The Shadow apocalypse
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Eu tentava correr o mais rápido que eu podia, em meio à aquilo eu tentava pensar positivo e descobrir onde Diego havia levado Lili, Mas....sinceramente, era quase impossível, minha cabeça estava um misto muito doido de tensão, preoculpação e adrenalina.
— Cacete...aonde esses dois estão? — Me perguntei parando pra recuperar um pouco do fôlego na porta do segundo prédio, tinha vidro espalhado pelos lados, Marcas de Garras pelas paredes, Seja lá oq forem esses bixos, são bem destrutivos.
Passei de escritório em escritórios, chamando baixinho por Diego e Lilian, Até agora não consegui achar nada.
—Porra! — Grunhi sentindo minhas costas queimarem, Droga, Não deveria ter feito tanto esforço, Tentei fazer uma massaguem porém, meus xingamentos foram interrompidos por um grito alto, LILI!.
Corri até a direção onde o grito parecia ter vindo, e Lá estavam Lili e Diego mas...digamos que não estavam numa situação tão boa.
Lili estava escondida atrás da parede de uns dos escritórios e Diego usava uma barra de ferro para se defender da grande criatura que deveria ser sei lá...1 metro maior que ele, e ele, obviamente, estava perdendo aquela luta.
Tentei pensar em o que fazer, minha consciência gritava pra atacar aquele monstro porém....meu medo me mantinha petrificada. Como se só a ideia de lutar com aquela criatura e perder fosse o bastante pra me manter num transe extremamente forte.
— AURORA POR FAVOR AYÚDAME! — Ouvi Diego gritar, me tirando do transe, Ah Aurora Vai se fuder Vc não é personaguem de filmezinho adolescente!.
Corri até a criatura e acertei um golpe em sua Corcunda, Fazendo ela soltar um relincho Que parecia uma mistura de javali com Cavalo e...sei lá....o capeta também se depender.
—Levanta, Temos que correr! — Falei o ajudando a levantar indo atrás de Lili.
—Lili! Querida temos que...-Eu ia dizendo até ver Lilian, ela estava jogada no chão se contorcendo de dor, Seu pé estava um rio de sangue, parecia ter um ferimento enorme da largura de uma faca pequena.
—Aurora! Eu não consigo levantar! — Ela disse entre lágrimas, Droga! Maldito Monstro! Se eu não estivesse com tanto medo, juro que o Mataria!.
—Tudo bem, deixa que eu te levo — Eu disse a Colocando em meu colo. — segure bem no meu pescoço, Pq nos vamos correr muito — Continuei Olhando para a criatura, Ela se contorcia de dor enquanto um sangue azul escuro descia pelas suas costas, que só depois eu pude perceber que estava espalhado pelo meu cabelo e minha perna, e dei sinal para que Diego me acompanhasse.
Estavamos no Jardim, Diego estava começando a correr mais rápido que eu, minhas costas ardiam muito e agora eu precisava carregar Lilian até lá, Mas não poderia desacelerar, Nem sei se aquele filho do cão está vivo ou não, ou se tem Mais deles.
—Aurora! deja que lleve a Lili, usted se parece exausta — Diego disse desacelerando o passo para poder me acompanhar, Dei um sinal para que ele deixa — se isso para lá, porém.... minha mente estava rodando e rodando que nem um carrossel, mal dava dois passos e já sentia que poderia cair, mas mesmo tentando me manter forte, Aquilo foi mais forte que eu, quando senti meu corpo caabaleiar a única coisa que consegui fazer foi mudar a direção, para que Lili não caisse embaixo de mim e senti que naquela hora eu desmaiaria pela dor que sentia em minhas costas.
— Aurora! Aurora!¡Vamos, intenta levantar! Por favor, no podemos morir ahora- Diego disse me ajudando a ficar sentada, Minha vista estava turva e eu queria muito vomitar, Merda Aurora! Mesmo quando você tenta salvar os outros você faz merda!
—Diego..por favor leva a Lili pro Bunker, Depois você vem e me ajuda, por favor faz isso — Falei segurando em seu colarinho, Diego pareceu hesitar um minuto, Mas depois pegou Lili em seus braços e foi correndo pro bunker, ele bateu forte na porta e disse algumas palavras que não consegui ouvir.
E então eu me levantei, Com muito esforço e andando bem mais lento do que eu queria, minha visão já estava clara, minhas costas não estavam a melhor coisa do mundo, Mas dava pra correr num ritmo bom.
Ouvi de novo o mesmo relincho de antes, era mais uma daquelas criaturas, oh merda , Ela estava correndo em minha direção e eu começei a me desesperar!. Me levantei e tentei Correr o mais rápido que conseguia, Mas ela estava se aproximando, nessa hora tudo o que eu queria fazer era dar uma de personaguem de Filme dramático,Desistir e me jogar no chão pensando algo tipo "pelo menos eu salvei meus amigos bla bla bla " mas não,algo dentro de mim parecia me empurrar pra frente, mesmo sabendo que a chance de conseguir chegar lá a tempo eram mínimas.
Quando ela já estava centímetros perto de mim, ouvi ou barulho ensurdecedor passando perto de mim, Olhei para trás e vi a fera com um grade buraco no meio do rosto, Olhei na direção e vi um homem segurando uma espingarda,ele tinha uma barba e cabelos castanhos ,ele correu até mim e Falou me segurando:
—Você tem sorte piralha, Mais um pouco e você virava jantar de sombra! — Ele disse passando o braço pela minha cintura, me fazendo andar um pouco melhor.
—Quem...é Você? — Perguntei ainda meio confusa,cacete...isso tá muito com cara de fanfic! Com certeza eu devo ser a protagonista que provavelmente não vai morrer pq...yeah....poderes de protagonista (N/a:...ELA DESCOBRIU A GENTE GALERA! ABORTAR MISSÃO! ABORTAR MISSÃO!)
—Jackson, Louis Jackson — Ele disse chegando um pouco mais perto do Bunker mas sem deixar de olhar para trás para ver se vinha mais alguma sombra...é estranho chamar aqueles bixos assim.
—É impressão minha ou você se apresentou que nem o 007? — Perguntei dando um tapinha em seu braço, Dando sinal de que eu poderia andar sozinha.
—Haha não me julgue pirralha, foi muito tempo sozinho — ele disse rindo um pouco, Até que vi Benjamin saindo do Bunker apressado olhando pros dois lados.
—Aurora! Que bom que cê tá viva! — Benjamin disse dando um suspiro aliviado me dando um pequeno abraço...gente...o bixo é bipolar?.
—Ahn...sem querer interromper o momento de reencontro do casal, mas as sombras ainda estão a solta — Loius falou olhando ao redor meio sério, senti que Ben iria falar alguma coisa e dei um tapinha em seu ombro, apontando para o Bunker. Ele revirou os olhos e nos guiou até o Bunker, Michael estava sentado no sofá ao lado do irmão fazendo carinho em suas costas enquanto Noah bebia um copo com água.
—Larga a arma! — Benjamin falou olhando sério para Louis, que levantou os braços em sinal de rendição, sorte que ele parecia alguém calmo, se não eu teria morrido, e Benjamin taria fudido.
— Olha como fala garoto, sou mais velho que você — Louis disse brincando largando a arma no chão e chutando ela para Benjamin.
— Bom....acho que for contar com esses 23 anos dormindo, Benjamin tem uns 42, você não parece tão velho assim — Falei pegando uma garrafa de água na cozinha, Depois daquela queda de pressão lá fora, eu deveria é ficar paradinha dormindo.
— Wow....hehehe desculpe é que...vocês tem cara de adolescentes, então é estranho pensar que já são adultos — Ele disse sentando-se no chão com um sorriso brincalhão no rosto, Recebendo olhares curiosos de Michael.
— Ô cabelo menstruado, eu não mordo não, se quiser perguntar alguma coisa pergunte — Ele disse levantando sua sombracelha para Michael, fazendo ele soltar uma risada nasal.
— Eu achei que estavamos sozinhos nesse mundo novo — Michael soltou pulando do sofá pra se sentar ao lado de Louis com um sorriso como se fosse uma criança ouvindo histórias de ninar.
—Hahaha Aaai....pera ae que eu quase morri aqui, cof cof, Não Cabelo menstruado, Vocês infelizmente não são os únicos tentando chegar na Islândia — Ele ia dizendo rindo com um doido,oq...eu acho que ele aparentava ser e muito.
— Pera ae....Meu Deus eu sou muito Lerda! Noah cadê a Lilian? — Perguntei como se minha mente desse um estalo,por alguns minutos esqueçi totalmente disso!.
—Diego levou ela pro quarto junto com os remédios e o kit de primeiros socorros — Ele disse um pouco mais calmo que agora a pouco apontando pro quarto de Lili.
Deixei os meninos lá conversando e fui até o quarto de Lili e abri a porta lentamente e Lili estava dormido calmamente enquanto Diego passava álcool em seu pé
— Aurora! Graçias a dios ! — Ele falou sorrindo para mim vindo me abraçar, ele me abraçou forte por bons minutinhos.
—¿cómo has conseguido salir de allí?- Ele perguntou se afastando um pouco de mim mas sem se separar do abraço.
— Longa história, Agora me deixe ver o que está acontecendo — Falei me aproximando de Lili, pelo que deu pra ver e medir mentalmente, era um ferimento de aproximadamente 6,5 centímetros, Se tivéssemos um enfermeiro ali seria bem fácil, Eu até sei fazer uma sutura, Minha mãe era enfermeira e sempre dizia que algum eu talvez poderia usar isso...Ou seja, minha mãe preveu o futuro.
—Eu sei fazer uma sutura...o problema é que...até hoje eu nunca tentei com pessoas de verdade..apenas com esponjas e tals- Falei pensando em cada palavra que minha mãe havia me falado quando eu tinha...sla 14 anos.
—Oh esto és realmente un problema — Ele disse e ouvi uma batida na porta, Eu fui abrir e era Louis.
—Ahn..Oi Pirralha,é que Noah me mandou aqui pra...ajudar vocês em...qualquer coisa que estejam fazendo — Ele disse e cumprimentou Diego com um sinal de sentido, e eu...mesmo hesitante, Mostrei o ferimento para ele.
—Ela se machucou com um daqueles bixos,e agora não sabemos oq fazer — Expliquei a Louis dando licença para que ele visse o Machucado, ele faz uma careta e analisa quieto.
—Bom Pirralha, vocês primeiramente tem um kit pra fazer uma sutura? — Ele perguntou pegando um banquinho,Colocando ao lado do pé de Lili, sem deixar de olhar para eu e Diego.
—Sim,Nós pegamos quando estávamos no prédio número 1 — Expliquei tentando descobrir oq ele poderia fazer.
—Bom...vocês tem sorte que eu no meio de isso tudo,conheçi um enfermeiro,e ele me ensinou a fazer isso — Ele disse tirando um saco do kit, que continha álcool, 2 luvas,ataduras e,é claro, uma agulha e Linha.
—Aurora..yo voy a salir de aquí,me siento mucho pero no voy a poder ver eso — Diego Disse sincero tentando não olhar para o lençol da cama cheio de sangue.
—Tudo bem...pode deixar que eu fico aqui — Falei e ele se retirou da Sala, deixando eu e Louis ali num silêncio mútuo até que ele começou a colocar as luvas.
—Sei que não confia em mim, Não te julgo, mal nos conheçemos, Mas, prometo que não vou tentar nada — Ele disse passando a linha preta pela agulha, dando um nó, até que ele me olhou, encostada na parede o encarando de braços cruzados, provavelmente estava bem óbvio minha desconfiança.
— pois...eu proponho uma coisa, eu não vou fazer nada, Vou apenas te ensinar etapa por etapa, e já que você já sabe na teoria, VOCÊ vai fazer isso — Ele disse isso puxando mais um banquinho que estava perto dele, espera...esse cara tá sugerindo que eu faça uma operação...sendo que eu não sei fazer isso?!.
—Você...estava ouvindo a conversa? — Perguntei ainda encostada na parede, levantando uma sombrancelha numa cara de "wtf?!".
—Yeah, Oq acha de minha proposta? — Ele disse extendendo as luvas com um olhar desafiador, Droga! Ao mesmo tempo que não quero que ele toque em Lilian...Não sei se consigo,...Ah Quer saber?! Já fiz muita coisa por impulso hoje! Sei que consigo fazer isso!.
—Ok, lave as mãos com álcool e coloque as luvas, e lave de novo — Ele disse me extendendo o álcool com uma expressão neutra.
Fiz oq ele mandou e enquanto colocava as luvas perguntei:
—Como você aprendeu a fazer isso? Quer dizer....não acho que alguém seja louco o suficiente pra deixar alguém fazer uma sutura num ferido, sendo que a pessoa nem sabe — Falei tentando quebrar o clima tenso que pairava sobre nós dois.
—Hah, na verdade...eu treinava com cadáveres — Ele disse simplesmente e eu o olhei assustada, Como que ele poderia fazer isso certo?! Quer dizer....eu aposto que nenhum deles levantou pra reclamar de dor.
—Sei que deve estar desconfiando ainda mais de mim agora mas...confie em mim, ele me treinou bem, e eu te treinarei Do mesmo jeito só que...vai ter um pouco mais de....tensão — Ele disse sincero, me olhando me extendendo a agulha...agora era minha escolha...fazer uma operação mesmo sem nunca ter feito uma, ou deixar o ferimento de Lili piorar...
—Ok...não me desaponte, se esse ferimento piorar...eu mato você — Falei pegando a agulha, Vendo ele rir de leve enquanto virava a direção do corpo para o ferimento de Lili.
—Certo....Hora da aula.
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