The Second Life Of Fred
14 Sentimentos
Notas iniciais
Começamos reformando a parte de cima, era fácil, como ambos tínhamos uma força incomum, rapidamente arrumávamos cada cômodo foi divertido arrumar a casa, Margareth era brincalhona então sempre que podia aprontava comigo, com isso 3 baldes de tinta foram desperdiçados.
O marido de Olivia já havia chegado, ele dizia que Margareth não prestava e que Olivia devia afastar-se dela, que foi só o tio morrer e ela já trouxe um homem para morar com ela. Mas Margareth não ligava, ela sabia que as coisas tinham que ser assim. A cada dia ela me surpreendia, tinha um ótimo autocontrole, já haviam se passado três dias, e eu já podia deixá-la perto de Olivia, mas mesmo assim sempre ficava por perto. Passei a fazer algumas visitas ao banco de sangue do hospital, havíamos escondido uma geladeira no sótão e a deixávamos sempre cheia de bolsas de sangue. Eu estava feliz por não ter mais que matar ninguém para me alimentar. E também estava feliz por Margareth também não gostar de matar pessoas para se alimentar.
Não nego que senti algo por Margareth, ela era tão especial, tão controlada, tão perfeita. A cada vez que nossos olhos se encontravam eu sentia que estávamos envoltos em uma aura de ternura e paz de espírito.
A reforma durou exatamente cinco dias, a casa já estava completamente reformada e equipada para que realmente parecesse que éramos normais. Um dos quartos tinha uma cama de casal com um closet (que Margareth já havia cuidado de abastecer), o outro quarto nós tiramos o closet e o banheiro, o que deixou um cômodo bem amplo e fizemos uma mini biblioteca, também já abastecida. A sala também bastante equipada com aparelhos eletrônicos e uma estante cheia de filmes, a cozinha também foi bastante equipada. Margareth cuidou dos mínimos detalhes da decoração e ficou realmente lindo.
Já estávamos no fim do ano então esperaríamos até o próximo ano para nos matricularmos no colégio. Eu queria voltar a estudar, queria me formar em algo e conseguir meu próprio dinheiro. Estava feliz com essa nova vida.
No sábado à noite, estávamos na sala assistindo um dos filmes que havíamos comprado, à noite estava bonita, o céu bem estrelado e a lua cheia, então em um momento Margareth me fez uma pergunta.
“O que você acha que vai ser do nosso futuro?” Ela estava com a cabeça encostada no sofá de cor bege, não parecia estar prestando atenção no filme.
“Eu realmente não sei. É tudo muito novo ainda pra mim.” Ela se endireitou para me encarar os cabelos lisos emolduravam o rosto branco e ressaltavam o olho vermelho gélido, havíamos comprado lentes de contato para disfarçar o vermelho quando íamos visitar Olivia.
“eu acho que nunca perguntei. Quem te criou?” Me surpreendi com a pergunta.
“Eu não sei quem me criou. Mas sei que fui criado junto com vários outros, para matar uma família de vampiros, eu fugi antes, e todos os outros morreram...” Na hora lembrei de Bree.
“Você tinha família?” Disse Margareth.
“Sim. Meu pai era falecido, minha mãe cuidava de mim e da minha irmã menor.” Respondi. Tentando deixar minha voz o mais controlada possível. Mas não consegui.
“Eu sinto muito.” Ela disse e me abraçou.
Eu passei meus braços por sua cintura e a abracei também. Afundei meu rosto em seus cabelos negros e chorei, mesmo sem lagrimas, chorei por dentro. Lembrar de minha família foi como levar uma facada no coração. Eu sentia muito sua falta.
Ela afrouxou o abraço e eu fiz o mesmo, ela me olhou nos olhos, um olhar intenso nossa aura se juntou, num tom de paixão. Aproximamos nossos rostos e nos beijamos, um beijo intenso mas ao mesmo tempo puro. Ela colocou sua mão em minha nuca e eu a abracei mais forte, nossas peles gélidas ao entrarem em contato ficavam quentes. Em um movimento rápido mas delicado eu a deitei no sofá...
No dia seguinte resolvemos ir há livraria comprar alguns livros sobre vampiros, quem sabe lendo podíamos aprender mais. O dia estava claro mas o sol estava encoberto, mas mesmo assim o clima era de frio, então tivemos que nos proteger, caso o sol aparecesse.
Eu passei minha mão pela cintura de Margareth e nós seguimos para a livraria, compramos vários livros que achamos sobre os vampiros, e mais alguns lançamentos da loja e voltamos para casa.
Quando chegamos e a porta estava aberta. Eu deixei as sacolas no chão e me coloquei a frente de Margareth. Abri a porta e entrei primeiro, Margareth vinha logo atrás, um homem vestindo um manto preto estava de costas para a porta, e quando sentiu nossa presença se virou. O que ele estava fazendo aqui?
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