The Slytherin
23 Um Gigante volta para casa
4 meses depois
Pov Hermione
4 messes faziam desde de a petrificação de Maiara. E eu estava estourando o limite possível de felicidade. Não tinha visitado seu leito na enfermaria, mas haviam boatos de que ela sofreu mais danos que as outras vítimas. Tentei associar a maldição do Salazar, mas não podia comprovar nada.
E nem poderia visitá-la de qualquer forma. O leito de Gray era o mais visitado de Hogwarts, nem sei porque.
Aconteceram muitas coisas desde que ela fora petrificada, uma delas era que a Sonserina estava ganhando desparadamente das outras casas de Hogwarts. E tudo isso graças a uma pessoa: Eu.
Desde que Holt fora petrificada, somente eu levantava as mãos nas aulas e os professores, que eram obrigados a atender as minhas respostas. A cada pergunta respondida, 5 pontos, ou seja, 100 pontos para a Sonserina por mês.
Eu sou incrível. Eu sei, eu sei.
Percebi que Minerva torcia o nariz sempre que entrava em sua sala. Não posso fazer nada se sou a melhor aluna da sala. Hoje seria o dia da entrega das taças das casas e, repito, a Sonserina estava ganhando.
Curiosamente, não era o penúltimo dia de aula. Normalmente, a Cerimônia ocorre antes de nós partirmos. Nesse ano, devido ao "sucesso" na des-petrificação dos trouxas, ela iria ocorrer um mês antes.
—Finalmente acabou — disse Leia — Eu não aguento mais a cara daqueles sangues-ruins.
—É verdade — eu disse — A cara de pavor deles. Patético. Vi uma menina trancada no banheiro do segundo andar esses dias. Comecei a falar na língua de cobra só para ela se assustar. Se mijou toda, coitada. Vi que era uma tal de Cho Chang, do terceiro ano.*
Os sangues-ruins andavam colados com monitores. Tinham tanto pavor que não fazem mais nada sozinhos. Principalmente os lufanos, eles se trancavam em seus dormitórios assim que a aula acabava e morriam de medo.
E eu achava tudo isso maravilhoso. Infelizmente, aquela ralé havia se safado e voltaram a contaminar os corredores de Hogwarts. Não havia ocorrido nenhuma morte e a Câmara já fora fechada!
Há uma semana, senti uma estranha queimação no peito. Não sei porque, mas tive o pressentimento que alguma coisa estava muito errada. Descobri, em um passeio noturno, que o monstro estava morto. Minha ligação com ele me fez ter aquela estranha sensação.
—Contei para vocês quem matou o monstro?- perguntei para minhas amigas — Harry Potter e Ronaldo Weasley.
—Mas eles tiveram um motivo para matar o monstro — disse Leia — A irmã do Weasley foi capturada.
—Eu queria que ela apodrecesse naquela Câmara — eu disse — Pelo menos livrava o mundo de mais uma peste.
—Que maldade — disse Leia ironicamente
—A vida é assim, amore — eu disse — Ah, mas é verdade. Imaginem se os Weasley não existissem. O sangue bruxo não se envergonharia mais.
—Bem — disse Miranda — Isso é verdade
— Vamos para o Salão Principal? — perguntou Leia
—Hoje eu não queria ir — eu disse -Sabe, a gorda e a enfermeira já tem a safra de mandrágoras para curar todos os sangues-ruins. Mas, eu não perderia por nada ver a cara dos Grifinórios quando perderem para a Sonserina.
—Isso vai ser realmente épico — disse Leia
—Finalmente vamos ter a nossa vingança!- disse Miranda animada.
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Eu e meus amigos estávamos no salão principal esperando o velho gaga anunciar quem ganharia a Taça das Casas. Nós e o resto da escola, quero dizer. Todos os nascidos trouxas já haviam voltado ao normal.
Menos uma.
A Gray ainda não tinha sido des-petrificada e eu estava muito feliz.
—A Gray ainda não apareceu — disse Leia
—Ainda bem — eu disse.
De repente, a porta do salão se abriu com um estrondo e uma menina entrou correndo pelo Salão. Ela tinha cabelos longos castanhos e ondulados, pele cor de oliva bronzeada. Seus olhos, castanhos pelo o que eu me lembrava, assumiram um estranho tom de âmbar e pareciam duas pedras de ouro.
Maiara Gray.
O fantasma da Grifinória, Nick-quase-sem-cabeça foi o primeiro a cumprimentar a peste. Depois ela saiu correndo ao encontro de Potter e Weasley.
Vaso ruim não quebra fácil mesmo.
O professor Dumbledore começou o típico discurso chato de sempre e adivinhem? As provas foram canceladas!
Eu estudei MUITO para essas provas! Isso não é justo!
Quando o Dumbledore ia anunciar o ganhador da taça das casas, o babão do Hagrid entrou no salão principal. Ouvi falar que ele estava em Azkaban, a prisão para bruxos, e por mim ele não teria voltado de jeito nenhum.
Não sei como, mas eu acho que aquilo não é nem mesmo humano. Parece uma mistura de gigante com bruxo. Eu sinceramente não sei. Só sei que AQUILO entrou fazendo o maior barulho.
—Desculpem pelo atraso, mas uma coruja chamada Erol errou o caminho de onde me localizava — disse ele
Eu não sei o que aconteceu, mas Hagrid parou no lugar em que o ''trio fantástico '' estava. Algo fez com que todos os alunos começassem a bater palmas muito calorosas para o Gigante.
Eu não vou bater palmas para uma COISA que não é sequer humana. Isso é um absurdo! Parecia que Pansy iria começar a bater palmas também, mas eu a segurei. Essa menina não tem cérebro.
Com toda a confusão, o diretor Dumbledore não anunciou o resultado das taças das casas. E justamente quando a gente ia ganhar! Meu desafeto por Dumbledore aumenta a cada dia que passa. Velho estúpido e senil. Tenho certeza que se Grifinória fosse a vencedora, ele anunciaria.
Eu, Miranda e Leia fomos para o nosso dormitório.
—Que porcaria — eu disse — Quando merecemos, ele não anuncia!
—E tudo isso graças a aquela besta do Hagrid.- disse Leia
—Aquilo é um homem? — perguntou Miranda — Parece mais um gigante.
—É verdade — eu disse -Ele é metade gigante, metade homem.
—Como você sabe disso? — pergunto Miranda
—Da mesma maneira que você sabe sobre garotos, eu sei sobre Hogwarts e seus funcionários — eu disse
Não chegava a esse nível, claro. Era só uma teoria, mas era uma teoria formada por Hermione Granger
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