The Scientist

3 Capítulo 3 - "Y ahora es que me doy cuenta que sin ti, no soy nada."


Notas iniciais
Meninas, me explico nas notinhas finais... Por enquanto, boa leitura e não esqueçam de ler a N/F e deixar seu comentário. :*

The Scientist, capítulo 3

Isabella chegou em casa bem rápido após o incidente na sala de espera do consultório de Alice. Na verdade, se ela não fosse mera mortal, seria possível considerar que tinha superpoderes, pois saiu da recepção como um flash.

Ela entrou no seu quarto, jogou os sapatos no canto do armário e no player, colocou Corazón Partío de Alejandro Sanz, se jogando na cama em seguida. Aquela segunda-feira se mostrava a cada segundo mais conturbada. Mas ela tinha um plano para se divertir naquela noite.

Edward voltou para sua casa, após uma longa conversa com Alice.

FLASHBACK ON

– Então, Edward, o que você precisa? – ela perguntou, um pouco nervosa por Isabella ter saído com tanta velocidade.

– É a sua maldita secretária, minha irmã! Não consigo esquecê-la, não consigo dormir nem ao menos me concentrar nas minhas fórmulas. O que foi por anos o único motivo de viver realmente – matemática. – ele disse. Alice revirou os olhos, e cerrou a mão em punho, disparando socos e mais socos no peito de seu irmão.

– Seu idiota! Idiota, idiota! – Edward agarrou os braços de sua irmã com força e gritou:

– Pare! Pare com isso, Alice. Você age como uma criancinha quando tocam na sua melhor amiga, é isso? – ele perguntou, o tom de voz duro, gélido. – Respira, porra!

Alice se desvencilhou das mãos fortes do irmão.

– Vamos lá para dentro, deixa eu só fechar a porta. – ele seguiu para a sala dela e se sentou, com ela vindo atrás. – Edward, o que quero te dizer é que... não é que ajo como criancinha quando mexem com a minha melhor amiga. Mas é que eu a conheço, entende? E conheço você. Eu sei que é bem capaz de ela se apaixonar e você nunca mais querer olhar na cara dela. E por quê? Porque você é um homem frio, Edward. Matemático. Isso todos nós sabemos. Eu estou errada quando penso que te conheço mais do que você mesmo, eu sei, mas... você é frio e duro consigo mesmo. Por isso que fica trancafiado naquele laboratório dentro do seu apartamento. – Edward só ouvia verdades. Talvez Alice o conhecesse o suficiente.

– Eu não entendo essa coisa de amor, Alice. Paixão, amor... Não são coisas que se compreende, porque não são coisas em que posso tocar. Sentir por sentir é fácil. – ele disse, levantando os ombros.

– Você está muito enganado. Mas... se há algo que você pode fazer já que não acredita em amor, é se afastar de Bella. Pois ela sim acredita no amor. Apesar de tudo o que já passou... – ela disse, dando de ombros.

– Você não entende, não é? Não consigo ficar longe dela.

– Então não posso fazer nada por você. – Alice disse, se levantando. – Você vai ter que lidar com o que vai acontecer daqui para frente sozinho. E eu espero, do fundo do coração, que magoar minha amiga esteja fora da lista. – ela organizou as coisas e saiu da sala.

Ele cerrou os dentes e a mão em um punho e se controlou para não danificar nada que fosse de sua irmã. Assim que saíram do consultório, Alice olhou-o e disse:

– Você tem sido duro consigo mesmo há anos, Edward. E eu sei disso. Só... tente cobrar menos de você. No fundo, ninguém sabe o quê ou quem te tornou assim, mas dê uma chance para os sentimentos, meu irmão. – ela disse e deu um sutil sorriso. Edward revirou os olhos discretamente, porque ele odiava aquela baboseira toda sobre amor.

Alice seguiu para o seu carro, deixando seu irmão na porta de seu consultório.

FLASHBACK OFF

Para ele, desejo sexual existia. Amor não. Porque desejo não é um sentimento, é uma vontade. E vontades estão ligadas à hormônios, que afetam seu sistema nervoso. Nada a ver com sentimentos.

Edward seguiu até o laboratório, apoiando os cotovelos na mesa e baixando os olhos para seus cálculos. Ele precisava de uma bebida e, apesar de ser um mau-humorado-anti-social do quinto dos infernos, precisava sair e ficar com alguém.

Ele ligou para Tanya, prima da namorada de Emmett. Eles já haviam tido um relacionamento “só sexo”, mas Edward deu um basta, visto que Tanya mantinha muitas relações daquele tipo com outros homens.

Ela não atendeu.

Ele se levantou da cadeira, passou a mão nas chaves do Volvo e foi para a boate “Circus”.

Ele virou as ruas, trançou até que chegou aonde queria. Por ser cliente V.I.P, “furou” a fila e logo entrou na boate. A música era alta, “Toxic” da Britney Spears. O ambiente era programado à meia-luz, as paredes em vermelho, mesas dispersas pelo salão, garotas dançando no pole dance, e um pequeno palco, reservado para apresentações ao vivo quando a boate era apenas um bar.

Ele se sentou num banquinho do bar e retirou a carteira do bolso. Uma moça morena com um crachá com o nome “Carmen” o atendeu.

– O que vai querer hoje, senhor? – ela perguntou, sorrindo.

– Uma dose de Jack Daniel’s, por favor.

Em poucos menos de 1 minuto, Carmen estava com a bebida em mãos. A música do salão havia mudado, era lenta e romântica e Edward observava os mesmo casais que segundos atrás se atracavam com volúpia, dançarem devagar.

Aquilo realmente existia? Amor? Não! As pessoas quase faziam sexo em público antes de dançarem apaixonadamente.

Mas de longe, ele avistou um moça com lindos cabelos castanhos até o meio das costas rindo e conversando com uma amiga ruiva. Como se não tivesse controle dos seus movimentos, ele se levantou e seguiu até ela.

– Me concederia a honra de uma dança, senhorita?

– Claro. – ela tinha uma voz meiga, bastante conhecida. Seu cheiro também não era estranho. A textura da sua pele, de seu cabelo muito conhecidos.

As luzes na pista eram fracas demais, e eles não puderam identificar um ao outro.

– Poderia me dizer qual é o seu nome? – ele perguntou.

– Não. Não digo meu nome para qualquer homem que me tira para dançar. – ela respondeu, sorrindo. – Mas... me chame de Marie.

– Ok, Marie. Sou Anthony para você então. – ele respondeu.

A música já havia mudado. Ricky Martin enchia o ambiente com “Vuelve”, mas Edward ainda dançava lentamente com a moça dos cabelos castanhos.

Eles ficaram mais próximos durante o refrão, e Edward encostou sua testa na dela, buscando seus lábios. Quando eles se tocaram uma estranha familiaridade se instalou ali.

– Isabella... – ele sussurrou contra os lábios dela.

– Edward... – ela respondeu de volta, num sussurro.

A partir dali, o beijo fluiu como se naquele enorme salão, só eles dois estivessem ali. Ele acariciava a língua de Bella com voracidade, e Bella o recebia de bom grado. A correspondência era inevitável.

Eles se afastaram.

– Nós... precisamos conversar. – ele disse.

– Edward, eu... – ela começou.

– Não, Isabella. Já foram dois beijos, e não conversamos nem por dois minutos como pessoas decentes. – ele agarrou a mão dela, puxando-a para fora do “Circus”. – Vamos jantar, e então conversamos.

Ele abriu a porta do Volvo para ela, dando a volta e entrando em seu lugar.

O caminho foi silencioso. Edward prestava atenção nas ruas, e pisava fundo no acelerador quando o sinal piscava o amarelo. Quando chegaram ao restaurante, ele abriu a porta para ela novamente, entregando as chaves ao motorista.

– É um restaurante em que servem massa. Espero que goste. – ele disse. Para Bella, tudo parecia estranho. Ele era um homem tão misterioso, calado, frio e que media tudo com os olhos que ela pensava ser incapaz de fazer tantas cortesias em uma só noite.

– Adoro massa. – ela respondeu. Em uma área mais reservada em que os garçom lhes deixou, eles abriram o encarte.

– O que vai querer? – ela perguntou.

– Hum... não sei. Escolha o que quiser, enquanto eu escolho o vinho. – ela assentiu e baixou os olhos para o encarte. Spaghetti aos 4 queijos, Capelletti, Pizza... Coisas que ela adorava.

Por fim, escolheram um Spaghetti aos 4 queijos acompanhados de um bom VINHO.

– E então? O que queria conversar comigo?

Uau. Dessa vez Isabella foi direta. Ela já estava na rede dele, mas quanto mais pudesse fugir dele, mais o faria. Ela sabia qual era o tipo dele, e não estava disposta a enfraquecer emocionalmente. Menos disposta ainda quando o causador do enfraquecimento seria o irmão de sua melhor amiga.

– Bom... você sabe... eu não sou bom com palavras, não é mesmo? – ele riu, nervoso. Ele não sabia fazer aquilo. Saberia fazer qualquer cálculo matemático, mas dizer o que sentia... estava fora de cogitação. – Mas... eu não paro de pensar em você desde que me beijou no noivado de Alice. Eu sei, é ridículo para um cientista estar falando sobre esse tipo de coisa, mas... eu não sei o que acontece comigo! Eu fecho os olhos e imediatamente a sua expressão, o seu sorriso, seus traços angelicais emergem em minha cabeça. E eu não sei o que é isso. Sentimentos são coisas tão vagas mas... é como se eu precisasse de você mais que tudo... você compreende? – ele ergueu a cabeça, fixando no olhar dela. Seus olhos brilhavam com um lampejo de...? O que seria? Esperança? Perguntas?

Ela estava de cabeça baixa, fixando o olhar no prato.

– Compreendo tão bem que... Eu não sei o que deu em mim aquele dia. Eu o beijei, senti necessidade de provar dos seus lábios, seu cheiro... Tudo tão atraente... Mas eu não sabia que isso causaria tantos transtornos a nós dois. Eu fecho os olhos e sua imagem aparece em minha cabeça, trazendo flashes de nossos — poucos – momentos juntos. Mas para mim... sentimentos não são vagos. E eu não posso lidar com esse tipo de coisa com uma pessoa tal qual acha que sentimentos são vagos. Eu poderia te dar uma lista cheia de explicações sobre como os sentimentos têm sim importância, e poderia lhe explicar que tipo de reações eles causam no sistema nervoso e em todo o corpo. Mas o cientista aqui é você, não eu. – ela respondeu.

Para ele, as palavras foram facas perfurando sua pele.

– Não queria que me entendesse mal, Isabella. – ele disse, suspirando. – O problema é que eu penso que sentimentos são vagos. Por mais que eu tente eu não consigo acreditar nessa coisa de amor e todo o resto. Essa coisa, que enche meu peito quando você está perto e o comprime, apertando-o tanto como se impedisse meu fluxo sanguíneo quando você se vai... Eu não entendo como isso pode existir. Mas... exista ou não... eu preciso de você. Porque... eu não sei... Nada mais faz sentido sem você. Os cálculos parecem apenas um monte de números confundindo minha cabeça... e quando sua imagem vem em meus olhos tudo fica uma bagunça. Eu não sei mais o que fazer... só... venha comigo! – ele disse. Ela não podia acreditar no que ouvia. Ele a queria? Ele precisava dela? Ele... a amava?

Ela ficou ali, estática. Olhou ao seu redor e viu as outras pessoas em seus mundinhos pessoais, sem se importar com o que acontecia ali na mesa deles. Aquele homem maravilhoso sentado a sua frente havia acabado de dizer palavras que ela nunca imaginou que sairiam de sua boca. E todas elas a envolvendo!

Ela respirou fundo, olhou para ele novamente, e então disse as palavras:

– Se você precisa de alguém que te prove que essas sensações, sentimentos e emoções realmente existem... Tudo bem então. Eu vou com você. Mas logo digo que não será fácil para nenhum de nós dois. Espero que ao final disso tudo você enxergue que o amor, a paixão... tudo isso existe. – ela respondeu, sorrindo de leve e tomando mais um gole de seu vinho.

Ele relaxou os ombros. Era ali que começava sua principal obra como cientista e como pessoa. E ele não iria desistir.

Notas finais
Demorei demais, hein? Abandonei e fui abandonada! Mas me perdoem! A falta de comentários me deixa muito sem inspiração, e recentemente os comentários que recebi da "BiaD" que realmente me inspiraram a escrever alguma coisa. Então, NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR! ISSO ME MOTIVA MUITO. Segundo, QUE REVIRAVOLTA NA HISTÓRIA DO NOSSO CIENTISTA E DA NOSSA MOÇA DURONA NÃO É? Pois bem, é aí que começa o romance até o Edward magoá-la da pior forma. Não vou falar mais nada porque se não eu conto a história e não é isso que queremos, certo? Então, se querem saber do próximo capítulo, comentem, recomendem, deixem sua crítica construtiva que eu vou sim atender. E mais, com a correria fim de ano + escola, eu não tive muito tempo para responder os comentários de vocês! Por isso, eles estarão sendo respondidos ao longo desta semana. É isso! Não esqueçam de deixar seu comentário aqui embaixo, porque autora feliz é autora produtiva!!!!!!!! Beijos, amo vocês;
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.