The Secrets Behind Her Purple Eyes
1 Prólogo
Notas iniciais
Queria dizer que eu amei o resultado da fanfic e me desculpem qualquer erro ortográfico, não tive tempo de revisar o capitulo.
Beijos e até as notas finais !
"Há tantas coisas por vir, e as pessoas preferem se prender a algo que nunca existiu. "- Pretty Little Liars .
Hoje seria o pior dia de minha vida, porém, escondia. Quem queria saber quemaisuma pessoa morreu ? Afinal, quem liga para mortes de pessoas que nem são de sua família ?. Coloquei a jaqueta de couro preta velha e logo comecei a pentear meu cabelo. Segurei as lágrimas até chegar ao velório, por que tudo deveria ser tão difícil assim ? Não poderíamos, apenas nos apaixonar e ficar assim, com borboletas no estomago todos os dias até a eternidade ? Minha vida estava de cabeça para baixo em fração de um dia e meio. E tudo aquilo por culpa de um ciúmes idiota que me corrói toda a vez que o via com alguém. Segurei mais algumas lágrimas, as lágrimas de culpa e arrependimento. Sentia minha garganta fechando a cada minuto como se, não pudesse respirar mais. Olhava para os cantos a procura de algo em comum, mas, a unica coisa que via eram túmulos, alguns com flores e outros pichados. Odiava me sentir indefesa, principalmente perdida daquela maneira, me sentia como um urso polar no deserto. Deslocada de meu próprio corpo, cabeça, alma,coração.
Aquilo seria uma luta diária, acordar sem olhar para seus olhos azuis e ao mesmo tempo sorrir. Aquilo seria como se um filho fosse tirado a força de uma mãe. Aquilo chegaria a ser mais dolorido do que cortes, facadas, tiros. Aquela sençasão me destruía aos pedaços. Um por um, como o fogo queimando uma casa, cada pedaço de pele se referia a uma madeira sendo queimada. Olhava para o caixão de mogno e prendia a respiração, junto é claro, com o choro. Como falei, não chorava em público, tão pouco na frente de meus pais. Chorava aprisionada em meu quarto, em meu banheiro, de noite. Era tão difícil se acostumar com algo e do nada, praticamente ele se vai, como se nada tivesse acontecido.
Aquela dor, que a maioria acha que é pra 'chamar atenção' é real, pois no fundo de minha mente eu sempre repito :" Você não teria lágrimas para aguentar o que eu aguento", e em parte é verdade. Poucas pessoas sabem o que é se sentir assim, com o coração partido, depressiva, feia, estranha, sentir que todos te odeiam e se afastam de você. Como se sua sombra te perseguisse e, só mente aquilo, lhe fazia feliz. É como se sua própria sombra fosse sua melhor amiga. O vento gélido de inverno soprou alguns fios negros de meu cabelo em meus olhos, tampando a visão. Coloquei-os atrás da orelha e continuei encarando a cama de madeira. Senti algumas lágrimas fortes caírem, e aprendi que as pessoas choram, não porque são fracas e sim porque um dia se cansaram de falar"Tudo bem".
Fui até seus pais, porém eles não falaram comigo, me acusaram de sua morte, o dói tanto é que ninguém mais acredita em uma palavra sequer. Olhei nos olhos de minha tia, que me acompanhava, ela apenas acenou com a cabeça em um gesto de "vamos-em-bora", a obedeci e fui me retirando do salão. Me virei e olhei novamente, sua irmã me olhou com nojo e me mandou sair. Só de pensar que ela era minhamelhor amigame embrulhou o estomago. Melhores amigos são comoirmãos, que ajudam uns aos outros e naquele momento, tive a verdade. Ela nunca fora minha amiga comofuidela. Minhas botas tocaram a lama gelada, dava passos largos e rápidos, quanto mais rápido chegasse no carro melhor ficaria.
Abri a porta do mesmo e me sentei, lá deixei algumas lágrimas caírem, porém não falei com Audrey, minha tia materna. O caminho inteiro foi aquele silêncio que gritava mais e mais em meus ouvidos. Passamos pela casa dos Nillson , Parker e finalmente a minha, a caixa do correio estava enfeitada com várias mãos de tintas, minhas e de meus irmãos e irmãs. Do lado direito estava escritoFamília Willheart. Audrey estacionou o carro do lado esquerdo da rua, lhe dei um beijo na bochecha de agradecimento por ter me levado ao enterro e, por fim, entrei em casa.
Olhei para meus pais,para meus irmãos, Melanie, Sophie, Jake e Spencer, e para minha avó, Annalise. Senti a dor devastadora de novo e fingi meu melhor sorriso. O que na verdade seria, "Por favor me ajudem"ou o sorriso"Quando eu falar 'estou bem' alguém fala que eu não estou"..Melanie me olhou com pena e isso foi igual a todos, coloquei meu casaco no mancebo perto da porta e subi para meu quarto. Entrei no mesmo vendo a escuridão me deixar mais aliviada, me sentei na cama, sem ao menos ligar a luz encarei o teto e comecei a chorar. Abraçava meu travesseiro contra o corpo e pedia para parar de doer tanto, o que sabia que não iria parar tão cedo.
Sentia que, tudo o que havia construído com ele foi por água a baixo, tudo o que sempre quis se matou..por culpa domeu ciúmes. Tudo o que aconteceu foi minha culpa, totalmente minha, e aquela culpa, estava acabando comigo.
Notas finais
Obg por lerem, vocês são os melhores !
Até o próximo capitulo :)
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