The Song of Our Hearts
5 English Girls - Perina
Notas iniciais

Well she said (Então ela disse)
“English girls, they just like sex” (“Garotas inglesas, elas só gostam de sexo”)
I couldn’t believe when he said (Eu não consegui acreditar quando ele disse)
“I’ve got news for you (“Eu tenho notícias para você)
American boys do too” (Garotos americanos também”)
Londres, 23 de Outubro de 2015. 23:47. Anthony’s Bar.
Um grupo de garotos entra no bar. Pelo jeito de andar e pela maneira que gritavam foi fácil constatar que eles já estavam bêbados há um bom tempo. Um deles em especial estava fazendo confusão. Esse garoto especial chamou atenção da jovem garçonete que após um dia de trabalho duro estava exausta. Ela se encaminhou até o baderneiro e lhe tocou o ombro numa tentativa de chamar-lhe atenção. Ele se virou e fitou os belos olhos azuis daquela garota.
Enquanto ele a fitava atentamente, ela o analisou. Seus cabelos eram mais desarrumados que seu apartamento. Suas vestes estavam suadas. Seu corpo emanava cheiro de cerveja, cigarro e velhos livros. Seus olhos eram da cor do chocolate quente que ela costumava tomar nas noites frias de frente da lareira enquanto via mais um episódio de Under The Dome.
– O que está bela jovem quer com a minha pessoa? – ele perguntou num tom brincalhão.
– Que a sua pessoa pare de gritar e causar tumulto. – ela respondeu friamente.
– Eu paro, se você tomar uma comigo.
– E eu faria isso, por quê?
– Porque você me achou um gato e quer ficar comigo no beco aqui do lado.
– Está tão obvio assim? – ela ironiza.
– E então, você vai se juntar a mim?
– Se você pagar, eu tomo uma cerveja com você.
– Fechado.
Os dois se dirigiram ao balcão. Ela abriu uma cerveja e colocou em dois copos.
– Aqui está a sua cerveja. – disse lhe entregando o copo.
– Obrigado,...
– Karina. – lhe informou com um sorriso.
– Prazer, Karina. Meu nome é Pedro.
– Eu não te perguntei. – brincou com o garoto.
– Meu Deus! Você não consegue parar?
– Parar o que?
– Parar de ser tão ranzinza e me beijar. – respondeu, piscando o olho.
– Eu consigo parar de ser ranzinza, mas eu não vou te beijar.
– Você diz isso agora. – murmurou para si mesmo.
– O que disse?
– Eu perguntei se você é daqui mesmo.
– Sim. E você?
– Sou de Chicago.
– E o que faz aqui, tão longe de casa?
– Estudo música. E você? Faz o que, além de trabalhar aqui?
– Eu faço aula de Muay Thai e ajudo meu pai com a academia dele.
– De Muay Thai?
– É.
– Acho melhor eu me preparar para conhecer meu sogro.
– Sogro? A gente se conhece a trinta e cinco minutos, garoto.
– Vai que dá certo.
– Não vai.
Quatro cervejas depois e uma bela conversa, Karina começa a mostrar que está um pouco bêbada.
– Essas garotas daqui. Elas são todas muita fácies. Você se deu bem. Garotas inglesas, elas amam sexo. – disse meio tonta.
– Vou te contar uma novidade. Garotos americanos também. – respondeu chegando perto da garota.
Ela puxou o garoto para os fundos do bar e o beijou. O prensou na parede e o beijou como nunca havia beijado alguém. Ela puxava os cabelos do garoto, os deixando mais bagunçados. Ele passava suas mãos pela cintura dela freneticamente, como se a qualquer momento ela se desse por si e o tirasse de perto dela. Suas línguas brigavam como gato e rato tentando ocupar espaço dentro de suas bocas. Seus corpos estavam quentes e seus pensamentos também. Ele a coloca no colo e a prensa na parede. O beijo continua no mesmo ritmo até o ar faltar e eles se separarem.
Ela olha naqueles olhos e se dá conta do que estava fazendo. Ela estava quase fazendo aquilo que odiava tanto. Se entregar para um cara qualquer que ela nem conhece. Ela desce do colo dele e tenta fugir dali sem dar explicação, mas ele a puxa de volta.
– Onde você está indo?
– Embora. Acabou meu turno. – percebe ao olhar para o relógio marcando uma da manhã.
– Então vem comigo para casa. Nós podemos continuar o que começou. – lhe lança um sorriso malicioso.
– A gente não vai terminar nada. Nós não existe. Eu vou para a minha casa e você vai atrás de outra garota para transar. – ela replicou com raiva.
– Espera. Não vai. Desculpa-me. – responde arrependido. – Você tá de carro? – perguntou e ela negou. – Então me deixe acompanhá-la a pé.
– Está bem.
Eles saíram de lá. Depois de ele pagar a conta e ela pegar suas coisas, eles forma juntos um do lado do outro em direção a casa da garota. Ela não falou nada e ele pensou muito antes de, finalmente, falar algo.
– Me desculpa. De verdade. Eu não devia ter te beijado. Você tava bêbada e isso é errado. Eu não...
– Para. – ela o interrompeu. – Você não precisa se desculpar. Eu que não devia ter descontado em você a raiva que eu estava de mim. Eu odeio esse tipo de garota que eu quis ser com você. Eu queria e não era só por causa da bebida.
– Ou seja?
– Ou seja, eu queria ficar com um completo estranho que é o tipo de coisa que eu acho idiota.
– Então você me quer? – lhe lança um sorrisinho besta.
– Pelo jeito, sim.
– Então, já que você odeia ficar com estranhos. A gente devia sair. A luz do dia e sem bebidas alcoólicas e se conhecer. Talvez, quando a gente não for mais completos estranhos, você ainda me queira.
– É uma boa ideia.
Eles, então, ficaram em silencio. Não porque eles não queriam conversar, mas porque eles tinham seus próprios pensamentos para se preocupar. Ela não parava de pensar no quanto ela estava louca de estar aceitando sair com um cara estranho que ela nunca viu na vida. E ele estava tentando pensar aonde ele iria levar a linda garota ao seu lado. Depois de uns quinze minutos, eles chegaram à porta da casa onde ela morava.
– Então, chegamos.
– É.
– Então, me passa seu celular e eu me adiciono, enquanto você faz o mesmo no meu. – ele entregou o celular a ela e ela, a ele. – Pronto. Agora, você tem o numero do cara mais gato de Londres.
– E você da garota mais ranzinza.
– E gata.
– Obrigada. Eu acho. – ela dá uma pequena risada e o abraça. – Tchau. Até mais.
– Ei, e o meu boa noite?
– Boa noite, Pedro.
– Boa noite não é assim.
Ele puxou-a e a beijou. Diferente do beijo de cedo, era suave e doce. Ele a soltou.
– Isso é boa noite para mim.
– Eu gostei. Posso me acostumar em recebê-lo.
Ela o dá um ultima selinho e sobe para sua casa. Um sorriso idiota não saia de seu rosto. Do dela e de um garoto lindo que sorria e comemorava o encontro que teria com aquela garota. A loira do bar perto da faculdade que ele olhava já fazia algumas semanas.
Uma noite tão fora do comum para um casal tão maluco se conhecer. Um beijo tão fervoroso para aquele casal que um dia seria tão apaixonado. Um encontro épico para aquele um casal mais que memorável. Uma chama acendeu no coração daqueles dois naquela noite. A inglesa e o americano não apagariam aquela chama tão cedo.
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