Notas iniciais
Sem nada a declarar, além de: Quem tanto pediu e esperou aí está! Para a felicidade das Rosemmetts! :3 Escutem 'West Coast' da Lana Del Rey, okay? http://www.youtube.com/watch?v=oKxuiw3iMBE

–Já vou! – Gritei, ainda descendo as escadas, para as duas buzinas impacientes que tocavam na minha porta. Graças aos céus meu pai não estava em casa. O que ele fazia sumindo por tanto tempo? Não sei, e nem estou interessada em descobrir.

Ajeitei minha blusa branca de mangas compridas, o tecido fino era de linho e tanto a gola quanto as barras das mangas eram rendadas. Meu jeans escuro, um mais novo, não o surrado do colégio, me deixava confortável. Talvez até bonita. Nos pés eu calçava sapatilhas beges, com lacinhos delicados nas pontas, que Alice me dera nos último aniversário.

Respirei fundo e abri a porta, trancando em seguida e guardando a chave na bolsa.

–Que demora, hein Rose! – Alice gritou do carro de trás, colocando a cabeça para fora.

–Estava tentando me arrumar. Não deu muito certo. – dei de ombros, olhando para ela e mexendo no meu cabelo, que estava solto dando voltas e voltas bagunçadas.

–Está linda. – ouvi sua voz aveludada dizer e sorri, olhando para Emmett que abria, de dentro do carro (que reconheci ser o do pai dele), a porta para mim.

–Obrigada. – agradeci assim que entrei e coloquei o cinto.

Isabella, na caminhonete com Allie de carona, buzinou.

–Elas são apressadas, não é? – Emmett riu.

–Você nem faz ideia como elas estão animadas pra isso. – respondi, rindo também.

–E você não? – ele me encarou. Seus olhos verdes, às vezes meio azulados, me olhando com tamanha intensidade que não aguentei sustentá-los por mais que alguns segundos. Desviei a atenção para meu colo e ri, balançando a cabeça.

–Talvez. – respondi simplesmente.

–Eu vou fazer valer a pena. – ele se inclinou e beijou minha bochecha. Senti o local formigar. Seu perfume era tão bom, embriagante. Não me importaria de senti-lo pelo resto da vida e delirar com seu cheiro doce e amadeirado.

– Posso saber como? – perguntei, conseguindo encará-lo de novo.

–Eu sou uma ótima companhia, Rosalie. – ele riu e ligou o carro.

–Tudo bem senhor convencido, vamos lá. – nós rimos e ele acelerou.

[...]

A casa do Masen estava cheia de adolescentes bebendo, música alta e pegação. Sim, tinha muita gente ali que nem fazia ideia de quantos já tinham beijado, mas estavam ansiosos para o próximo.

Eu estava sentada num balanço que havia no jardim. Bella estava por aí, inacreditavelmente, com Edward. Ele havia a chamado pra conversar e Bells foi de bom grado. Alice foi junto, já que estava com Bella quando Edward a chamou, mas para conversar com Jasper. Ótimo, as duas se realizando e eu aqui mofando. Suspirei vencida pela falta de animação e quando fui me levantar senti mãos cobrirem meus olhos.

–Onde a senhorita pensa que vai? – Emmett perguntou me fazendo sentar de novo. Seu sorriso tinha esse poder, de me dominar e deixar extasiada com sua presença. Ele se sentou no balanço ao lado.

–Pra casa. – dei de ombros.

–Não está se divertindo? – ele perguntou. Acho que dava pra notar a animação e alegria no meu rosto, né? Bufei irônica.

–Super. – respondi.

O silencio entre nós perdurou por alguns minutos e antes que se tornasse constrangedor, Emmett voltou a falar.

–Desculpe te deixar sozinha. Estava jogando sinuca com os caras lá atrás. – ele contou.

–Jogo de velho. – comentei e nós rimos.

–Não tinha nada mais interessante pra fazer. — ele respondeu e me senti mal.

Eu não era interessante. Sabia disso. Ele preferia a companhia dos amigos. Então porque me convidou?

Fiquei de pé com o mesmo intuito de antes. Achar as meninas e avisar que estava indo embora.

–Ei, não vai. – ele segurou minha mão, me fazendo parar.

–Não tenho nada de mais interessante pra fazer aqui. – respondi, usando quase as mesmas palavras dele.

–Não vai não, Rose. Por favor. – ele pediu e eu respirei fundo, me sentando no balanço de novo.

Não o encarei dessa vez, estava mais segura olhando para o chão.

–Olha – comecei. –Eu realmente não tenho nada pra fazer aqui. Eu nem deveria ter vindo. – falei, querendo mesmo escapar daquela ambiente que não era meu lugar.

–Suas amigas estão se divertindo, tenho certeza. – ele argumentou.

–Mas eu não. Estava aqui sozinha num balanço na casa de alguém que nem sequer é meu colega. Essa noite não está mesmo valendo a pena. – joguei pra cima dele o que havia me dito no carro.

Ele me lançou um sorriso presunçoso.

–Eu disse que iria fazer a pena. – falou simplesmente.

–Bom, não vejo como. – respondi o encarando.

–Assim, olha. – ele se aproximou de mim num átimo que nem tive tempo de fugir quando o beijo começou.

Eu não queria fugir.

Tudo estava girando lentamente. Nem a música da festa eu ouvia mais. Estava todo tão distante.

Como é que os lábios de alguém podiam ser tão macios assim? Não sei, só sei que os seus eram. Eu não sabia o que estava fazendo, mas ele estava me conduzido da melhor forma possível.

Não havia uma briga de quem manda ou quem obedece. Apenas duas bocas se conhecendo. E eu estava amando isso.

Nunca havia beijado outro garoto antes, mas se beijasse tenho certeza que nem se compararia a ele.

Sua mão segurou minha nuca e eu sabia que ele queria o mesmo que eu: que não acabasse.

Meus olhos estavam fechados, mas eu sabia que estava sorrindo como uma boba. E por incrível que pareça ele também sorria. Eu sentia isso.

Está ficando difícil mostrar
Me sinto mais sensível a cada toque

(...)

Eu sinto como se tudo pudesse acontecer

(...)

Acho que ninguém nunca
Realmente me fez sentir tão extasiada
Dizem que você é o cara, garoto, é você quem eu quero

Então nos afastamos, buscando um ar que, no momento, deveria ser desprezível.

Não abri meus olhos. Não tive coragem. Meu coração parecia que iria saltar pra fora do peito pela garganta.

Senti seu polegar acariciando minha bochecha. Eu ainda estava sorrindo? Pelo jeito sim. Ele me deu um selinho e encostou sua testa na minha.

–Rosalie? – me chamou, mas eu não quis abrir os olhos. – Estou começando a ficar preocupado. Abre os olhos. – pediu e eu abri.

–Desculpa. – foi a única coisa que consegui falar naquele momento.

Ele riu e acariciou meu rosto outra vez. Fechei os olhos apreciando o toque da mão grande, porém macia e suave, contra minha pele.

– Quando é que você vai aprender a parar de se desculpar? – ele perguntou rindo.

Apenas neguei com a cabeça, como se não soubesse. Não conseguia encará-lo nos olhos, ficava o tempo todo olhando super interessada pra minhas mãos.

–Ei – ele levantou meu queixo com delicadeza. –Não vai falar nada?

–Descul... –Nem consegui terminar, sua boca já estava colada na minha. Ele tinha encontrado um ótimo jeito de me fazer calar a boca.

–Acho que vou gostar de todas as vezes que você me pedir desculpas. Essa é uma ótima maneira de te fazer parar. – ele comentou quando terminou o beijo, sorrindo pra mim, com aquelas covinhas adoráveis.

Não resisti e acaricie sua bochecha, exatamente no local da covinha. Como ele podia ser tão perfeito? Não sei, mas era. Incrivelmente perfeito.

–Que foi? – ele perguntou. Com certeza eu o estava encarando hipnotizada.

–Eu gosto tanto delas. – falei apertando de leve sua bochecha e ele riu.

Emmett inclinou a cabeça e beijou minha mão. Outro arrepio. Ele me causava sensações estranhamente maravilhosas, nunca sentidas antes, mas que estava valendo completamente a pena serem descobertas.

–Então, ainda vai embora? – perguntou, entrelaçando nossos dedos.

Apenas neguei com a cabeça refletindo seu sorriso vitorioso.

Fiquei encarando nossos dedos entrelaçados e sorri, até que escutamos um estrondo de risadas vindo da parte detrás da casa. Olhei confusa para Emmett e notei que ele estava com a mesma cara.

–Vamos ver o que está acontecendo. – ele ficou de pé, me levantando junto. Caminhamos de mãos dadas pelo jardim, e um frio estranho – não tão bom – percorria meu corpo. Não queria nem imaginar o que os amigos dele e o resto do colégio diriam se nos vissem assim.

Assim que demos a volta por trás da casa vimos que todos estavam em volta da piscina rindo aos montes. Acho que tinha alguém lá dentro, pois a água de movia muito agitada.

Maggie estava parada na borda, com as mãos na cintura, com um sorriso orgulhoso nos lábios. Mary-Kate e Tanya, uma ao lado da outra, com os braços cruzados, um pouco mais ao lado da “loira líder”, também sorriam olhando algum pobre aluno se debater na água.

Foi aí que cheguei mais perto e consegui ver que quem se debatia tanto assim na piscina era Alice. Ela não sabia nadar e pedia para alguém tirar ela de lá. Ou melhor, ela implorava.

Olhei para Emmett desacreditada e ele encarava a piscina com a boca aberta.

–Allie! – corri até a beira da piscina e me ajoelhei. – Para de se debater, Allie. Fica calma. – pedi, mas ela continuava subindo e afundando.

–Me tira... Daqui Rose! Por... Favor! –ela pediu, engolindo água.

–Vocês vão ficar aí parados? Ninguém vai ajudar? – Pedi, olhando pra multidão que nos rodeava. E não sabia nadar e seria duas se afogando se eu tentasse ajudar Alice.

Onde estava Isabella?

Fiquei de pé e respirei fundo. Eu ia entrar. Não ia deixar Alice morrer afogada na minha frente sem nem ao menos tentar.

–Não, você não vai. – a mão de Emmett segurou meu braço, me impedindo de prosseguir.

–Eu não posso deixa-la morrer afogada. – falei. Meus olhos já cheios de lágrimas.

–Cara, vai ajudar! – Ele gritou pra alguém atrás de mim. Virei a cabeça e pude ver Jasper tirar a camiseta e mergulhar.

Ele agarrou Alice por trás, imobilizando os braços dela. O Whitlock não teve trabalho algum, ele era quase o dobro do tamanho da baixinha. Logo os dois já estavam pra fora da piscina. Alice tossia sem parar, ajoelhada com a mão na garganta.

Me soltei de Emmett e corri até ela.

–Tá tudo bem, Allie. Acabou. Eu to aqui, meu amor. Está tudo bem Allie. –tentei acalmá-la.

Não estava me importando com minha roupa estar ficando molhada. A prioridade ali era Alice. Logo a multidão foi se dispersando. Alguns rindo, outros comentando o ocorrido.

–A Maggie deu uma lição naquela topetuda. Está certa! – ouvi uma das admiradoras da Grayson dizer e meu sangue subiu. Tinha que ser ela de novo! O que Alice aprontara de novo pra isso?

Bella apareceu com uma toalha e cobriu Alice.

–Onde você estava? – perguntei, enquanto ela me ajudava a levantar Alice, que só chorava e tremia.

– Eu estava no banheiro e quando saí o Edward apareceu no corredor me pedindo pra levar uma toalha pra piscina. Peguei a primeira que vi no banheiro e corri pra fora até ver a Allie sendo tirada pelo Jasper. – Bella explicou.

–Temos que levá-la pra casa. Agora. – enfatizei, sabendo que mais um minuto ali e Alice entraria em desespero mais do que já estava.

Emmett apareceu, seguindo a gente pelo jardim. Ele estava com uma cara péssima de que tinha brigado com alguém.

–Está tudo bem Alice? – ele perguntou se aproximando de nós. Era óbvio que não estava. A baixinha chorava mais contida, porém ainda dava pra escutar seus soluços. Ela encarava o chão com os olhos bem abertos, tremendo de frio e assustada.

–Vamos levá-la pra casa. – Bella respondeu.

–Eu levo, vamos. – ele se ofereceu e fomos. Não dava tempo de ficar discutindo quem iria no carro de quem.

Fui sentada no banco de trás Alice, sua cabeça apoiada em meu colo. Bells seguia a gente. Guiei Emmett até a casa da baixinha e ele se despediu pedindo desculpas pelo acontecido.

Mas não era culpa dele. Era culpa daquela psicopata e suas seguidoras ridículas.

–Bella, me ajuda a tirar essa roupa molhada dela. –pedi, assim que entramos no quarto de Alice.

Os pais dela não estavam em casa, pra variar. Abri a porta com a chave que Allie tinha presa na passadeira da calça. Eu e Bells a levamos direto para o banheiro do quarto dela e tiramos sua roupa encharcada.

–Allie, Alice, olha pra mim. – pedi, segurando seu rosto. Ela ainda tremia, não falava nada e eu estava ficando mais do que preocupada. Bella havia ido buscar uma roupa quente pra ela no quarto. –Allie, amor. Por favor, está tudo bem agora.

O que ela fez foi só chorar mais. Fechou os olhos e eu puxei sua cabeça para meu peito. Bella entrou e sua expressão de preocupação refletia a minha.

–Vem Lice, vem pra banheira. – Bella pediu, segurando sua mão e ajudando entrar. – Nós vamos te esperar aqui fora, ok? – Alice apenas assentiu.

Saímos e ficamos sentadas em sua cama, esperando ela terminar.

–Rose, acha que ela vai ficar bem? – me perguntou, depois de alguns minutos em silêncio.

–Vai sim. Ela só está assustada. – respondi, querendo realmente acreditar em minhas próprias palavras.

–Eu quero matar aquela vadia da Grayson! – Isabella agarrou os próprios cabelos, com raiva.

–Somos duas. Mas não podemos fazer nada contra ela. – suspirei derrota. Era sempre sim, as mais fortes venciam, não é? Não deveria, mas era.

–O que será que Alice fez dessa vez? – Bells perguntou, olhando na direção da porta do banheiro.

–Eu também gostaria de saber. – respondi, olhando para a colcha de cama lilás de Alice. Sempre tão menininha. Ela não merece sofrer assim.

Esperamos uns 20 minutos e nada dela sair do banheiro.

–Ela está demorando demais, Rose. Vamos chamá-la. – Bells ficou de pé e eu a segui para porta do banheiro.

–Allie? Baixinha, abre a porta. – pedi batendo de leve.

–Alice? – Bella chamou também. Nem sinal dela. Então ouvimos o romper de choro forte, soluços.

–Alice abre a porta, por favor. – pedi, só que dessa vez mais firme. Bella bateu mais forte na porta e eu forcei a fechadura.

–Ela trancou. – sussurrei para Isabella, girando outra vez a maçaneta trancada.

Nos encaramos perplexas entendendo que acontecia lá dentro. O que menos queríamos naquele momento. Alice estava se cortando outra vez.

–A gente tem que entrar aí Bella. Ela está se machucando. – falei, já começando a chorar. – Allie, amor, não faz isso. Abre a porta. Não se machuca baixinha. – implorei, tentando controlar as lágrimas enquanto forçava a maçaneta.

–Rose, sai daí. – Bella pediu tomando distância. Fiz o que ela pediu, já sabendo o que pretendia. Ela deu um chute com o máximo de força. Foram uns 3 chutes até que sua bota coturno preta fez um estrondo quebrando a fechadura.

–Alice, larga isso. – Bella voou nela, tirando a lâmina de suas mãos e atirando num canto qualquer do banheiro.

A água da banheira estava sendo tingida de vermelho. O sangue que escorria dos pulsos de Alice, fazia caminho por suas mãos até pingarem na água morna.

Peguei uma toalha e a cobri. Bella e eu a ajudamos sair da banheira enquanto Alice apenas chorava baixinho agora. A colocamos sentada na cama e a ajudamos vestir o moletom confortável, cinza com detalhes em rosa e branco.

–Fica com ela aí e eu vou fazer um chá lá em baixo e já trago, tá bom? – falei olhando pra Bella que limpava os machucados recém-feitos por Alice. Ela assentiu.

Beijei a testa da baixinha e me virei para sair. Ela segurou minha mão.

–Não Rosie, fica. – sua voz fraca parecia de uma criançinha com medo do escuro numa tempestade.

–Eu já volto Allie. Vou fazer chá pra você. Pra nós três. – pisquei e lhe direcionei um sorriso fraco. Alice apenas assentiu, soltando minha mão e se aconchegando melhor embaixo da coberta.

–Rosie? – ela me chamou outra vez. Parei na porta, já com um pé no corretor. – Me desculpe tá bom? – pediu.

Sorri mais abertamente dessa vez. Eu tinha que cuidar dela.

–Vai ficar tudo bem. – voltei, acariciando seus cabelos ondulados e cumpridos. Beijei sua bochecha e me virei pra Bella, que apertou minha mão dando um sorriso.

Em seguida, eu já estava na cozinha dos Brandon colocando água na chaleira, pegando as canecas e os sachês de chá. Eu sabia muito bem onde ficavam as coisas ali, sempre ajudava Alice a cozinhar quando vinha prá cá porque os pais dela sempre comiam fora.

Enquanto a água fervia eu pensava, encostada na bancada, no que Allie poderia ter aprontado pra despertar a fúria de Maggie dessa forma. Se bem que, para aquela ali, basta um fio de cabelo fora do lugar que o mundo todo tem que pagar o pato.

Uma mensagem fez meu celular vibrar no meu bolso. Peguei e abri. Um sorriso bobo brotou nos meus lábios, me fazendo esquecer por alguns segundos toda aquela situação. Era ele.

De: Emmett

Para: Rosalie

Sinto muito nossa noite ter acabado dessa forma. Queria mesmo que você tivesse se divertido. Bom, espero ter compensado só um pouquinho todo o ocorrido fazendo ‘valer a pena’ (risos). E a Alice como está? Espero que bem. Podemos nos ver amanhã? Te ligo, Rose. Não fuja de mim.

Com carinho, Emm.

PS: A Grayson vai se ver comigo na segunda-feira.

Terminei de ler a mensagem — pela terceira vez — após ouvir o barulho da chaleira apitando. Guardei o celular no bolso e terminei de preparar o chá.

Ele nem fazia ideia do quanto havia valido mesmo a pena aquele beijo. Que beijo! Não fazia sentido ele querer me beijar. Não fazia sentido alguém na face da Terra querer me beijar. Mas ele quis. E, ah, não me arrependo nem um pouco.

Foi uma sensação única, indescritível, maravilhosa. Como ele conseguiu tudo isso apenas com um beijo? Talvez, ou melhor, com certeza absoluta, não havia sido nem um pouco a mesma coisa para ele. Ele já deve ter beijado garotas melhores e mais bonitas. Mais... Experientes. Já eu? Não tinha ideia do que fazer, mas ao mesmo tempo foi tão natural e fluído que era como se nos beijássemos há tempos.

–Rosalie? – a voz de Bella me chamando despertou meus pensamentos.

–Ela está bem? – perguntei, assim que ela entrou na cozinha.

–Está melhor. Dormindo. – Bells falou, suspirando pesadamente.

–Vamos subir dar o chá pra ela e então a deixamos dormir melhor. Vamos ficar aqui até os pais dela chegarem. – falei, arrumando as a xícaras na bandeja.

–Vamos contar pra eles? – Ela perguntou, me seguindo para o quarto de Alice.

–Se contarmos ela nos mata. Ela disse que não falaria mais conosco. Vamos conversar amanhã com ela. Temos que fazê-la parar. – respondi, entrando no quarto.

Acordamos Allie e a fizemos beber o chá de camomila, para se acalmar. Em poucos minutos ela já estava dormindo de novo. Seus pais chegaram e falamos que tivemos um dia cansativo andando por aí e que Allie chegou cansada de uma caminhada que fomos fazer no parque e logo dormiu.

Bella me deixou em casa e se foi. Tomei um banho quente e me deitei. Meu pai não estava em casa, àquela hora (22h) já estava no trabalho há tempos.

E como a adolescente boba que sou, tornei a ler a mensagem de Emm. Será que eu podia chamá-lo de Emm?

Dormi sorrindo, imaginando como seria o dia seguinte com ele.

Notas finais
E aí, mereço comentários?