Sendo uma boa ouvinte de seu pedido, não o esperei se recompor após o levar para fora da guild.

Ele parecia um pouco desnorteado, mas logo veio me dar um soco que por pouco não escapei. Peguei seu braço e o puxei para que caísse novamente no chão e assim feito, chutei seu abdômen e o arremessei para cima, o pegando de surpresa e socando-o para cair mais a frente. Estralei meus dedos e corpo enquanto o via levantar e com um olhar raivoso nos olhos. Indiferente como fiquei, estendi meu braço esquerdo e com um movimento o chamei para a briga.

– Você me paga!

Correndo, o jovem de cabelos rosados pegou uma boa velocidade e, com punhos em chamas, tentou me acertar várias vezes. Esquivei-me como pude e não fora tão difícil. Vendo a quantidade de brechas que o rapaz deixava enquanto atacava, aproveitei-me de uma delas e, com uma sequência de socos medidos de certa força, o contra ataquei, deixando-o sem defesa alguma. Não quis usar minha magia naquele momento. Eu iria esperar até o momento propício para tal e enquanto isso, eu usaria minhas habilidades de combate corpo a corpo. Com a palma de minha mão, bati em cheio na face do jovem e o vi sendo jogado para metros dali.

– Você é rápido, rapaz. — elogiei-o. — Qual o seu nome mesmo?

– Sou o Salamander da Fairy Tail! — vindo ao meu encontro, segurei seu soco, ficando cara a cara com ele. — Natsu Dragneel!

– Muito prazer, Natsu. — sorrindo travessa, o empurrei para trás e o derrubei novamente, ficando sentada em cima de seu peito. — Você tem um poder e tanto.

– E você? Quem é?

– Talvez, eu te conte quando esta luta acabar. E é claro que você não será o vencedor. — provoquei.

– Karyuu no Houko!

Não esperava um ataque daquele tipo e com as chamas em meu rosto, fui forçada a recuar e o deixar livre.

Minha visão estava turva e vê-lo se tornou difícil. Eu só podia confiar em minha audição e não o deixar pensar que tinha vantagem. Mantive meus olhos fechados e atenta a cada passo dado pelo garoto que eu lutava. Natsu, ele havia dito...

– Karyuu no Tekken!

Senti a brisa esquentar e agachei-me depressa e aliviada por ter me esquivado a tempo de receber um ataque flamejante de Natsu.

Com a visão já de volta, finalmente decidi usar meus poderes e transformei meu braço direito em um forte membro animal com poderosas garras. Fazendo pegar fogo, arranhei tanto o rapaz quanto o chão e o incendiei. Socando-o em chamas, quis que ele fosse o mais longe possível, mas controlei-me e apenas o fiz sair de uma áreas de dezessete metros. Não esperava que aquilo o machucasse, pois ele era um Dragon Slayer... Um Dragon Slayer de Fogo.

Para a minha não surpresa, as chamas passaram a serem devoradas de maneira natural para Natsu e que parecia gostar do gosto que elas tinham. Fiquei a observá-lo e a esperar mais alguma reação.

– Obrigado pela comida. Você é uma Maga de Fogo, não? — ele parecia confiante por achar que sabia minha magia. — Seu fogo é delicioso e agora estou com todas as minhas forças.

– Ah, é... — cruzei meus braços e o olhei com repulsa apenas para vê-lo se irritar... e funcionara. — Que tal sentir um pouco mais o sabor da dor, Salamander?

– Aqui vou eu!

Disparando em minha direção, não fora desafio dar-lhe espaço e deixar meu pé no caminho, fazendo-o tropeçar e ir ao chão com força.

– Interessante... — suspirei e me afastei para adentrar na Fairy Tail.

– Não vai terminar a luta, novata? — perguntou o rapaz de cabelos negros e olhos azuis.

– Não vou ganhar nada com isso.

– Mas você aceitou. Você deve terminar. — repreendeu a garota de cabelos rubros intensos.

– Erza está certa. — Makarov me olhou com seriedade e tudo foi decidido.

Girei-me rapidamente e com a perna levantada, fazendo com que Natsu, que vinha com um ataque surpresa, fosse para trás.

– A luta foi agradável, mas já estou cansada por causa da minha viagem, então, tudo bem em acabar tudo em meu último golpe?

– Acha que consegue me derrotar com apenas um golpe?!

– Quer ver? — sorri bobamente. — É a minha arte secreta.

– Você não vai usar aquilo, vai? — o mestre perguntou assustado e me encarrando com olhos arregalados

– Claro que vou. — respondi.

– Natsu, desista agora mesmo!

– Eu não vou fazer isso! — exclamou o rapaz em fúria pela ordem de Makarov.

– Você não sabe o quão terrível é essa técnica.

– Aqui vai... — num piscar de olhos, fiquei ao lado do Dragon Slayer e o puxei para baixo, derrubando-o e a ficar por cima deste. Ele me olhava assustado e com meu sorriso insano, dei-lhe meu olhar malicioso. — A técnica secreta da vitória...

Rapidamente, passei meus dedos por todo o tronco de Natsu e este passou a chorar e rir como um louco desesperado, tentando fugir aquela situação.

– PÁRA! POR FAVOR, PÁRA! — chorar aos risos e já com falta de ar.

– Cócegas!

– CHEGA! EU DESISTO! PÁRA! — e com isso, saí de cima do jovem e o vi tomar ar o quanto antes.

– Isso é uma arma secreta? — perguntou a garota loira que provavelmente era uma Maga Estelar.

– Você não tem ideia do poder que os dedos dela podem causar... — Makarov estremeu e acredito que foi de uma antiga lembrança onde eu o havia feito ficar com falta de ar por dois dias de tantas cócegas que eu havia feito. Fora uma lembrança e tanto.

– Vamos... Consegue se levantar? — perguntei vendo o rapaz ainda se acalmando e a olhar-me como se fosse um tipo de fantasma.

– Sério. O que é você? — fiquei surpresa com aquela pergunta, mas um sorriso brotou em meus lábios e apenas o levantei.

– A única coisa que você tem que saber é que somos da mesma guild... Meu nome é Rei Kato e sempre será um prazer lutar com você.

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.