The Shadowhunter Academy
1 Capítulo 1
Notas iniciais
A luz do sol invade meu quarto, me fazendo acordar. Devido as cortinas, todo o ambiente adquire uma tonalidade azul. Mesmo às 6h da manhã, levanto sem preguiça alguma. Uma das vantagens em ter me tornado caçadora de sombras.
Anna Bayhawk. Ainda estou em processo de acostumar com o novo sobrenome. Principalmente com a nova vida. Não que eu sinta saudades de como era há seis meses atrás. Concordamos que não há pontos positivos morar em um orfanato por 16 anos, e principalmente quando se estuda e mora no mesmo lugar, sem permissão de sair sem a supervisão de uma freira.
Então, eis que chegou o dia que toda a minha realidade e vida mudaria. Me lembro como se fosse ontem: "Entrando pela corredor principal, o alto feiticeiro do Brooklyn, Magnus Bane. Delineador dourado, terno bordô e olhos felinos, era um ponto de purpurina em meio as freiras de preto que o acompanhava. A frágil e tímida Anna de seis meses atrás perdeu o ar ao ver que estavam indo em sua direção, e depois que soube que Jonathan Morgenstern matara seus pais, supostos caçadores de sombras, e que quase destruiu o mundo, não sabia o que pensar. E foi quando Magnus Bane lhe disse que todas as histórias de criaturas sobrenaturais são reais, secou as lágrimas e adquiriu a força que carrega consigo até hoje". E bem, foi assim que vim parar no instituto de New York.
Ficarei nesse instituto por alguns anos, até ter prática suficiente em degolar um demônio de olhos fechados. Os tutores moram aqui, e até agora, fui a única caçadora perdida no mundo mundano a ser encontrada.
Tenho aulas de manhã com Simon. No passado, ele fora um vampiro, porém agora é caçador de sombras. História complicada. Simon me ensina todas as manhãs meus objetivos, deveres e ciências através do Códex. Visto meu uniforme preto de combate, e vou em direção a biblioteca, onde Simon me ensina sobre Idris, a terra natal dos Nephilim (pg 201).
Depois, é hora de treinar com Jace. Ele é meio irmão de Izzy (noiva de Simon), e Alec (namorado de Magnus). Não são irmãos de verdade, mas foram criados juntos. História complicada também. Me junto a ele na sala das armas, onde está analisando cuidadosamente uma lâmina serafim. Ao me ver, dá um cumprimento com um sorriso rápido e caminha em direção a mim.
-Guarde suas energias para mais tarde, docinho. Você vai matar um demônio pela primeira vez — dizia enquanto manuseava maliciosamente uma lâmina. Jace fez com que me exercitasse por duas horas e treinasse alguns arremessos. Me dispensou logo, e voltei para o quarto. Enquanto me despia, dava graças a Deus por não dividir mais apenas um banheiro com dez outras meninas. Ponto positivo para os caçadores.
Depois de seca e amarrando os cadarços dos tênis, Magnus e Alec passaram pelo corredor, trocando carícias e sussurrando. Eu nunca namorei. Sequer beijei alguém. Tampouco amei alguém. Não tive demostração de afeto algum no orfanato, a não ser nas centenas de romances lidos todos esses anos. Eu não sei como é essa coisa. De amar alguém. Fazer sacrifícios. Sofrer por quem do mesmo jeito que chega, vai embora. E ao mesmo tempo, não vejo a hora de sentir tudo isso.
Meus pensamentos são interrompidos quando Jocelyn, mãe de Clary, esposa de Jace, diz que devo ir até a biblioteca imediatamente para receber avisos importantes.
Sempre que entro na biblioteca, me fascino com os exemplares e objetos históricos. Quero passar bastante tempo aqui. Todos estão em volta da grande mesa de madeira, menos Simon. Jace supõe — "ele deve estar vadiando em algum canto", e imediatamente Isabelle bate em sua cabeça loura com um livro pesado, exigindo do irmão mais respeito com o namorado. Não sei porque toda essa cerimônia, pois todos já sabemos do que se trata: Magnus encontrou novos caçadores como eu.
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