The Shark: The Insects Sting

1 The Shark - Capítulo 1 - Nasce um Herói, parte 1


[Capítulo 1: Nasce um herói! Parte 1]

Era mais um dia comum em Twilight Town. Mães com seus bebês, crianças com seus brinquedos, as mais crescidas iam para suas escolas. Pessoas seguiam para seus trabalhos. Entre eles, misturado na multidão, um garoto comum, de estatura média, nem gordo nem magro, de cabelos ruivos, calças Jeans e camiseta vermelho-sangue rumava para uma barraquinha que vendia sorvetes. O garoto usava uma mochila azul e preta, aparentemente, um estudante. Na barraca, estava um vendedor, com uma camisa amarela, shorts pretos, um avental por cima disso tudo e um chapeuzinho de sorveteiro. Era meio rechonchudo, e distribuía bom-humor.

Garoto ruivo: fala George!

George, o vendedor: Ah, Axel, meu filho! E aí, o de sempre?

Axel: e eu já pedi algo diferente?

George: é, com certeza não... OK, aqui está, um Sea-Salt Ice Cream no capricho! 2 Munnys!

Axel: Aqui está! – O garoto Axel pegava duas moedas bem pequenas de cor de ferro, e as entregava ao vendedor de sorvetes George – se me dá licença, estou indo!

George: Até mais, Axel!

O Garoto Axel prossegue seu caminho, para a escola municipal de Twilight Town. Ele morava nas chamadas Back Alleys de Twilight Town. A escola ficava bem no centro da cidade, o coração dela, um lugar chamado Tran Common. Agora ele estava neste local. O piso era avermelhado, a maioria das casas eram vermelhas ou amarelas. Axel corre até sua escola, de coloração laranja, um prédio grande de 3 andares. Ele chega no pátio, quando uma voz familiar o chama.Um garoto de cabelos azuis e longos o chamava. Esse garoto não aparentava mais do que 10 ou 11 anos, vestia uma camiseta azul com uma jaqueta verde por cima, e calças pretas. Era bem magrinho, cabeça pequena.

Axel: olá, Hiro!

Hiro: Axel! Axel! Tudo bem?

Axel: claro, por que não estaria?

Hiro: ah, sei lá. Achei que pudesse estar cansado depois de passar a noite estudando para sua prova de hoje.

Axel: eu tinha prova hoje?

Hiro: Axel, não me diga que você não estudou! É aquela super-prova bimestral com todas as matérias!

Axel: ai, me dei mal...

O Sinal da escola toca. Parecia até uma sirene de ambulância.

Hiro: hehe, você se deu muito mal! Bom, até mais, eu estudei e vou fazer minha prova!!

Axel: aiai... sinto falta da quarta série.. – pensou ele.

Bom, ele estava na oitava, sem tempo para pensar. Então, ele correu para sua sala de aula. O professor fez a chamada. Após isso, veio a tão temida prova. Axel era bom aluno, mas ia ser difícil sem ter estudado. Droga, por que ele inventou em ficar jogando videogame? Bem, de qualquer forma, ele começou. Não tão difícil. Acabou em pouco mais de 40 minutos. Começou a voltar para sua casa, já que estava liberado. Na saída, encontrou Hiro, que era seu vizinho. Eles sempre iam embora da escola juntos, ainda que não fossem até a escola juntos.

Axel: Hiro, quer um sorvete?

Hiro: querer eu queria, mas não dá! Estou gripado...

Axel: ah, que pena. E então, foi bem na prova?

Hiro: acho que sim... e quanto a você?

Axel: não estava tão difícil... bem, vamos relaxar agora, temos um dia inteiro pra fazer o que quisermos!

Hiro: está pensando o mesmo que eu?

Axel: acho que estou. 1, 2, 3, JÁ!!

Ambos os garotos saíram correndo, apostando corrida para ver que chegaria em casa primeiro. Hiro saiu vitorioso da corrida. Então, ambos resolveram fazer um de seus passatempos favoritos: Subir na grande torre do relógio de Twilight Town e ficar observando as pessoas. Eles se sentiam donos do mundo quando faziam isso, pois as pessoas pareciam formigas. E então, eles tentavam adivinhar o que as pessoas estavam pensando: seus problemas, suas alegrias, suas ocupações. E assim, passou a tarde. Antes que Axel notasse, eram seis horas. O Sol começava a se por. Uma das coisas mais belas de Twilight Town era isso: observar o Pôr-Do-Sol de cima da torre do relógio. Mas hoje, Axel tinha um compromisso.

Hiro: Olha, Axel, que lindo. Vejo isso a onze anos e ainda me impressiono.

Axel: é... hey, espere!! Ai meu Deus! Estou atrasado para minhas aulas de Jiu-Jitsu! Tenho que ir, até mais, Hiro!

Axel rapidamente desceu da torre, e correu para a sua escola de Jiu-Jitsu. Se ele chegasse dez minutos atrasado...

Professor de Jiu-Jitsu: Axel, está atrasado! Pague dez!

Axel: argh... OK, OK...

Como vocês devem imaginar, pagar dez significam dez flexões de braço. Após pagar sua “Dívida”, Axel começou o treino. Não aprendeu nada realmente novo. Iria ter uma competição em poucos meses, então, o professor decidiu que seria melhor repassar os básicos ao invés de ensinar algo mais avançado. Terminado o treino, Axel foi até sua casa, vagarosamente. Já estava escuro, eram oito horas da noite. Twilight Town virava uma cidade perigosa de noite. Todas as crianças entravam para suas casas, mulheres paravam suas costuras e começava o jantar, homens voltavam do trabalho. Twilight Town virava uma cidade negra. Traficantes e assaltantes rondavam as ruas da metrópole depois que o sol se punha. Por sorte, eles ficavam mais nos becos das cidades, e Axel sempre voltava para sua casa pelas ruas principais, como Tran Common e Station Heights. Axel chega em sua casa, meio perturbado, como sempre. Ele entra, sua mãe estava na cozinha, fazendo o jantar. Seu pai trabalha durante a noite, como vigia do fórum da cidade. Axel toma seu banho e vai jogar videogame, pois estava, agora, de férias. Após o jantar, o campainha toca.

Axel: eu atendo!

Axel vai até a porta, e a abre. Era a mãe de Hiro.

Mãe de Hiro: oi, Axel. Hiro está aí?

Axel: ué... não. Ele não está em casa?

Mãe de Hiro: não... aiai, agora estou aflita.

Axel: calma, calma, ele deve estar por aí.

Mãe: por isso mesmo. Twilight Town é perigosa durante a noite.

Axel: calma, eu vou acha-lo.

Mãe de Axel: Axel, não!

Era tarde demais, Axel havia disparado contra a metrópole. Procurou Hiro em cada canto, e, nesses mesmos cantos, via as diversas formas de crime. De qualquer forma, continuou procurando seu amigo, até que ouviu um grito. Era ele! Axel correu até o beco onde vinha o grito. Chegou lá, a tempo de ver alguém puxando uma arma e dizendo: “Você nos descobriu, garoto. Não pode viver com essa informação!”. E Veio o tiro. Um único tiro. Sem gritos. O Garoto Hiro caiu no chão, mas não era mais Hiro. Era uma casca vazia. Um grito de NÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!! Saiu da boca de Axel. O Grito Chamou policiais, que rondavam a área. Eles chegaram, e logo veio um tiroteio entre a polícia e os bandidos, que começaram a surgir em bando. Mas nada mais importava para Axel, seu olhar estava vago, vazio, perdido... Um policial tirou Axel da linha de fogo. A Polícia, por fim, venceu o confronto, e prendeu os sobreviventes.

No Dia seguinte, houve o enterro do pequeno Hiro. Axel não pôde fazer nada além de assistir enterrarem o corpo de seu melhor amigo... e chorar, fazendo coro com a mãe do garoto. O Crime comoveu a maior parte de Twilight Town, sendo que metade da cidade foi ao enterro.

À noite, naquele dia...

Axel estava sentado em sua cama, sem conseguir absorver a informação que Hiro havia morrido. Estava olhando para um retrato de seu amigo, com olhar triste e vago. Então, ele ergue seus olhos, a raiva marcando o seu rosto.

Axel: Essa cidade é perigosa demais. Hiro morreu hoje. E amanhã? Quem morrerá? Outra criança? Um pai de família? Uma mãe dedicada? Tudo por pessoas que matam por dinheiro, que desrespeitam a lei! Isso não pode continuar! A Polícia não dá conta desses criminosos. Eu não vou deixar mais famílias serem destruídas, mais vidas serem arruinadas e mais pessoas morrerem!! NÃO VOU!! – Em sua raiva, o garoto seu um soco na parede e arremessou um abajur no chão. Sua mãe não ouviu nada, ela nem estava ali. –

Axel, então, se armou de papel, Lápis, Borracha e se sentou em sua escrivaninha. Começou a desenhar. Primeiramente, desenhou algo idêntica ao Batman. Amassou e jogou fora. Então, ele desenhou um cara com o famoso [i]colan[/i] que a maioria dos super-heróis usam, vermelho, com uma capa verde, e um símbolo de A na frente, quase que uma cópia do super-homem. Esse A era para ser a inicial de Axel, mas ele achou melhor não se expor. Amassou e jogou fora também. Fez várias tentativas, uma pior que a outra, até que achou um desenho bom, e abriu um sorriso.

Esse desenho tinha um super-herói com colan também, cobrindo o corpo todo (imaginem a roupa do Flash), de cor azul. Por cima desse colan, placas de armadura Azul bem escuro, no peito, que cobria os ombros, deixando a barriga sem armadura. Placas também nos braços, mas apenas na parte depois do cotovelo, e nas pernas para baixo do joelho. Luvas e Botas Azuis Escuro também. O colan era Azul claro. Para finalizar, uma máscara de Tubarão, com boca fechada, e com uma barbatana na nuca. Mas o tubarão era azul também.

[FIM DO CAPÍTULO 1: NASCE UM HERÓI – PARTE 1]