The Servants of Souls - Os Servos de Almas
2 Servos: Que fiquem bem longe
Notas iniciais
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!! — Ecoava o grito de Hanako. Olhava para todos, em pânico: Seriam ladrões? — O-O-O-O que q-querem?
– Comida!
– Nada...
– Amor verdadeiro, boneca.
– Coisas fofinhas e queridas!
"Fofinhas e queridas"?! Mas que idade ele tem?!, perguntava-se Hanako. Mas não era só Hanako a pensar isso: Todos ficaram em choque.
– Fofinhas... e... queridas...?
– Yup!
– Este tipo não tem emenda... — reclamava um dos rapazes em que Hanako foi logo reparar.
– Ei Shou: Ela está a olhar para ti! — disse um outro. O rapaz "que reclamava" foi sentar-se mesmo em frente a Hanako, que estava encolhida numa das pontas do sofá, cheia de medo.
– Muito prazer, chamo-me Shou, e você? — Hanako não conseguia responder. Um... Um... UM GATO??!! E ele... ELE FALA!!! Sim realmente o rapaz tinha características de um gato, o que tornava tudo ainda mais estranho.
– Tu... T-T-Tu... és um...
– Sim, sou gato mas não tenho culpa: Foi Deus que me deu esta forma... — disse com desapontamento. Deus? Forma?!
– Acho que a assustaste... — disse alguém que parecia ser um criado.
– Se te estás a perguntar: Somos Servos de Almas.
– AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH! — gritou Hanako. Quem quer que fosse que tivesse dito aquilo estava atrás dela e tinha assustado, tinha-a assustado e MUITO! Virou-se e era... Um príncipe? Com espada e tudo? Servos de Almas?
– Pronto, j-já chega: Todos fora da minha casa! — Ordenou firmamente Hanako.
– NNNÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOO!!!!! — gritaram todos excepto o príncipe.
– Por favor, deixe-nos ficar aqui... — implorou o criado.
– Precisamos de si! — Exclamou um cowboy.
– Mas ajuda para quê? — perguntou Hanako, já recuperada dos sustos.
– É que... — começou o príncipe, fazendo Hanako virar-se e olhá-lo fixamente nos seus olhos azuis profundos — Nós precisamos do seu amor. Precisamos que nos ame...
E agora? O que iria Hanako responder? Nunca tinha amado ninguém, e muito menos uns palhaços quaisquer que tinha aparecido à frente dela, no meio do nada e no seu apartamento onde quase mais ninguém tinha entrado vez alguma.
– A-mor... — Ainda sibilou...
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