The Second Chance
3 Foods and Knowledge
Notas iniciais
Klaus Mikaelson
Estava cansado de decidir qual vinho iriam usar, ou qual o bolo que deviam fazer. Por ele, Rebekah poderia ficar escolhendo as comidas, Kol as bebidas refinadas e algumas nem tanto e a sua mãe decorando a casa. Estava sem paciência depois de provar tantas coisas.
Ele preferia cuidar da lista de convidados. Não que fosse dar trabalho já que apostava que a maioria da cidade daria um jeito de entrar de penetra com um belo traje de gala. Não era isso. Era o fato de que as famílias tradicionais de Mystic Falls eram exigentes a ponto que os anfitriões deveriam mandar convites formais e ele conseguiria um especialmente para Caroline.
Decidiu que ela seria seu objetivo nas férias e ele como um Mikaelson, não deveria de descumprir isso.
Pegou o celular e enviou uma mensagem para Rebekah.
“Poderia, com toda a gentiliza que eu espero que tenha, me passar o número de Caroline Forbes?”
Não teve que esperar muito, apenas a troca de um prato de bolo por outro.
“Eu sabia! Ela que é sua presa, Nik? Não vou deixar que a machuque, ela é a melhor amiga do Matt.”
Revirou os olhos.
“Eu não vou machuca-la. Se não sabe, ela é mais difícil do que aparenta. Se entrasse numa relação, saberia exatamente onde estaria se metendo.”
A resposta de Rebekah foi imediata, e ele pode saborear o gosto da vitória com o vinho que foi servido.
“Ela te deu um fora já? Já é a minha cunhada favorita! Aliás, faz até gosto de ver vocês dois. Ela é linda, inteligente e quase médica. Bem melhor do que a chata da Aurora. Sinceramente Nik, esperava mais.”
“Contato: Caroline Forbes.”
“Já estou imaginando os filhos maravilhosos que vocês terão. Loiros e se puxar a vocês, terão os olhos claros...”
— Eu vou querer esse vinho como um dos escolhidos para a o cardápio da festa, por favor. – ele se lembraria daquele sabor assim que provasse junto dela.
Adicionou o número de Caroline como Love. Iria falar com ela se seu irmão mais velho não tivesse ligado.
— Elijah! – o tom irônico misturado com o zombeteiro era normal para ele. – Que sorte a sua, eu estou aqui desde cedo provando bolos e bebidas enquanto você viaja com sua girlfriend.
— Niklaus.— Elijah era sempre sério e por isso Klaus adorava irrita-lo como uma criança. – Espero que tenha uma decisão em mente.
— Como você é chato, prefiro comer e beber, pelo menos era uma chateação em que eu estava me alimentando. – ele tinha um sorriso de lado, como se estivesse vendo o irmão em sua frente e zoando com ele.
— Por favor, Klaus. Seja sério. Preciso da sua resposta o quanto antes.
— Sabe, Mystic Falls está tão interessante. E você sabe o motivo da minha pausa.
— Tanto sei que estou lhe pedindo para resolver logo. Não foi para se divertir que você foi para aí.
— Estou achando que virá apenas para me vigiar e me apressar. Acertei?
— Sim. Isso e outra coisa. Tenho uma coisa para falar com a família.
Uma moça atendente do lugar chamou a sua atenção e Klaus tapou o microfone do celular para Elijah não escutar.
— Senhor, sua mãe pediu que provasse também a comida do jantar além de bolos. Podemos servir? Já escolheu o seu bolo favorito?
— Ah sim, sim. Um segundo. – voltou o telefone no ouvido. – Como você não deve ter ouvido, nossa querida mother me pediu para escolher o jantar. É uma pena que eu não possa mais escutar esse tom sério que sua voz é, brother. Sinto que terei que beber para esquecer esse fato. Imagina, na maravilhosa festa de gala eu aparecer bêbado, e estragar sua declaração de noivado, nossa mother me mataria, não?
— Mas o quê? Como sabe que é sobre meu casamento?
— Seja menos previsível Elijah. Aposto que está na estrada, no alto-falante e com Hayley ouvindo ao seu lado. Hello Hayley, desejo um ótimo casamento, esperem por meu presento. Bye, noivos.
E desligou. Riu baixo, imaginando a cara do irmão.
— Esther deve ter pedido algo que lembre a água. Será peixe? – a moça assentiu. – Por favor, traga-me o peixe, um pedaço que dê para duas pessoas e mais alguma carne que ela deve ter escolhido não muito forte. Traga o acompanhamento também e o champanhe favorito da casa para degustação. Obrigado.
Tão rápido quanto veio, a moça foi-se embora. Ele finalmente colocou na conversa com Caroline.
“Hey love, advinha quem é?”
Esperou pacientemente durante dois minutos e por final achou que ela não iria ver. Estava prestes a chamar a moça e pedir para trazer a comida apenas para uma pessoa quando ouviu o celular vibrar.
“Tyler, meu ex namorado?”
“Outch! Essa doeu, love. Ele a chamava de love? É quase uma ofensa contra mim.”
“É claro que eu sei que é você, Klaus. Ele não me chamava de love, apenas Care.”
“Care é um apelido fofo, para apenas alguns momentos. Acho que não teve um namoro decente, love. Eu poderia lhe mostrar como é...”
“Meu namoro foi ótimo, obrigada pela sugestão. Como arranjou meu contato?”
“Eu sou um Mikaelson.”
Ele estava com uma cara convencida.
“Então... Eu estou no restaurante mais caro provando algumas comidas e estava pensando se poderia me acompanhar. Estou sozinho e me sentindo abandonado.”
Caroline Forbes
Ela mordeu os lábios, indecisa.
“Então continuará sozinho. Sorry. Estou estudando e...”
Enviou sem terminar, mas Klaus tinha dedos ágeis e não a deixou terminar.
“Por favor, Caroline. Está aqui para se divertir e minha companhia é uma diversão. Eu sei que adorará, vamos lá.”
“Fine. Eu aceito. Devo ir com alguma roupa diferente?”
“Não, não. É apenas um encontro normal, eu estou com roupas normais e não um terno.”
“Não é um encontro de namorado, Klaus. É um encontro de amigos.”
“Eu não disse nada, você que pensou. Pensamento tem poder, sabia?”
“Tchau.”
Sorriu balançando a cabeça e foi se arrumar.
***
Avistou Klaus na mesa perto de uma das janelas do lugar. A pose relaxada e as roupas elegantes, mas ainda sim simples eram inconfundíveis, além do cabelo loiro. Ele sorriu ao vê-la e ela se sentiu diferente. Era bom para sua autoestima receber aquele sorriso dele.
— Está simplesmente maravilhosa nessa roupa.
— Claro. Para você se eu viesse de biquíni, ainda sim estaria bonita.
— Se viesse de biquíni, nem aqui estaríamos. Mas estaria bonita sim, porque você é.
— Parece que seremos daquele tipo de amigos em que você irá ficar dando em cima e ainda seremos melhores amigos.
— É o que parece. – ele se levantou e puxou a cadeira para ela se sentar e abaixou a boca na altura do seu ouvido. – No seu ponto de vista. – e voltou para seu lugar, cruzando os dedos e apoiando os cotovelos nos braços da cadeira. – No meu, você será a garota de que o cara gosta e ela só o vê como amigo, tirando a parte que me vê apenas como amigos, já que posso garantir que você fica perturbada com algumas ações minhas.
— Talvez.
— Me dou satisfeito por essa confissão. Agora iremos provar o peixe e outras comidas, espero que tenha apetite.
O almoço foi servido. Era uma comida leve porque seria servido no jantar e eles aproveitaram junto do champanhe.
***
— Veja, você já sabe umas coisinhas sobre mim e eu sei pouco sobre você. Por que não me conta mais?
— Porque não quero me envolver.
Os dois andavam lado a lado nas ruas da cidade e ele mantinha os braços atrás das costas, com um sorriso de lado.
— Deixe de medo, Caroline. Por que tem tanto medo? Te contarei o que sei sobre você. Sei que será uma médica logo, e para isso tem que ser uma menina muito inteligente. Sei que sua mãe é a xerife da cidade, então se eu te fizer algo eu devo dormir pelo menos um dia na cadeia. Melhor amiga de Matt, já que ele foi adiantado. Deve ter minha idade, vinte e dois. Parece ser uma pessoa certinha que faz coisas más quando está irritada. E suas amigas são aquelas duas que você conversou na noite da festa. E eu sei seu número de telefone.
— Uau. – respondeu enquanto virava a esquina, indo para sua casa. – Como sabe disso tudo?
— Sou observador.
— O que eu sei sobre você não é muito. Sei que é um cavalheiro quando quer, sei que pode ser cafajeste com algumas que dão alguma permissão para o pacote britânico que você é. É um advogado que está tirando férias, mas não sei por que, já que o Matt também não sabe muito bem. Agora sei sua idade, que é vinte dois. E sei que gosta de festas. Sei seu número também.
— Hm... Procurou saber de mim com o Matt, love? Está sabendo muito ainda, estamos empatados.
Revirou os olhos. Mais alguns passos e ela já estava em casa.
— Não vai me convidar para entrar, love? Assim me sentirei ofendido. – o tom que ele usou era de falso ressentimento.
— Fique feliz que já sabe meu endereço, Klaus.
— Você é como um jogo, eu vou liberando mais coisas a cada fase. Eu já sei o seu endereço, então não se espante em me ver algum dia aqui. Espero a fase em que ganharei um beijo ansiosamente.
— Seu palhaço. Cuidado para não der game over com essas cantadas que me irritam.
— Engraçado, eu acho que são justamente essas cantadas que estão te fazendo abrir comigo. Elas ainda são fracas, são de brincadeira. Te lembrarei que foram essas cantadas que te fizeram querer o ‘pacote britânico’.
— Idiota. – empurrou o peito dele enquanto ria. – Obrigada pelo almoço, me salvou de ir para a cozinha.
— Eu sabia que não iria estudar, Caroline. – ele parecia provoca-la quando falava o nome dela todo. – Boa tarde e espere por alguma coisa na sua porta nessa semana.
E saiu, deixando-a curiosa.
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