The Son of Fire
1 Prólogo
Notas iniciais
os personagens não me pertencem, somente Thierry.
plágio é crime.
Há muito tempo, quando os alguns dos maiar* foram seduzidos por Morgoth, o Primeiro Senhor do Escuro, eles se tornaram balrogs, e foram soltos por toda Arda*. embora não existisse mais do que sete balrons em Arda, eles faziam um grande estrago por onde passassem, com seu corpo inteiro em chamas, e seus chicotes que rasgavam o próprio ar.
Mais o tempo passa, e as coisas mudam, embora tenham seguido o caminho da escuridão, balrogs ainda tinham sua parte humana, então eles ainda podiam sentir, ainda poderiam amar, e foi exatamente isso que aconteceu, um balrog se apaixonou por uma simples mortal, humana, sem nada de especial por dentro, somente a gentileza e a compreenção que vivia em seu coração.
Ela entendeu que o monstro que também poderia aprender a ser sensível, aprender a amar, e a ser mais gentil, o que era irônico. Como um ser que traio seu povo, virou as costas para a luz, e se entregou para a escuridão, poderia amar uma simples humana que vivia na cidade do lago, e que sua unica preucupaçao na vida era cuidar de seu pai que era doente?
Bom, mais aconteceu, ele se apaixonou com a delicadeza da pequena humana, que todas as noites levava as poucas flores que cultivava para sua casa em esperaça que alegrasse o ambiente.
Quando a humana percebeu que o monstro era sua sombra, não a deixava se machucar, nem que ninguem a machucasse, ela olhou em seus olhos vermelhos, e sorriu, sem nenhum medo. o balrog ficou feliz e passou a amar todas as coisas que a humana amava, inclusive a propria humana.
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Nas terras elficas, em Mirkwood, os elfos ouviam o lamento das arvores, seus sussurros de puro medo, as arvores falavam em seus ouvidos pontudos o que iria acontecer em um futuro próximo.
O fogo do monstro herdará
A beleza da humana herdará
Se é parecido com um
Se é parecido com outro
Isso será a destruição de qualquer coisa
Ou será a vida de qualquer coisa.
Sera um traidor
Ou um esplendor
Os elfo ouviam as arvores atentos, com medo do que aquela profecia falava, será mesmo que uma coisa tao assustadora poderia vir a terra?
Não muitos dias depois, boatos chegaram aos bons ouvidos elficos, que na cidade do lago, um balrog levou uma mulher embora, mas uma semana depois ela reapareceu como se nada estivesse acontecido, depois, ela descobriu que estava grávida. Esperando uma criança de um balrog, a mulher tinha explicado tudo com um sorriso no rosto.
Então os elfos tomaram uma atitude, se aquela criança realmente era cria de um balrog, eles podiam se reproduzir, o que significava mais balrogs em toda Arda, aquela criança teria que ser destruída a todo o custo.
A noticia se espalhou, elfos, anões, e até os próprios humanos queriam aquela criança morta.
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Meses depois, um homem, já de idade avançada, remava em um pequeno bote com um desespero visível, hora olhando para para trás com os olhos em medo, hora olhando para um pequeno cesto de prata com os olhos em ternura, quando chegou em terra firme, pegou o cesto com cuidado e saio do bote rapidamente, não se importando com a água que molhou seus pés.
Correu como nunca correu, e como nunca deveria correr, mas seu corpo não parecia se preocupar com isso, qualquer parte daquele individuo exalava que a unica coisa que se preocupava era aquela cesta.
Se desesperou quando viu uma flecha acertar uma arvore em sua frente, quase o acertando, e correu mais rápido, o que era quase impossível. Ele ouviou vozes, que gritavam em raiva para pega-lo, e pegar o que estava naquela cesta. Parou de correr quando avistou o que procurava.
Quando chegou na arvore que procurava, só chegou perto, e a porta se abriu, dentro era oco, era decorado com moveis rústicos e estranhos, mais era confortável, e não deveria pensar nisso agora.
-Radagast !- gritou o nome de quem procurava, precisava da ajuda dele desesperadamente.
-Finalmente chegou- viu o feiticeiro entra na arvore que era sua casa- consegui despistar eles por um tempo, mais não deve segura-los, rápido, venha.
O feiticeiro o guiou para um tronco cortado de uma arvore, não era muito, mais com um maiar por perto, era especial. O homem colocou o cesto prateado em cima do tronco e as lagrimas começaram a aparecer em seus olhos enrugados.
-Eu vou la fora atrasa-los, por favor, faça o que prometeu - o homem pediu suplicante, Radagast acenou a cabeça em concordância com pressa. O homem abriu a cesta, mais o que estava dentro ainda não era visível. O homem com lagrimas nos olhos saio da arvore oca com uma espada na mao.
Radagast ajeitou melhor a cesta em cima do tronco da arvore, e tirou o cristal que residia em seu cajado, sussurrando palavra que ao ouvidos normais, eram desconexas, mas que tinha um poder enorme.
-Antan melmenya almaré, aiya, navi isil olo turu, alaco nér lisse hina, malle alasse lie.
As palavras se repetiram varias vezes em seus lábios até que, uma ventania incomum começou a soprar as arvores, um cheiro estranho veio ao narizes de quem sentia, e do tronco cortado de arvore saio uma luz que ofuscava os olhos. O homem, mesmo alguns metros longe da casa do castanho, sentiu tudo isso, e sorriu, agora poderia morrer em paz.
No tempo em que as palavras sagradas foram pronunciadas, o cesto prateado começou a desaparecer aos poucos, e sumio, indo para onde ninguém poderia encontra-lo, só sobrando o cristal.
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Em Bélgica, uma região da Europa Ocidental, no ano de 1486, uma cidade que não tinha muito o que oferecer, um casal se preparava para descansar, a mulher, bela, mais com o rosto marcado pelo tempo, penteava seus cabelos que começara a aparecer discretos fios brancos, o homem vestia uma camisa, em seu rosto já se via rugas e um pouco de cansaço, na época de caça a bruxas, era sempre bom descansar.
Quando eles iam se deitar, ouviram um estrondo em sua porta, como se alguma coisa batesse com força. Eles estranharam, já que o toque de recolher era bem especifico. O marido olhou para sua mulher e pediu para ela esperar, sendo corajoso indo ver o que era aquele estranho som em sua porta. A mulher esperou sentada na cama, ansiando pela conclusão de seu marido.
-Jaqueline !- o marido falou seu nome alto, mais o suficiente para ninguém de fora ouvir. A mulher desceu as escadas correndo, desejando não ser um coisa de ruim.
-O que houve?- Jaqueline perguntou temendo pela resposta, o marido fez um sinal para que olhasse para baixo, e assim ela fez, viu uma cesta prateada, bem detalhada e firme, ela se ajoelhou e tirou a tampa da cesta, e se assustou com o que viu.
Era uma bebê, um pequenino demais, que sem os cuidados devidos morreria em um dia, alguns tufos de cabelos ruivos, quase vermelhos cresciam no topo de sua cabeça, ele dormia serenamente, como se estivesse no mais belo sonho, enrolado em um grosso cobertor negro. Jaqueline, encantada com a beleza da criança, o pegou em seus braços.
-Olhe para ele Louis, tao pequenininho, pequeno demais, é tao encantador- a mulher falou sorrindo.
O pequenino foi acordando aos poucos, deu um longo bocejo, e abriu os olhos, e o casal teve uma surpresa, os olhos daquele pequeno ser eram vermelhos, como se o próprio fogo refletisse brilhando neles.
-Se o deixar-lo a merce em qualquer lugar, será morto sob a acusação de ser um bruxo- Louis falou com pena, era só um bebê, não merecia morrer queimado na fogueira.
A mulher olhou suplicante para ele, que logo entendeu o que se passava em sua cabeça, tomaram uma decisão que mudaria sua vida por completo. Eles iriam ficar com a criança, cuidar dela.
Notas finais
*Arda- a própria Terra.
obrigada por lerem
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