Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo, espero que gostem. Eu creio que a história já está perto do fim :( A menos que voces peçam que eu faça uma continuação aí eu posso ver se faço kkkk Mas por enquanto está no fim sim snif hahaha Boa leitura! ;)

Aqueles dois guardas eram tão idiotas que mesmo Evelynn estando caindo de bêbada, ela conseguiu enganá-los. Depois de alguns minutos ela saiu de lá, e nada dos dois. Ela pensou que provavelmente eles teriam desistido. Então ela se movimentou meio desordenadamente até o local onde ela sabia que seria a premiação dos filmes, provavelmente era um auditório grande com muitas cadeiras, ela imaginou. Evelyn estava tentando se concentrar embora estivesse bem difícil para ela. Mas o fato dela ter visto Crowley com outra mulher na festa, estava motivando ela.

Depois de entrar em duas ou três portas erradas, evy se deparou com duas portas grandes de madeira e ao fundo ela podia ouvir a voz de um homem ao microfone, nada que ela prestasse atenção, afinal só estava interessada em Crowley. Ela empurrou as duas portas com força necessária para que elas ficasse abertas e entrou decidida a encontrar o “homem”. Havia muitas pessoas no local, ela foi observando fileira por fileira, algumas pessoas olhavam para ela confusas por ver uma moça com os cabelos desengrenados num coque caído que ela havia feito no bar e com os pés descalços, o vestido apesar de lindo tinha a barra empoeirada. Outras pessoas estavam ocupadas demais prestando atenção no que o homem ao microfone dizia, provavelmente um ganhador do prêmio, mas como antes, Evy não prestava o mínimo de atenção.

Depois de 10 minutos sem acha-lo e Evy já estar ficando confusa com tantas cadeiras, ela imaginou que provavelmente ele teria saído de la para aproveitar a noite com a mulher de vestido vermelho.

– Não! – ela falou, pensando alto.

Então ela olhou para cima, por puro instinto de bêbado que acha as coisas sem querer e lá estava ele, vendo tudo de camarote na parte especial do auditório. Mesmo com a mente confusa pelo álcool, Evy sentiu seu coração bater mais forte. Ela imediatamente correu para as escadarias, caindo em alguns degraus, mesmo estando difícil para ela caminhar, mesmo cambaleando ela continuou subindo atrás dele e quando enfim chegou na parte de cima, ela novamente deu de cara com o peitoral maciço de Crowley, o que a fez cair no chão, sentada.

– Evy? Você está fedendo a Rum! – Crowley disse em um tom debochado.

Evy olhou para ele, de onde estava, depois tentou se levantar mas ficou tonta e caiu no que ela imaginou serem os braços dele.

– Andou bebendo? Que que é isso? Porque ainda esta aqui?

Quando ele perguntou isso Evy não se aguentou e começou a chorar.

– Não era pra eu estar aqui? Eu não era sua convidada? – a essa hora ela já gritava. — Porquê você foi embora e me deixou lá na mesa sozinha? Porque apareceu com outra mulher?! Você não disse que a noite seria inesquecível?

Então ela desabou em lágrimas. Seria possível ouví-la da parte de baixo do auditório, mas como eles estava na espécie de “área vip”, só haviam algumas cadeiras vazias, outras ocupadas pelos comparsas de Crowley e a mulher de vermelho, que olhava para os dois confusa.

Crowley suspirou. Depois olhou pra Evelyn.

– Pare de chorar Evelyn! Olha só pra você, o que andou fazendo? Olha o seu vestido todo...

Depois ele desistiu de falar quando percebeu que não adiantaria pois ela não parava de chorar.

– Vem, vamos sair daqui. – ela disse levando ela pra fora e fazendo sinal para que eles cuidassem da moça sentada.

Os dois desceram as escadas, agora Crowley ajudava Eveyn a não cair, embora ela não estivesse nem ligando já que só pensava em chorar. Quando eles chegaram novamente à parte de baixo, no salão onde havia sido o baile, Crowley a fez parar.

– Eei ei, escute. Você tem que se acalmar tabom? – ele disse passando os polegares nas bochechas avermelhadas dela, para enxugar as lágrimas .

Evelyn sentia que as mãos dele eram incrivelmente macias e sedutoras, ou talvez ela só estivesse aumentando a sensação devido ao álcool.

– Eu quero que você vá até aquele banheiro, lave o rosto e volte aqui.

Ela fez que sim com a cabeça. Ela se virou e começou a caminhar para lá.

– Aah e tente não dormir aí dentro senão serei obrigado a entrar! – Crowley acrescentou, com uma risada.

Evelyn lavou o rosto com calma, preferiu não se olhar no espelho. Não que ela fosse ligar muito para o que fosse ver. Ela desfez o coque e arrumou o cabelo caído da melhor forma que pôde. Então lhe veio à mente que talvez Crowley tivesse feito aquilo para se livrar dela, a garota bêbada e louca que estava atrapalhando os planos dele com a gostosa de vestido vermelho. Imediatamente depois desse pensamento Evelyn saiu do banheiro e correu para o lado de fora, onde havia sido o baile. Mas estava diferente, agora as mesas haviam sumido e eles haviam montado uma espécie de local com muitas flores e buquês, para serem entregues como recordação aos convidados quando eles fossem embora. E nenhum sinal do Crowley, Evy estava a ponto de começar a chorar de novo quando ela viu um homem que parecia ser funcionário de lá.

– O Crowley já foi embora? – ela perguntou meio confusa.

O homem olhou para ela, se perguntando de onde havia vindo aquela voz, depois respondeu.

– Ele está bem aí atrás de você.

Evelyn se virou e viu Crowley saindo de dentro do local onde haviam as flores. Ela tinha uma na mão, a qual ele colocou jeitosamente no cabelo dela quando se aproximou.

– Achou que eu tinha ido embora?

Ela fez que sim com a cabeça e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Crowley enxugou-a com a mão, depois puxou o rosto dela para perto do seu e beijou-a suavemente. Evy forçou a língua e ele retribuiu. Ela sentia que os lábios dele eram estranhamente gelados mas tamém eram macios e ágeis. Ela estava entregue. As mãos dele massageavam a sua nuca fazendo-a sentir um arrepio na espinha que ela considerou muito bom. Agora ela estava completamente bêbada, beijando Crowley na frente de alguns funcionários do evento. Mas para ela, era como se estivessem sozinhos num bosque enorme e macio.

Depois do que pareceram alguns minutos ele a soltou, olhou em seus olhos, seu lábios formavam um sorrisinho. Se Evelyn não estivesse bêbada, provavelmente ela desviaria o olhar, envergonhada. Mas ao invés disso, ela passou o braço pelo pescoço dele abraçando-o feliz.

Depois disso Evelyn não prestou atenção em muita coisa. Ela só viu que entrou em uma espécie de limusine e que dormiu no carro até chegar em uma cama que ela considerou muito confortável para ser a dela. Provavelmente deveria ser um hotel, ela esperava que não fosse a casa de Crowley (o hell). Ela sentiu ele beijando-a novamente e ela beijou de volta calorosamente. Ela não sentiu que estava mais de vestido, nem com suas roupas íntimas. Nada que ela achasse estranho, claro, pelo estado em que estava. Na verdade causou o efeito contrário. Entao ela se entregou.

Notas finais
Espero que tenha dado pra entender a subjetividade do final heuheuehue :D Obrigada por lerem :)