The Selection - Interativa ♠
3 Capítulo 3
Notas iniciais

Krystal Delfine Dell’Amore
Lívia acorda- me delicadamente. Abro os meus olhos azuis penetrantes serenamente e sorrio para mamãe, me sentando na única cama do quarto.
— Bom dia princesa!
— Bom dia mamãe. — digo calmamente, como sempre, e dou um beijo estalado no rosto da bela mulher.
— Temos o Vrai Journal hoje. Vão anunciar as selecionadas. — a mãe deixa o quarto sabendo que eu ficaria feliz com a notícia.
Sorrio ainda mais, com os olhos brilhando em ansiosidade. Sempre fora meu sonho conhecer a rainha Amélia e seu filho, o príncipe Blake, com seus olhos verdes escuros misteriosos. Me inscrevendo na seleção teria essa oportunidade única. Levanto num pulo, me arrumo e desço as escadas da casa correndo.
A mesa já estava posta com os mais variados tipos de doces, bolos, frutas e sucos. A televisão estava ligada no jornal e após toda a enrolação desnecessária aos meus olhos, o rei Eron diz o nome das garotas. Não aguentava mais a espera, mesmo mantendo a calma, sentia o coração disparado e minha mão direita continuava a segurar o colar de asas que o pai adotivo me dera em meus 17 anos.
“Krystal Delfine Dell’Amore”
Num movimento rápido e não planejado, minha mãe enche o meu rosto de beijos e o pai gira-me no ar num abraço apertado.
— Sabíamos que seria uma das selecionadas querida!
— Ora papai, só está dizendo isso porque aconteceu, se fosse o contrário, diria que não sou boa o bastante para o príncipe — pronuncio revirando os olhos com um sorriso me escapando do canto dos lábios.
— Filha, francamente, acho que você nos conhece bem demais — agora é a vez de minha mãe, que com um sorriso orgulhoso balança a cabeça negativamente.
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Justice Marie Schwammhach
Observara bem a reação do príncipe na TV, e podia dizer que o jovem não estava nem um pouco feliz de receber 15 garotas estranhas em sua casa. Tomo um gole do café preto na caneca e junto os papéis que estavam espalhados pela mesa do escritório em que trabalho. A tela ainda mostrava seguidamente as belas garotas e estava confiante de que meu nome apareceria ali, o que aconteceu depois da sétima garota. Fabrizio, meu chefe e amigo de meus pais, acompanhava a tudo e piscou repetidas vezes atônito com meu nome em azul royal em grande escala juntamente com minha foto. Me levanto, coloco os papéis pacientemente na mesa dele e me dirijo para fora do prédio desmedidamente grande.
Meu nome ainda ecoava na mente e um sorriso surgia juntamente com um pensamento de “consegui!” para encontrar meus pais.
...
Chego em casa e reparo que meu pai e minha mãe estão me olhando orgulhosos da mesa da cozinha, uma das poucas vezes em que os dois estão juntos no mesmo cômodo sem discutirem sobre minha educação. E ela basicamente seria testada no palácio, junto do príncipe. Pergunto-me mentalmente se eles sentiriam falta de mim.
Mamãe me dá um beijo nas têmporas e papai aperta minha mão como se fechasse um negócio com um parceiro comercial. Sempre formais. Praticamente impenetráveis.
— Filha! Estou tão orgulhosa de você!
— Vamos comemorar querida, você conseguiu entrar na seleção e estamos deleitados com seu desempenho.
— Por favor papai — rio sem humor — estou exausta de trabalhar com o ignorante do Fabrizio, preciso de um banho e da minha cama. Sem adiar.
A reação de meu pai foi uma surpresa para mim, por seus olhos vi uma sombra de desapontamento e prendo a respiração por alguns segundos. Subo as escadas da casa desnecessariamente luxuosa e ando calmamente até a sacada de meu quarto. Logo que ponho os pés no piso frio, os ventos frios passam rapidamente, levando mechas de meus cabelos castanhos para todos os lados, junto com meus pensamentos.
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Olivia Hale
As teclas do piano me encaram exigindo meus dedos em sua superfície. Exigiam uma música nova. Um prato com alguns biscoitos repousa sobre o instrumento, nem havia tocado nos doces. Mamãe, Caliel, sempre um amor, se senta ao meu lado e sorri de lado percebendo minha aflição.
— Não consegue minha filha?
— Não! Socorro mãe, não consigo me concentrar! – digo colocando o rosto entre as mãos. Não conseguia me concentrar a um bom tempo. Para ser exata, desde minha inscrição para a seleção do príncipe Blake.
— Você não pode deixar isso te abalar tanto assim chérie. Precisa se lembrar de que a vida segue aqui fora. Precisa compor algo novo. – ela enfatiza e sai, me deixando a deriva novamente.
Ouço a música de entrada do Vrai Journal e me sinto arrepiar da cabeça aos pés. Minha mente inquietamente me dizia para me esforçar mais, mas todos os meus instintos levavam a grande pergunta que atormenta minha cabeça dia e noite: “Fui selecionada?”.
Essa questão logo é resolvida quando o grito alto e surpreso de meus pais invade minha audição. Instantaneamente meu coração acelera e sem querer, bato forte as mãos no teclado, causando um barulho maior ainda. Os dois vêm euforicamente em minha direção, enchendo meu rosto de beijos.
— O que está acontecendo aqui? – a ansiosidade transborda em minhas palavras
— Você foi selecionada filha! – recebo mais um grito empolgado de John e um abraço apertado.
...
Depois de vários beijos e abraços, mamãe resolveu fazer uma comemoração. A observo no telefone chamando aqueles parentes desconhecidos e de grande distancia, que só vi no batismo e que suas feições são desconhecidas.
— E então? – pergunto após vê-la desligando o aparelho
— Todos vem querida! Vem te prestigiar e parabenizar.
— Claro que vem mamãe, todos querem um pedacinho da coroa, que aliás, nem tenho certeza se vou ganhar.
— Não seja tão pessimista Olivia, sabemos que fará o seu melhor, mesmo com esse príncipe tão difícil – meu pai deixa um beijo no topo de minha cabeça e sorri orgulhoso.
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Melody Sutton Evans
Vários flashes invadem minha visão e estreito os olhos tentando enxergar quem fala comigo em diferentes línguas. Paparazzis bloqueiam meu caminho para casa com diversas perguntas. Se eu estaria interessada na coroa. O que eu acho do príncipe. O que espero da seleção. Como vou agir. Como estaria preparada para responder essas perguntas se nem para mim mesma conseguia? Coloco uma mecha loira de meu cabelo atrás da orelha e os ignoro, passando reto e atravessando a rua. Solto o ar que estava preso em meus pulmões assim que piso no saguão do condomínio.
Subo pelo elevador e encontro Melissa na sala, se agarrando com seu novo “namorado”. Também os ignoro, indo para meu quarto, onde posso finalmente pensar claramente sobre tudo o que havia acontecido em questões de horas. Pronunciamento. Meu nome em azul royal. Meu irmão, madrasta e pai comemorando comigo. E em questão de meia hora os jornalistas que sempre cobrem meus eventos estavam na porta da empresa da minha família.
“— Não diga nada a eles filha. Os deixe na curiosidade. Dará mais audiência.
— Mais audiência da qual já tenho? – pergunto rindo de Mike, que havia derrubado parte do champanhe de sua taça na camisa.
— Você precisa ser querida pela população da França, pelo príncipe e pela família real, não se esqueça minha jóia preciosa.
— Querido! Tenho a mais absoluta certeza de que ela será querida por toda a sociedade francesa. Nossas gêmeas são brilhantes! – Janet fala sorrindo ao mesmo tempo que não controlo uma careta a menção de minha irmã”
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