The Secret of a Promise

14 Segredos revelados


Notas iniciais
Atrasada, eu sei, depois eu explico. Boa leitura

O vento havia diminuido consideravelmente naquela manhã em que Merida resolvera posar em uma praia aleatória, a neve terminava onde começavam varias pedras espalhadas na areia, não havia maré alguma.

Ela parou diante do mar. Segundo a direção do Olho de Dragão aquela era a direção que deveria tomar, mas estava tão insegura.

Como sua mãe reagiria ao vê-la retornar para casa? Tinha pensado naquele detalhe a noite inteira em que voou. Como DunBroch a veria depois de tudo o que acontecera? Depois de casada uma vez, não teria mais honra nenhuma, ela não conseguiria voltar para casa e carregar a culpa de destruir a honra de sua família, e ainda sim, a possibilidade de voltar para Berk parecia tão surreal.

Ela tinha mesmo atirado contra Soluço, e a lembrança dos olhos insistentes dele com a esperança de leva-la de volta para Berk estavam a sufocando.

–Mais uma vez, eu sou mestre em fazer escolhas erradas. – Comentou para si mesma, era inútil não declarar para si mesma que não estava arrependida, ao mesmo tempo em que não estava. Continuaria sendo tão estranho estar em um casamento arranjado com Soluço. Ela teve uma vida antes de se casar, conseguiu quebrar uma tradição que todas as suas antepassadas viveram e Soluço...

Ele teve a história dele de heroísmo também e, consequentemente, Astrid e depois Heather existiram também. Não tinha como combater contra isso.

Merida limpou seus olhos com força, estava nervosa consigo mesma, por ainda conseguir chorar. Era inacreditável o qual covarde tinha conseguido ser ao fugir de Berk para viver sozinha, mal tinha para onde ir.

Es seu futuro, vagar pelas vilas que encontrasse pela frente, e apenas existir até que os ventos soprassem sua existência desse mundo.

Ela pegou o Olho de Dragão, e encarou o objeto por longos minutos. O Pesadelo Monstruoso ainda estava com ela e se aproximou com curiosidade, sem saber como reagir à melancolia de Merida naquele momento.

Merida analisou a figura do Dragão que tentava se aproximar dela de forma que deixasse explicito que se preocupava com ela. Ela sorriu fraco.

–Você deve voltar para Berk, minha jornada é solitária daqui para frente...

Ela deu um pequeno tapa no dragão para que ele começasse a voar, porém o dragão protestou com um grunhido, Merida deu um paço para trás, e encarou novamente a grande besta na sua frente, ele balançava a cabeça repetidas vezes.

–Tudo bem, por enquanto então você pode ficar.

O Pesadelo monstruoso pareceu satisfeito com a resposta, pois se acalmou, Merida riu divertida, mas depois de poucos segundos lembrou-se de que a ultima coisa que gostaria de fazer naquele momento era sorrir.

Ela olhou novamente para o Olho de Dragão e passou os dedos delicamente no objeto fragiu, respirou fundo e levantou para o alto, mirando o oceano, mas ficou imóvel, ofegante, sem ter certeza do que estava fazendo. Queria esquecer Berk, esquecer os amigos que fizera e principalmente esquecer Soluço. Estava sofrendo, sentia como se seu coração fosse sair pela garganta matando-a sufocada, desejou isso, por um momento.

E então sua atenção voltou para as suas costas, guardou o objeto ao ouvir passos, virou com a guarda armada, o Dragão ao seu lado grunhiu baixo, revelando que não estavam mais sozinhos.

A imagem de Dagur presunçoso se fez presente, ele tinha estampado em seu rosto o sorriso sádico que sempre possuía quando tinha certeza da vitória. Merida se atreveu a desembainhar a espada que continha em sua cintura, mas a quantidade de homens a encurralando foi assustadora, não era como se eles estivessem capturando um animal perigoso.

–Nem pense nisso, queridinha. – Ele moveu a mão para cima e um dos homens atirou uma flecha quase certeira em sua mão, forçando Merida a soltar a espada. Um movimento de olhar e outro dos homens de Dagur atirou um dardo no Dragão que adormeceu quase de imediatamente.

Ainda sim, Merida permanecia em posição de ataque.

–Eu não vou me render.

Ela comentou ignorando a pressão atmosférica que tomava conta do lugar, os homens de Dagur a encaravam como se fosse apenas uma boneca de pano indefesa, e aquilo a incomodava mais do que a curiosidade de saber como Dagur soube exatamente onde encontra-la.

–Não, não vai. Se não, nem teria graça, “Erda”. – Ele comentou sorrindo e foi se aproximando lentamente. Merida recuou, até que sentiu a água da praia intensamente gelada tocar seu tornozelo.

Ele a puxou violentamente, segurando em seu pescoço e a forçou encara-lo nos olhos.

–Você tem um débito comigo, e ninguém que me deve vive para contar história.

Merida permaneceu em silencio, ele colocou a mão dentro da capa dela e puxou o Olho de Dragão o erguendo para cima, seu sorriso enlargueceu.

Dagur estendeu a mão para trás para entregar o objeto para alguém, foi então que Merida se deparou com os olhos amarelados de Heather, ela segurou o objeto e lançou um olhar indiferente para Merida que naquele momento se contorceu para se livrar de Dagur.

–H-Heather?! O que você faz aqui?

Heather deu de ombros e deu as costas para a princesa que fora imobilizada novamente. Era uma armadilha então.

–Soluço confiou em você! – tentou chamar a antenção da moça que só esperava Dagur terminar de amarrar as mãos de Merida para trás. Ela virou para Merida, suas sobrancelhas estavam franzidas, ela se aproximou rapidamente e apontou o dedo para a Merida.

–Ele também confiou em você e o que você fez? Está aqui... Quem errou, princesa, foi você! Ele confiou em você, mas você confiou nele? Pense nessas palavras, você vai ter muito tempo para refletir.

Merida ficou extasiada, até poderia ser verdade, mas naquele momento por seu estado emocional estar tão abalado, foi como se a viking tivesse cravado a espada em seu peito. Seu choro foi silencioso e obedeceu aos comandos de Dagur em seu modo automático, sem contestar ou tentar se livrar.

Quando caiu em si, estava na prisão do barco de Dagur, encarou da janela quadrada e pode perceber que já estavam em alto mar.

–Olá, “Erda”. – Caçoou Heather, aparecendo silenciosamente do lado de fora da cela, ela tinha um sorriso no rosto e suas mãos estavam atrás de seu corpo. Merida se moveu até a grade segurando com as duas mãos, seus olhos azuis estavam fixos em Heather como se pudesse mata-la simplesmente com o olhar.

–O que você quer? – Sua voz era fraca, mas ameaçadoramente, naquele momento sua linguagem corporal já deixava explicito seu desejo de matar a guerreira a sua frente. Heather percebeu cada indicio das intenções da princesa, mas conseguiu ignorar.

–Apenas conversar.

Não que tivesse alguma escolha, mas dispertou a curiosidade de Merida

–--x---

–Soluço todos os vikings estão procurando por qualquer vestígio da Merida, não se preocupa, vamos acha-la.

Comentou Astrid mais uma vez, tentando animar Soluço. Ele segurava seu capacete e encarava o mar. Naquela praia foi encontrado uma de suas espadas, provavelmente a que Merida decidira carregar para se proteger, o Pesadelo Monstruoso roubado ainda estava desfalecido, mas o dardo em seu pescoço indicava que Dagur tinha achado Merida antes deles, não conseguiria viver sem saber se ela ainda estava viva ou se fora morta, não conseguiria viver caso a resposta fosse à segunda opção.

–Dagur me paga...

A voz dele saiu mais sombria do que Astrid estava acostumada a ouvir, sua expressão surpresa foi instantânea, mais achou melhor deixar o amigo em seus pensamentos ao invés de incomodá-lo.

–Só para sua informação, Heather sumiu. Ao mesmo tempo em que Merida partiu de Berk.

Disse a guerreira antes de sair.

Soluço suspirou fundo tentando manter a calma. Subiu em seu Fúria da Noite e alçou voo, não tinha tempo a perder.

Notas finais
Olá gente, então tive algumas dificuldades nessa semana para postar o cap, por motivos de: Vestibulares e tive algumas tarefas no meu trabalho que me deixaram bem cansada. E pretendo postar os proximos em breve, antes mesmo do fim deste mês já que (revelação) a fanfic já esta praticamente no fim. Desculpem qualquer erro, até o próximo e por favor, tenham paciência comigo.