The Secrets of Crowley
13 Decisão
Notas iniciais
Depois do longo beijo, Evy se pôs de volta na sola dos pés. Crowley parecia paralisado, sem respirar. Ela olhou em seus olhos e viu aquele lampejar vermelho. Um sorrisinho se formou no canto da boca dele.
– Deve me achar idiota. Não é são gostar de alguém como você... – ela perguntou
– Porque? Porque nunca ouviu falar que já fiquei com alguém?
– Sim, e... porque já ouvi falar que sela seus pactos com beijos, em homens ou mulheres. – ela sentiu um pingo de arrependimento de tê-lo beijado sabendo quantas bocas de homens ele já não tinha experimentado.
Crowley fez biquinho.
–É verdade, mas não estamos selando um pacto agora não é mesmo?
Ele andou pelo quarto e virou-se para a janela, que iluminava seu rosto e corpo.
– Você acaba de dizer que me ama, ou que pelo menos gosta muito de mim. Você quer mesmo ficar comigo?
– Está me rejeitando?
Imediatamente ele se virou para ela, que estava do outro lado do quarto, segurando o lençol em seu corpo.
– De maneira alguma. Sò preciso ter certeza, porque, como você mesma disse, não sou alguém normal. Sou geralmente 100 vezes mais irresistível que os homens normais. – ele riu
Evy olhou para ele tentando parecer séria mas não conseguiu e esboçou um sorriso que Crowley julgou muito encantador.
– Viu, eu te faço rir com mais facilidade que os outros. Sou o par perfeito, só depende de você.
– Se eu posso tê-lo, como meu namorado talvez, eu quero sim ficar com você com certeza.
– Não vamos usar essa palavra, ainda. Tudo bem querida? Ela me da um certo... como posso dizer, arrepio na espinha?
– Ta, mas se não vamos ser namorados seremos o que? – ela perguntou confusa, sem acreditar que tudo aquilo estava acontecendo mesmo.
– Somos amantes, eu diria. Duas pessoas que querem ficar juntas, e estão juntas. Porque está rindo?
– Desculpa é que, tudo isso parece não ser real pra mim, quer dizer, há uns dias atrás eu nunca tinha te visto pessoalmente até você aparecer na frente de todo mundo no jornal. Aquilo tudo foi muito rápido e aqui estou eu agora, dizendo que gosto de você.
– Ora, eu disse, 100 vezes mais irresistível que os outros lembra? Digamos que foi amor á primeira vista. – ele riu – Eu também quando te vi naquele jornal, sendo a primeira e única a ter coragem de me entrevistar, eu vi que você tinha potencial. Eu sabia que era diferente.
– Obrigada, eu acho. – ela fez cara de confusa.
– Bom, você me conhece, tenho uma agenda apertada e coisas a fazer. Sou dono de um grande negócio chamado submundo. – ele dizia sério mas ao mesmo tempo irônico.
– É eu sei, e eu tenho que vender minha entrevista e continuar indo pra faculdade, que por sinal hoje eu faltei. – ela disse pondo a mão na cabeça se lembrando da faculdade. – Droga! Minha prova, eu perdi.
– Eu sinto muito, mas creio que não será possível você ir a faculdade ou ao trabalho hoje. Você não estava muito bem ontem. Então te trouxe pra um lugar especial. – ele disse e abriu a cortina que ele estava na frente, revelando um vista linda de algum lugar bem alto em que eles estavam. – Minha querida, seja bem vinda à Dubai.
Evy se aproximou da janela, ainda segurando o lençol, seus olhos brilharam ao ver aquela paisagem, ela não podia acreditar que estava em um local tão rico. E Crowley tinha feito aquilo por ela. Mas então pensamentos surgiram em sua cabeça.
– Se vamos ser amantes isso significa que eu terei que ir ao...
– Inferno? Não necessariamente mas, vamos deixar isso para outra hora tudo bem? – ele sorriu e passou os dedos por uma das mechas de cabelo dela que estava caídas no rosto, depois suspirou. – Sei que posso parecer um cara desalmado ás vezes, pra dizer a verdade eu sou literalmente, mas pode ter certeza que vou tentar fazer você se sentir especial. E eu sou bom nisso também. – ele deu uma piscadinha.
Evelyn poderia dizer que estava se derretendo por ele, mas ela não pensava em nada direito olhando diretamente em seus olhos. Era incrível como ele fazia ela se sentir daquele jeito, confusa e apaixonada.
Crowley mostrou que tinha levado a bolsa de Evy para o quarto do hotel onde estavam. Ela a pegou e vestiu suas roupas casuais que estavam nela. Depois Crowley a conduziu até a porta e os dois saíram do quarto do hotel. Do lado de fora, Evy pôde ver dois dos demons de Crowley, vigiando a porta. Quando eles a viram, deram uma risadinha e olharam um para o outro. Ela se perguntou se eles tinham ouvido tudo da outra noite.
Evelyn não se lembrava claramente das coisas, mas pelo que Crowley dissera, ela tinha dito algumas coisas indevidas durante a noite de amor deles. E eles poderiam ter ouvido tudo atrás da porta, isso a deixou desconfortavelmente envergonhada. Ainda era estranho e inacreditável para ela saber que ela realmente tinha passado a noite com Crowley, coisa que ela nunca imaginaria que faria uma semana antes do acontecido. Ela sentia que agora sua vida poderia mudar drasticamente.
Depois de descerem pelo elevador e Crowley trocar umas palavras com alguns de seus empregados que estavam disfarçados de seguranças do hotel chique, eles se dirigiram para limusine preta e reluzente que estava do outro lado da calçada. Lá dentro, eles não se falaram muito, mas Crowley sentou-se ao lado de Evelyn e pegou em sua mão, sem olhar para ela. A mão dele era macia e grande, o que fez evy acha-la engraçada de um jeito que ela não pode explicar nem para si mesma.
Crowley disse que teria coisas muito importantes para fazer e que infelizmente não poderia ficar com ela o resto do dia. Então ele a deixou no aeroporto.
– Um dos meus empregados vai com você na viagem pra garantir que fique segura. – Ele disse enquanto ela preenchia a ficha do cheking.
– O que? Não, não precisa. – Evy não queria viajar de avião com um demon a bordo ao lado dela.
– Não se preocupe, ele não vai te fazer nenhum mal. Além disso, estará disfarçado, você nem vai notar quem ele é.
– Se vai ser assim, tudo bem então.
Ela estava chateada, não com Crowley pelo fato dele naõ ficar com ela. Sabia que ele tinha coisas a fazer e não queria atrapalhá-lo de jeito nenhum. Mas mesmo assim ela queria poder passar mais tempo com ele.
– Quando eu vou poder te ver de novo?
– Em breve, eu espero. – ele sorriu, sabendo que aquilo não era resposta suficiente para ninguém. – Mas fique com isso. É para você ligar pra mim, apenas pra mim entendeu?
Crowley entregou à ela um telefone celular. Evelyn pegou, no papel de parede tinha uma foto dele, ela riu.
– É pra não se esquecer de mim sabe. – ele riu também.
Evelyn pulou em seu pescoço e deu um abraço forte, ela se sentia a garota mais sortuda da Terra.
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Crowley tinha acabado de dizer que não estava com a alma de Evelyn. Aquilo foi um alívio para os ouvidos da garota. Mas aquela imagem, dele ali sentado, todo machucado, roxo e sangrando e toda aquela situação, Evelyn não se sentia mais nem um pouco sortudo, pelo contrário. Ela não sabia como ela tinha se tornado tão azarada desde que tudo aquilo começou. Ela podia acabar com tudo aquilo naquele mesmo instante. Era só deixar que os Winchesters matassem Crowley e a vida dela voltaria a ser normal como antes, além de que o mundo teria menos um cara mal para se preocupar. Mesmo sabendo que se ele morresse, o hell teria outro rei, mas já seria uma vantagem para os dois irmãos.
– Agora, preciso que me solte, Evy. – Crowley falou, ainda jorrando sangue de seu rosto.
– Eu não posso. – Evy respondeu, com os olhos começando a se encher d’água.
– Pode sim, querida. Sejá lá o que esses dois Winchesters te disseram, você não pode levar em consideração. Precisa me soltar, pra podermos ficar juntos de novo. – ele falou meio preocupado, tentando enxergar na expressão de Evelyn suas verdadeiras inteções.
– Não. Não posso ser egoísta e pensar que tenho que ter você se sua existência só vai fazer mal à outras pessoas. – seu rosto agora estava coberto de lágrimas.
Ela levou as duas mãos ao rosto, enxugou as lágrimas. Agora ela estava decidida ao que ia fazer, depois se virou para a porta, dando as costas para Crowley.
– Evy espera. Evy? Evelyn!
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