The Secrets of Crowley
9 Visita Inesperada
Notas iniciais
Evelyn detestava o fato de que Crowley tinha que resolver “negócios de demônio” bem nas horas livres dela. O novo jornal onde ela estava trabalhando exigia muito dela e os trabalhos das faculdade estavam ficando cada vez mais complicados. Era difícil ela ter tempo livre e quando o tinha ela tentava ao máximo se encontrar com Crowley, mas estava sendo difícil nas ultimas semanas. Ela sabia que ele não era lá um cara bom. Que não era o tipo de cara que ela apresentaria para os pais, mas ela estava com ele e esse era o preço. Seja qual fossem os ‘’negócios” dele, poderia ser algo que envolvesse pessoas, e provavelmente que também ferisse pessoas! Só de pensar nisso ela já se sentia mal. Era como se ela concordasse, mas também ela não poderia simplesmente pedir para ele parar. Ela no fundo, ainda sentia um pouco de medo dele, mesmo negando esse fato para si mesma.
Depois de jantar, Evelyn ainda teria uma hora de folga antes de voltar para o trabalho no jornal. Sua matéria havia sido publicada e tinha feito um sucesso considerável na crítica. Só não ficou melhor porque, segundo o novo e bom chefe dela, Evelyn ainda era “desconhecida pelas massas”. Mas ela estava feliz com a repercussão que havia tido.
Depois de algumas tentativas enfim ela conseguiu ligar para Crowley e fazer com que o telefone dele chamasse. Ele havia dado à ela um celular especialmente para que ela falasse com ele. Não era diferente dos outros, mas ela desconfiava que ele havia posto algum tipo de “magia” nele, isso a assustava, um pouco.
– Alô, aqui é o rei do inferno, se você quiser fazer um pacto ou algo desse gênero deixe sua mensagem após o sinal. BIP!
– Crowley!
– Era só brincadeirinha querida, o que foi?
Evelyn balançou a cabeça, ele sempre fazia isso como se ela não fosse notar que não era a secretária eletrônica.
– Queria saber como você está. Porque não me atendeu antes?
– Eu estava ocupado amorzinho, você sabe...
– Negócios de demônio, é eu sei. Mas tem que ser justamente nas minhas horas de folga?
– Você tem que folgar justamente nas minhas horas de negócios? – ele riu
– Você sabe que eu tenho um horário fixo, eu já te disse várias vezes...
– Evy, sabe que eu estaria aí se pudesse. Se não estou é porque realmente estou ocupado e... – ele continuou falando
Ao fundo da ligação de Crowley, Evy pôde ouvir alguns caras comentando:
– Ala o chefe, namorando no telefone. – e risadas.
Depois ela ouviu um som de ossos se quebrando e alguns gritos de dor.
– Crowley, o que foi isso?! – ela perguntou assustada
– O que? Isso o que Evy?
Ela deixou passar, com um suspiro. Havia coisas que ela preferia nem saber, com medo de se arrepender depois. Na verdade ela sabia que não sabia nem metade das coisas que Crowley fazia enquanto não estava com ela, que era a maior parte do tempo.
– Deixa pra lá... olha, eu sei que anda ocupado, e eu também mas eu queria saber se...
– Desculpe querida, não posso ir te ver hoje.
Isso a chateou muito no momento. Era como se ele não se importasse com ela o suficiente nem para aparecer por cinco minutos na frente dela.
– Evy? Ainda está aí?
– Tabom, esquece. Tchau. – então ela desligou na cara dele.
– Ei, vai ficar chateada? Evy? Evy?! Eu não...
– Iih chefe, acho que ela desligou. – um demon que estava perto de Crowley comentou e outros riram.
Todos estavam numa grande sala decorada com antiguidades.
– Estão rindo de que? Querem morrer também? Voltem logo ao trabalho! – ele gritou para todos na sala.
Os demons saíram de la assustados, Deixando Crowley sozinho olhando para o celular que estava na sua mão.
~~0~~
Não era fácil ficar com Crowley. Já fazia cerca de um mês e uma semana desde o dia da festa a noite de amor dos dois e desde então Evy havia visto ele mais umas duas ou três vezes. Ela queria estar com ele, pelo menos nos fins de semana, ou algo assim. Mas ela sabia que era praticamente impossível, devido à agenda cheia dele. Ás vezes ela sentia como se estivesse incomodando ou atrapalhando ele, então nem ligava. Mesmo querendo dar um Bom dia, ou um Boa noite pelo menos por telefone. Quando ela decidiu que ficaria com ele ela imaginou que não seria fácil, principalmente porque ele não havia estabelecido um “título de relacionamento” entre eles. Evy não sabia se eles estavam namorando ou apenas ficando. Pra ela parecia mais algo como um relacionamento enrolado. Os dois era bem ocupados, Crowley era infinitamente mais que ela, porém ela sentia falta de estar com ele, de vê-lo e beijá-lo.
Depois de sair do jornal, Evy pegou o metrô e foi para seu apartamento. Ela tomou um banho e relaxou na sua cama, estava prestes a pegar no sono quando alguém bateu na porta. Quem seria um hora daquelas? O primeiro nome que veio à mente dela: Crowley é claro! Ela deu um pulo rápido na frente do espelho para ajeitar os cabelos, depois se dirigiu à porta. Mais um batida veio.
– Já vou abrir Crowley, porque você simplesmente não entra... – ela disse destrancando a porta e abrindo-a mas paralisou.
– Evelyn Salt? Você é Evelyn Salt?
Não era Crowley, ao invés dele, dois caras altos e bonitões estavam à sua porta com a expressão quase desesperada. O cara que falava tinha um topete de galã e o outro, mais alto tinha cabelos caidinhos bem castanhos. Ambos eram estonteantemente lindos. Mas evellyn se perguntava o que estavam fazendo ali àquela hora e como sabiam o nome completo dela!
– Quem... quem são...
– Somos Dean e Sam Winchester, precisamos falar com você urgentemente! – O boneco Ken respondeu atropelando a pergunta dela.
Winchester? Evelyn já tinha ouvido aquele nome em algum lugar. Sim! Crowley já tinha falado ao telefone com alguém um dia enquanto estavam juntos! Mas o que eles poderiam querer com ela não era coisa boa se era assim tão urgente...
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