The Servants of Souls - Os Servos de Almas

7 Ajima Cecil - Parte 1: Um bailarino inocente


Notas iniciais
Eu sei... eu sei... eu sei que todos vocês devem de estar (super) furiosos comigo. Por favor não me matem ;A; Na verdade, andei um bom bocado desaparecida, mas este capítulo é o meu maior nesta fic (só para vos compensar ;D) Volto a relembrar que as imagens não são minhas... Aproveitem a leitura ^^

Eram seis horas da manhã e o sol estava a nascer, mas já se ouvia o barulho da água a correr na casa de banho. No quarto de Hanako, a rapariga também já não estava deitada na cama: apenas uma camisa verde-clara e umas calças de ganga estavam em cima dela. Os rapazes ainda dormiam na sala, uns no sofá, outros encostados neste, todos aconchegados em mantas. Porém, Masato não estava a dormir: não era normal ouvir-se a água a correr às seis da manhã… e ainda por cima, Hanako tinha um sono pesado e não acordava àquela hora por nada. O que seria? Ele bem queria ir ver o que é que se passava, mas Cecil estava encostado nele, ou melhor, estava a esmagá-lo completamente, e por isso não podia sair do sofá. A porta da casa de banho abriu-se e Cecil acordou:

– Hanakooo-chaaan! – Gritou e foi abraçar Hanako, que ainda vinha sonolenta. Todos acordaram, obviamente. Masato sentiu-se feliz por já não estar a ser esmagado e de resto, todos os outros tentavam “aniquilar” Cecil com olhar.

– Cecil, são seis da manhã! Vê se te calas… — Tentou dizer Shio sonolento.

– S-Seis? – Conseguiu balbuciar Ittoki antes de cair de costas no chão. – Au…

– Cecil, já chega… — Hanako tentava abrir os olhos e ao mesmo tempo que saia dos braços de Cecil. – Tenho coisas para fazer e não posso chegar atrasada.

– Atrasada? – A curiosidade vinha por parte de todos. Depois de Hanako se vestir, foi para a sala onde todos esperavam à volta do sofá o que é que afinal ela iria fazer. A rapariga bem que tentou passar reto perante os rapazes, mas eles pareciam formar uma parede impossível de atravessar.

– Bem, como já sabem, eu pedi férias enquanto vocês estavam cá, certo? – Todos concordaram com a cabeça. – E bem, a minha chefe falou comigo e disse-me que precisava da minha ajuda porque uma das empregadas ficou retida num aeroporto no dia em regressava depois de ter passado férias. Por isso eu vou substituí-la hoje e depois dão-me mais um dia de férias. Perceberam?

A parede impossível de atravessar tornou-se mais fraca e Hanako saiu disparada para a cozinha para preparar o pequeno-almoço.
A meio do mesmo, Natsuki interrompeu o silêncio:

– Hanako-chan, podemos ir contigo para o trabalho? – Hanako quase que cuspiu o que estava a mastigar. Tentou-se recompor.

– Não.

– Porquêê??

– Primeiro: vocês são muitos. Segundo: mesmo que as pessoas não vos vejam, eu vejo e provavelmente falaria com vocês, o que me daria uma imagem de doida por falar pra o ar. Terceiro: vocês são muito barulhentos e provavelmente dar-me-iam dor de cabeça.

– Hanako-chan, que cruel…!

– É a vida. – O silêncio voltou a instalar-se na cozinha.

– E tirasse-mos à sorte quem fosse com a Hanako-chan? – Sugeriu Ittoki.

– Esperem, o qu-

– Assim, só um de nós iria e os outros cuidariam da casa.

– Boa ideia Ittoki. – Concordou Ren.

– Não está mal… Porque não? – Concluiu Shio.

– Esperem lá: eu não tenho voto na matéria é isso?

– Por favor Hanako-chan! — Suplicou Cecil com olhos brilhantes. Hanako suspirou.

– Está bem…

A alegria ficou estampada na cara de todos e decidiram escolher o sortudo com o jogo do “pedra-papel-tesoura”, enquanto Hanako limpava a loiça do pequeno-almoço. No final, Cecil ganhou e estava demasiado feliz por isso.
Enquanto Natsuki lacrimejava ao canto da sala e Ren se lamentava andando de um lado para o outro, a rapariga e o rapaz saíram do apartamento com as garantias de Tokiya e Masato de que o apartamento não estaria de pernas para o ar quando voltassem. Hanako decidiu confiar neles…

Passadas algumas horas de trabalho, Cecil estava um bocado aborrecido e decidiu andar de um lado para o outro na papelaria: lia uns livros, observava alguns clientes, etc. A maneira de estar dele fez lembrar a Hanako de uma criança inocente que procurava pelos pais.
O dia estava agora a acabar e os dois iam pelas ruas já a direção a casa:

– Hanako-chan, pareces preocupada. Está tudo bem?

– Mais ou menos…

– Porquê então?

– Existem alguns clientes na loja que me olham um pouco de lado o que me incomoda bastante.

– Importaste com o que os outros pensam de ti?

– Bem, um pouco, quer dizer… bem…

– Na minha opinião, não tens nada de mal. És simpática, inteligente e cumpres o teu trabalho com honra. – Cecil sorriu para a rapariga. – Não ligues aos que não te conhecem mas aqueles de quem gostas e que gostam de ti… e acredita em mim Hanako-chan: tu és especial.

– Obrigada, Cecil… — Agradeceu Hanako com um pequeno e meigo sorriso.
Quando chegaram a casa descobriram que Ren tentara desesperadamente entrar dentro do quarto de Hanako e que Natsuki estava a tentar fazer de Shio um peluche ou alguma coisa parecida. Hanako agarrou na frigideira:

– N-Não. Hana-chan. Não faças isso… Por favor…! – Tarde demais, pois Hanako já levantava a frigideira. – AAAUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!

Notas finais
Espero que tenham gostado. Até ^^ Beijos, Mai-chan