The Secrets of Crowley
1 Capítulo 1 - Quem vai entrevistar o demônio?
Notas iniciais
Obrigada ♥
Evelynn estava nervosa. Seria a sua primeira entrevista oficial com uma pessoa anormal, quer dizer se é que Crowley poderia ser chamado de pessoa. Dois dias antes, quando ela se ofereceu em meio a todos os repórteres do jornal onde ela trabalhava, ela foi informada sobre todos os crimes e atrocidades que aquele homem já tinha feito, ela tinha sido avisada, mas quando ninguém mais da redação quis pegar essa entrevista ela viu ali sua chance de passar de ajudante de redatora e universitária para uma repórter de verdade!
Alguns dos repórteres mais antigos tentaram desanimá-la dizendo que ele poderia querer comer ela viva, ou que poderia estralar os dedos e ela viraria um amontoado de carne, ossos e sangue. Mas isso não fez com que ela desistisse, ela queria ser uma repórter e ela sabia que se não enfrentasse qualquer tipo de pessoa ela nunca seria reconhecida naquele jornal.
Mesmo com essa atitude o redator chefe do jornal não a considerou como escolha de repórter e ligou para a equipe técnica de Crowley, com um certo medo por saber que eles também não eram humanos, anunciou para anunciar que a entrevista dele seria cancelada pelo New Word Express e que eles poderiam procurar por outro jornal para entrevista-lo. Naquele momento todos na redação ficaram em silêncio, exceto pelo som da chuva que caía sobre as janelas do prédio.
- Éhr, boa noite. Aqui quem fala é George Rudson, redator chefe do... aah sim, sim sou eu. – ele respondia à voz do telefone meio temeroso.
Todos escutavam com atenção, pois fazia cerca de um mês que nenhum deles conseguia dormir em paz desde que a equipe técnica dele ligou uma certa noite para marcar uma entrevista. Eles alegavam que Crowley queria ser ouvido já que ele passava por um momento de paz em sua vida, ele queria apenas ser entrevistado como uma pessoa importante que ele era. Com a proposta de pagamento que eles ofereceram George não pode negar. Mas manteve aquilo somente entre alguns funcionários e agora, somente dois dias antes do dia marcado é que ele tinha resolvido contar para saber quem iria entrevista-lo.
Depois de alguns segundos em silêncio ele continuou.
- Eu gostaria de informar que, com todo respeito, não poderemos entrevistar o Sr. Crowley no Domingo.
Todos na redação prenderam a respiração, o chefe George suava pela gola da camisa passada e depois de alguns segundos os olhos dele se arregalaram.
- Sr. Crowley?
Os repórteres se assustaram. Será que é ele memso? Ele em pessoa que está no telefone? Eles cochichavam entre si. Evelynn estava escutando tudo com atenção. Ela não estava com medo nem assustada, ela só queria poder entrevista-lo e se era ele mesmo que estava no telefone ela queria muito poder falar com ele.
- Sim, aqui é o.. oo redator chefe, me desculpe informar isso mas, isso, não teremos nenhum repórter disponível para o senhor, quer dizer, não disponível para o senhor mas é que no Domingo somo obrigados a cobrir a cerimônia de premiação dos filmes mundiais, eu sinto muito senhor... é que..
- SENTE MUITO?!
Todos puderam ouvir ele gritar pelo telefone. George estava pálido, mais do que já era e gaguejou mais algumas palavras aleatórias.
- Me... me desculpe não avisar antes senhor.
- Não tudo bem, quer saber. Nesse caso que se **** seu jornal e que se **** seus repórteres! – Crowley gritava pelo telefone. – Darei um jeito que esse seu jornalzinho de ***** se torne o pior do país está me entendendo?!
George ficou paralisado, ele não sabia o que responder. Será que seu tão amado sonho de ter o jornal em posição numero 1 nos ranks mundiais teria ido por água a baixo? E Evelynn pensou que seu sonho de ser uma grande repórter e ganhar um Pulitzer assim como seu avô já havia ganhado anos atrás também teria ido por água abaixo? Não, ela não deixaria isso acontecer, não agora que ela tinha essa oportunidade gigantesca nas mãos. Ela precisava fazer alguma coisa.
- Me deixe falar com ele. – ela se pronunciou na frente de todos.
George olhou para ela, como que dizendo como se atreve menina?
- Cale a boca menina! Isso não é assunto para crianças! – Ele disse tampando o telefone.
- Eu não sou uma criança Sr. Rudson, eu sou estudante de comunicações sociais em reportagem e eu trabalho aqui há mais de seis meses e eu só quero uma chance de entrevista-lo! – Ela disse e olhou para os outros repórteres, todos a escutavam. – Já que ninguém mais aqui teve coragem!
Todos se espantaram. Ela? A menininha que parecia estar na oitava série, agora queria fazer uma das entrevistas mais perigosas do jornal? Isso parecia muita insanidade para alguns ali. Outros nem sabiam que ela era estudante. A única pessoa com quem ela conversava ali, a redatora da qual ela era ajudante, não estava presente pois estava doente. Mas Evelynn sabia que se ela estivesse ali, mesmo achando que aquilo poderia ser perigoso demais, ela a apoiaria.
- Quem está dizendo isso? – Eles puderam ouvir Crowley dizer.
- Aah, não é ninguém senhor. Nos desculpamos pelo transtorno. O senhor pode se sentir à vontade para ligar para outro jornal.
- Eu perguntei quem está dizendo isso George!
O redator novamente parecia não saber o que dizer. Ele encarou Evelynn como se quisesse manda-la embora naquele momento mesmo.
Mas foi aí que as luzes começaram a falhar, os repórteres ficaram assustados, algumas mulheres deram uns gritinhos. Umas lâmpadas queimaram e la estava ele. Crowley apareceu vestindo um terno preto como Evelynn sempre o tinha visto nas manchetes, seus olhos pareciam brilhar em um tom avermelhado mas logo ficaram pretos novamente.
- Sr. Crowley? – disse George largando o telefone.
- Shh, eu falo com você depois. – ele disse nem olhando pra ele. – Onde está aquela que quer me entrevistar?
Crowley foi passando no meio dos repórteres que abriam caminho para ele mesmo antes dele chegar perto, até que ele ficou cara a cara com Evelynn.
- Você é bonita, moça.
- Evelynn, meu nome é Evelynn. – ela respondeu olhando pro chão.
Os olhos dele cintilaram de vermelho novamente.
- Não tem medo de mim, Evelynn?
- Eu deveria? – ela olhou para ele. – O senhor disse que quer ser entrevistado como uma pessoa normal não é mesmo?
Ele esboçou um sorriso depois deu as costas para ela. Será que eu fui idiota demais? Ela pensou. Depois ele caminhou para o local onde ele tinha aparecido, virou-se para ela e disse.
- Gostei de você, Evelynn. Eu vou falar com você e apenas com você, me entenderam? – ele olhou para os outros.
Todos balançaram a cabeça dizendo que sim. Depois ele desapareceu tão rapidamente como tinha aparecido e todos ficaram quietos quase sem respirar. Um trovão fez um estrondo do lado de fora e eles despertaram daquela espécie de transe em que estavam. Todos voltaram a fazer seus afazeres.
George se aproximou de Evelynn que ainda olhava para onde Crowley tinha estado no último minuto.
- Ei garota, Evelynn. – ela olhou para ele – Amanhã, assim que chegar, vá direto para minha sala entendeu? Está dispensada.
Depois ele saiu. E agora? Ela pensou. Será que ele iria mandar ela embora? Mesmo sabendo que Crowley poderia mata-lo por isso, já que ele havia deixado claro que só falaria com ela. Foi com essas dúvidas na cabeça que ela foi embora para seu apartamento sem conseguir dormir.
Notas finais
Obrigada ♥
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