— Luria – disse ela, com um pouco de vergonha – esse é me-meu nome, eu a-achei estranho nós pas-passa-passarmos por tudo isso e vo-você nem sa-saber meu no-nome.

O cavaleiro colocou a mão direita no ombro de Luria e mexeu a cabeça positivamente. Ela sorriu em resposta e os dois decidem ir até a porta.

Ao abrirem a porta, viram vários bancos de igreja, simetricamente colocados, duas janelas enormes do lado do portão principal, que era feito de madeira com bordas de ferro.

— Bem-Vindos a Catedral da Hoperium!! – disse uma voz fina e bastante alegre, vindo de onde deveria ser o altar da catedral. Luria tomou um pequeno susto quando escutou a voz e o cavaleiro só olhou quem falou – He he desculpe ter assustado vocês.

Eles olharam e a voz vinha de dentro de uma jaula grande, que havia uma cama pequena, um prato de prata e uma xicara de porcelana, as grades da jaula que eram cercadas de correntes com cadeados, porém com um pequeno espaço para passar o prato, do lado dessa jaula tinha um guerreiro grande usando uma armadura de aço negro sem capacete e uma espada de mesma cor da armadura, enorme e estava guardada nas costas dele, sua pele era parda com cabelo escuro, bastante bagunçado, olhos castanho e uma expressão séria.

Os dois passaram pelos bancos e seguiram pelo caminho do meio, se aproximando da tal jaula. Eles viram o que tem lá dentro, era uma garotinha de pele branca de cabelos loiros, olhos verdes e um sorriso alegre e gentil. Suas roupas eram apenas um roupão azul e um par de sandálias comuns.

— Oi, meu nome é Aria – disse a garota – sou a pura que protege essa grande catedral a 7 anos e contando, sem nenhum acidente. Vocês são novos por aqui?

— Be-bem eu já e-es-estive aqui antes. – respondeu Luria.

— Ah sim, eu lembro de você por causa do gaguejo, mas você não tinha ido para o Asilo dos Perdidos? E ficar se culpando da morte do seu filho pelo resto da vida?

— Ehhh... si-sim, mas o Gua-Guardião foi der-derrotado... – enquanto falava, Luria foi interrompida pelo homem ao lado da pura.

— Impossível! – gritou ele – Aquele lugar é cheio de fracassados, não teria uma alma lá com coragem, bravura e força para enfrenta-lo. Você vai me dizer que a pessoa que o derrotou foi esse cavaleiro que à acompanha?

— Errr... re-re-receio que sim – respondeu ela, um pouco com medo.

— Há então pro... – ele sentiu um saco ser jogado em sua armadura, pelo cavaleiro, e a pega. Ao abrir, ele viu uma alma brilhando e decidiu olhar a história daquela alma.

Depois de alguns minutos, homem guardou a alma e a jogou de volta para o cavaleiro.

— Impressionante – disse ele – até mesmo para alguém como você.

— Uau! – Exclamou Aria, com uma cara de surpresa – Essa é a primeira vez em sete anos que o meu protetor, Kauron, elogiou alguém. Vou pedir para alguém anotar isso depois.

— Você não vai ser tão sortudo assim quando estiver mundo afora – avisou Kauron – é melhor pegar armas novas com o ferreiro, ele está no segundo andar depois daquela porta a sua direta, suba e abra a primeira porta a direita.

— Po-pode ir na frente – disse Luria – Eu te-tenho que re-res-resolver uma coisa a-a-antes.

O cavaleiro entendeu e seguiu até o ferreiro. Entrando na porta apontada para ele, o cavaleiro viu uma escada em espiral e subiu até o segundo andar, onde ele começou a ouvir barulhos de marteladas, vindo da porta direcionada pelo Kauron, essa porta estava aberta. Ele entrou e viu um homem grande, musculoso e velho, com cabelos e uma barba totalmente brancos, que cobriam a maior parte da cara dele, usando somente uma calça marrom e botas de couro. O ferreiro parou de martelar quando viu o cavaleiro no meio de sua oficina.

— Oh, não vi você entrando – disse o ferreiro. – Eu sou Astror, o melhor e único ferreiro restante de Hoperiun. Além do mais, o resto deve estar morto – Ele riu em seguida.

— Então o que você deseja? Embora eu saiba o que é só de olhar.

O Cavaleiro lembrou que sua armadura estava em um estado decadente e que não ia durar muito.

— Olha como é sua primeira vez aqui, vou te dar uma armadura leve encapuzada de graça, mas quanto a espada e o escudo você vai ter que me dar alguma coisa boa.

Astror deu uma olhada, viu a bolsa pequena amarrada na armadura do cavaleiro e percebeu um brilho dentro dela.

— Hey, deixa eu ver isso – disse o ferreiro, apontando para a bolsa.

O cavaleiro pegou e abriu a bolsa na frente do ferreiro. Ele viu a alma e se impressionou.

— Isso é algo que não se vê todos os dias, só almas poderosas podem ter essa forma e só quando são deixadas sozinhas por muito tempo que a escuridão vem e as transformam de volta em um servo do Obscure – explicou o ferreiro. Depois de pegar a alma, ele apontou para um canto da sala cheia de espadas – Você parece ser do tipo médio, que não gosta de coisa tão leve e nem tão pesada, aquelas espadas são perfeitas para você.

O cavaleiro foi até aquela coleção de espadas e tinham vários tamanhos, formas e feitas com materiais diferentes, como o Aço Vermelho, que deixava a espada com uma cor vermelha e brilhante, ou Ferro lunar, que era usada pelos cavaleiros protetores dos templos da Deusa Luna, a espada era escura, mas possuía certos pontos brilhantes parecido com estrelas.

Depois de alguns minutos, vendo ótimas espadas, o cavaleiro viu no fundo uma espada de aparência comum, porém com alguns símbolos em sua lamina, o ferreiro percebeu o cavaleiro encontrando a espada.

— Olha só! – Gritou o ferreiro – Faz tempo que não vejo essa espada, ela é muito rara, a única espada desse tipo que suporta três runas de encantamento.

O cavaleiro olhou para o ferreiro e virou a cara um pouquinho para a esquerda, como se não tivesse entendido.

— Você não sabe o que são runas de encantamento?! – Disse o ferreiro muito surpreso, ele respirou fundo antes de explicar. – Runas de encantamento, como o nome já diz, são feitiços encantam certos objetos, deixando-os com efeitos uteis, cada runa tem um símbolo, que é deixado logo após o encantamento em questão pelo mago que o fez. Essa espada foi feita para Guerreiros da Ordem, um grupo de pessoas que não serviam a ninguém e tinham como objetivo, proteger todos que precisavam de ajuda. Eles eram praticamente heróis, mas agora são só lendas. Eu sou o último membro desse grupo, na época eu fazia todas as armas e armaduras deles e enviava para os magos fazerem seus encantamentos. Essa espada era de um amigo, que me deu ela antes de morrer, porém ele nunca me disse quais eram as runas, eu só descobri com a ajuda do mago da catedral.

O velho ferreiro sentou, respirou fundo novamente e ficou pensativo por alguns segundos.

— As três runas dessa espada são: Absorção, que permite absorver certos elementos e usa-los no próximo golpe, quanto mais você absorver mais poder do elemento vai sair do golpe, Durabilidade Máxima, deixa ela resistente a qualquer tipo de corrosão ou desgaste e por último a runa Escolhido, que desativa a runa Absorção se for empunhada por alguém que não é digno de usa-la, a espada que escolhe a pessoa por um atributo físico ou mental definido pelo mago que a colocou, várias pessoas tentaram na época em que meu amigo morreu e ninguém conseguiu. Caso ela escolher alguém, a espada começa a ter um ....

Quando o ferreiro olhou para o cavaleiro, ele estava com a espada na mão e ela emitia um brilho dourado, iluminando os olhos do ferreiro.

— ...Brilho dourado – continuou ele, que ficou muito feliz com o que viu – Finalmente ela escolheu alguém, eu não sei o que você tem de especial, mas seja o que for, liberou mais espaço nessa sala.

— Aqui seu escudo. – Disse Astor, estregando o escudo para o cavaleiro.

O escudo era azul com um símbolo de uma espada branca rodeada por luzes Amarelas, aparentava ser bem resistente à vista.

— Ela é feita de ferro das terras de Minir uns dos metais comuns e mais resistentes dos sete reinos, ela não possui nenhuma runa, então cuidado.

— Agora que você tem tudo que precisa, eu preciso perguntar, você pretende ir para onde?

O cavaleiro levantou os ombros e os abaixou em seguida.

— Ah, bom, que tal eu te propor um trabalho? – Pediu o ferreiro, indo para a janela. – Como pode ver, do outro lado da cidade tem uma ponte que nos divide da Floresta da Noite Eterna. Lá mora uma criatura que solta ácido corrosivo e eu quero que você me traga a cabeça dela. Com ela eu vou criar uma espada corrosiva, que pode, facilmente, cortar escudos e armaduras. Como recompensa, eu te dou uma armadura nova e melhor que essa. Então, o que acha?

O cavaleiro mexeu a cabeça positivamente.

— Perfeito! – Gritou o ferreiro. Em seguida, ele apontou para uma porta – Você pode se trocar naquela sala ali.

O cavaleiro entrou, enquanto se trocava, sua armadura velha começou a se quebrar mais, ficou impossível de usa-la. Após terminar, ele colocou o capuz, que cobria parcialmente o rosto, porém, ainda dando para ver os olhos dele e a armadura era verde, com alguns símbolos em amarelo e as botas eram longas e marrons, nada além disso.

Quando o cavaleiro saiu da sala, Astror o chamou.

— Antes de você ir, eu meio que esqueci de dizer uma coisa. A criatura voa e, para derruba-la, recomendo a você usar uma das Balistas, que estão no topo de duas torres da entrada da ponte e com certeza deve ter algumas flechas guardadas lá em algum lugar... é só isso, pode ir.

Após sair da sala do ferreiro, o cavaleiro viu mais duas portas ao longo do corredor e decidiu observar as outras salas. A sala mais próxima ficava na esquerda do corredor. Entrando na sala, ele viu que era cheia de prateleiras com muitos livros. Em uma das prateleiras havia um homem branco que usava capuz, entretanto dava para ver parte do seu cabelo preto, ele era de altura mediana e usava um roupão azul com algum tipo de símbolo nas costas. O homem estava olhando cada livro daquela prateleira, o cavaleiro se aproximou e cutucou o ombro dele.

— Não posso falar agora – disse o homem com bastante grosseria – Eu estou procurando o livro “O Cavaleiro do Sol”, mas eu tinha certeza que tinha deixado aqui em algum lugar.

Quando o cavaleiro olhou em volta, ele viu uma mesinha com um livro em cima, que era justo o livro que o homem estava procurando, o cavaleiro então mostrou o livro na frente do homem.

— Ah, que bom que você encontrou – disse o homem contente. – Desculpe a grosseria de antes, é que eu vou terminar de ler esse livro para a Aria e não queria desaponta-la. Meu nome é Reikon, eu sou um tipo de professor para a Aria, eu a ensino tudo sobre a história desse reino e muito mais. Agradeço pela sua ajuda, mas tenho que preparar umas coisas, depois nós conversamos.

Reikon adentrou mais a sala, onde tinha uma mesa cheia de pergaminhos e livros e ficou lá, escrevendo em um pergaminho em branco. O cavaleiro decidiu sair e foi na outra porta, que ficava no final do corredor.

O cavaleiro abriu a porta e viu, o telhado da sala era de vidro e oval, ela era pequena, lembrando a sala onde estava o portal, mas com a diferença de que no meio haviam três estatuas, uma de um homem olhando para cima, usando armadura pesada, outra de uma mulher fazendo o mesmo, mas usando um vestido e a última de alguém sem a cabeça, com os braços cruzados uma posição de reta, era maior do que as outras duas estatuas e também usava um tipo de armadura. Na frente da estátua maior, tinha uma moça ajoelhada, com um roupão amarelo-claro, cabelo castanho, amarrado na forma de rabo de cavalo. Ela parecia estar rezando profundamente, até escutar a porta se fechar e olhou direto para quem vinha, com seus olhos verdes.

— Oh... olá – disse ela calmamente, dando um belo sorriso – nunca te vi aqui antes, deixe-me apresentar. Meu nome é Olana, sou a última clériga dessa catedral, mas não a última que acredita na luz.

Ela se levantou e olhou as três estatuas com um sorriso.

— Uhmm, o senhor não se importaria de ouvir uma história vinda de uma moça de luto? – Pediu ela gentilmente e o cavaleiro concordou em escutar – Sabe, é que meus outros companheiros clérigos decidiram sair e tentar parar a escuridão no dia em que a nevoa sombria atacou, mas eles falharam. Como eu era fraca na época, fiquei na catedral, porém descobri que os sacrifícios deles foram em vão e eu me sinto culpada por nem tentar pará-los só por alguns minutos...

O sorriso de Olana se desfez, lagrimas começaram a sair dos olhos dela, mas ela os limpou com a manga do roupão, e olhou para o cavaleiro.

— Eu quis te contar essa história por um motivo, não sei se você pretende sair para a cidade, mas se for, por favor, vá até a praça central e derrote os meus amigos que foram controlados pela escuridão. Com sorte talvez a alma de algum deles ganhe forma física e eu consiga dar a eles paz por algum tempo.

O cavaleiro concordou em ajudá-la.

— Obrigada! Estarei rezando para que volte em segurança, se quiser pode dar uma olhada em volta.

O cavaleiro agradeceu e observou, curiosamente, a estatua sem a cabeça.

— Interessante, não é? Esse é O Criador, caso não tenha percebido. Ele está sem a cabeça porque ele nunca descreveu sua aparência para ninguém, e disse também que ele pode se parecer com qualquer pessoa que ele quiser existindo ou não. Os outros dois são os filhos dele: Luna a Deusa da Noite e Sunny o Deus do Dia, mas eles não são deuses somente disso, eles controlam várias outras coisas e um sendo o oposto do outro, como plantas e animais ou....

Ela fez uma pausa e balançou a cabeça.

— Oh... Mil perdões, cavaleiro – Ela desculpou-se. – O senhor já deve saber de tudo isso, todo mundo sabe. É que eu estudei por muitos anos para ser uma clériga que ensinasse a todos sobre os três deuses e como já ensinei tudo para a Aria, acabou que essa vontade de ensinar ainda está dentro de mim.

O cavaleiro olhou o resto da sala, não vendo mais nada de interessante. Quando foi sair, ele fez um movimento de despedida com a mão.

— Até mais, obrigada pela conversa – disse Olana, se despedindo.

O cavaleiro balançou levemente a cabeça e saiu da sala.

Ele atravessou o mesmo corredor, porém todas as portas estavam fechadas e decidiu voltar para o salão de entrada. Lá viu que a Aria estava sentada em um conjunto de cobertores e travesseiros, que seria sua cama. Kauron, que não saiu do lugar, notou o cavaleiro e sua nova armadura.

— Bom – disse Kauron – É melhor do que aquela coisa que estava caindo aos pedaços, o escudo também parece bom e bem resistente, mas vai depender mesmo de quem o usa.

— Outra coisa – continuou ele – aquela moça que veio com você, disse que queria um lugar para ficar e o único quarto que sobrou é aquele abaixo da torre do sino, esse quarto fica depois daquela porta a esquerda, do lado do quarto da Aria.

O cavaleiro fez um gesto de agradecimento e entrou na porta.

Diferente da outra sala, que só tinha a escada em espiral, essa tinha um corredor pequeno com uma escadaria a direita e uma porta no final do corredor, iluminada por velas. O cavaleiro subiu a escadaria, que até uma certa parte ficava plana e continuava subindo por outra escadaria ao lado.

Não demorou muito até o cavaleiro chegar na porta, onde deveria ser o quarto da Luria, só havia um pequeno e curto corredor, que levava até a porta.

A porta era de madeira reforçada com ferro e não estava nem um pouco velha, mesmo depois de sete anos, e tinha uma pequena abertura para olhos nessa porta. O cavaleiro bateu na porta.

— Que-quem é?!! – Perguntou Luria. Após o silencio da resposta, ela olhou pela abertura e viu o cavaleiro de armadura nova.

— Ah, é você. Be-bem vi-vin-vindo ao meu no-nov-novo lar, s-se bem que eu não pr-pre-preten-pretendo deixar a-alg-alguem entrar, vo-vo-você sabe que eu s-só quero ficar o ma-mais pro-prote-protegida po-poss-possivel.

— Por a-a-acaso vo-vo-você prete-tende sair? – Continuou Luria um pouco mais séria. O cavaleiro afirmou com a cabeça – É que eu v-ví daqui de ci-ci-cima, na praça ce-cen-central da ci-cidade tem um grupo de cle-clerigos do-do-dominados pela ma-mal-maldição e, es-estranhamente, ainda po-po-podem usar as ma-ma-magias de luz. Ah e cu-cuidado se for pa-passar pela po-pon-ponte, tem uma cri-cri-criatura horrenda vi-vi-vivendo lá, ela me-me deu muito me-me-medo mesmo de lon-longe.

Luria ficou quieta por um momento, mas dava para escutar um choramingo vindo do outro lado da porta.

— Snif.. eu v-vi outra co-coisa lá na cidade – afirmou ela – algo q-que eu não que-quero falar Sniff... acho me-me-melhor você ir.

O cavaleiro estranhou a tristeza repentina de Luria, bateu na porta novamente, mas só escutou ela chorando. Seja lá o que ela viu, abalou muito sua mente. Ele decidiu começar sua missão, voltou para o salão principal e viu o Reikon, sentado em um banco de madeira com um livro na mão e de frente para a Aria.

— Ei cavaleiro!! – Gritou ela – Reikon acabou de me contar essa história chamada “O Cavaleiro do Sol” e ele tem um final lindo, se você for do tipo que lê livros. Eu recomendo, é muito bom.

Aria estava muito feliz, como se fosse o melhor dia da vida dela. O Reikon, por outro lado, estava com uma expressão estranha

— Bem eu tenho que ir – Disse Reikon – vou procurar outras histórias para ler para você Aria.

— Eeeeba!! – Exclamou ela, muito animada – e você cavaleiro? Já vai embora?

O cavaleiro sinalizou positivamente com a cabeça.

— Que pena.... Bem, espero ver você de novo.

— É cavaleiro, boa sorte lá fora – disse Reikon.

O cavaleiro se despediu com um gesto e seguiu até o portão de entrada. Entretanto, no meio do caminho, ele sentiu algo estranho, como se alguém estivesse o observando e, quando prestou atenção melhor, notou um vulto na janela, mas esse vulto rapidamente desaparece. Ele evitou chamar a atenção e continuou andando.

Ao sair, ele não percebeu nada na janela que viu o vulto e nada em volta também. Ele só viu uma escadaria pequena em direção a cidade. O cavaleiro seguiu descendo as escadas e conseguiu notar que tinha saído do campo de proteção da Aria. Todo o clima em volta ficou mais sombrio e assustador. O cavaleiro respirou fundo e seguiu em frente, sem nem pensar no que iria acontecer em seu caminho.