Nós corremos o resto do dia, até chegarmos há uma cidade onde havia um aeroporto. Na corrida não trocamos uma palavra, mas sentia que Jane se arrependera de ter vindo.

Comprei duas passagens para a Inglaterra com um dos cartões falsos, era o pais mais longe que havia vôo em menos de meia hora. Lá decidiríamos o que iríamos fazer.

Estávamos molhados por causa da chuva que caia e que agora já virara um temporal, depois de comprar as passagens fomos á uma loja de roupas que havia dentro do aeroporto e compramos roupas novas.

Quando acabamos de nos trocar o embarque já havia começado. Entramos no avião e nos sentamos.

Decidi puxar assunto, não agüentava mais todo aquele silencio, falei muito baixo de forma que só ela ouviria.

“Você acha que eles virão atrás da gente?”

Jane encarava o vazio quando me respondeu.

“Não. Eles mandarão alguém para nos levar de volta.”

“E isso é ruim?”

“Não, posso cuidar de qualquer um de olhos fechados.”

Ela se virou para olhar para mim.

“Eu não devia ter vindo, isso foi loucura. E agora não tem volta.”

Olhei no fundo de seus olhos e disse.

“Não vou deixar que te levem de volta, eu prometo. Lá é tão horrível quanto sua energia demonstra?”

“É pior, eles me ensinaram á somente obedecê-los, eles me fizeram ter prazer em matar pessoas, vampiros...”

Jane balançou a cabeça e se recostou na janela do avião.

Decidi não perguntar mais nada até chegarmos á Inglaterra.

Quando o avião pousou eram exatamente 3:17 da manhã, Jane mal se mexera a viajem toda, fazia bastante frio. Embora não precisássemos havíamos comprado casacos no aeroporto afinal as pessoas estranhariam a gente não tremer de frio.

Fomos os últimos a descer do avião, as pessoas sonolentas não trocavam uma única palavra, havia poucas pessoas e o aeroporto de Londres estava calmo.

Assim que saímos pela porta Jane me pediu para segui-la, ela adentrou a escuridão da noite ficando invisível aos olhos humanos.

Não fazia a mínima idéia de onde ela ia, eu achava que íamos procurar um lugar para podermos conversar e decidir o que iríamos fazer. Distrai-me e quase cai quando ela parou.

Estávamos em frente a uma grande porta de madeira, velha e com o trinco enferrujado, a porta ficava escondida por dois grandes carvalhos. Jane bateu uma única vez na porta, esperamos poucos segundos e ela se abriu. Uma moça muito parecida com Jane só que com varias marcas de expressões e que parecia ter uns 40 anos nos atendeu. Ela encarou Jane por alguns segundos e então parecendo ter se lembrado de algo disse quase sussurando.

“Jane!” Ela estava boquiaberta e com os olhos arregalados. “Não pode ser, então é verdade! Vamos entre logo.”

Ela pareceu nem notar minha presença, Jane olhou para mim e fez sinal para que entrasse também.

A casa era simples mas muito bela por dentro. Os moveis e as paredes de pedra me lembravam muito a época medieval. Mas isso era ofuscado pelos equipamentos eletrônicos modernos.

“Olivia, esse é Fred.” Disse Jane apontando pra mim. Olivia estendeu a mão e eu a cumprimentei, ela estremeceu ao meu toque mas exibia um sorriso no rosto.

“Olivia, temos que conversar.” disse Jane.

“Tudo bem, vamos para o porão se for tudo verdade, é lá que devemos ficar seguros.”

Caminhamos até o porão, Olivia acendeu a lareira pois tremia de frio, nos sentamos em volta de uma pequena mesa de madeira antiga que havia ali e Jane começou a falar.

Notas finais
O capitulo foi atualizado pois pensando melhor o que eu iria fazer ia em longa data prejudicar a fic. peço desculpas e boa leitura.